• Aucun résultat trouvé

Icp,o(e,o(tO al))l > Ie,(taOI-8

Section 10. Continuity for cubic polynomials

A natureza desta pesquisa é de caráter aplicado que, de acordo com Gerhardt e Silveira (2009), objetiva gerar conhecimentos para aplicação prática, dirigidos à solução de problemas específicos, envolvendo verdades e interesses locais.

A pesquisa tem abordagem qualitativa, o que representa a não preocupação com representatividade numérica, mas sim com o aprofundamento da compreensão de um grupo social, buscando explicar o porquê das coisas e o que convém ser feito, ou seja, preocupa-se com aspectos da realidade que não podem ser quantificados. Suas principais características são: a objetivação do fenômeno, a hierarquização das ações de descrever, compreender e explicar, a precisão das relações entre o global e o local em determinado fenômeno, a observância das diferenças entre o mundo social e o mundo natural, o respeito ao caráter interativo entre os objetivos buscados, suas orientações teóricas e seus dados empíricos, a busca dos resultados mais fidedignos possíveis, e a oposição ao pressuposto que defende um modelo único de pesquisa para todas as ciências (GERHARDT e SILVEIRA, 2009).

A pesquisa qualitativa visa compreender a perspectiva dos participantes ou grupos envolvidos sobre os fenômenos que os rodeiam, aprofundar suas experiências, pontos de vista, opiniões e significados, isto é, como percebem sua realidade. Suas formulações são abertas, expansivas, fundamentadas na experiência e intuição, aplicadas a um número pequeno de casos, e orientadas para aprender com as práticas e perspectivas dos indivíduos, avaliar processos e gerar teorias fundamentadas nas perspectivas dos participantes. Dessa forma, a pesquisa qualitativa exige a exploração do ambiente de pesquisa, em que devem constar o contexto, o acesso do pesquisador a esse ambiente e aos participantes, o planejamento dos dados que serão coletados e a forma como será feita a coleta, além das observações do pesquisador, desde as impressões iniciais ao trânsito da observação do geral para o particular, entrevistas, documentos, etc. (SAMPIERI, COLLADO e LUCIO, 2013).

Para se garantir tais objetivos, será utilizada a pesquisa exploratória. Um estudo exploratório é realizado quando se pretende examinar um tema ou problema de pesquisa pouco estudado, sobre o qual se tem muitas dúvidas, ou que não foi abordado antes, com o intuito de buscar-se sobre o tema e os objetos com base em novas perspectivas e ampliar os estudos já existentes. O estudo exploratório é como fazer uma viagem ao desconhecido: ao se chegar ao destino, então, deve-se explorar. Oferece a possibilidade de se obter informações

para realizar uma pesquisa mais completa sobre um contexto particular, pesquisar problemas do comportamento humano, identificar conceitos ou variáveis promissoras, identificar áreas, contextos e situações de estudo, sugerir afirmações ou postulados, estabelecer prioridades ou determinar tendências sobre pesquisas futuras (SAMPIERI, COLLADO e LUCIO, 2013).

O método escolhido para se realizar este estudo exploratório é o estudo de caso. Segundo Yin (2005), uma pesquisa classifica-se como estudo de caso quando não exige do pesquisador controle dos eventos comportamentais, os quais são contemporâneos, ou seja, estudam o presente, mas sem excluir o passado recente. O estudo de caso é uma investigação empírica que analisa um fenômeno contemporâneo dentro do seu contexto da vida real, especificamente quando os limites entre o fenômeno e o contexto não são claramente definidos. Esse método é o mais apropriado quando o pesquisador enfrenta uma situação tecnicamente única em que haverá muito mais variáveis de interesse do que pontos de dados e, como resultado, baseia-se em várias fontes de evidências; e, como outro resultado, beneficia-se do desenvolvimento prévio de proposições teóricas para conduzir a coleta e a análise de dados (YIN, 2005).

A Figura 9 mostra a classificação desta pesquisa, em destaque laranja, de acordo com a definição de metodologia da pesquisa de Miguel et al. (2010).

Figura 7 - Classificação da pesquisa Fonte: Adaptado de Miguel et al. (2010)

Gil (2002) define o estudo de caso como “um estudo profundo e exaustivo de um ou poucos objetos, de maneira que permita seu amplo e detalhado conhecimento”. Ainda

segundo Gil (2002), os objetivos do estudo de caso são: explorar situações da vida real cujos limites não estão claramente definidos; preservar o caráter unitário do objeto estudado; descrever a situação do contexto em que está sendo feita a investigação; formular hipóteses ou desenvolver teorias; e explicar as variáveis causais de determinado fenômeno em situações complexas que não possibilitam a utilização de levantamentos e experimentos.

O estudo de caso é uma pesquisa que se aplica em campo, baseada em um número limitado de casos e pode combinar vários métodos de coleta de dados. Um de seus principais usos é em pesquisas que consideram elementos humanos, visto que tem origem das ciências sociais. É usada quando um fenômeno pode ser observado em seu ambiente natural e se permite questionar ‘o quê?’ e ‘como?’, investigando-se os processos em torno de sua complexidade e em situações em que as variáveis são desconhecidas e o fenômeno ainda não foi profundamente compreendido (VOSS, TSIKRIKTSIS e FROHLICH, 2002).

O estudo de caso exploratório propriamente dito é uma espécie de estudo-piloto que pode ser feito para testar as perguntas norteadoras do projeto, hipóteses e, principalmente, os instrumentos e procedimentos. Utiliza-se quando existe pouco ou nenhum conhecimento sobre determinado fenômeno que está ocorrendo ou já ocorreu. Mesmo sendo exploratório, há um planejamento cuidadoso, o mais detalhado possível, para que não haja desperdício de tempo do pesquisador ou dos sujeitos envolvidos (MARTINS, MELLO e TURRIONI, 2014).

Miguel et al. (2010) propõem um conteúdo e uma sequência para a condução do estudo de caso, em que as etapas são:

a) Definir uma estrutura conceitual teórica: mapeamento da literatura para demonstrar como o estudo é influenciado pelas bibliografias existentes, identificar lacunas em que a pesquisa pode ser justificada, delimitar fronteiras e proporcionar suporte teórico.

b) Planejar o caso: escolha da unidade de análises e seleção dos casos, escolha dos métodos e técnicas para coleta e análise de dados. Define-se um protocolo para a coleta de dados (roteiro de entrevistas, procedimentos e regras para condução da pesquisa, identificação da origem das fontes de informação). O protocolo de pesquisa deve conter o contexto da pesquisa, a parte a ser investigada e as variáveis ou os meios de controle da pesquisa, entre as perguntas que precisam ser respondidas e as fontes para respondê-las.

c) Conduzir o teste piloto: nem sempre é realizado, mas pode ser utilizado para verificar os procedimentos de aplicação com base no protocolo, antes de partir

para a coleta de dados, para avaliar se a qualidade dos dados condiz com os constructos e com o atendimento dos objetivos da pesquisa.

d) Coletar os dados: as entrevistas devem ser adequadas aos objetivos do trabalho, não tendenciosas, bem embasadas teoricamente e flexíveis em situações não previstas. Anotações de campo, de preferência, devem ser feitas no momento em que os eventos são observados. O pesquisador não pode influenciar na coleta de dados, nem o contrário. A coleta de dados tem fim quando se considera que há informações suficientes para endereçar a questão de pesquisa. e) Analisar os dados: transcrição dos dados, resumo das evidências, e sua análise. Então, os fenômenos são comparados à teoria, e verifica-se se a literatura apoia as evidências, e se os resultados se enquadram nela.

f) Gerar o relatório de pesquisa: síntese de todo o conjunto de atividades realizado nas etapas anteriores. Os resultados devem estar ajustados à teoria.

Documents relatifs