LES PROTHESES AUDITIVES IMPLANTABLES A CONDUCTION OSSEUSE
A CONDUCTION OSSEUSE8
2. Cophose Unilaterale
Uma citação que retrata o que se pretende fazer neste ponto do trabalho é apresentada por Bogdan & Biklen (1994, p. 205):
“A análise de dados é o processo de busca e de organização sistemático de transcrições de entrevistas, de notas de campo e de outros materiais que foram sendo acumulados,
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com o objetivo de aumentar a sua própria compreensão desses mesmos materiais e de permitir (ao investigador) apresentar aos outros aquilo que encontrou”.
A nossa análise vai recair sobretudo sobre os dados provindos do inquérito por questionário e sobre os dados recolhidos da plataforma eletrónica interna de armazenamento de dados da empresa. A análise do inquérito por questionário incide sobre uma grande amostragem e requer uma análise estatística dos resultados para, posteriormente, se poder fazer a análise de conteúdo sobre os aspetos qualitativos e retirar conclusões do estudo efetuado. Os dados recolhidos da plataforma eletrónica exigiram uma análise estatística. Desta feita, este estudo é hibrido.
Bogdan & Biklen (1994, p. 206) aconselham a que o investigador novato deixe “a análise mais formal para quando a maior parte dos dados tiverem sido recolhidos”, sendo que assim aconteceu, de modo a não criar conflitos entre informações nem tornar a investigação confusa.
3.4.1. Análise estatística
Para auxiliar no tratamento dos dados, e quando a amostra é extensa, é habitual utilizar- se “procedimentos estatísticos (...), como o pacote estatístico para as ciências sociais (SPSS)” (Bell, 2004, p. 179). Contudo esta amostra não é muito extensa e, por isso, foi utilizado o suporte informático Microsoft Excel, também por considerarmos que este é um programa mais simples e intuitivo. Bell (2004, p. 180) diz, também, que para os projetos de pequena duração, como é o caso no nosso estudo, “será suficiente compreender operações aritméticas simples, como a determinação de médias e percentagens”.
3.4.2. Análise de conteúdo
A análise de conteúdo é um conceito-técnica com inúmeras interpretações. Devido à sua flexibilidade é ajustável à realização de inúmeros estudos, tal como Amado (2014, p. 302) menciona: “O conceito de análise de conteúdo tem sofrido uma evolução ao longo dos tempos, caminhando de um sentido mais descritivo e quantitativo, numa primeira fase, para um sentido mais interpretativo, inferencial, em fases posteriores”. Esta técnica, tal como Amado (2014, p. 300) refere: é “uma técnica flexível e adaptável às estratégias e técnicas de recolha de dados” e, por isto, é muito útil no tratamento de dados nas investigações de caráter social.
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Segundo Bardin (1995, p. 9) a análise de conteúdo pode ser definida como “um conjunto de instrumentos metodológicos cada vez mais subtis em constante aperfeiçoamento, que se aplicam a «discursos» (…) extremamente diversificados” sendo, por isso, “um conjunto de técnicas de análise das comunicações” (Bardin, 1995, p. 31) que em si é “uma hermenêutica controlada, baseada na dedução: a inferência” (Bardin, 1995, p. 9).
Esta técnica, tal como refere Bardin (1995, p. 30), tem duas grandes funções a que a autora intitula por “função heurística” – a “análise de conteúdo enriquece a tentativa exploratória, aumenta a propensão à descoberta” e a “função de «administração da prova»” – o investigador parte de “hipóteses sob a forma de questões ou de afirmações provisórias servindo de diretrizes”. Isto significa que com a “função heurística” se recolhem as primeiras informações sobre determinado tema e que para a “função da administração da prova” se terão em conta informações já existentes que poderão servir de base. Um estudo não tem de ser exclusivo a nenhuma destas duas funções, pois “na prática, as duas funções de análise de conteúdo podem coexistir de maneira complementar” sobretudo quando o investigador se dedica a “mensagens pouco exploradas, onde faltam ao mesmo tempo a problemática de base e as técnicas a utilizar. Neste caso, as duas funções interactuam, reforçando-se uma à outra” (Bardin, 1995, p. 30). O estudo realizado e aqui apresentado pretendeu contemplar uma “função heurística”, isto é, sobretudo, uma função de descoberta.
Amado (2014, p. 313) elenca duas grandes finalidades da análise de conteúdo: “o primeiro grande objetivo da análise de conteúdo é o de organizar os conteúdos de um conjunto de mensagens num sistema de categorias que traduzam as ideias-chave veiculadas pela documentação em análise”, só depois de este passo estar finalizado é que se poderá “elaborar um texto que traduza os traços comuns e os traços diferentes das diversas mensagens analisadas” e é somente a partir daí que se pode dar “avance na interpretação e na eventual teorização”.
Segundo Amado (2014, pp. 308 - 312) o processo de análise processa-se em seis fases. Inicia-se com a definição do problema e dos objetivos do trabalho, isto é importante porque este passo condicionará toda a tomada de decisão ao longo deste processo, sendo este passo já abordado no capítulo: Enquadramento contextual do Estágio. Depois deve proceder-se à explicitação do quadro de referências teóricas de modo a que o investigador possa questionar os dados recolhidos e também propor explicações e interpretações dos mesmos, possuindo 3 finalidades, tal como salienta Krippendorff (1990, citado por Amado, 2014): de prescrição (guia a concetualização do trabalho); de análise (deve facilitar o exame crítico dos resultados); de metódico
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(deve orientar para o desenvolvimento e aperfeiçoamento da metodologia), aspeto abordado no enquadramento teórico deste trabalho.
Posteriormente deve-se continuar com a constituição de um corpo documental, tendo em conta quatro aspetos, a exaustividade dos materiais disponíveis, a representatividade dos documentos escolhidos para a análise num universo maior, a homogeneidade do tema quando se está a cruzar técnicas diferentes e a adequação, isto é, os documentos devem ser adequados aos objetivos do investigador, salientando-se que nesta fase a utilização de um software de análise é aconselhável.
Subsequentemente, ainda no processo de análise, segundo Amado, deve-se avançar para leituras sucessivas e verticais de diversos documentos de modo a possibilitar a inventariação geral de temas relevantes, como uma primeira leitura para definir o rumo do trabalho – ideias tratadas no presente capítulo e no anterior. Quase a terminar, propõe o autor que se formule e explicite as hipóteses prévias, pois estas vão sendo criadas ao longo da investigação, seja implícita ou explicitamente, sobre o significado de certas ações ou comportamentos, sendo esta uma tarefa de estruturação da informação para depois ser apresentada, não consistindo, por isso, na própria apresentação. Por fim, deve-se proceder à categorização da informação, que é “o processo pelo qual os dados brutos são transformados e agregados em unidades que permitem uma descrição exata das características relevantes do conteúdo” (Bardin, 2002, citada por Amado, 2014). Assim se fará no seguinte capítulo intitulado: Apresentação e Discussão do Processo de Investigação.
Amado (2014) refere alguns passos a seguir para se avançar com esta técnica. Primeiro optar “pelo tipo de procedimentos: fechado, aberto ou misto” (Amado, 2014, p. 313) em que o procedimento fechado consiste na elaboração de um “sistema de categorias prévio, a priori que se prende com o enquadramento teórico e com a revisão bibliográfica previamente obtida” (Amado, 2014, p. 313); o procedimento aberto remete para a construção de um “sistema de categorias puramente induzido a partir da análise, ainda que subordinado ao background teórico do investigador” (Amado, 2014, p. 314); ou o procedimento misto que consiste em combinar os “sistemas de categorias prévias com categorias que ele próprio [o investigador] cria indutivamente a partir dos dados, uma mistura dos dois procedimentos anteriores” (Amado, 2014, p. 314).
Esta técnica, a análise de conteúdo, pode, por exemplo, consistir na “contagem do número de vezes que certos termos particulares ou «unidades de registo» ocorrem numa amostra de fontes” (Bell, 2004, p. 107), consegue-se estudar as newsletters e/ou “usar uma técnica de amostragem” (Bell, 2004, p. 107). Nesta investigação utilizou-se uma amostragem, sendo que
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Bell (2004, p. 108) alerta que a “natureza da amostra” […] deve ser suficientemente ampla para permitir conclusões válidas”, sendo esta a razão de se ter alargado o universo de formandos a quem se mandou o inquérito, mesmo correndo o risco de as percentagens de respostas diminuírem (o que acabou por ocorrer).
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