8. Annexe 2: programmes de réformes régionaux
8.2. Wallonie : Stratégie Europe 2020 : Contribution de la Wal- Wal-lonie et de la Communauté Française au Programme
8.2.4. Coordination thématique Remarque introductive
O Teste de Usabilidade é um dos métodos mais tradicionais para avaliação da usabilidade de uma interface em uma pesquisa com usuários (ROCHA, BARANAUSKAS, 2003; GARRETT, 2011; AGNER, 2012). Este método consiste na observação de como os usuários executam tarefas em uma interface a fim de compreender como se dá a busca pela informação (AGNER, 2012). O Teste de Usabilidade é realizado com um usuário por vez. A ele é apresentado um site ou protótipo de um site e lhe é solicitado que ele ou descubra a serventia do mesmo ou tente usá-lo realizando tarefas típicas (KRUG, 2006, p. 133).
O Teste de Usabilidade possui as seguintes vantagens: é barato, flexível, convincente e fácil de usar. Trata-se de um método de baixo custo porque não envolve equipamentos específicos nem mais que cinco usuários para obter os resultados mais importantes. É flexível porque pode ser aplicado em qualquer fase do ciclo de desenvolvimento do design e pode ser feito até mesmo quando se possui apenas protótipos do sistema em papel. É convincente porque demonstra aos designers, idealizadores e investidores do sistema a forma como os usuários realmente agem e pensam sobre o projeto desenvolvido. E é um método fácil de aprender a ser aplicado, o que significa que pode ser realizado por novos pesquisadores da área mesmo quando eles não possuem vasta experiência em avaliações de usabilidade.
Aliada a este método é comumente usada a técnica Pensar Alto (Think Aloud); técnica advinda de pesquisas em psicologia. No Pensar Alto, o participante da avaliação de
usabilidade é solicitado a verbalizar seus pensamentos enquanto utiliza o sistema, narrando como ele interpreta cada item da interface (ROCHA, BARANAUSKAS, 2003). Esta técnica permite que o moderador ouça os pensamentos do usuário e compreenda para onde eles olham, quais informações leem e assim obtenha informações valiosas sobre a maneira como esses usuários conduzem suas interações com a interface em questão.
A combinação dessas duas metodologias se dá da seguinte forma: um questionário com tarefas é aplicado a usuários representativos do público-alvo e eles são convidados a pensar alto, narrando o que observam na tela, suas possíveis dúvidas e o que esperam ver ao realizar interações específicas. Jakob Nielsen (NIELSEN, 2012a) divide este método em três passos: recrutar usuários representativos do sistema em avaliação, apresentar as tarefas que eles devem realizar e motivá-los a continuar falando enquanto interagem com a interface.
O teste de usabilidade pode ser aplicado em diferentes fases de desenvolvimento de uma interface, sendo mais comum vê-lo aplicado em produtos já finalizados (GARRETT, 2011).
Segundo Rocha e Baranauskas (2003) um plano detalhado deve ser para a condução de um Teste de Usabilidade. Este documento deve conter as seguintes informações:
Objetivo do teste;
Quando o teste será realizado; Duração prevista para cada sessão; O suporte computacional necessário; O software que precisa estar à disposição;
Indicação do estado do sistema no início do teste; Quem serão os experimentadores;
Quem serão os usuários e como serão conseguidos; Quantos usuários são necessários;
Quais tarefas serão solicitadas aos usuários;
O critério utilizado para definir se os usuários concluíram as tarefas corretamente;
O quanto o experimentador poderá ajudar o usuário durante o teste; Quais dados serão coletados e como serão analisados;
De forma similar, Hoa Loranger, especialista em experiência do usuário no Nielsen Norman Group. Loranger descreve as seguintes etapas para a condução de um Teste de usabilidade (LORANGER, 2016):
1. Definir objetivos do estudo;
2. Determinar o formato de condução do estudo; 3. Determinar o número de usuários;
4. Recrutar participantes;
5. Escrever tarefas que se adequem aos objetivos do estudo; 6. Conduzir um estudo piloto;
7. Decidir sobre a coleta de métricas; 8. Elaborar o roteiro do teste;
9. Motivar membros da equipe a observar as seções.
Uma das vantagens deste teste observacional com usuários é o fato de que assim é possível descobrir o que os usuários realmente fazem no site, e não o que eles relatam fazer. Este método apresenta de que forma a interface satisfaz as necessidades dos usuários, identificando elementos que funcionam e os que não funcionam (LORANGER, 2018).
O Teste de Usabilidade é um dos métodos mais utilizados para se fazer a avaliação da usabilidade em estudos com usuários. Este método visa compreender, na prática, como os usuários interagem com a interface enquanto buscam informação. Embora muito utilizado, o Teste de Usabilidade possui algumas limitações relacionadas ao contexto de aplicação, ao número de problemas encontrados e ao seu tempo de execução. O contexto é um fator limitante porque neste método o usuário não é observado em seu ambiente natural de uso, pois o método é realizado em um ambiente controlado com situações similares ao de seu contexto natural. O número de tarefas em um Teste de Usabilidade também é limitante; geralmente realizado com menos de dez tarefas, o número de tarefas influencia sua capacidade de avaliar a usabilidade da interface como um todo. Por último, o tempo de execução da metodologia também se apresenta como fator limitante, pois demanda mais tempo para elaboração das tarefas, recrutamento dos voluntários, execução das tarefas e posterior análise.
Apesar das limitações, o teste de usabilidade é um dos mais utilizados, pois permite compreender como os usuários interagem com interfaces digitais, identificando os caminhos melhor utilizados e os problemas existentes na execução de determinadas tarefas.
Além disso, o teste de usabilidade. também apresenta a vantagem ser facilmente executado por pesquisadores de diferentes áreas desde que eles saibam quais tarefas serão executadas.
Escolha e quantidade de usuários
Por se tratar de uma avaliação qualitativa, o número de usuários convidados a participar de um Teste de Usabilidade pode ser de apenas cinco, pois com esta quantidade é possível descobrir 85% dos problemas de usabilidade de um sistema (NIELSEN, 2012b; BUDIU, 2017). Este método é realizado com um número limitado de tarefas, logo não é possível determinar todos os erros de usabilidade de um sistema. Porém, serve para identificar se para essas tarefas em específico, o usuário consegue atingir seu objetivo da melhor forma possível.