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Chapitre 4 : Etude géologique et hydrogéologique de la plaine de Sidi

4.1 Contexte géologique

4.1.1 Cadre stratigraphique

4.1.1.1 Secondaire

4.1.1.1.3 Crétacé

Ao longo deste estudo foram apontadas tanto pelos autores aqui pesquisados quanto pelos sujeitos da pesquisa, diferentes estratégias formativas importantes para o trabalho de formação continuada dos professores.

Antes de anunciá-las, vale destacar aqui, alguns pontos importantes sobre o papel da coordenação neste processo formativo:

- Mediar o processo tendo algo a contribuir, que possa provocar as reflexões no professor;

- Organizar pautas formativas para as reuniões pedagógicas;Criar linhas de formação dentro da escola garantindo formações diferenciadas que atendam às diferentes necessidades do grupo;

- Auxiliar o professor a superar as suas próprias dificuldades;

- Diagnosticar os saberes dos alunos e dos professores para pensar na articulação das formações dentro da escola;

- Conquistar o professor e atuar como parceiro mais experiente; - Tematizar as práticas dos professores;

- Desenvolver uma homologia de processos;

A tematização da prática, em geral, é feita a partir da filmagem de uma aula realizada pela coordenação durante uma observação em sala, e depois assistida pelos colegas nas reuniões pedagógicas. A equipe de coordenação (ou a coordenadora) organiza previamente os pontos mais importantes a serem observados e coordena a discussão de modo a trazer as contribuições teóricas para embasar a reflexão de uma prática compartilhada por todos.

Essa é uma estratégia muito eficiente para produzir resultados em sala de aula, já que as discussões se dão justamente sobre ações reais desenvolvidas com os alunos, nas quais a ação do professor é analisada e repensada por um grupo de professores envolvidos e, principalmente com a formadora – neste caso a coordenadora da escola.

Aliás, o papel de mediador é também apontado como um dos pressupostos da ação da coordenação na formação continuada de professores. Para isso, é fundamental ter um diagnóstico claro do grupo, tanto dos saberes dos alunos, quanto das necessidades formativas dos professores. Assim, é possível organizar as pautas formativas – tema já tratado anteriormente – e organizar um plano de formação que possa atender as especificidades dos grupos.

Por exemplo, os professores do 1ª ciclo (6 a 8 anos) muitas vezes precisam aprofundar-se no trabalho de alfabetização inicial enquanto os do 2º ciclo (9 a 10 anos) precisam ajudar os alunos a melhorar sua escrita com relação à ortografia. Desse modo, as discussões ficam focadas nas necessidades específicas de cada grupo favorecendo o uso das estratégias estudadas em sala de aula.

Assim, acreditamos que organizar um plano de formação com base no diagnóstico do grupo pode favorecer significativamente o trabalho em sala de aula, possibilitando que o professor qualifique sua ação pedagógica de modo a chegar mais próximo dos alunos contribuindo para a efetivação do trabalho em sala.

A coordenação precisa ser referência para os professores. Não dá pra se organizar uma formação sem que se esteja preparado. É aqui o momento de fazer uso da ideia de dupla conceitualização, trabalhada no capítulo 2, que aponta a necessidade da coordenação desenvolver com o professor dois processos distintos: que por um lado eles construam os conhecimentos sobre o objetivo, e que por outro elaborem conhecimentos referentes às condições didáticas para que seus alunos se apropriem desse objeto de conhecimento.

Nesses momentos formativos é preciso também garantir a homologia de processos que garante a coerência entre a formação oferecida ao professor e a prática que se espera dela em sala de aula. Homologia entendida como:

A compreensão desse fato, que caracteriza a situação específica a profissão docente, descrita por alguns autores como homologia de processos, evidencia a necessidade de que o futuro professor experiencie, como aluno, durante todo o processo de formação, as atitudes, os modelos

didáticos, as capacidades e os modos de organização que se pretende que venham a ser desempenhados nas suas práticas pedagógicas.

Ninguém promove o desenvolvimento daquilo que não teve oportunidade de desenvolver em si mesmo. Ninguém promove a aprendizagem de conteúdos que não domina nem a constituição de significados que não possui ou a autonomia que não teve oportunidade de construir (PIRES, p. 162).

Para isso, novamente destacamos a importância da coordenação organizar uma pauta formativa que privilegie diferentes estratégias metodológicas garantindo, principalmente, momentos de reflexão em pequenos grupos, momentos de análise de práticas e de leitura e embasamento teórico.

Além dessas estratégias de formação, queremos ressaltar, também, os diferentes espaços formativos da escola, que também foram apresentados na análise documental como:

- o conselho de ciclo – onde o grupo de professores juntamente com a equipe gestora irá refletir não só sobre o rendimento dos alunos, quanto sobre as mudanças necessárias na prática pedagógica para que os alunos avancem.

- as reuniões pedagógicas semanais – principal espaço coletivo de formação da escola e interesse de atuação da coordenação pedagógica é onde deve acontecer prioritariamente a formação continuada dos professores. É neste espaço que a coordenação irá promover a reflexão sobre as práticas pedagógicas à luz de autores que possam embasar o trabalho em sala de aula, contribuindo para um trabalho de qualidade.

Para Vasconcellos:

A escola não pode ser vista apenas como local de trabalho; deve ser ao mesmo tempo espaço de formação. É preciso investir prioritariamente na formação permanente e em serviço do professor, para que possa ter melhor compreensão do processo educacional, postura e métodos de trabalho mais apropriados. O trabalho coletivo constante é uma estratégia decisiva para isto (2004, P. 123).

Cabe à coordenação estar atenta à essas possibilidades e fazer uso dessas diferentes estratégias formativas de modo a enriquecer o trabalho do professor com vistas à aprendizagem do aluno. Sem isso, sua função ficará esvaziada e o professor sozinho nesta busca por um trabalho efetivo e de qualidade que garanta a aprendizagem de todos os alunos.

5.4.3 Organização de estratégias e instrumentos de acompanhamento do

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