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4 - CONTAMINATION RADIOACTIVE DU RÉGIME ALIMENTAIRE

A EAD é uma alternativa tecnológica que se apresenta em nível mundial e, espe- cificamente, na sociedade brasileira, como um caminho privilegiado de democra- tização da educação e que muito pode colaborar para a humanização do indivíduo, para a formação do cidadão e para a constituição de uma sociedade mais igualitária e justa. No contexto da sociedade tecnológica é, sem dúvida, uma alternativa de grandes potencialidades, no sentido de facilitar o acesso a uma melhor qualidade, ultrapassando as barreiras de tempo e espaço. (MATA, 1995, p. 10)

Atualmente, a EAD se apresenta como uma opção ou um suplemento aos atuais métodos educacionais existentes, com habilidade de resposta a vários tipos de ne- cessidades, nomeadamente para aqueles que se descobrem incapazes de acompa- nhar as atividades educativas existentes e que são hábeis na condição de superar as novas necessidades de aprendizagem, bem como de responder às preferências e aos distintos costumes.

Segundo Silva (2005, p. 27), “A construção da autonomia em EAD se dá na ex- perimentação e interatividade, na elaboração conjunta professor/aluno, que leva a inclusão do aluno como autor e co-autor no ambiente [...]”.

Estão inseridas nessa modalidade de ensino elementos cruciais nas ações de propagação da inclusão digital, nas quais todos os participantes envolvidos no pro- cesso (professores, estudantes, tutores e coordenadores) devem atuar de maneira conjunta, nas diversas fases da estruturação do conhecimento. Na EAD o estudante é desafiado, a todo o momento, a pesquisar e perceber o conteúdo de forma a parti- cipar de cada disciplina. Dessa forma, deixa de ser concebida esta modalidade como uma mera transmissora de informações e torna-se norteadora da composição de conhecimentos/informações benéficas ao estudante.

Seguindo essa linha de raciocínio, Vianna (2009, p. 10) afirma que:

A EAD parece atentar para esta particularidade, oportunizando aos alunos com características pessoais, socioeconômicas e cultu- rais distintas, flexibilidade de tempo e de espaço para cumprirem

Educação a distância

as tarefas acadêmicas conforme seus próprios, interesses, gostos e necessidades, o que pode contribuir para a melhoria do processo de ensino-aprendizagem.

Na EAD são utilizadas tecnologias relacionadas com um estilo de vida atuali- zado, no qual a otimização do tempo assume um papel cada vez mais importante dentro do contexto. Assim, o estudante conta com o uso de computadores, para além da sua habilidade de digitalizar a informação - que pode não ser só texto, mas sons, imagens, vídeos; com o acervo de informações globalizado, disponibilizado na rede; com a conectividade (capacidade de trocar conhecimentos sem restrições geográficas); e, ainda, com a unificação de linguagem entre as máquinas, o que possibilita uma comunicação entre muitas redes.

Em se tratando da inclusão digital, o termo é considerado, também, como um importante meio de integração das classes menos favorecidas, sendo um fator de auxílio para a inclusão social das mesmas. Nesta concepção, a inclusão digital deve ser vista como um importante fator de combate à exclusão social, visto que o ex- cluído digital termina ficando à mercê dessa “nova sociedade”, tornando-o ainda mais excluído, não só digitalmente, mas também socialmente.

O ensino a distância pode ser apontado como uma importante ferramenta de inclusão digital, principalmente no que diz respeito à independência que o estu- dante, aquele que nunca teve acesso a um computador, poderá, a partir de então, se desenvolver, adquirindo habilidades e competências dentro de um Ambiente Virtual de Aprendizagem (AVA), se tornando, de forma considerável, uma pessoa autônoma e incluída digitalmente, visto que a interatividade democratiza a relação do ser humano com a informação. Isso permite que o mesmo perpasse a condição de simples receptor, ou seja, de espectador passivo, para a de usuário criativo e participativo. Desta forma, estar em contato com diferentes pessoas, com visões de mundo variadas, culturas, valores, sentimentos e crenças, constitui, seguramente, uma rica probabilidade de crescimento pessoal e social.

Nesse sentido, acredita-se que a relação entre a inclusão digital e a EAD é tão estreita que não é possível pensar em uma sem considerar a outra. Esta modalidade de ensino tem o poder de abarcar grandes aspectos e é por meio da EAD que muitas pessoas podem ser incluídas no mundo virtual/digital para, assim, terem acesso às potencialidades e recursos propiciados pelas TIC.

Telma Batista Farias da Silva, Geórgia Farias Silva Siqueira, Emanuela Conceição Azevedo da Silva

proporcionando-lhe, assim, por intermédio das ferramentas que são utilizadas nesta modalidade, uma maior familiaridade com a informação digital.

Conclusão

Os sistemas habituais de ensino tornaram-se praticamente impossibilitados de atender, além do seu contingente habitual, a essa crescente demanda que busca educação no panorama contemporâneo, cujo horizonte se enxerga extenso e mul- tifacetado. Aos mestres da atualidade, cabe um posicionamento expressivo e estra- tégico diante deste paradigma da educação, no qual a educação a distância entra em cena como uma modalidade cheia de possibilidades, na qual existe interatividade, racionalidade e adequação de acordo com as necessidades dos novos aprendizes.

Esta modalidade de ensino quebrou e continua quebrando vários paradigmas no contexto educacional, pois a partir dela a concepção de ensino-aprendizagem foi indiscutivelmente ampliada e até modificada em alguns aspectos, visto que por meio da inserção das novas tecnologias este processo ganhou inúmeras interfaces, podendo ser mediado independente da presença física dos seus participantes.

No processo educacional a distância a realidade virtual instiga raciocínios, cria- tividade e aguça a ampliação de novas habilidades e competências: como a autono- mia na aprendizagem, a formação da linguagem culta, a interação colaborativa, o trato das informações, entre outros. Neste cenário, a internet, como fundamental instrumento da EAD, apresenta dimensões inesgotáveis para a obtenção e desen- volvimento de conhecimentos.

Como já foi dito anteriormente, Inclusão Digital é a democratização do acesso às Tecnologias da Informação e Comunicação (TIC), o que permite a introdução de todos na sociedade da informação. Hoje é um tema tão importante quanto a saúde ou a geração de emprego. O habitual acesso às redes e equipamentos, assim como o domínio das habilidades relacionadas às TIC é requisito imprescindível à integração social, à atividade econômica e ao fortalecimento da cidadania.

Nesse sentido, estamos diante de uma oportunidade única de reduzir o abismo que separa grande parte da comunidade que não teve uma educação adequada e, por conseguinte, não tem acesso à informação digital, atrelando a educação a dis- tância como modalidade de ensino que contribui significativamente com o proces- so de inclusão digital.

Educação a distância

Assim, conclui-se que a educação a distância, nos seus multimeios educativos, pode ser considerada, além de espaço de produção do conhecimento, promotora da inclusão digital e da inserção social do cidadão.

Por fim, sugere-se necessária a realização de outras pesquisas na área em foco, visando expandir o debate acerca do tema, bem como despertar questionamentos provocadores de novos estudos. Ao direcionar as críticas reflexivas acerca do pro- cesso de inclusão digital por meio do ensino a distância, deseja-se colaborar para reconhecer essa modalidade de ensino como ferramenta de suma importância para a inserção de todos os sujeitos no mundo digital.

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A multidimensionalidade

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