MOVENNES ANNUELLES
CONSOMMATION tonnes /an
Espera-se que por meio das ações elencadas nesse projeto, os estudantes da escola que tem interesse e/ou curiosidade em dança possam utilizar-se deste tempo e espaço aqui proposto para dar vazão à criatividade e que assim possam construir conhecimentos significativos em arte de forma inter e transdisciplinar (MORIN, 2001). Ao final de cada ano letivo espera-se compartilhar com toda a comunidade escolar o (os) produto (s) artístico-estético resultado (s) das vivências e oficinas no contraturno.
ANEXO
ESCOLA MUNICIPAL PROFESSOR REGINALDO FERREIRA NETO
PROJETO DIDÁTICO-PEDAGÓCICO COMPONENTE CURRICULAR: ARTE CONTEÚDO: DANÇA
JEFFERSON MELO DE ARAÚJO
Composições
NATAL-RN 2012
9- PÚBLICO-PARTICIPANTE:
Estudantes do ensino fundamental I, da Escola Municipal Professor Reginaldo Ferreira Neto. Município de Natal/RN.
10- PERÍODO DE REALIZAÇÃO: A partir do ano vigente (2012).
11- CRONOGRAMA: Dois encontros semanais ao mínimo, a serem realizados no próprio espaço escolar, em contraturno. Cada encontro com carga horária de 4 horas, compreendendo um intervalo de quinze minutos.
12- JUSTIFICATIVA, FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA E BASE LEGAL
Conforme Marques (2012) a prática em dança é uma etapa de extrema importância para seu ensino-aprendizado, sendo mais que um simples copiar de movimentos, assim como não se aceitam mais só alunos que só copiam textos: a dança é uma linguagem em que se arranja criativamente o movimento de inúmeras formas, como se faz com as palavras e textos. Assim, é valorizado o estímulo ao ato de compor do aluno, para que se torne autor de suas próprias coreografias.
Ainda em vista o cenário local das publicações locais, que tem sido reorganizado às novas concepções de ensino, verifica-se que na Resolução nº 06/2009 – CME, no Art. 8º, o Ensino das linguagens de Artes deverá objetivar ações para a formação do indivíduo, promovendo “leituras imagéticas, sonoras, tácteis e corporais, ampliando e expressividade na formação de leitores/criadores de uma poética singular/plural [...]” (NATAL, 2009, grifos nossos). O professor poderá realizar projetos e oficinas artísticas para os alunos, visando desenvolver “uma habilidade artística [...] no contraturno do educando e/ou horário alternativo [...]” (NATAL, 2009, grifo nosso).
Nesse sentido, e não desconsiderando as práticas de sala de aula regulares, a realização de uma oficina de composição coreográfica sistemática num processo de criação com continuidade, mais concentrado e em constante exercício com um grupo de alunos é pertinente e necessário no referido contexto, visando atender princípios acima norteados pela teoria e legislação e promover a apropriação mais aprofundada da linguagem pelos alunos participantes e maior disponibilidade de investigação.
13- OBJETIVO
Promover vivências com elementos constitutivos da Dança Coral vários situações e estímulos, através de exercícios, jogos, análises e discussões, visando a composição de autoria dos estudantes envolvidos.
14- BASES METODOLÓGICAS/PROCEDIMENTAIS:
As propostas metodológicas de Lobo e Navas (2003; 2008) Fernandes (2006) e Tibúrcio (2011), que apontam etapas e procedimento aplicáveis a processos criativos de composição coreográfica: premissas fundamentais da consciência corporal; corpo cênico, movimento estruturado e imaginário criativo; conhecimento de corpo (abordagens da sensibilização, na mecânica e na expressividade) corpo; ações; espaço, dinâmica e relacionamento; procedimentos de improvisação e conclusão (Estímulos à criação Estímulos básicos ao movimento; Improvisação e investigação; Seleção de imagens corporais; Configuração e forma; Construção de pequenas frases ou cenas; Análise; criação a partir de danças conhecidas ou de outras culturas.
6.1- PLANO GERAL DE PROCEDIMETOS PEDAGÓGICOS PARA O PROCESSO
Levantamento do perfil sociocultural dos alunos participantes, preferências e repertórios;
Reunião com os responsáveis para exposição detalhada da prática a ser desenvolvida, com recomendações e a obtenção da autorização assinada para a participação dos alunos no projeto em contra turno;
Exercícios de sensibilização inicial, a partir do conhecimento do corpo (alongamentos, respiração, exercícios com as articulações) giros, saltos, contrações e descontrações, explorando diferentes movimentações das partes do corpo isoladas e conjuntamente (pés, pernas, quadris, tronco e os demais). Iniciação à experimentação dos elementos básicos da dança: equilíbrio, eixo, fluência, flexibilidade, alinhamento e postura;
Exercícios a partir dos relacionamentos (olhar, tocar, suportar, carregar, abraçar, aproximar, afastar) das formas no espaço (níveis, direções, planos), do tempo
(sucessividade e simultaneidade), das tensões corporais, da cinesfera, das projeções, deslocamentos, das diferentes qualidades de movimento;
Exercício de desconstrução e reconstrução de possíveis danças conhecidas através da mídia, a partir dos elementos da dança já experienciados, no sentido de entendê-las como produtos que foram criados e podem ser recriados;
Exercícios com movimentações do cotidiano: brincadeiras usuais e passadas (futebol, queimada, amarelinha, boneca, pipa, bola de gude, de roda, entre outras) atividades do dia-a-dia, interações com a família, ação e interação com dos elementos da natureza ao redor;
Exercícios de exploração de movimentos a partir de palavras, poesias, letras de música, imagens de fotografias ou pinturas, com o intuito de criar movimentos mais abstratos e menos funcionais ou cotidianos;
Exercícios de apreciação e recriação de vídeos de algumas danças regionais (Ciranda, Pastoril, Frevo, Araruna, Carimbó, entre outras).
Este é o conjunto de práticas por ora elencados para articular a vivência, podendo surgir outras vias de experimentação. Durante e ao final de cada conjunto de exercícios serão solicitadas pequenas composições, que poderão ser feitas por todo o grupo, ou sub-grupos, ou a partir da iniciativa de um estudante por vez. Muitos exercícios serão repetidos na busca de arranjos cada vez mais diferentes. Cada composição será registrada e retomada pelos estudante até sua estruturação.
15- INFRAESTRUTURA E RECURSOS MATERIAIS
A vivência irá dispor do há na Escola, utilizando seus espaços: necessariamente uma sala de aula com espaço para a prática. A quadra poliesportiva e outros espaços podem ser usados eventualmente em exercícios de exploração de espaço, preparados junto à gestão da escola. Quanto ao material, é previsto o uso de: caixa amplificadora de som, projetor de vídeo e notebook (já disponíveis), caderno(s), folhas de ofício a4, câmera fotográfica digital, gravador de som, salas de aula com ventilador e/ou ar- condicionado, cadeiras e objetos de apoio (praticáveis). O que se fizer necessário durante o processo será articulado junto à Equipe Gestora da Escola, à Secretaria Municipal de Educação ou mesmo, quando possível, a UFRN, como parceira.
16- RESULTADOS ESPERADOS
Espera-se que por meio das ações elencadas nesse projeto, os estudantes da escola que tem interesse e/ou curiosidade em dança possam utilizar-se deste tempo e espaço aqui proposto para dar vazão à criatividade e que assim possam construir conhecimentos significativos em arte de forma inter e transdisciplinar (MORIN, 2001). Ao final de cada ano letivo espera-se compartilhar com toda a comunidade escolar o (os) produto (s) artístico-estético resultado (s) das vivências e oficinas no contraturno.