• Aucun résultat trouvé

[Brasil]. [MINAS GERAIS]: [Caeté], “Serra da Piedade”, 18.xi.1934, Riedel 2909 (lectótipo - K!, designado por Burkart (1964: 370); duplicatas - GH, NY!, P!, US, foto - US!).

F

Fiigguurraass 1188,, 1199 ee 2200

Arbustos eretos, 0,75 - 3 m alt. Ramos não estriados; ramos, pecíolos, raques, ráquilas e pedúnculos flocosos, recobertos por tricomas plumosos (eixo central delgado, ferrugíneo, ramficados desde a base, ramos longos, entrelaçados, cinza esbranquiçados), 0,5 mm compr., epiderme obscurecida pelos tricomas, não glabrescentes. Estípulas deltóides, 1 - 3 x 0,5 - 1 mm, 1-nervadas, face abaxial flocosa, face adaxial glabra, não ciliadas, persistentes. Pecíolos 0,6 - 1,9 cm compr.; folhas 2 (-3) pares de pinas, raro algumas folhas com 1 par de pinas, raque 0,4 - 1,4 (-1,8) cm compr., projeção da raque 1 - 1,5 mm compr.; 178

pinas 6 - 16 pares de folíolos, raquila 1,5 - 7 cm compr., projeção da raquila 0,5 - 2 mm

compr., folíolos maiores no meio da pina, parafilídeos subulados, 0,5 mm compr., distantes 1 - 2 mm do primeiro par de folíolos, persistentes, lâmina foliar estreitamente oblonga a oblonga, ápice agudo, base obliqua (lado proximal truncado e lado distal truncado, subcordado a obtuso), margem espessada, revoluta, 0,5 - 1,1 x 0,2 - 0,5 cm, discolores (face adaxial preta a verde escura e face abaxial bege), folíolo terminal obovado, ápice agudo, 5 - 6-nervada a partir da base (nervuras anterior e posterior externas pouco evidentes, expirando na base da lâmina, nervuras anterior mediana e posterior estendendo-se até 1/2 da lâmina, nervura anterior interna até 2/3 e principal até o ápice), evidentes na face adaxial, algumas vezes não muito bem definidas, obscurecidas pelo indumento na face abaxial, glabra na face adaxial, algumas vezes subglabra, recoberta por esparsos tricomas estrelado-sésseis, tomentosa na face abaxial, recoberta por tricomas estrelado-sésseis e esparsos tricomas plumosos (eixo central delgado, ferrugíneo e ramos longos, entrelaçados, cinza esbranquiçados), epiderme da lâmina obscurecida pelos tricomas. Pedúnculos 1,2 - 3 cm compr.; inflorescências em espigas cilíndricas, algumas vezes elipsóides, sem os filetes (0,4-) 0,6 - 1,5 x 0,3 - 0,6 cm, não envolvidas por brácteas involucrais, reunidas em fascículos de 1 - 4 espigas, axilares; bractéola menor que o botão floral, oblanceolada, ápice agudo, 0,8 - 2 x 0,1 - 0,5 mm, recoberta a partir do terço distal da lâmina por tricomas estrelado-sésseis, não ciliada, persistente nos frutos; flores 4-meras, bissexuadas ou estamindas; cálice cupuliforme, 0,2 - 0,5 mm compr. (1/9 a 1/4 do comprimento da corola), truncado no ápice, sem lobos aparentes, ciliolado, tubo glabro; corola campanulada, 1,8 - 2,2 mm compr., tubo glabro a seríceo, recoberto por tricomas simples e retrorso-adpressos, ápice dos lobos pubescente, recoberto por tricomas estrelado-sésseis, epiderme visível entre os tricomas; filetes amarelos, 3 - 4 mm compr., exsertos a partir da corola 2 - 3 mm compr., conados 0,5 - 1 mm compr., estaminódios ausentes; ovário 0,6 - 0,8 mm compr., recoberto no ápice e nas lateriais ou somente no ápice por tricomas estrelado-sésseis, estilete glabro, estigma punctiforme. Craspédios articulados, elípticos a oblongos, ápice acuminado, base atenuada, plano-compressos, réplum constrito entre as sementes (até 1/4 da metade da largura da valva em ambos os lados), 1 - 2,5 x 0,4 - 0,6 cm, flocosos a escabérulos, recobertos por tricomas plumosos (eixo central delgado, ferrugíneo e ramos 179

longos, entrelaçados, beges) e estrelado-sésseis, epiderme obscurecida pelos tricomas, artículos 6 - 9 x 4 mm; sementes 1 - 3, obovóides, 5 x 3 mm, pretas.

D

Diissttrriibbuuiiççããoo ggeeooggrrááffiiccaa ee hháábbiittaattss: Espécie endêmica da Serra da Piedade, no município :

de Caeté, na porção mineira da Cadeia do Espinhaço, encontrada somente em altitudes superiores a 2000 m, em Campos Rupestres.

F

Feennoollooggiiaa:: Coletada com flores em janeiro e de agosto a novembro e com frutos em

janeiro.

S

Sttaattuuss ddee ccoonnsseerrvvaaççãão: Criticamente em perigo, CR B1a+biii.o E

Essppéécciiee rraarraa

Mimosa leprosa pode ser facilmente reconhecida no campo pelo porte arbustivo com

a “copa” globosa, assemelhando-se a miniaturas de indivíduos arbóreos. Nesta espécie o indumento é flocoso e acinzentado, as estípulas são deltóides, as folhas apresentam de um a três pares de pinas e os folíolos são fortemente discolores. Além disso, as flores estão arranjadas em espigas cilíndricas, o tubo da corola é recoberto por tricomas simples e retrorso-adpressos, os lobos por tricomas estrelado-sésseis e os filetes são amarelos.

Mimosa leprosa pode ser confundida com Mimosa caracensis, Mimosa calodendron e

Mimosa calothamnos. A distinção entre Mimosa leprosa e Mimosa caracensis, que

compartilham o indumento da corola, a coloração e o grau de união dos filetes, pode ser feita com base no tipo do indumento, que é flocoso e acinzentado em Mimosa leprosa e lanuloso e ferrugíneo em Mimosa caracensis, no formanto da espiga, cilíndrica na primeira e globosa na segunda espécie e no número de pares de pinas, geralmente 2 em Mimosa leprosa

e 1 em Mimosa caracensis. Além disso, Mimosa caracensis é endêmica da Serra do Caraça e, portanto, encontra-se disjuntamente distribuída. Já Mimosa calodendron pode ser prontamente distinta pelo indumento hirsútulo e pela corola totalmente recoberta por tricomas estrelado-sésseis. E, por fim, Mimosa calothamnos diferencia-se, entre outras características, pelas estípulas lanceoladas e pela corola totalmente recoberta por tricomas estrelado-sésseis.

Em 1876, Bentham descreveu Mimosa calodendron var. leprosa, diferenciando-a de

Mimosa calodendron var. calodendron pelo indumento decíduo, folíolos mais estreitos e pela face adaxial dos folíolos opaca. Posteriormente, Macbride (1919) elevou esse táxon à categoria de espécie, Mimosa leprosa. Já Burkart (1964), reconheceu novamente este táxon como uma variedade de Mimosa calodendron e descreveu ainda mais duas variedades (mais informações em Mimosa calodendron). Por outro lado, Barneby (1991) restabeleceu este táxon como uma espécie a parte, reconhecendo dentro dela duas variedades: Mimosa leprosa var. leprosa e Mimosa leprosa var. parviceps. No entanto, esses táxons apresentam características descontínuas relacionadas ao tipo de indumento, ao número de pares de pinas e ao formato da espiga e, além disso, não foram observados espécimes com características intermediárias entre as duas populações que justificasse o reconhecimento de variedades. Assim, estes dois táxons serão aqui consideradas como espécies distintas:

Mimosa leprosa e Mimosa caracensis.

Mimosa calodendron var. leprosa, o basiônimo de Mimosa leprosa, foi descrita por Bentham (1976) com base em três sintipos: Riedel, Gardner 4521, Warming. O lectótipo foi inferencialmente designado por Burkart (1964: 370) como sendo o espécime Riedel 2909 depositado em K.

M

MAATTEERRIIAALL EEXXAAMMIINNAADDOO:: Brasil. MINAS GERAIS: Belo Horizonte. Near summit of Serra da

Piedade, ca. 35 km E. of Belo Horizonte, near BR-31, outcrops, steep iron-rich rocky slopes, 2000 m, 13.i.1971 (fr.), Irwin, Harley & Onishi 30204 (G, K, NY, UB); Summit of Serra da Piedade, ca. 35 km E. of Belo Horizonte, near BR-31, steep slopes and outcrops with generally rocky surface, iron-rich soil in pockets and crevices, 2000m, 18.i.1971 (fr.), Irwin, Harley & Onishi s.n. (G, NY, UB). [Caeté]. Serra da Piedade, 1865 (fl.), Warming s.n. (NY 933453); Serra da Piedade, 18.xi.1934 (fl.), Riedel 2909 (K, NY, P, US). Caeté. Serra da Piedade, ix.1824 (fl.), Riedel 549 (K, P); Serra da Piedade, ix.1840 (fl.), Gardner 4521 (BM, K); Serra da Piedade, 1840 (fl. e fr.), Claussen 120 (BR, G, K, M, NY, P, SI); Serra da Piedade, 30.xi.1933 (fl.), Mello Barreto 6483 (SP); Near summit of Serra da Piedade, ca 35 Km E. of Belo Horizonte BH, near BR-31, steep iron-rish rocky slopes, 1800-2000 m, 13.i.1971 (fr.), Irwin, Harley & Onishi 30260 (NY); Serra da Piedade, campo pedregoso, 29.x.1971 (fl.), Lanna & Strang 1931 (FEEMA, HRB, NY, RB); Serra da Piedade, encosta rochosa do morro, 20.x.1973 (fl.), Koczicki 290 (K, MBM, NY); Serra da Piedade, 4.xi.1985 (fl.), Braga & Siqueira 7072 (NY); Serra da Piedade, campo rupestre, 13.i.2006 (fl. e fr.), Savassi-Coutinho, Souza & Rando 1055 (ESA). Sem Município. Sem localidade, 1840 (bt.), Claussen 502 (BR, NY); 1840 (fl.), Claussen 502 (BM); 1840 (fl.), Claussen s.n. (BR); 1840 (fl.), Claussen s.n. (K); s.d. (fl., fr.), Claussen 213 (BM, BR); s.d. (fl.), Riedel 20 (K); Serra da Lapa [Serra do Cipó], s.d. (fl.), Riedel s.n. (K). SEM ESTADO: Sem

1 cm 1 c m 1 m m 0, 5 m m 0, 5 m m 3 mm 1 m m 1 m m 2 mm 1 m m 1 m m 0, 5 m m 6 m m A B C D E F G L H I J K M N

FIGURA 18: A-B. Mimosa involucrata. A) estípula, face abaxial; B) flor; C) inflorescência com brácteas involucrais (Savassi-

Coutinho & Coutinho 1224). D. Mimosa lepidorepens. D) flor (Ribas et al. 3515). E-N. Mimosa leprosa. E) ramo com flores; F)

detalhe do tricoma plumoso do ramo; G) estípula, face abaxial; H) folíolo, face adaxial; I) folíolo, face abaxial; J) detalhe dos tricomas estrelado-sésseis e plumosos da face abaxial do folíolo; K) bractéola, face adaxial; L) flor; M) craspédio; N) detalhe do

182

tricoma plumoso do fruto (Lanna & Strang 1931/1472; Savassi-Coutinho 1055).

município. viii.1840 (fl.), Claussen s.n. (BM); Sem localidade, s.d. (fl. e fr.), Warming s.n. (F Neg 21872); Sem localidade, s.d. (fl. e fr.), Warming s.n. (P).

Documents relatifs