14. Inode Hook Functions
14.2. Controlling Inode Operations
micelar de uma amostra com 45% de APFO e sem o sal CsCl adicionado, obtida a uma temperatura de 35 oC. A figura mostra o padrão de difração clássico da fase isotrópica encontrado em todos os sistemas líquido-cristalino: um anel de difração bem definido, porém com contornos interno e externo apresentando difusividade, característico desta fase. Os gráficos (b) e (c) mostram as medidas das intensidades relativas de raios-X em função do espaçamento entre os máximos de difração (diâmetro do anel) medidos em direções
perpendiculares, um em relação ao outro. Os gráficos claramente mostram a simetria das medidas nas duas direções.
Fig. 4. 69 - a) padrão da difração da fase isotrópica micelar. Amostra com 45% APFO, sem sal adicionado na temperatura T = 35 oC. b) Intensidade relativa de
difração de raios-x em função da distância pico a pico, paralelo ao eixo x. c) Intensidade relativa de difração de raios-x em função da distância pico a pico, perpendicular ao eixo x.
A Figura 4.70 (a) mostra o padrão de difração da fase isotrópica micelar de uma amostra com 45% de APFO e 2,5% de sal CsCl adicionado, obtida à mesma temperatura da amostra anterior (T = 35 oC). O padrão de difração continua mostrando um anel de difração como no padrão de difração de fase isotrópica da amostra sem sal adicionado, porém, a amostra com o CsCl mostra um anel de diâmetro menor e difuso, visivelmente acentuados. Como veremos nas discussões seguintes, menores distâncias medidas pico a pico ou diâmetros, no caso de anéis na fase isotrópica, implicam em volumes micelares maiores e, portanto, maior número de moléculas agregadas nas micelas (no de agregação).
Fig. 4.70 - a) padrão da difração da fase isotrópica micelar. Amostra com 45% APFO, com sal adicionado na temperatura T = 35 oC. b) Intensidade relativa de difração de raios-x em função da distância pico a pico, paralelo ao eixo x. c) Intensidade relativa de difração de raios-x em função da distância pico a pico, perpendicular ao eixo x.
A fase nemática micelar de amostra com 45% APFO e sem CsCl adicionado, é mostrada na Figura 4.71. O padrão de difração desta fase (T = 25 oC) mostra um anel distorcido, na forma elipsoidal, difuso, porém com bandas de difração laterais intensas largas e difusas, na forma de meia-lua (direção equatorial). A aparência das bandas laterais indica grau de ordem orientacional micelar, cuja orientação foi feita com campo magnético de intensidade 0,40 T, aplicado na direção das bandas, enquanto a parte difusa ligando estas bandas,indica espalhamento lateral produzido pela água em torno das micelas. Esta figura de difração comprova a existência da fase nemática micelar, intercalada entre as fases isotrópica e lamelar.
Fig. 4.71 - a) padrão da difração da fase nemática micelar. Amostra com 45% APFO, sem sal adicionado na temperatura T = 25 oC. b) Intensidade relativa de
difração de raios-x em função da distância pico a pico, paralelo ao eixo x. c) Intensidade relativa de difração de raios-x em função da distância pico a pico, perpendicular ao eixo x.
O padrão de difração da fase lamelar de uma amostra com concentrações 45% de APFO e 2,5% de CsCl é mostrado na Figura 4.72. Nesta figura de difração, fortes reflexões laterais correspondendo à difração de Bragg de 1a ordem são visualizadas. Não há evidências de reflexões difusas, como no padrão da fase nemática, ligando as bandas laterais difusas, indicando que as reflexões (bandas) são produzidas por planos interplanares intercalados por camadas de água, característico da fase lamelar clássica (Lα), e não micelar, ou seja, a fase lamelar micelar encontrada no sistema APFO/H2O (sem sal) é suprimida gradativamente quando a concentração de CsCl aumenta e, na concentração de 2,5% de CsCl, a fase lamelar micelar inexiste, sendo esta fase constituída de bicamadas intercaladas por camadas de água, como a fase lamelar Lα encontrada na maioria dos sistemas liotrópicos.
Fig. 4.72 - a) padrão da difração da fase lamelar. Amostra com 45% APFO, com 2,5% de sal adicionado na temperatura T = 14 oC. b) Intensidade relativa de
difração de raios-x em função da distância pico a pico, paralelo ao eixo x. c) Intensidade relativa de difração de raios-x em função da distância pico a pico, perpendicular ao eixo x.
As Figuras seguintes, 4.73; 4.74; 4.75; 4.76, mostram os padrões de difração da fase lamelar da mesma amostra (WAPFO = 45% e WCsCl = 2,5%) em várias condições de temperatura e tempo de exposição. A Figura 4.73 possui tempo de exposição três vezes maior que o tempo de exposição da Figura 4.72 e, mesmo assim, apesar das intensidades serem bem maiores, 1a ordem, nenhuma reflexão ligando as bandas laterais são encontradas, confirmando tratar-se de fase lamelar formadas por bicamadas e não por micelas.
Fig. 4.73 - a) padrão da difração da fase lamelar. Amostra com 45% APFO, com 2,5% de sal adicionado. b) Intensidade relativa de difração de raios-x em função da distância pico a pico, paralelo ao eixo x. c) Intensidade relativa de difração de raios-x em função da distância pico a pico, perpendicular ao eixo x.
Fig. 4.74 - a) padrão da difração da transição de fase isotrópica/lamelar. Amostra com 45% APFO, com 2,5% de sal adicionado na temperatura T = 25
o
C. b) Intensidade relativa de difração de raios-x em função da distância pico a pico, paralelo ao eixo x. c) Intensidade relativa de difração de raios-x em função da distância pico a pico, perpendicular ao eixo x.
A Figura 4.74 mostra a transição da fase isotrópica para a fase lamelar, e a Figura 4.75 mostra o padrão de difração da fase lamelar na temperatura logo abaixo à transição.
Assim, não foram encontradas quaisquer evidências da existência da fase nemática entre a fase isotrópica e lamelar, indicando que, na concentração de 2,5% de CsCl, esta fase é suprimida no sistema ternário APFO/H2O/CsCl, e este desaparecimento é causado somente pela presença do sal CsCl.
Fig. 4. 75 - a) padrão da difração da fase lamelar. Amostra com 45% APFO e 2,5% CsCl na temperatura T = 25 oC (logo abaixo da temperatura de
transição) . b) Intensidade de difração de raios-x relativa, medida paralela ao eixo x. c) Intensidade de difração de raios-x relativa, medida perpendicular ao eixo x (direção y). Verifica-se neste caso a ausência de bandas laterais.
4.6.2 Determinação dos volumes, número de agregação, diâmetro e