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Le conte comme support

des élèves ?

2.3. Constitution du corpus de productions écrites

2.3.1. Le conte comme support

O presente trabalho de pesquisa foi realizado na Universidade Católica de Brasília (UCB) e apresenta as seguintes características:

1– Tipo de estudo: analítico transversal.

2– Seleção da amostra: participaram da pesquisa 139 idosas integrantes do projeto Geração de

Ouro da UCB, com idade oscilando entre 60 e 91 anos. A opção pelo sexo feminino deveu-se ao fato do pequeno número de voluntários do sexo masculino.

3– Coleta de dados: todos as participantes tiveram aferidas sua altura em estadiômetro de

parede e seu peso corporal em balança fixa marca FILIZOLA com capacidade de 150 Kg e resolução de 100g, no Laboratório de Avaliação Nutricional (LAN) da UCB. Todas as idosas foram medidas e pesadas sem calçados e sem agasalhos, trajando apenas roupas leves e na posição em pé com os pés juntos. A partir do peso e da altura foi calculado o índice de massa corporal (IMC) dividindo-se o peso (kg) pela altura em metros ao quadrado. Para os exames bioquímicos, após jejum de 12 horas, foi coletada de cada integrante do estudo amostra sanguínea para as seguintes dosagens: glicose, colesterol total, triglicérides, ácido úrico e HDL-colesterol. Com algumas exceções, onde os triglicérides excederam 400 mg/dl, a fração LDL-colesterol foi calculada através da fórmula de Friedewald (FRIEDEWALD, 1972).

Em paralelo, procedeu-se a revisão dos prontuários médicos, tendo sido anotados o uso ou não uso de anti-hipertensivos e a densidade mineral óssea da coluna vertebral (L2-L4) e/ou do colo do fêmur obtida a partir do DEXA (Dual Energy X-Ray) realizado no laboratório de imagem da UCB. Do universo pesquisado, foi possível captar dados relativos à hipertensão arterial de 96 idosas, e relativos à densidade mineral óssea de 77 idosas.

A pesagem e a medida da altura, bem como as coletas sangüíneas, foram realizadas entre março e julho de 2004 no LAN da UCB, e as dosagens séricas foram prontamente executadas no Laboratório de Análises Clínicas do Hospital Regional de Taguatinga, em equipamento ROCHE – HITACHI 902.

Para as determinações bioquímicas foram seguidas as instruções do fabricante (ROCHE- DIAGNÓSTICA, SUIÇA), com o emprego de técnicas colorimétricas enzimáticas baseadas nos seguintes métodos: reação de Trinder (glicose-oxidase) para a glicose (TRINDER, 1969), colesterol- esterase/colesterol-oxidase para o colesterol total (ROESCHLAU et al., 1974), lipase e glicerol-oxidase para os triglicérides (WAHLEFELD & BERGMEYER, 1974), seleção direta – PEG (polietilenoglicol)

colesterol-esterase/PEG colesterol-oxidase para o HDL-colesterol (BURSTEIN et al., 1970), e uricase para o ácido úrico (PRAETORIUS & POULSEN, 1953).

4 - Critérios de classificação: foram considerados hiperglicêmicos os indivíduos que

apresentaram glicemia de jejum maior que 115 mg/dl, ou seja, com tolerância à glicose diminuída (glicemia=110 a 126 mg/dl) ou portadores de diabetes mellitus (glicemia>126 mg/dl), conforme os novos critérios de diabetes mellitus dos grupos de trabalho da Organização Mundial de Saúde, que apresentam novos valores de corte para a glicemia de jejum para o diagnóstico do diabetes mellitus, em concordância com os novos critérios da ADA (American Diabetes Association) de 1997 (SOCIEDADE BRASILEIRA DE DIABETES, 2000).

No que concerne aos lipídeos e às lipoproteínas séricas, adotou-se as recomendações propostas nas III Diretrizes Brasileiras sobre Dislipidemias e Prevenção da Aterosclerose do Departamento de Aterosclerose da Sociedade Brasileira de Cardiologia (2001), tendo sido assim considerados hipercolesterolêmicos os indivíduos cujo colesterol sérico total foi maior que 240 mg/dl, hipertrigliceridêmicos os que possuíam níveis de triglicérides maior que 200 mg/dl, com LDL aumentado aqueles que apresentaram LDL-colesterol maior que 130 mg/dl, e com HDL diminuído aqueles cujo HDL- colesterol foi menor que 40 mg/dl.

Idosas com níveis séricos de ácido úrico maior que 5,7 mg/dl foram diagnosticadas como possuidoras de hiperuricemia (RAVEL, 1997).

O uso contínuo de medicação anti-hipertensiva registrado em prontuário médico foi utilizado como critério para classificar as idosas como hipertensas.

Os dados relativos à densidade mineral óssea, obtidos por densitometria óssea e anotados no prontuário médico, foram utilizados para a classificação de osteoporose e de osteopenia, tendo sido considerados normais as idosas com T-Score até -1, osteopênicas aquelas com T-Score variando de -1 a -2, e osteoporóticas as com T Score abaixo de -2 (WHO, 1994 apud OLIVEIRA, 2003).

5– Questões éticas: o trabalho foi submetido, durante a fase de elaboração, à apreciação do

comitê de ética em pesquisa da UCB, tendo sido aprovado conforme ofício CEP/UCB n° 11/2003.

6– Análise dos resultados: inicialmente separou-se o grupo em subgrupos de acordo com o

1997). O objetivo foi verificar a ocorrência de fatores de risco para aterosclerose associados à obesidade, destacando-se a hipertensão arterial, a hiperglicemia, a hipercolesterolemia, a hipertrigliceridemia, a redução do HDL-colesterol e o aumento do LDL-colesterol. Além desses fatores, também foi pesquisado nos grupos a presença de hiperuricemia, de osteoporose e de osteopenia. A mesma análise foi procedida utilizando-se a classificação proposta pelo CDC (Center for Disease Control) baseado nos resultados obtidos no estudo NHANES III (1991) (quadro 2). Empregando-se as duas classificações propostas de obesidade, e após análise estatística exploratória, foram determinadas as médias das variáveis numéricas e a freqüência de alterações clínicas e bioquímicas presentes, conforme critérios definidos no item 4 da metodologia, em cada um dos subgrupos formados. Por fim, os resultados obtidos nos subgrupos foram estatisticamente comparados, a fim de se verificar a presença de diferença estatisticamente significativa entre eles.

A amostra foi ainda dividida por faixa etária em dois grupos: grupo 1 (60-69 anos; n=97) e grupo 2 (≥ 70 anos; n=42). Após a determinação das médias das variáveis e das prevalências das morbidades estudadas em cada um dos grupos, procedeu-se a análise estatística comparatória objetivando-se identificar diferenças estatisticamente significativas entre eles.

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