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La Convention de Paris de 1919 (droit international public)

3. Présentation diachronique des composants internationaux, européens et autorégulés du

3.2. La Convention de Paris de 1919 (droit international public)

Os termos competência e habilidade estão diretamente relacionados à empregabilidade. Competência significa ter o saber efetivo da matéria e Habilidade representa a execução da matéria, ou seja, a prática da mesma. Competência significa muito mais do que ter apenas qualificação; é um conjunto de ações, de conhecimentos, habilidades e atitudes que levam o indivíduo a ter um desempenho superior na atividade que deseja realizar (Malschitzki, 2002). A competência aproxima-se do conceito de empregabilidade, uma vez que os indivíduos que mais desenvolvem suas habilidades e competências têm maiores chances de ingressarem no mercado de trabalho. De acordo com Reis (2008, p. 4):

O conhecimento implícito (ou tácito) é inerente ao pesquisador e não pode ser transmitido por documento- está presente no cérebro humano. Esse tipo de conhecimento é inerente ao pesquisador e só pode ser transferido, e mesmo assim com dificuldade, mediante transmissão oral ou por repetida observação das atividades e práticas. São exemplos de conhecimento tácito: o talento de Mozart, a habilidade de um ciclista, etc.

Segundo Fleury e Fleury (2001), nos últimos anos entraram na pauta das discussões acadêmicas e empresariais o tema Competência, seu desenvolvimento e sua gestão. Esse fato permitiu o debate teórico a respeito da noção de competência, explicitando o conceito em seus vários níveis de compreensão, passando pelo diálogo entre diversas escolas, o que enriqueceu e enriquece a construção do conceito de Competência.

O termo “competência” passou a fazer parte do vocabulário das organizações a partir do momento em que as empresas tiveram que se adaptar à capacidade de atrair, desenvolver e reter pessoas talentosas. Dessa forma, “o paradigma do controle é deixado de lado e espera-se, dos indivíduos e da organização, um desenvolvimento mútuo. A ênfase

dada à administração de pessoas e ao controle dos processos é deslocada para o foco no desenvolvimento” (Abreu et al., 2003, p. 50).

Ainda de acordo com Fleury e Fleury (2004), o conceito de competência envolve o saber, referente aos conhecimentos formais do indivíduo; o saber- fazer, que se refere a suas habilidades e destrezas e o saber ser (ou saber agir), relacionado a suas atitudes e ao seu comportamento. Assim, competência significa “um saber agir responsável e reconhecido, que implica mobilizar, integrar, transferir conhecimentos, recursos e habilidades que agreguem valor econômico à organização e valor social ao indivíduo” (Fleury & Fleury, 2004, p.30).

Malschitzki (2002) cita que a competência profissional abrange desde a disposição para aprender até a capacidade de aprender, sendo necessário renovar constantemente o aprendizado e as experiências, a fim de acompanhar o novo contexto de reestruturação e mutação do emprego. Os trabalhos repetitivos e rotineiros dão lugar às novas formas de trabalho que utilizam o raciocínio e a emoção como importantes fatores de desenvolvimento organizacional.

A troca de competências se faz em um processo contínuo, entre a organização e as pessoas. Segundo Abreu et al. (2003, p. 50), nesse processo

[...] a empresa possibilita que o conhecimento seja compartilhado entre as pessoas, enriquecendo-as e preparando-as para o enfrentamento de novos desafios, e essas pessoas, por sua vez, enriquecem a empresa por meio da atuação e transferência de conhecimento, preparando-a para os novos desafios e tornando- a mais competitiva.

Fleury e Fleury (2001, p. 3) conceituam competência, ao analisar o indivíduo, da seguinte maneira:

O conceito de competência é pensado como um conjunto de conhecimentos, habilidades e atitudes (isto é, conjunto de capacidades humanas) que justificam um alto desempenho, acreditando-se que os melhores desempenhos estão fundamentados na inteligência e na personalidade das pessoas.

O perfil de competências do indivíduo pode ser compreendido como sendo o diferencial competitivo de cada um; essas competências podem ser técnicas, conhecimentos e habilidades em técnicas ou funções específicas- como técnico em informática, desenhista, engenheiro, etc.- e comportamentais, que abrangem atitudes e comportamentos compatíveis com os compromissos a seres desempenhados, como liderança, empreendedorismo, persuasão, participação, cooperação, empatia, agilidade, etc.

Dutra (2001) explicita que as empresas já empregam, nesse novo contexto, diferentes formas para definir competências, como a contribuição das pessoas para a capacidade de a empresa interagir com seu ambiente, mantendo ou ampliando suas vantagens competitivas. Dutra (2001, p. 130) cita que:

A valorização das pessoas (e não simplesmente dos “funcionários”) que atuam na empresa leva, por exemplo, a pensar seriamente na questão da gestão do conhecimento. Uma bem-sucedida criação e distribuição do saber é caminho privilegiado para o desenvolvimento de todas as pessoas envolvidas, tornando o “local de trabalho” um lugar em que o aprendizado não se dissocia dos desejos de crescimento individual, da necessidade de crescimento da própria organização.

O art. 9º da Resolução Nº 258, de 21 de Dezembro de 20002, define como ações de Educação Profissional (EP) cursos, treinamentos, assessorias, extensão, pesquisas e estudos, concebidos com foco na demanda do mercado de trabalho e no perfil da população alvo, contemplando o desenvolvimento de habilidades básicas, específicas e ou de gestão, compreendendo principalmente os conteúdos indicados a seguir, sem prejuízo de outros que se definam em função do mercado de trabalho e do perfil da população a ser atendida:

I- habilidades básicas - competências e conhecimentos gerais, essenciais para o mercado de trabalho e para a construção da cidadania, como comunicação verbal e escrita, leitura e compreensão de textos, raciocínio, saúde e segurança no trabalho, preservação ambiental, direitos humanos, informação e Orientação profissional e outros eventuais requisitos para as demais habilidades;

II- habilidades específicas - competências e conhecimentos relativos a processos, métodos, técnicas, normas, regulamentações, materiais, equipamentos e outros conteúdos específicos das ocupações; III- habilidades de gestão - competências e conhecimentos relativos a atividades de gestão, autogestão, melhoria da qualidade e da produtividade de micro e pequenos estabelecimentos, do trabalho autônomo ou do próprio trabalhador individual, no processo produtivo. (Brasil, 2000).

O conhecimento é o saber a teoria, ou seja, aquilo que foi aprendido durante a vida escolar do indivíduo e nos cursos e especializações que ele realizou no decorrer de sua vida. A habilidade se traduz em saber aplicar a teoria, em colocar em prática todo o conhecimento adquirido. As atitudes são atos pensados que o indivíduo irá realizar, como ações positivas e iniciativas, ou seja, é o querer agir, criar situações e solucioná-las. De acordo com Chiavenato (2009, p.6) “apenas as pessoas e o conhecimento criam vantagem

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competitiva duradoura; a maior parte das organizações não se apercebeu disso e nem se tocou que as organizações bem-sucedidas são aquelas que sabem administrar o conhecimento através de pessoas”.

A busca pela informação e pelo conhecimento, além da melhora na forma de comunicação, constituem formas de se melhorar a empregabilidade, uma vez que as competências e habilidades se desestabilizam, caso não haja uma maneira de se expressar corretamente. O mercado de trabalho busca profissionais que façam da utilização do seu conhecimento um diferencial competitivo, pois as empresas utilizam, em grande parte, a mesma tecnologia e as mesmas informações. Uma das qualidades que as empresas mais valorizam nos colaboradores, atualmente, é a agilidade, pois, com a globalização e a concorrência no mercado, é inevitável que surjam frustrações e o indivíduo deve estar preparado para saber lidar com essas situações sem se desestabilizar física e emocionalmente.

Atualmente, os empregadores estão deixando de procurar por indivíduos que possuam cursos de pós-graduação ou MBA3 para recrutar pessoas com visão empreendedora e dinâmica. Para Dutra (2004), a qualificação tende a ceder espaço para as competências individuais, no que se refere à valorização do profissional inserido no mercado de trabalho. De acordo com Reis (2008, p. 3):

O conhecimento sempre foi o recurso mais valioso para as organizações; entretanto, só há pouco tempo as empresas tornaram- se conscientes da importância desse recurso nas suas áreas de atuação e estão buscando diferentes estratégias para a criação, a aquisição, a transferência, a fusão, a apropriação e a gestão do conhecimento.

As habilidades mais desejadas pelas empresas são: proatividade, disposição para aprender, aprendizagem rápida, flexibilidade e responsabilidade. Os aspectos mais interessantes para o aumento da empregabilidade entre os jovens são a formação acadêmica, a fluência em língua inglesa, a experiência profissional anterior, a participação em atividades extracurriculares e a formação relacionada à área em que se vai atuar.

As empresas também podem contribuir para o desenvolvimento das habilidades e competências do indivíduo, permitindo que ele se identifique com o trabalho; deixando-o acreditar que é essencial ao grupo; promovendo sua integração no todo; identificando e dando espaço para o desenvolvimento de novas atividades e desafios; descobrindo sua potencialidade; pautando ações empresariais e profissionais em valores pessoais, como

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Grau acadêmico de pós-graduação destinado a administradores e executores nas áreas de gestão de empresas e gestão de projetos.

justiça, honestidade, valorização, respeito e dignidade; desenvolvendo sua capacidade criativa, buscando formas de realizar os objetivos, não desistindo de inovar, mesmo quando algo não der certo na empresa.

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