Diante das respostas obtidas com a primeira parte do questionário, foi possível traçar o perfil segmentado dos entrevistados como observa-se a seguir.
Quadro 2 – Perfil segmentado da amostra
Variável Caracterização
Gênero Masculino
Faixa Etária Até 25 anos
Estado Civil Solteiro
Ocupação Estudante, bolsista e/ou estagiário
Renda Mensal Familiar Até R$ 3.000,00
Conta em bancos tradicionais Sim
Interesse em tecnologia Interesse elevado
Fonte: elaborado pelo autor (2019).
Diante do quadro 2, nota-se que o perfil da amostra é identificado por jovens, do gênero masculino, apenas estudando ou com um trabalho relacionado ao seu vínculo estudantil, e das classes sociais D e E, que possuem conta bancária e são altamente interessados em tecnologia.
4.1.1. Gênero
Com a intenção de enquadrar o questionário de acordo com as orientações do IBGE foi adicionada entre as opções do gênero a alternativa “outro”. Diante do resultado foi possível identificar que a maior parte da amostra é do sexo masculino, como se verifica na tabela abaixo.
Tabela 1 – Gênero da amostra
40
Gênero Absoluta (n) Relativa (%)
Feminino 17 29,8
Masculino 40 70,2
Outro 0 0
Total 57 100
Fonte: elaborado pelo autor (2019)
Observa-se na tabela 1 que, dentre os 57 entrevistados 40 são do gênero masculino, a dizer, 70,2% da amostra e 17 são do sexo feminino, representando uma porcentagem de 29,8%. E a opção de outro gênero não teve quantitativo. Esse perfil masculino pode ser justificado por ter sido aplicado no curso de graduação em administração, coenfatizando junto aos resultados do censo/MEC 2017 onde o curso de administração foi o segundo maior em proporção de homens versus mulheres em sua ocupação.
4.1.2. Faixa etária
Quanto à faixa etária, a amostra foi caracterizada por pessoas com idade até 25 anos, os chamados nativos digitais, como se certifica a seguir.
Tabela 2 – Faixa etária da amostra
Variável Frequência
Faixa etária Absoluta (n) Relativa (%)
Até 20 anos 11 19,3 21 a 25 anos 28 49,1 26 a 30 anos 8 14,0 31 a 35 anos 3 5,3 36 a 40 anos 4 7 Acima de 40 anos 3 5,3 Total 57 100
Fonte: elaborado pelo autor (2019)
Percebe-se de acordo com a tabela 2 que, os nativos digitais ou mais conhecidos por geração Z representam 68,4% da amostra, a dizer, 39 pessoas. Os respondentes nascidos entre 1980 a 2000, denominados como geração Y, somaram 15 pessoas. Kotler, Kartjaya e Setiawan (2017) definem os nativos digitais como sendo pessoas que não possuem medo de experimentar o novo e estão sempre conectados. Diante disso, pode-se concluir que o perfil da amostra da pesquisa possui uma tendência em adquirir produtos novos e experimentar serviços inovadores, constituindo uma população em potencial para as fintechs.
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Ainda para Kotler, Kartjaya e Setiawan (2017), os jovens são definidores de tendência. Assim, atenta-se que além de um público em potencial para as fintechs, a amostra por ser jovem possui um poder influenciador na comunidade ao ponto de sugestionar o mercado para o uso das fintechs.
4.1.3. Estado Civil
Quanto ao nexo do estado civil, os entrevistados foram caracterizados como solteiros, como nota-se abaixo.
Tabela 3 – Estado civil da amostra
Variável Frequência
Estado Civil Absoluta (n) Relativa (%)
Solteiro(a) 44 77,2
Casado(a)/União Estável 13 22,8
Divorciado(a)/Separado(a) 0 0
Viúvo(a) 0 0
Total 57 100
Fonte: elaborado pelo autor (2019).
Constata-se pela tabela 3 que, o quantitativo de solteiros foi de 44 pessoas, enquanto o de casados ou pessoas com união estável foi de 13. As categorias de divorciado(a)/separado(a) e de viúvo(a) não foram identificadas da amostra. Para a caracterização dessa variável, a dizer, perfil de solteiros, não foi encontrado comparativo dentro da pesquisa bibliográfica realizada.
4.1.4. Ocupação
Quanto à ocupação, a maioria dos respondentes são apenas estudantes como contempla-se a seguir.
Tabela 4 –Ocupação da amostra
Variável Frequência
42
Só estuda 22 38,6
Estagiário/Bolsista 14 24,6
Servidor público 5 8,8
Empresário 3 5,3
Atua no setor privado 12 21,1
Autônomo/Profissional liberal 1 1,8
Outro 0 0
Total 57 100
Fonte: elaborado pelo autor (2019).
Verifica-se de acordo com a tabela 4 que, a amostra é caracterizada por pessoas que apenas estudam ou exercem algum trabalho vinculado à função estudantil, como bolsa ou estágio, consistindo em 63,2% dos pesquisados, a dizer, 36 pessoas. O restante dos pesquisados são compostos por 12 funcionários de empresas privadas, 5 servidores públicos, 3 empresários e 1 autônomo/profissional liberal.
4.1.5. Renda mensal familiar
No tocante a renda mensal familiar, constata-se que 70,2% dos participantes da pesquisa possuem uma renda mensal até R$ 3.000,00, como percebe-se abaixo.
Tabela 5 – Renda mensal familiar da amostra
Variável Frequência
Renda Absoluta (n) Relativa (%)
Até mil reais 22 38,6
De 1.001 a 3 mil reais 18 31,6
De 3.001 a 5 mil reais 4 7,1
De 5.001 a 10 mil reais 7 12,3
Acima de 10 mil reais 6 10,5
Total 57 100
Fonte: elaborado pelo autor (2019).
Observa-se na tabela 5, que 40 pesquisados possuem uma renda mensal familiar até 3 mil reais, 4 entre 3.001 a 5 mil reais e 13 pessoas acima de 5 mil reais. De acordo com esses dados, pode-se concluir que a amostra é caracterizada nas classes D e E.
43
Quanto a variável de conta bancária, verificar-se que a maior parte dos entrevistados possuem algum tipo de conta em bancos tradicionais, como observa-se a seguir.
Tabela 6 – Conta Bancária
Variável Frequência
Possui conta bancária Absoluta (n) Relativa (%)
Não 9 15,8
Sim 48 84,2
Total 57 100
Fonte: elaborado pelo autor (2019).
Conforme a tabela 6, é possível constatar que 84,2% da amostra, a dizer, 48 pessoas, possuem algum tipo de conta em bancos tradicionais. Vale ressaltar que, como o objetivo da pergunta era saber a adesão das pessoas aos bancos tradicionais, não foi especificado nenhum tipo de conta, portanto, as respostas positivas podem representar desde conta poupança até conta salário.
Percebe-se pela tabela 6 que, 15,8% da amostra, a dizer, 9 pessoas, não possuem conta bancária. Corroborando com dados do Banco Mundial (2017, apud BID e Finnovista, 2019) que revelam que em 2017, em média, 27% da população mundial não tinha conta em bancos tradicionais. A exclusão bancária é uma realidade vivenciada em todo mundo, mas são vários os fatores que podem influenciar esse fato, desde a burocratização para abertura de conta até a decepção com os bancos tradicionais.
4.1.7. Interesse por tecnologia bancária
Quanto ao nível de interesse por tecnologia, certifica-se que os participantes da pesquisa possuem grande interesse pelo assunto, como nota-se a seguir.
Tabela 7 – Interesse por tecnologia bancária da amostra
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Nível de interesse Absoluta (n) Relativo (%)
0 0 0 1 1 1,8 2 0 0 3 8 14,0 4 11 19,3 5 37 64,9 Total 57 100
Fonte: elaborado pelo autor (2019).
Para esta variável foi utilizada a escala de Likert com o objetivo de medir o nível de interesse dos pesquisados por tecnologia bancária, consistindo em a opção 0 para nenhum interesse e a opção 5 para interesse elevado. Percebe-se pela tabela 7 que, 48 participantes, a dizer, 84,2% da mostra afirmam ter muito interesse ou interesse elevado nesse assunto. Enquanto, apenas um participante da pesquisa informou ter pouco interesse em tecnologia bancária.
Compreendendo que as fintechs são fruto dos avanços tecnológicos no sistema financeiro e que os pesquisados possuem bastante interesse pelo assunto, percebe-se que o perfil da amostra estar antenado nos progressos que ocorrem no sistema financeiro e observando as inovações que surgem para favorecer suas movimentações financeiras. E esse perfil torna-se ainda mais exigentes diante do nível de interesse e conhecimento que possuem da temática. Para Barbosa (2018), a prontidão no acesso a informação e o surgimento de uma geração imersa na inovação tecnológica influenciam e transformam o comportamento do consumidor.