7 Développement
7.3 Tutoriel 1: réalisation d'une application simple
7.3.3 Création du composant
A compreensão sobre as características de processos mentais do homem permite a associação com uma série de recomendações a respeito do tratamento de informação relacionados ao design da informação. Estes apontamentos fazem menção específica a elementos materiais, ou configurativos de interfaces, caracterizados anteriormente pelo nível intrínseco da informação, nomeadamente referente aos documentos em suas partes chamadas ‘forma’ e ‘conteúdo’.
Ambas as partes se destacam em relação a apresentação na interface, que está diretamente relacionada no âmbito visual da informação. Para uma compreensão detalhada sobre os elementos que compõem interfaces, utiliza-se Passos (2008b, p. 53) onde encontra-se uma delimitação sobre os elementos de
interfaces de hipermídias, pertinente a este contexto, como segue:
§ Elementos imagéticos – compostos por imagens estáticas como fotografias, ilustrações, pinturas, desenhos, ícones, pictogramas, padrões formais e cromáticos, formas geométricas, diagramas e gráficos; imagens em movimento, como vídeos e animações bi e tridimensionais; e ainda mesclas entre estes componentes.
Estes elementos podem atuar como referencial estético, tema figurativo ou adorno, indicando conteúdos primários ou complementares, além de possibilitarem as configurações formais de componentes de ligação, se apresentando na forma de botões ou menus.
Além destes elementos, consideram-se como elementos imagéticos os componentes oriundos da utilização de caracteres sem um sentido textual, quando estes não compõem uma palavra ou termo. Neste caso, os caracteres são utilizados como elementos compositivos que formalizam grafismos figurativos ou abstratos.
§ Elementos textuais – compostos por textos estáticos ou em movimentos, em bloco, frases, palavras, títulos e subtítulos. Também podem atuar como
configurações formais de componentes de ligação, geralmente
apresentando na forma palavras destacadas por cor, peso do caractere ou com adornos. Estes elementos ainda podem ser associados aos elementos imagéticos formando botões rotulados e menus, estáticos ou ‘animados’ com efeitos visuais e/ou sonoros diversos.
§ Elementos sonoros – compostos por sons de ambientação, locução, ruídos, trilhas. Estes elementos estão frequentemente associados com elementos imagéticos e/ou textuais, assumindo funções diversas. O som possibilita o realce de áreas (por meio de ruídos ou trilhas) e a emissão de áudio (por meio de locuções e reproduções sonoras).
Retomando a discussão sobre a configuração da informação, encontram-se na literatura uma série de recomendações pertinentes. Pettersson (2012), que dedica um capítulo inteiro de sua publicação às discussões sobre cognição, e
discute alguns princípios do design da informação associados ao fatores humanos em relação à apresentação de informações em interfaces diversas, sendo eles: facilitar a aprendizagem, proporcionando estruturas claras, simples, unitárias e de qualidade. Ele ainda afirma que harmonia e proporção são princípios estéticos, e discute algumas ferramentas do design da informação relativos ao uso de textos e imagens.
Redig (2004) utiliza a palavra ‘forma’ como conceito familiar ao utilizado neste estudo na decomposição de um documento, conforme Miranda e Simeão (2002). Em determinada passagem de sua publicação, o autor levanta condições fundamentais ao design da informação, entre elas: analogia, clareza, concisão, ênfase, coloquialidade e consistência, cordialidade.
Em discurso familiar, Katz (2012), levanta questões instrumentais sobre o design da informação, considerando as relações entre elementos de uma interface e entre estes elementos e os usuários, além de linguagens, estrutura e organização da informação, e chegando a especificidades de fundamentos de linguagem visual, tais como grafismos, tipografia, grid e cor.
Em vista de uma generalização, é possível apontar recomendações para a configuração da informação em interfaces no contexto do design da informação da seguinte maneira:
§ Fazer analogias com elementos conhecidos pelo usuário; § Tornar os elementos claros entre si e em suas relações; § Ser conciso no uso de elementos;
§ Enfatizar elementos de maneira hierárquica; § Adequar a linguagem ao contexto do usuário;
Como pode-se observar, existe afinidade conceitual entre tais recomendações e os aspectos relativos aos estudos sobre os processos mentais do homem, no que tange os aspectos orgânicos, e sobretudo mentais, quando da associação de elementos às experiências prévias do usuários.
a configuração de elementos para além dos gráfico-visuais, entretanto, como dito, o ser humano tem prevalência do sentido visual em sua interação com o mundo, e do mesmo modo, o design da informação, segundo levantamento aferido, mantém tal caráter, tanto por considerar esta característica, como pela associação histórica em relação ao surgimento do design da informação associado ao design gráfico.
Assim sendo, é possível fazer um aprofundamento em relação às orientações que fundamentam teoria da Gestalt, e consecutivamente a maneira pela qual o sujeito compreende os objetos do mundo, que traz em suas regras gerais, princípios aplicáveis à configuração de elementos, e que permite articulação analítica e interpretativa da forma do objeto, vinculada principalmente aos elementos imagéticos e textuais das interfaces (BAXTER, 1998; GOMES FILHO, 2003; IIDA, 2005):
§ Unidade: o homem tem a capacidade de distinção de um único elemento que se encerra em si mesmo ou considerando-se como parte de um todo; § Segregação: o homem tem a capacidade de separar, identificar, evidenciar
ou destacar unidades formais em um conjunto composto de elementos; § Unificação: o homem tende a agregar elementos em vista de unificar uma
forma considerando semelhanças produzidas por estímulos visuais em relação ao objeto – harmonia, equilíbrio, ordenação e coerência de linguagem ou estilo formal dos elementos constituídos no conjunto.
§ Simetria: o homem tem a grande capacidade de apreensão da relação de simetria nos elementos, sejam complexos, naturais, incompletos ou distorcidos;
§ Formas geométricas: o homem tem mais facilidade de detectar formas geométricas simples que as irregulares ou complexas;
§ Fechamento: o homem tende a perceber formas incompletas como completas. As formas incompletas ou fragmentos tendem a ser completados pelo homem de acordo com a atribuição de um significado a ele;
§ Pregnância da forma: o homem percebe qualitativamente as características que uma forma apresenta em relação à sua compreensão, à rapidez de
leitura ou interpretação efetuada por ele mesmo;
§ Figura e fundo: o homem tem a capacidade de destacar um elemento ou parte do que se observa, que é considerado prioritário em relação aos outro elementos. Assim, este elemento é considerado como ‘figura’ e os demais como ‘fundo’. Esta relação pode ser alternada, mas nunca haverá simultaneidade de ambos;
§ Proximidade: o homem tende a perceber conjuntos de elementos situados próximos entre si tendendo a compreendê-los como um conjunto único; § Similaridade (ou semelhança): o homem tende a perceber elementos com
forma e/ou cor semelhantes como conjunto único;
§ Continuidade: o homem tende a dar continuidade ou fazer prolongamentos às trajetórias das formas dos elementos.
Além destes princípios, é possível se realizar um aprofundamento nas relações de processos mentais do homem em relação à representação e visualização de informação com base em autores como Lupton e Phillips (2008), Bringhurst (2005), Gomes Filho (2003), Frutiger (2001), Zwaga (1999), Dondis (1997) e Farina (1990), que versam sobre fundamentos de linguagem visual, imagem, tipografia e teoria de cores. No entanto, devido ao grande volume de possibilidades de discussão que o assunto permite, e considerando o escopo deste estudo, optou-se pelo não aprofundamento, que pode ser efetuado de maneira distinta, dando-se ênfase a contextos específicos em que se encontra cada projeto de artefato.