Part II: Evolutionary Algorithms
5.2 Cooperation within Evolution
O número de animais de estimação tem vindo a aumentar nos últimos anos, e apesar destes terem muitos efeitos positivos sobre a saúde das pessoas, podem também estar associados às mais variadas doenças infeciosas. Dado que uma grande parte destas doenças são parasitárias, e bem adaptadas ao clima de Portugal, o nosso país torna-se num dos países europeus com maior risco de infeção por este tipo de doenças. Também com o fenómeno do aquecimento global, esta realidade tende ainda a agravar-se nos próximos anos.
Um outro problema frequentemente referido em vários estudos, é que a população em geral não tem conhecimento de que muitas doenças dos seus animais de estimação lhes podem ser transmitidas, daí que muitas vezes possam ser observadas práticas de risco. O farmacêutico tem assim uma responsabilidade acrescida nesta área, tanto na saúde dos animais de estimação como também na própria saúde das pessoas que os rodeiam.
Durante o meu estágio tive por diversas vezes contacto com práticas incorretas relacionadas com a desparasitação, assim como verifiquei uma preocupação muito maior com a desparasitação contra parasitas externos do que contra parasitas internos. Desta forma, decidi realizar um panfleto informativo (Anexo 4) sobre esta temática tendo por objetivo:
• Alertar para as principais e mais preocupantes zoonoses em Portugal e as suas formas de transmissão;
• Aconselhar algumas medidas preventivas para diminuir a incidência das zoonoses e a sua transmissão ao Homem;
• Fornecer alguma informação sobre os esquemas gerais de desparasitação e de alguns dos métodos de desparasitação.
Com este folheto informativo espero ter consciencializado os clientes da Farmácia Normal para alguns dos cuidados a ter com os animais de estimação. Espero também que este trabalho tenha contribuído para diminuir comportamentos de risco, e fornecida informação útil com conselhos sobre a desparasitação em animais de companhia, em particular cães e gatos.
Relatório de Estágio – Farmácia Normal
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Conclusão
O período de estágio curricular é uma parte fundamental do mestrado em Ciências Farmacêuticas, permitindo ao mesmo tempo desenvolver e aprofundar as competências adquiridas até aqui, mas também adquirir novas competências e conhecimentos aplicados especificamente na área da farmácia comunitária.
Durante este período de estágio, tive a oportunidade de desenvolver as várias funções de um farmacêutico, mas em especial a de atendimento ao público, onde o farmacêutico tem um papel de maior destaque. Assim, ao longo destes quatro meses de estágio fui progressivamente ganhando autonomia e desenvolvendo novas competências, com ajuda da equipa da farmácia. Em particular no aconselhamento farmacêutico, em que se torna necessário uma condução eficaz da entrevista ao utente, obtendo o máximo de informação, para que se tome a decisão o mais fundamentada possível.
Em relação aos projetos desenvolvidos, pude também aconselhar diretamente as pessoas, no caso do projeto sobre a qualidade do sono, sobre um problema muito prevalente, que também tive a oportunidade de comprovar através do questionário realizado. No caso do meu segundo projeto, alertei para um problema que embora não tão frequente, é uma realidade pouco conhecida e cujo impacto se pensa que venha a aumentar nos próximos anos. Espero assim, que estes projetos tenham conseguido fazer-se chegar à comunidade e com isto mudar a perceção sobre estes problemas e permitindo uma melhoria da qualidade de vida.
Tenho ainda consciência ainda que apesar do muito que aprendi durante este período de estágio, ainda tenho muito a aprender. Isto porque, além do mais, o papel de um farmacêutico a nível comunitário exige uma formação constante face a um mercado crescente de produtos, cada vez mais específicos e que exigem um conhecimento profundo por parte do farmacêutico para melhor poder desempenhar o seu papel.
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