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Control variables

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for different types of internationalization

3. Data and method

3.4 Control variables

Pensando nos resultados obtidos, podemos dizer que no geral não houve uma grande mudança no perfil motivacional dos alunos após a realização do projeto, tanto na análise geral como na individual, conseguimos observar que apenas três alunos tiveram um deslocamento no continuum para o sentido das formas mais autodeterminadas da motivação, porém entendemos que há uma tendência a mudança do perfil motivacional dos alunos, o que é comprovado pela análise da FIGURA 3 (Comparação dos valores do RM), que mostra um aumento nos valores do RM para as formas mais autodeterminadas da motivação e um

decréscimo para os valores da Desmotivação, confirmando que os alunos estão caminhando para a Motivação Intrínseca.

Uma mudança na orientação motivacional de todos os alunos é algo praticamente impossível de ser obtido, pois a promoção da motivação depende de vários fatores que ocorrem na escola como um todo e na vida familiar dos alunos, sendo a atividade desenvolvida e o papel do professor apenas dois entre esses vários aspectos. A variação dos resultados obtidos mostra uma diversidade de interesses dentro de uma sala de aula, pois cada aluno age em vista a diferentes metas a serem alcançadas, como: entrar em universidade ou conseguir um emprego com salário melhor, evitar um desempenho inadequado diante dos outros ou evitar problemas em casa, ou mesmo por saberem que estudar é importante; essas metas estão presentes de alguma maneira em todos os alunos, porém, o grau que cada uma delas afeta os alunos varia em decorrência de diferentes aspectos, por exemplo, professor, dificuldade do conteúdo, ambiente da sala de aula, entre outros (SEVERO, 2014, p.38).

Mesmo sabendo que a promoção da motivação depende de vários fatores, o papel do professor é muito importante nesse processo. Durante todo o projeto, a professora atuou como mediadora, apenas orientando, apoiando e incentivando os alunos, tentando a todo o momento satisfazer a necessidade de autonomia dos alunos, essa postura da professora pode ser (4) determinante, pois segundo GUIMARÃES (2003, p.73), o estilo motivacional adotado pelos professores responde acentuadamente pelo tipo de motivação do aluno, de acordo as seguintes: disciplinador, liberdade de discussões e autoritário; em contextos educativos nos quais existe apoio à autonomia, os estudantes internalizam a regulação para realizar as atividades. (5) Por outro lado, em ambientes controladores há prejuízo para as modalidades autodeterminadas de motivação, estas não resultam de treino ou de instrução, mas podem ser influenciadas principalmente pelas ações ou pelo estilo motivacional do professor.

Essa postura da professora não se limitou apenas ao momento da realização do projeto, ela continua acontecendo em sala de aula. A partir da análise de cada aluno foi possível conhecer mais a turma e entender a postura de cada um em relação ao estudo da Química, o que está levando a professora a reformular as atividades em sala de aula e no laboratório. A realização de projetos experimentais de maneira investigativa passou a ser frequente, a atenção dedicada à dificuldade de cada aluno passou a ser maior, a quantidade de atividades de discussão em grupo aumentou e o discurso promotor de competência e autonomia se tornou mais presente; essas atitudes procuram satisfazer as necessidades psicológicas básicas, e consequentemente aumentar a motivação dos alunos para o estudo da Química.

É sempre importante o professor repensar suas atitudes e sua prática pedagógica, buscando proporcionar um ambiente que satisfaça as necessidades dos alunos e promovam sua autonomia.

Assim, se os professores se apoiassem menos em recompensas externas, que apenas incrementam a regulação externa e tentassem mais abordagens em que os alunos fossem mais autônomos e tivessem oportunidade de se sentirem competentes e estabeleceram vínculos, satisfazendo as necessidades psicológicas básicas propostas por Deci e Ryan (1985), talvez o ambiente fosse mais motivador para os alunos e assim os professores perceberiam melhor o tipo de interesse que eles possuem. (SEVERO, 2014, p.49)

O tipo de atividade realizada também foi eficiente na satisfação das necessidades básicas; o processo de escolha, preparação e apresentação dos experimentos conseguiu despertar a competência e a autonomia dos alunos, mostrando que esse tipo de abordagem pode ser um importante promotor da motivação intrínseca. Ao analisar o papel da experimentação na construção do conhecimento científico e sua relevância no processo de ensino-aprendizagem, GIORDAN (1999, p.43) observou que a experimentação desperta um forte interesse entre os alunos, que atribuem a esta um caráter motivador, lúdico e essencialmente vinculado aos sentidos, contribuindo assim para uma melhora na motivação pela aprendizagem dos conhecimentos das aulas de Química. No entanto, devemos tomar cuidado para a experimentação não representar apenas um momento de descontração que nada tenha a ver com a aquisição de conhecimento; para que essa abordagem seja eficiente na promoção da motivação é necessário que seus objetivos sejam claros, suas atividades desafiadoras e que o problema a ser resolvido desperte o interesse do aluno, para que assim se sinta motivado para encontrar a solução; no caso das atividades desenvolvidas durante o projeto, elas não se reduziram à simples participação do aluno, mas foi planejada para fazer parte de um contexto mais amplo, incluindo outros aspectos do currículo e principalmente a satisfação das necessidades básicas (GONÇALVES, 2005, p.19).

Por fim, observamos que a satisfação das necessidades psicológicas básicas está diretamente relacionada com o aumento e a permanência da motivação dos alunos, pois aqueles que apresentaram mudança significativa no perfil motivacional foram os que conseguiram ter as necessidades básicas supridas, enquanto o aluno que não supriu as três necessidades (Aluno 7) não apresentou mudança na orientação motivacional, isso nos mostra que contextos que dão suporte á competência, pertencimento e autonomia podem promover uma maior internalização e integração dos comportamentos, levando à uma promoção da

motivação, enquanto que contextos que impedem a satisfação dessas necessidades não favorecem a valorização intrínseca das atividades.

Para finalizar, propomos que as necessidades básicas devem ser supridas durante toda a vida, para que um indivíduo experimente um sentimento contínuo de integridade e bem- estar (RYAN e DECI, 2000b, p.74).

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