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5. Exposant de densit´e de certaines p´eriodes irrationnelles

5.1. Constructions hyperg´eom´etriques

5.1 O meio

O Museu Marítimo de Ílhavo localiza-se na cidade de Ílhavo, sede de concelho, na freguesia de S. Salvador. Encontra-se a sua do Distrito de Aveiro e está delimitado por outros dois concelhos: Aveiro, a norte e nascente, e Vagos, a sul. Muitas vezes confundida com a cidade de Aveiro, Ílhavo destaca-se pela sua dinâmica urbana. Pertencente à Região Centro e Baixo Vouga, passou a ter autonomia administrativa definitiva em Janeiro de 1898. O município de Ílhavo, com uma área de 75Km2, é constituído por quatro freguesias. São elas: S. Salvador (Ílhavo), com 16.760 habitantes, Gafanha da Nazaré, com 14.021 habitantes, Gafanha da Encarnação, com 4.907 habitantes e, finalmente, Gafanha do Carmo, com 1.521 habitantes. Perfazem assim um total de 37.209 habitantes. As cidades de Ílhavo e Gafanha da Nazaré têm um papel de destaque no concelho, tendo sido elevadas a tal a 13 de Julho de 1990 e 19 de Abril de 2001, respectivamente. Destacam-se também as praias da Costa Nova e Barra as quais apresentam um elevado número de habitantes na época balnear. No entanto, este é um número importante, ainda que não se verifique ao longo de todo o ano, pois tem-se verificado um crescente desenvolvimento turístico no concelho. Atravessado pelos canais do Boco e Mira, Ílhavo tem uma população residente de 37.209 habitantes233, sendo que 18.036 são do sexo masculino e 19.173 do sexo feminino, segundo os Censos de 2001. A população activa (entre os 25 e 64 anos), de maior expressão numérica, equivale a 20.512 habitantes.

O concelho de Ílhavo sempre teve uma forte ligação ao mar e à ria. A sua localização, no litoral do país, levou a que surgissem zonas portuárias (tendo maior expressão a pesca longínqua, sobretudo a pesca do bacalhau nos mares da Terra Nova e Gronelândia), e se desenvolvesse a construção naval e a

231 Licenciada em História, variante de História da Arte. Com Pós-Graduação em Gestão do Património Cultural e em Museologia, pela

Universidade do Porto. Actualmente frequenta o Mestrado em Museologia, na Faculdade de Letras da Universidade do Porto.

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Licenciada em Antropologia. A frequência Mestrado em Museologia, na Universidade de Évora.

57 indústria da secagem, assim como a indústria do frio. Estas actividades foram decisivas para o desenvolvimento de todo o concelho. Porém, o desemprego no sector da pesca levou a que a população ilhavense se tivesse que adaptar a outro modo de vida, adoptando outras actividades, tais como o comércio marítimo e a indústria. Segundo a AIDA (Associação Industrial do Distrito de Aveiro), o concelho de Ílhavo tem 29,3% de área agrícola, 38,6% de área urbana, 20,7% de área florestal e 11,4% de área destinada a outros usos. Segundo dados de 1998, em relação aos vários sectores de actividade, 6,69% refere-se ao sector primário, 30,01% ao sector secundário e 63,3% ao sector terciário, sendo que o último se destaca pela elevada percentagem.

Através de dados de 1999, sabe-se também que o número mais elevado de empresas está ligado ao ramo do comércio por grosso e a retalho, reparação de automóveis, motociclos e bens de uso pessoal, e empresas de construção. No que toca à indústria transformadora, o maior número de empresas está ligado a indústrias metalúrgicas de base e de produtos metálicos, destacando-se a construção naval. É ainda de salientar a existência de duas zonas industriais, a da Mota e a das Ervosas, as quais são também factor de desenvolvimento, tal como a existência do Porto de Aveiro.

5.2 O edifício

O edifício do Museu foi inaugurado em 2001, fruto de uma remodelação e ampliação do edifício anterior, impulsionando a própria instituição museológica assim como a requalificação da malha urbana envolvente. O projecto do actual edifício é da autoria de Nuno e José Mateus, do Gabinete de Arquitectura ARX, Lda, e é fruto de uma recuperação do anterior edifício, construído entre 1970 e 1980. Os espaços reservados à circulação no Museu são constituídos por espaços de exposições temporárias, permanentes, reservas, auditório, cafetaria e loja. O espaço de exposição é composto por cinco salas temáticas:

 Sala da Faina Maior/Cap. Francisco Marques – Exposição alusiva à pesca do bacalhau à linha.

 Sala da Ria – Exposição ralusiva às fainas agro-marítimas típicas da Ria de Aveiro (num Mezannine no piso superior) e à faina do sal (no piso inferior).

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 Sala dos Mares - Exposição alusiva à temática marítima, desde os Descobrimentos à arte de navegar.

 Sala das Conchas - Exposição de parte da colecção de malacologia e flora, composta pela colecção de algas marinhas do Norte de Portugal, com recolha, tratamento e classificação da responsabilidade de Américo Teles.

Fig.6 e 7 – Sala dos Mares e Sala das Conchas.

5.3 Perfil e Vocação

O Museu Marítimo de Ílhavo encontra-se implementado sobre dois grandes alicerces identitários, de grande importância para o passado económico da região: a grande ligação das gentes de Ílhavo ao mar, com foco na pesca do bacalhau à linha, em dóris, praticada pelos portugueses nos mares da Terra Nova e Gronelândia; e a ligação à Ria de Aveiro, que percorre a região, desde Ovar a Mira, com atenção especial às fainas agro-marítimas.

Tendo como base a definição de Museu estabelecida pelo ICOM, adoptada na 16ª Assembleia Geral decorrida em Haia, e alterada em Assembleias Gerias posteriores234, o Museu Marítimo de Ílhavo estabeleceu a sua definição no seu Regulamento, publicado no Diário da República, II Série, nº119, de 22 de Junho de 2006. Este documento define o Museu, sob tutela da Câmara Municipal de Ílhavo, como “uma entidade cultural de carácter permanente, sem fins lucrativos, dotada de meios técnicos e

administrativos que lhe permite:

a) Garantir um destino unitário a um conjunto de bens culturais e valorizá-los

através da incorporação, investigação, exposição e divulgação com objectivos científicos, educativos e lúdicos;

234 A 16ª Assembleia Geral do ICOM decorreu em Haia, na Holanda, a 5 de Setembro de 1989. A definição de Museu que aí foi estabelecido,

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b) Promover a preservação de patrimónios marítimos (materiais e imateriais), num

esforço de construção permanente das memórias sociais marítimas e de predominância local;

c) Facultar o acesso regular ao público e fomentar a democratização da cultura, a

promoção da pessoa e o desenvolvimento local integrado e sustentado”.

Os seus objectivos encontram-se definidos no mesmo documento. São eles “ sociais, culturais e

educativos”.

“Os objectivos sociais visam:

a) Definir estratégias e apresentar projectos que viabilizem soluções institucionais

para acções que coloquem em risco a autenticidade material e imaterial, histórica e construtivo-tecnológica ou a identidade e memória colectiva;

b) Integrar o Museu e os programas museológicos em projectos de

desenvolvimento cultural, em especial os relacionados com o desenvolvimento integrado, que viabilizem o património enquanto recurso cultural;

c) Propor acordos e protocolos de cooperação com outras instituições e entidades,

públicas ou privadas, que prossigam fins similares;

d) Incentivar a participação e co-responsabilização da sociedade civil na

valorização do património marítimo (material e imaterial).

Os objectivos culturais visam:

a) Promover o inventário, estudo, classificação e recuperação do património

marítimo, sistematizando informaticamente a informação recolhida;

b) Superintender a gestão do pólo museológico Navio-Museu santo André e outros

pólos ou núcleos que venham a integrar o Museu;

c) Coordenar a conservação e restauro dos bens culturais que integram as

colecções do Museu;

d) Assegurar a organização das exposições temáticas, temporárias ou

permanentes, com vista à melhor fruição do público.”

No presente trabalho importa sobretudo focar a questão da educação, os seus objectivos e competências. Em relação aos objectivos educativos, definidos no Artigo 8º do Regulamento do Museu, estes visam:

“a) Sensibilizar e estimular o estudo científico e técnico dos bens culturais que integram as colecções do Museu a partir de uma temática e cronologia específicas;

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b) Dinamizar a comunicação e promover a divulgação, para os diversos públicos, das colecções do Museu, através da criação de projectos educativos.”

5.4 A equipa

Inserido na unidade orgânica Divisão de Cultura, Turismo e Juventude do Município de Ílhavo, o Museu tem actualmente 17 pessoas a exercer funções, prestando serviço no Museu e no Navio Museu, por equipas. Das 17 pessoas, 12 estão integradas no quadro de pessoal do Município e 5 são profissionais não integrados. As categorias e formação profissional e académica de cada membro da equipa encontram-se em tabela em anexo235.

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