II. Conventions dans les groupes
4. CONVENTIONS INTRAGROUPE SOULEVANT DES INTERROGATIONS
A Secretária de Educação de Redenção CE nos informou que, em conjunto com a Prefeita, tem proporcionado inúmeros projetos em várias as escolas da cidade. Portanto, levar no momento o projeto do ensino de empreendedorismo para todos sobrecarregaria algumas crianças. Assim, foram escolhidas quatro escolas para iniciar o EPE – ensino prático de empreendedorismo: Antonio Barbosa, Dr. Brunilo Jacó, Neide Tinoco e Terto
Tabela 4.1: Alunos participantes do projeto
ESCOLA TURMA / PERÍODO
6º/Tarde 7º/Tarde 8º/Tarde 9º/Tarde TOTAL
Antonio
Barbosa 27 25 23 18 93
Dr. Brunilo
Jacó 6º/Manhã 12 7º/Manhã 19 8º/Tarde 23 9º/Tarde 20 TOTAL 74
Neide
Tinoco 6º/Tarde 36 7º/Tarde 28 8º/Tarde 26 9º/Tarde 15 TOTAL 105
Terto
Venâncio 6/Manhã 6º/Tarde 7/Manhã 7º/Tarde 8ºA/Manhã 8ºB/Tarde 9º/Manhã 9º/Tarde TOTAL
22 20 32 27 30 26 27 27 211
Total 6º ano = 117 Total 7º ano = 131 Total 8º ano = 128 Total 9º ano = 107 Sendo 6 turmas período manha e 14 no período da tarde
TOTAL GERAL: 483 alunos
Esses 483 alunos que foram envolvidos são de escolas urbanas e rurais, onde participaram ativamente todas as turmas e períodos, sem distinção. Vários fatores se tornaram interessantes nesse projeto, porém o que mais se destacou foi o interesse pelo assunto empreendedorismo. Independente do tipo de escola as crianças se dedicaram muito. Após a fase inicial, a secretária nos informou que deverá continuar com as outras escolas do município, para que todas as crianças da rede Municipal sejam envolvidas no projeto.
4.1.3A MOTIVAÇÃO PARA A IDEALIZAÇÃO DO JOGO DO EMPREENDEDOR
A principal motivação foi levar aos alunos do Ensino Fundamental II, uma forma de aprender os principais conceitos do empreendedorismo e despertar o desejo de sonhar. E para que esse sonho se realize, é necessário também aprender a decidir e agir.
Então, criamos uma conexão para facilitar o ensino entre a teoria e a prática, através do jogo e da moderação do professor na sala de aula.
O jogo demonstra e prepara a criança em todos os pontos positivos e negativos que podem acontecer no dia a dia de uma empresa. Ela percebe que consegue ganhar dinheiro, mas não pode esquecer-se dos compromissos e imprevistos que acontecem em uma empresa.
Conforme relatório do Sebrae (2011), alertou que 27% das empresas fecham nos dois primeiros anos, devido a imprevistos que acontecem e o empreendedor não os imaginou ou não estava preparado, por exemplo: pagar dívidas novas, firmar o produto, superar a concorrência, falta de planejamento, etc. Esse número vem melhorando a cada ano conforme descrito nesse relatório.
Observamos também, que alguns empresários entram no mercado por necessidade e estão despreparados para resolverem os problemas assim que eles surgem. Além de serem pegos de surpresa e não terem dinheiro de reserva para pagarem contas extras, são obrigados a fechar. Ou seja, montou a empresa pensando só no lado positivo.
Acreditamos que as crianças podem mudar ou transformar o país para melhor sendo empreendedores, e o professor, sendo um verdadeiro mediador, poderá ajudá-las a terem esse desejo de forma natural, transformando o desenvolvimento humano, social e econômico de um país.
Por isso, a capacitação é importante para que os professores sejam envolvidos e levem para as crianças uma forma simples de elas terem o desejo de sonhar, decidir e agir.
Depois que o aluno é estimulado a sonhar de verdade, com foco nas suas características positivas, ele aprenderá o que fazer com o sonho e depois entenderá também como agir para que consiga a sua realização.
Nesse sentido, Bolson (2006) afirma estar na hora de despertar nos jovens uma nova maneira de viver e, para isso, é necessário formar uma nova geração de brasileiros. Afirma também, que precisamos ensinar empreendedorismo, desde o ensino fundamental até o ensino superior. Segundo esse mesmo autor, é preciso começar, desde muito cedo, a cultivar nas pessoas atitudes empreendedoras e mentes planejadoras.
O jogo do empreendedor tem um papel definido de ser educativo, e por tal motivo, o professor tem um papel importante enquanto mediador nesse esquema de ensino- aprendizagem. Então, após a capacitação, ele pode, tranquilamente, somado com seu conhecimento e experiência, articular didaticamente uma discussão sobre o assunto, para que haja antes, durante e depois da parte prática, o melhor entendimento sobre o tema.
4.2M
ETODOLOGIAOs fundamentos metodológicos deste estudo têm suas bases na pesquisa qualitativa Chizzotti, (2008); Denzin e Lincoln, (2006); González, (2005); Bauer e Gaskell, (2002); Goldenberg, (1988); Lüdke e André, (1986).
Chizzotti (2008, p.28) afirma que “a pesquisa qualitativa implica uma partilha densa com pessoas, fatos e locais que constituem objeto da pesquisa, para extrair desse convívio os significados visíveis e latentes que somente são perceptíveis a uma atenção sensível”. Lüdke e André (1986, p.11) dão as características básicas de uma pesquisa qualitativa:
1. A pesquisa qualitativa tem o ambiente natural como sua fonte direta de dados e o pesquisador como seu principal instrumento. (...)
2. Os dados coletados são predominantemente descritivos. (...)
3. A preocupação com o processo é muito maior do que com o produto. (...) 4. O 'significado' que as pessoas dão às coisas e à sua vida são focos de atenção
especial pelo pesquisador. (...)
5. A análise dos dados tende a seguir um processo indutivo. Os pesquisadores não se preocupam em buscar evidências que comprovem hipóteses definidas antes do início dos estudos. As abstrações se formam ou se consolidam basicamente a partir da inspeção dos dados num processo de baixo para cima.
Foi procurado neste prazeroso e difícil estudo, aprender a pensar cientificamente, com criatividade, organização, clareza e com muita, mas muita paixão porque o tema além de ser muito envolvente tinha e tem a responsabilidade de estar pesquisando também com as crianças do ensino fundamental.
Goldenberg (1988, p.14) afirma que “o objetivo da pesquisa qualitativa não é a representatividade numérica do grupo pesquisado, mas com o aprofundamento da compreensão de um grupo social, de uma organização, de uma instituição, de uma trajetória etc”. Nesse mesmo contexto, Bauer e Gaskell (2002, p.68) afirmam que “a finalidade real da pesquisa qualitativa não é contar opiniões ou pessoas, mas ao contrário, explorar o espectro de opiniões, as diferentes representações sobre o assunto em questão”.
Utilizamos em nossa pesquisa a observação, como uma forma de captar a realidade e o pesquisador fazendo parte da pesquisa, Gil (2006), Haguette (1995), Becker (1994), Minayo (1994), Triviños (1987), Lüdke e André (1986). Conforme classificação proposta por Gold (1958), o mestrando estará agindo como participante observador, e esta técnica de coleta de dados complementou-se com o uso de questionário, anotações de campo, entrevistas, fotografias e filmagens (Pinheiro, Kakehashi & Angelo, 2005) e (Bauer & Gaskell, 2002). Permitindo-nos observar, anotar e registrar com mais amplitude o objetivo desse estudo por vários ângulos de visão, enriquecendo e aumentando a confiabilidade dos resultados auferidos devido à possibilidade de capturar uma variedade de momentos a qual não se teria acesso somente por meio de perguntas realizadas aos professores, coordenadores e alunos.
Para facilitar os estudos e também mostrar que não precisa de lugar especial para o EPE (Ensino Prático do Empreendedorismo), a pesquisa terá como ambiente natural: sala de aula, escola, professores e alunos como fonte direta de dados.
Em seus estudos, Bauer e Gaskell (2002, p. 137) realçam ser muito importante a utilização de métodos visuais por três razões. “A primeira, é que a imagem com ou sem som oferece um registro poderoso das ações temporais e dos acontecimentos reais. A segunda razão, é que a imagem pode ser utilizada como dados primários, informação visual que não necessita ser nem em forma de palavras escritas, nem em forma de números. A terceira razão é que o mundo em que vivemos é crescentemente influenciado pelos meios de comunicação; se tornaram “fatos sociais” e não podem ser ignorados”.