4.1.1 – Amostra
Para este estudo foram selecionados 10 indivíduos, 2 do sexo feminino e 8 do sexo masculino, na Clínica de Ortodontia do Programa de Pós-Graduação em Ortodontia da Faculdade de Odontologia da UMESP. A idade dos indivíduos variou de 11,4 anos a 17,0 anos, o que resultou em uma média de 14,3 anos. Durante o processo de seleção, os indivíduos foram informados sobre a realização e objetivos da pesquisa, e assinaram um termo de consentimento livre e esclarecido (anexo). Este estudo teve a aprovação do Comitê de Ética em Pesquisa, em documento protocolado de numero 164224.
4.1.2- Critérios de inclusão
Os indivíduos foram avaliados e então selecionados pelo mesmo examinador (RTGB) de acordo com as seguintes características, baseadas em estudos pré- existentes5,6,15,20,22,33,42 :
1. Má oclusão de Classe II, primeira ou segunda divisão; (8 segunda divisão e 2 primeira divisão)
2. Má oclusão com predominância dentoalveolar superior determinado pela análise facial;
3. Magnitude da má oclusão de 3,5mm ,equivalente a não menos que a metade da cúspide vestibular de um pré-molar (8 indivíduos), ou completa (2 indivíduos);
4. Segundos molares superiores irrompidos
5. Presença de terceiros molares visíveis radiograficamente;
6. Pacientes braqui ou mesofaciais determinados pela análise facial; 7. Boa saúde bucal (Figuras 4.1 a 4.3).
4.1.3- Critérios de exclusão 1. Assimetrias severas;
2. Indivíduos dolicofaciais; 3. Apinhamento inferior severo;
4. Mordida cruzada posterior ou mordida aberta anterior; 5. Classe II subdivisão;
6. Perdas dentárias, agenesias, dentes supra ou extranumerários; 7. Doença cárie ou periodontal;
8. Tratamento ortodôntico prévio (Figuras 4.1 a 4.3).
FIGURA 4.1- Fotografias extrabucais iniciais de um paciente apresenta da amostra
FIGURA 4.2- Fotografia frontal intrabucal inicial
A
B A
FIGURA 4.3- Fotografia intrabucal lateral direita (A), lateral esquerda (B)
4.2- Métodos
4.2.1- Documentação Ortodôntica
Todos os indivíduos foram submetidos a uma documentação inicial contendo: modelos de estudo em gesso, radiografia panorâmica, telerradiografia em norma lateral, radiografias periapicais dos incisivos, primeiros e segundos molares, fotografias extrabucais (lateral, frontal e sorriso) e intrabucais (frontal, lateral esquerda, lateral direita, oclusais superior e inferior). Para este estudo foram utilizadas apenas as telerradiografias em norma lateral, em diferentes estágios de tratamento, sendo eles:
1) Estágio 1 (T1): inicial, (Figura 4.4)
2) Estágio 2 (T2): imediatamente após o término das distalizações com a relação Classe I do molar sobrecorrigido em 1 mm.
FIGURA 4.4- Telerradiografia em norma lateral inicial
4.2.2- Método Radiográfico
A documentação inicial, descrita anteriormente, seguiu as normas já padronizadas pelo Setor de Radiologia do Programa de Pós-graduação em Odontologia – área de concentração Ortodontia, da Universidade Metodista de São Paulo,sendo que todas as telerradiografias em nora lateral foram obtidas por um mesmo operador, nas seguintes condições:
a. avental de chumbo e protetor de pescoço para todos os pacientes,
b. aparelho de RX (Spectro II da Dabi Atlante – Ribeirão Preto – Brasil), com especificações fixas de 65Kvp e 10mA .
c solução processadora (revelador e fixador – Kodak). O processamento foi feito manualmente em câmara escura adequada, utilizando o método tempo/temperatura (30 segundos/ 27°C), por apenas um operador, e a secagem foi realizada com auxílio de secadora.
As telerradiografias foram obtidas em posição natural da cabeça (PNC), com o paciente em pé, segurando um peso em cada mão, e o olhar orientado para o reflexo do próprio olho. Pode-se observar nas telerradiografias a linha vertical verdadeira.
4.2.3 - Procedimentos
4.2.3.1 - Cimentação de bandas
Os procedimentos clínicos foram iniciados pela separação dos primeiros molares superiores para a seleção e cimentação de bandas nestes dentes. Após a profilaxia realizada com escova de Robinson e pasta profilática, as bandas selecionadas foram da Abzil®,ANVISA 10359710012,(Abzil Indústria e Comércio Ltda., São José do Rio Preto, Brasil), às quais foram soldados tubos duplos vestibulares e tubos palatinos, também desta marca. O cimento de ionômero de vidro utilizado foi o VIDRION®, ANVISA 80149710183 (S.S. White Artigos Dentários Ltda., Rio de Janeiro, Brasil).
4.2.3.2 - Preparo do Guia Cirúrgico
Uma moldagem do arco superior foi então realizada para a confecção do guia cirúrgico, constituído por grampos interproximais com fio de aço 0.7mm Morelli®,
ANVISA 10396830018 (DENTAL MORELLI LTDA, Sorocaba, Brasil), em uma placa de acrílico que alojou duas cânulas de meta l com aberturas de 2 mm de diâmetro e 10 mm de comprimento (Figura 4.5 A e B). A localização das cânulas foi adotada segundo estudos que indicam o palato como um local adequado para a fixação de mini-implantes, principalmente em regiões mais anteriores e próximas à sutura palatina mediana28,41,42,50, cerca de 3 mm lateralmente a ela e 5 mm posteriormente ao forame incisivo 21,22.
FIGURA 4.5 - Grampos interproximais fixados (A), cânulas preparadas (B)
Após a marcação do sítio de instalação dos mini-implantes ,perfurações foram realizadas no modelo de gesso em um ângulo anterior de aproximadamente 700 com o plano oclusal, e em uma linha que unisse a face distal dos primeiros pré- molares, de acordo com mensurações realizadas nas telerradiografias (Figura 4.6), e registradas na Tabela 18 do apêndice. Esta orientação foi adotada uma vez que 900, ao posicionar o mini-implante verticalmente, poderia não oferecer uma ancoragem adequada; no entanto uma angulação de 450 apesar de ser eficiente em termos de mecânica mas poderia comprometer as raízes dos incisivos. Estas perfurações possuíam cerca de 7mm de profundidade, e foram realizadas para alojar as cânulas simulando a trajetória do mini-implante dentro do tecido ósseo (Figura 4.7 A e B).
A B
FIGURA 4.6: Ângulo de inserção dos mini-implantes
FIGURA 4.7: Perfurações no modelo (A), cânulas alojadas(B).
O modelo de trabalho foi então adequadamente isolado para a aplicação da resina acrílica. Após a polimerização da resina, as cânulas ficaram retidas no gesso, nos orifícios que correspondiam às futuras perfurações da broca cirúrgica. Portanto para facilitar a remoção do guia cirúrgico, aberturas foram realizadas na base do modelo até que a extremidade final das cânulas ficassem expostas.
Desta forma elas foram empurradas para deslocar o guia cirúrgico do modelo de trabalho, com o mínimo risco de quebra ou distorções no guia (Figura 4.8 A e B).
FIGURA 4.8 – Aplicação da resina acrílica (A), e remoção do guia cirúrgico (B).
O acabamento consistiu na remoção da parte da cânula correspondente à porção intra óssea dos mini-implantes, referente aos segmento das mesmas que se alojavam nas perfurações e polimento final para correta adaptação na cavidade bucal. Desta forma, o guia cirúrgico apresentou aou final cerca de 3mm de espessura ( Figura 4.9: A, B e C ).
FIGURA 4.9 - Ajuste das cânulas (A), guia finalizado (B e C).
A B
A B
Uma telerradiografia em norma lateral foi então realizada com o paciente utilizando este guia para a certificação da correta posição de instalação dos mini- implantes (Figura 4.10). Se nesta etapa fosse constatada uma relação de possíveis danos às raízes dos incisivos, um novo guia seria realizado com as cânulas posicionadas mais verticalmente. Esta conduta permitiu antever com certa precisão o posicionamento final do mini-implante, além de determinar o comprimento do mini-implante por meio da mensuração da distância da cortical do palato até a cortical do assoalho da cavidade nasal.
4.2.3.3 – Mini-implantes
Os mini-implantes da titanium fix® ANVISA 80090050012 (A.S. Technology Comp. Esp. Ltda, São José dos Campos, Brasil) selecionados para este trabalho apresentavam diâmetros de 2mm, e comprimentos que variavam entre 8mm e 10mm (Figura 4.11). O comprimento do transmucoso (baixo, médio ou alto) foi decidido no ato cirúrgico, de tal forma que ultrapassasse a mucosa palatina e oferecesse apoio suficiente para o Aparelho Pêndulo. Além disso , eles eram do tipo auto-rosqueantes, pois devido às características da cortical, foi necessário uma perfuração prévia. A utilização de dispositivos auto -perfurantes poderia resultar em fratura do mesmo, devido ao grande torque que seria necessário para perfurar a cortical no local selecionado para a instalação do mini-implante. E o uso do motor com contra-ângulo não pode ser descartado devido ao ângulo de inserção dos mini-implantes utilizado em nosso estudo, conforme explica a literatura revista37.
FIGURA 4.11- Mini-implantes
4.2.3.4 – Ato cirúrgico
Uma rigorosa anamnese foi realizada com o paciente, ou seu responsável legal, antes dos procedimentos cirúrgicos para a instalação dos mini-implantes. Este exame inicial teve como objetivo identificar qualquer alteração sistêmica que
impedisse a realização da cirurgia, ou que exigisse cuidados especiais na realização da mesma. Para todos os pacientes foram pedidos os seguintes exames: hemograma completo, coagulograma e exame de glicemia.
Previamente à cirurgia, os indivíduos receberam orientações sobre higiene: limpeza dos mini-implantes com escova macia de manhã e a noite bem como após as refeições, seguida de bochecho com Listerine®, (Pfizer Inc.,Lititz, EUA). A prescrição medicamentosa seguiu as normas da Associação Americana de Cardiologia para a prevenção da endocardite bacteriana, no que se refere à utilização de antibióticos6. Portanto, nestes casos o antibiótico de escolha foi a amoxicilina, sendo a clindamicina a segunda opção em casos de alergia à penicilina (Tabela 1).
Tabela 1: Prescrição de antibióticos
Profilaxia de endocardite bacteriana nos procedimentos odontológicos, de acordo com as últimas recomendações da Associação Americana de Cardiologia, 1997.
Situação Antibiótico Esquema
Profilaxia padrão Amoxicilina Adultos: 2g (1 h antes)
Crianças: 50 mg/Kg (1 h antes)
Via oral impedida Ampicilina Adultos: 2g im. ou iv. (30 min antes)
Crianças: 50mg/Kg im. ou iv. (30 min antes) Hipersensibilidade
às penicilinas
Clindamicina Adultos: 600mg (1 h antes)
Crianças: 20mg/Kg (1h antes)
Hipersensibilidade às penicilinas e via oral impedida
Clindamicina Adultos: 600mg iv. (30 min antes) Crianças: 20 mg/Kg iv. (30 min antes)
Imediatamente antes da cirurgia, o paciente recebeu assepsia com solução de clorexidina na região extrabucal, associada com bochecho com a mesma substância por 1 minuto. Anestesia tópica foi aplicada no palato, em região indicada pelo guia cirúrgico, antes da infiltração anestésica. Um cursor de borracha foi adaptado então à agulha anestésica, de tal forma que o segmento da agulha que penetrou na mucosa até o tecido duro do palato ficou registrado. Com
o registro da espessura da mucosa na região do palato, foi selecionado um mini- implante com um transmucoso (curto, médio ou longo) que permitiu que o mini- implante ficasse cerca de 2 a 3 mm exposto na cavidade bucal, e com a parte ativa, representada pela rosca, totalmente coberta pela mucosa (Figura 4.12).
FIGURA 4.12 – Cursor de borracha
O método livre de incisão, escolhido e realizado neste experimento por um único cirurgião (RADS), justificou-se pela qualidade da gengiva do palato , e permitiu que uma broca piloto (1,8mm) perfurasse o tecido mole e a cortical óssea com facilidade, formando um leito menor que a espessura do dispositivo de ancoragem selecionado. Para este procedimento o cirurgião utilizou o guia cirúrgico (Figura 4.13 e 4.14).
FIGURA 4.14 – Perfurações sob irrigação.
O aparelho utilizado para realizar as perfurações foi o Implant Tec Lase®
ANVISA 800308100600 (DMC Equipamentos Ltda., São Carlos, Brasil), indicado
para procedimentos para instalação de implantes e mini-implantes, capaz de gerar 240rpm a 30000rpm (Figura 4.15). Após as perfurações da cortical óssea, realizadas sob irrigação (soro fisiológico) com motor que gerou 800rpm com torque de 45N cm, utilizando um contra ângulo que reduziu as rotações de 30:1, dois mini-implantes auto -rosqueantes foram introduzidos manualmente no tecido ósseo, a aproximadamente 3 a 4 mm lateralmente à sutura palatina mediana, na linha dos primeiros pré-molares superiores, conforme indicado pelo guia cirúrgico (Figura 4.16 A e B).
FIGURA 4.15 – Motor utilizado para perfurações.
FIGURA 4.16 – Inserções dos mini-implantes
A cabeça dos mini-implantes ficaram expostas na cavidade bucal, o que é conhecido como método aberto, possível quando tais dispositivos são inseridos em tecido mole queratinizado (Figura 4.17). Com a chave de instalação dos mini- implantes verificou-se a estabilidade inicial dos mesmos, que não apresentaram mobilidade, então deu-se início aos procedimentos de confecção e instalação do aparelho Pêndulo para que os mini-implantes fossem submetidos a carga imediata.
FIGURA 4.17 – Mini-implantes instalados.
Os cuidados pós-operatórios incluíram medicação analgésica, antiinflamatória e antibiótica. Mais uma vez nesta etapa foi ressaltada a importância do protocolo de higiene que o paciente deveria seguir.
4.2.3.5 - Aparelho Distalizador
Com a certificação clínica do sucesso dos mini-implantes, uma moldagem foi realizada, com a transferências das bandas Tecnident® (Tecnident Equipamentos Ortodônticos LTDA, São Carlos, SP, Brasil) dos primeiros pré-molares para a adaptação das mesmas nos primeiros pré-molares superiores, e dos mini- implantes. selecionados exclusivamente para este fim. Desta forma o modelo de trabalho orientou a confecção do aparelho Pêndulo (Figura 4.18 A e B).
FIGURA 4.18 – Moldagem de transferência (A), Modelo de trabalho (B).
O dispositivo de distalização empregado foi o Pêndulo modificado, de forma a utilizar como apoio os dois mini-implantes. Às bandas dos primeiros pré-molares foi soldado uma barra transpalatina com fios de aço 0,7mm Dentaurum® (Dentaurum, Newtown, PA, EUA) tangenciando a face distal dos dois mini- implantes, e um botão de acrílico para fixação de duas molas confeccionadas em fio 0,032 polegadas TMA da Ormco® (Ormco Corporation, Orange, CA, EUA) (Figura 4.19).
FIGURA 4.19 – Pêndulo modificado
4.2.3.6 – Ativação e Cimentação
As molas foram ativadas com auxílio de um alicate 139 antes da cimentação do Pêndulo, de tal forma que as mesmas ficassem paralelas à sutura palatina mediana25, gerando uma força distal de aproximadamente 255 a 310 gf de cada lado, além de realização de uma dobra anti-inclinação de 150 para oclusal6 (Figuras 4.20 A, B e C).
FIGURA 4.20 – Mensuração da força (A), ativação fora da cavidade bucal (B), cimentação (C).
O sistema de distalização foi fixado com cimento de ionômero de vidro VIDRION® (S.S.White Artigos Dentários LTDA, Rio de Janeiro, RJ, Brasil) nos primeiros pré-molares superiores, e a barra foi amarrada aos mini-implantes com fio de amarril 0,30 mm (Figura 4.21).
FIGURA 4.21 – Pêndulo modificado
B C
Atingidas as distalizações com sobrecorreção dos primeiros molares em 1 mm, o sistema de distalização foi substituído em uma única consulta, por uma barra transpalatina confeccionada em fio de aço 0,8 mm (Morelli®), encaixada nos tubos palatinos dos primeiros molares superiores, apoiada e amarrada com fio de amarrilho 0,30mm (Morelli®) aos mini-implantes, ancorando desta forma os molares, para possibilitar a distalização dos demais dentes (Figura 4.22).
FIGURA 4.22 – Barra transpalatina amarrada aos mini-implantes.
4.2.4- Cefalograma
4.2.4.1 – Desenho anatômico
Um único operador (RTGB) realizou o cefalograma no laboratório de cefalometria da Faculdade de Odontologia da UMESP, por ser uma sala escurecida e com negatoscópios adequados para tal trabalho. Para esta etapa da pesquisa utilizou-se lapiseira com grafite 0,5mm 2B e papel Ultraphan, sendo que todos os cefalogramas foram em seguida conferidos pelo orientador deste estudo (DFS).
O desenho anatômico apresentou as seguintes estruturas, sendo que nas imagens duplas, uma média entre elas foi traçada, a exceção dos incisivos centrais superiores e inferiores, onde o dente mais vestibular foi traçado. (Figura 4.23)
1. Perfil dos tecidos moles com os detalhes das narinas e dos lábios; 2. osso frontal;
3. ossos próprios do nariz (sutura frontonasal); 4. órbita;
5. corpo do osso esfenóide; 6. meato acústico externo; 7. fossa pterigopalatina;
8. maxila: assoalho da cavidade nasal, porção anterior do processo alveolar superior, palato duro;
9. mandíbula: sínfise, corpo, ramo, cabeça da mandíbula, chanfradura sigmóide e apófise coronóide;
10. incisivos centrais superiores; 11. incisivos centrais inferiores; 12. primeiros pré-molares superiores; 13. segundos pré-molares superiores; 14. primeiros molares superiores; 15. segundos molares superiores; 16. primeiros molares inferiores; 17. segundos molares inferiores.
4.2.4.2 – Pontos
Os pontos cefalométricos estão representados na figura 4.24, e suas denominações foram baseadas em estudos anteriores; bem como a seleção das linhas e planos que determinaram as grandezas lineares e angulares15,33,42 .
1. N (Násio): ponto mais anterior da sutura frontonasal; 2. S (Sela Turca): ponto no centro da sela turca;
3. Or (Orbital): ponto mais inferior da órbita;
4. Po (Pório): ponto mais superior do meato acústico externo;
5. Ptm (Pterigomaxilar): ponto mais posterior e superior da fossa pterigomaxilar;
6. A : ponto mais posterior da concavidade anterior da maxila, entre a espinha nasal anterior e os processos alveolares;
7. ENA (Espinha nasal anterior): ponto mais anterior da maxila; 8. ENP (Espinha nasal posterior): ponto mais posterior da maxila; 9. B : ponto mais posterior da concavidade da sínfise mentoniana;
10. Me (Mentoniano): ponto mais inferior no contorno da sínfise mandibular; 11. Go (Goníaco): ponto mais posterior e inferior do ramo da mandíbula; 12. C1S : ponto mais inferior da borda incisal do incisivo central superior; 13. A1S : ponto mais superior do ápice do incisivo central superior; 14. C1I : Ponto mais superior da borda incisal do incisivo central inferior;
15. C4S :ponto mais inferior da cúspide vestibular do primeiro pré-molar superior;
16. A4S : ponto mais superior do ápice do primeiro pré-molar superior;
17. C5S :ponto mais inferior da cúspide vestibular do segundo pré-molar superior;
18. A5S : ponto mais superior do ápice do segundo pré-molar superior;
19. C6S : ponto mais inferior da cúspide mesiovestibular do primeiro molar superior;
20. A6S : ponto mais superior do ápice da raiz mesiovestibular do primeiro molar superior;
21. C7S : ponto mais inferior da cúspide mesiovestibular do segundo molar superior;
22. A7S : ponto mais superior do ápice da raiz mesiovestibular do segundo molar superior.
4.2.4.3 – Planos e linhas
Os planos e linhas utilizados neste estudo estão ilustrados na figura 4.25, e listados abaixo.
1. Linha da base do crânio (SN): do ponto Sela (S) até o ponto Násio (N); 2. Plano horizontal de Frankfurt (FH): do ponto Pório (Po) ao orbitário (O); 3. Plano mandibular: do ponto Mentoniano (Me) até o ponto Goníaco (Go); 4. Linha vertical pterigóidea (PTV): linha perpendicular ao Plano horizontal de
Frankfurt passando pelo ponto Ptm; 5. Linha NA: do ponto Násio (N) ao ponto A; 6. Linha NB: do ponto Násio (N) ao ponto B;
7. Plano palatino: da espinha nasal anterior (ENA), até a espinha nasal posterior (ENP);
8. Longo eixo do incisivo superior (S1): da borda incisal do incisivo superior (CS1) passando pelo ápice do mesmo (AS1);
9. Longo eixo do primeiro pré-molar superior (S4): da ponta da cúspide vestibular (CS4), passando pelo ápice do mesmo (AS4);
10. Longo eixo do segundo pré-molar superior (S5): da ponta da cúspide vestibular (CS5), passando pelo ápice do mesmo (AS5);
11. Longo eixo do primeiro molar superior (S6): da ponta da cúspide
mesiovestibular (CS6), passando pelo ápice da raiz mesial do mesmo (AS6); 12. Longo eixo do segundo molar superior (S7): da ponta da cúspide
mesiovestibular (CS7), passando pelo ápice da raiz mesial do mesmo (AS7). 13. Ponto mais incisal do incisivo inferior (C1I) até a linha PTV.
4.2.4.4 - Grandezas angulares
As grandezas angulares (Figura 4.26) foram utilizadas tanto para avaliação dentária quanto esquelética.
1. FMA: formado pelo Plano de Frankfurt (Po-Or) com o plano mandibular (Go-Me);
2. SNGoMe: formado pela linha da base do crânio (SN), com o plano mandibular.
3. SNA: formado pelo linha da base do crânio (SN), com a linha NA; 4. SNB: formado pela linha da base do crânio (SN), com a linha NB; 5. ANB: formados pelas linhas NA e NB;
6. S1PP: ângulo interno formado pelo longo eixo do incisivo central superior (C1S-A1S), com plano palatino (ENA-ENP);
7. S4PP: ângulo interno formado pelo longo eixo do primeiro pré-molar superior (C4S-A4S), com plano palatino (ENA-ENP);
8. S5PP: ângulo interno formado pelo longo eixo do segundo pré-molar superior (C5S-A5S), com plano palatino (ENA-ENP);
9. S6PP: ângulo interno formado pelo longo eixo do primeiro molar superior (C6S-A6S), com plano palatino (ENA-ENP);
10. S7PP: ângulo interno formado pelo longo eixo do segundo molar superior (C7S-A7S), com plano palatino (ENA-ENP);
4.2.4.5 – Grandezas lineares
Utilizadas apenas na avaliação das alterações dentárias sagitais e verticais (Figuras 4.27 e 4.28).
1. S1V: distância perpendicular entre o ponto C1S até o plano palatino; 2. S1H: distância perpendicular entre o ponto C1S até a linha PTV; 3. S4V: distância perpendicular entre o ponto C4S até o plano palatino; 4. S4H: distância perpendicular entre o ponto C4S até a linha PTV; 5. S5V: distância perpendicular entre o ponto C5S até o plano palatino; 6. S5H: distância perpendicular entre o ponto C5S até a linha PTV; 7. S6V: distância perpendicular entre o ponto C6S até o plano palatino; 8. S6H: distância perpendicular entre o ponto C6S até a linha PTV; 9. S7V: distância perpendicular entre o ponto C7S até o plano palatino; 10. S7V: distância perpendicular entre o ponto C7S até a linha PTV;
11. TH: distância perpendicular entre as linhas tangentes às superfícies mais vestibulares dos incisivos centrais superiores e inferiores;
12. TV: distância perpendicular entre S1H e a linha que une o ponto mais incisal do incisivo inferior (C1I) até a linha PTV.
4.2.5– Erro do método
Com o objetivo de determinarmos o erro do método 30%, das telerradiografias foram selecionadas de forma aleatória, e decorridos trinta dias da primeira avaliação para cada exame. Os resultados das segundas mensurações, correspondentes a 6 telerradiografias, foram então submetidas a análise estatística.
Para verificar o erro sistemático intraexaminador foi utilizado o teste “t” pareado. Na determinação do erro casual, utilizou-se o cálculo de erro proposto por Dahlberg 26 . n erro
d
2 2 ∑ =onde, d = diferença entre 1a. e 2a. medições
n = número de radiografias retraçadas
Estes cálculos também avaliaram os resultados deste estudo, sendo que o erro sistemático utilizou um valor de p<0,05 como estatisticamente significante.
5 – RESULTADOS
5.1 Erro
Os resultados das avaliações do erro sistemático, avaliado pelo teste “t” pareado, e do erro casual medido pela fórmula de Dahlberg estão mostrados na tabela 2. Os valores obtidos sustentaram o método, uma vez que não foi encontrada qualquer variação estatisticamente significante.
Tabela 2 – Média, desvio padrão das duas medições, e teste “t” pareado e erro de Dahlberg para avaliar o erro sistemático e o erro casual.
1a. Medição 2a. Medição
medida
média dp Média dp t p Erro
FMA 18,00 1,87 18,00 2,00 0,000 1,000 ns 0,20 SnGoMe 23,92 3,17 24,00 3,63 0,222 0,833 ns 0,60 SNA 88,75 0,76 88,83 1,47 0,222 0,833 ns 0,60 SNB 83,00 1,55 83,17 1,83 0,542 0,611 ns 0,50 ANB 5,75 1,54 5,67 1,63 1,000 0,363 ns 0,14 S1PP 102,25 12,10 101,50 12,23 1,379 0,226 ns 1,01 S4PP 89,17 5,79 88,67 6,25 1,118 0,314 ns 0,79 S5PP 83,92 2,11 83,92 2,01 0,000 1,000 ns 0,20 S6PP 73,75 4,29 74,00 4,34 1,464 0,203 ns 0,32 S7PP 64,75 6,85 65,00 6,45 0,565 0,597 ns 0,72 S1V 30,58 2,11 30,58 1,63 0,000 1,000 ns 0,46 SIH 62,42 2,94 62,58 2,84 0,598 0,576 ns 0,46 S4V 24,67 1,17 24,67 1,37 0,000 1,000 ns 0,20 S4H 45,50 3,56 45,33 3,61 0,674 0,530 ns 0,41 S5V 24,67 0,41 24,67 0,52 0,000 1,000 ns 0,35 S5H 35,00 3,65 34,67 3,56 2,000 0,102 ns 0,35 S6V 24,08 1,32 24,08 1,11 0,000 1,000 ns 0,29 S6H 27,42 5,08 27,33 5,43 0,415 0,695 ns 0,32 S7V 19,75 1,94 20,17 1,60 2,076 0,093 ns 0,43 S7H 16,50 4,66 16,00 4,47 2,236 0,076 ns 0,50 TV 5,25 0,76 5,17 0,75 1,000 0,363 ns 0,14 TH 4,75 0,94 4,75 1,17 0,000 1,000 ns 0,20 ns – diferença estatisticamente não significante
5.2 – Variáveis Esqueléticas
As relações verticais esqueléticas foram determinadas pelas medidas dos ângulos FMA (padrão neutro 250) e de SNGoMe (padrão neutro 320). Todos os indivíduos da nossa amostra apresentavam em T1 um padrão esquelético neutro ou horizontal, sendo que a média para FMA foi de 21,50 e de SNGoMe foi de 28,30. Estes valores foram mantidos sem alterações estatisticamente