Self Adaptive Genetic Algorithms
Theorem 2.1. The total number of individuals in the ecosystem is a constant; that is,
2.5.1 Convergence Analysis
Na atualidade, pululam publicações, em formato de dissertações, teses, artigos em periódicos, comunicações em eventos, que abordam diferentes temáticas na área de Educação em Química. Apesar disso, alguns autores (BOSI, 2007; SOARES; MESQUISTA; REZENDE, 2017) afirmam que apenas o fator quantidade não deve ser tomado como parâmetro do avanço nos diversos campos de investigação, já que pode não vir acompanhado da qualidade (GRECA; COSTA; MOREIRA, 2002; KUENZER; MORAES, 2005; TEIXEIRA; MEGID NETO, 2006, 2012;).
Acerca da qualidade das produções, emergem várias questões:
[...] Como pesquisar a própria pesquisa? Como abordar esse novo objeto de investigação? (GAMBOA. 1998, p. 8).
Quais são os temas mais focalizados? Como estes têm sido abordados? Quais as abordagens metodológicas empregadas? Quais contribuições e pertinência destas publicações para a área? O que é de fato específico de uma determinada área [...]? (ROMANOWSKI; ENS, 2006, p.38).
[...] o que apresentam em comum e em que aspectos se diferenciam? Qual a natureza de suas perspectivas de análise? Quais referências adotam para suas elaborações? Como definem/nomeiam/identificam /reconhecem esse campo de pesquisa? (SALEM, 2012, p. 30).
Isso torna inevitável que os pesquisadores voltem os olhos frequentemente para o que foi produzido, na tentativa de realizar um balanço dessa produção. Nesse sentido, são realizadas ações como levantamento, mapeamento, construção de inventário do conhecimento desenvolvido, buscando-se refletir sobre a área, construir sua história e evolução, delineando suas características e tendências ao longo do tempo (FRANCISCO; ALEXANDRINO; QUEIROZ, 2015; FERREIRA, 2002; SALEM, 2012).
Os trabalhos dessa natureza vêm se destacando e ganhando notoriedade, pautados em justificativas diversas, dentre estas:
a) tais balanços ajudam a detectar estágios de teorias e métodos; b) colocam em relevo aspectos do objeto de estudo que esboçam nas entrelinhas possibilidade de novas pesquisas; c) revelam em que medida a pesquisa recente se relaciona com as anteriores; d) permitem avançar pelo real acréscimo ou melhoria do que já se conhece, ou mesmo pela superação de concepções anteriores e abordagem das lacunas do problema (VIANNA; ENSSLIN; GIFFHORN, 2011, p. 329).
Para isso, esforços são envidados visando à análise sistemática da produção acadêmica, por meio de um campo específico de investigação, intitulado Estado da
Arte, Estado da Questão ou Estado do Conhecimento. Pesquisas dessa natureza
possibilitam
[...] num recorte temporal definido, sistematizar um determinado campo de conhecimento, reconhecer os principais resultados da investigação, identificar temáticas e abordagens dominantes e emergentes, bem como lacunas e campos inexplorados abertos à pesquisa futura (HADDAD, 2000, p.9).
[...] responder que aspectos e dimensões vêm sendo destacados e privilegiados em diferentes épocas e lugares, de que formas e em que condições têm sido produzidas certas dissertações de mestrado, teses de doutorado, publicações em periódicos e comunicações em anais de congressos e de seminários (FERREIRA, 2002, p.258).
Por conseguinte, referem-se à pesquisa sobre pesquisas desenvolvidas, ou seja, metapesquisa que “busca articular os resultados de diferentes trabalhos” numa pesquisa integrativa (SOARES, 2006, p. 399). A credibilidade do conhecimento produzido depende “[...], da seleção adequada e a comunicação precisa dos dados observacionais, sua organização em padrões significativos e a validação de suas hipóteses pela atividade coletiva da comunidade científica” (ALVES-MAZZOTTI; GEWANDSZNAJDER, 2006, p.121).
As pesquisas do tipo estado da arte podem ser desenvolvidas sobre uma área do conhecimento, como Educação, Ensino de Ciências, Ensino de Química etc. A exemplo, o trabalho desenvolvido por Francisco (2011) em sua tese de doutorado intitulada Análise de Dissertações e Teses sobre o Ensino de Química nos Programas
de Pós-Graduação em Ensino de Ciências e Matemática – Área 46/CAPES (2000- 2008). Assim como sobre uma temática específica de interesse, a exemplo, a tese de
doutorado de Silva (2013) intitulada Mapeamento da Pesquisa no Campo da
Formação de Professores de Química no Brasil (2000-2010).
Estudos semelhantes foram realizados no âmbito internacional, a exemplo, Eybe e Schmidt (2001, apud TSAI; WEN, 2005) que examinaram publicações, especificamente, sobre a pesquisa em Educação em Química, baseado em critérios de qualidade de publicação de periódicos. Esses pesquisadores selecionaram 81 artigos publicados no International Journal of Science Education (IJSE) e no Journal
of Research in Science Teaching (JRST), entre os anos 1991 e 1997. A investigação
qualidade da questão de pesquisa, (3) métodos, (4) apresentação e interpretação dos resultados, (5) implicações para aplicação prática, e (6) desenvolvimento de competência em Química.
Cavas (2015) examinou 126 artigos publicados no periódico Science Education
International (SEI), no período entre 2011 e 2015. A investigação foi conduzida com
base na nacionalidade dos autores e focos temáticos das pesquisas. A análise apontou os autores da Turquia como os mais proeminentes, seguidos pelos dos EUA e da Austrália. As temáticas mais abordadas dizem respeito à formação de professores, concepção de aprendizagem e contexto de aprendizagem. Já as pesquisas sobre história, filosofia, epistemologia e natureza da Ciência, assim como aprendizagem não-formal, foram negligenciadas.
Esses trabalhos constituem-se num acervo bibliográfico, numa ferramenta adequada de disseminação e disponibilização do conhecimento produzido. Dado o seu caráter integrador, têm contribuído para facilitar o trabalho de pesquisadores, professores e demais interessados na área de Educação em Química, para que se apropriem dos aspectos necessários para condução de pesquisas e, consequentemente, melhorem a qualidade de suas publicações (FRACALANZA et al., 2005; SOUZA, 2010).
Ao iniciar uma investigação, sugere-se partir de revisões recentes, de trabalhos do estado da arte, pois, a partir destes, é possível “identificar estudos com impacto na área, e/ou maior proximidade com o problema a ser estudado, devam ser objeto de análise mais aprofundada para efeito de comparação, na discussão dos resultados por ele obtidos” (ALVES-MAZZOTTI; GEWANDSZNAJDER, 2006, p. 180).
Demonstrar familiaridade com o estado do conhecimento na área torna “o pesquisador capaz de problematizar o tema e de indicar a contribuição que seu estudo pretende trazer à expansão do conhecimento” (ALVES-MAZZOTTI; GEWANDSZNAJDER, 2006, p.182).
Para desenvolver a pesquisa do tipo estado da arte, o pesquisador após definido a temática de interesse, inicia a trajetória buscando informações e selecionando a natureza dos documentos a serem analisados, por exemplo, dissertações e teses (DT), artigos em periódicos ou comunicações em eventos. Atualmente, o acesso a essas informações foi facilitado com o advento da internet.
O processo de divulgação das DT na íntegra, pelos PPG em seus respectivos sites é incipiente (FRANCISCO; ALEXANDRINO; QUEIROZ, 2015). A dificuldade é
devida aos originais das DT defendidas em alguns PPG serem impressos e estarem disponíveis apenas nas bibliotecas das IES de origem. Ademais, “não termos um sistema de intercâmbio bibliográfico de baixo custo funcionando a contento entre bibliotecas das universidades brasileiras” (TEIXEIRA; MEGID NETO, 2006, p.268).
Nesse sentido, algumas alternativas bem-sucedidas foram tomadas: a Biblioteca Digital de Teses e Dissertações, do Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (IBICT), o Banco de Teses e Dissertações sobre o Ensino de Química (BTDEQ) e o Banco de Teses da CAPES são importantes ambientes de compartilhamento e disseminação, que disponibilizam os links dos arquivos contendo os textos completos das produções acadêmicas (BRASIL, 2010b; AMARAL; BRITO; CALABREZ, 2013). No que concerne aos periódicos, além da versão impressa também são disponibilizados na versão eletrônica, muitos com acesso livre.
Já os anais de eventos podem apresentar-se no formato impresso, arquivados em CD-ROM e mais recentemente em pen drive e/ou também podem ser visualizados em sites das associações de pesquisa. Isso torna o acesso aos trabalhos mais democrático (TEIXEIRA; MEGID NETO, 2006). A dificuldade na aquisição desses materiais está nas versões mais antigas dos anais, que foram impressas e são encontradas apenas nas bibliotecas das instituições de ensino, ou em posse particular, com aqueles que frequentaram os eventos. Transpondo a barreira para aquisição dos documentos a serem analisados, dá-se prosseguimento à análise.
A Figura 2 ilustra o Design de Busca, definido por Vianna, Ensslin e Giffhorn (2011, p.332), onde são esquematizados “quais elementos necessitam ser selecionados previamente, tais como a Plataforma de Dados e as Áreas do Conhecimento específicas a serem pesquisadas a partir da decisão dos pesquisadores”. Para eleição da Plataforma de Dados, podem-se utilizar critérios, tais como relevância nacional e regional, fator de impacto (FI), entre outros.
Figura 2 – Processo de análise de artigos científicos.
No que tange às entradas (inputs), para melhorar o processo de busca pode- se associar palavras-chave, de acordo com a semelhança da temática. Pode-se utilizar um operador de inclusão, quando é necessário que todos os conceitos estejam presentes, de acordo com as palavras especificadas. Comumente, as bases de dados e buscadores online utilizam a palavra AND, a letra E ou o sinal (+) para representar esse operador, que recupera a interseção dos termos, refinando a busca, como por exemplo: Ensino AND Química.
Também, pode-se utilizar o operador de união, que é representado pela palavra OR ou OU, que agrupa os termos de pesquisa em um único conjunto de modo que pelo menos um deles apareça no resultado, é muito usado para expandir a busca, como exemplo: Congresso OR Seminário OR Encontro AND Química para (ALVES et al., 2011; LIMA, 2017).
Já a truncagem é utilizada para recuperar variações de um termo ou palavra, no início, meio ou fim. Os sinais mais usados são o cifrão $, o asterisco *, e o sinal de interrogação (?). Por exemplo: a escrita Aprendiz* pode recuperar: aprendiz, aprendizagem, aprendizado etc. A escrita Aprendiza?e* pode recuperar: aprendizagem (português) e aprendizaje (espanhol). A escrita V?gotsk* pode recuperar: Vigotsky, Vygotsky, Vygotskii etc (ALVES et al., 2011; LIMA, 2017).
Outro procedimento praticável também é a aplicação de palavras-chave de exclusão, sendo assim é possível retroalimentar o processo ou até mesmo, partindo dos resultados, identificar as palavras-chave equivocadas e modificá-las, favorecendo o refinamento e a precisão. Geralmente, nas bases de dados e buscadores online é utilizado o termo AND NOT, a palavra NÃO ou ainda o sinal de menos (-), para excluir um ou mais termos da pesquisa, como exemplo, Experiment* NOT Física, para excluir a experimentação ou experimento de Física.
Na etapa de refinamento lança-se mão dos critérios de conformidade e aderência dos artigos na população identificada na etapa anterior, faz-se uma leitura parcial (títulos e/ou resumos) dos artigos selecionados. Nessa etapa são identificados os artigos que não coincidem ao escopo da pesquisa, podendo ser descartados. Diante dos trabalhos selecionados, por meio da análise de conteúdos, faz-se a leitura completa (MEGID NETO, 1999), a qual permite destacar o quê, quem, onde e quando se publica sobre o assunto, possibilitando agrupar os aspectos comuns Com isso, temos a criação de um arcabouço teórico representativo para o assunto a ser pesquisado (VIANNA; ENSSLIN; GIFFHORN, 2011).