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As regras de convivências são fundamentais para uma harmonia entre pessoas de uma instituição ou comunidade. As regras são sempre impostas ou estabelecidas anteriormente. A construção coletiva de normas para convivência no espaço escolar é importante para que todos saibam, compreendam e respeitem o direito do outro:

A escola pode ser um lugar de experiências compartilhadas na perspectiva da convivência digna e justa. A educação pode oferecer oportunidades significativas para os educandos, contribuindo na formação de sujeitos que primem por condutas cooperativas, justas e respeitosas (OLIVEIRA; CAMINHA; FREITAS, 2010, p. 269).

Essa ação terá participação de professores na condução nas turmas de 1º ao 5º ano do Ensino Fundamental. Será realizada uma discussão com os estudantes sobre a importância das regras de convivência e o respeito ao direito do outro. Serão estabelecidas com cada turma as regras na sala de aula e na escola, na convivência desses com as outras turmas nos espaços escolares. Da mesma maneira, serão promovidas reuniões com os estudantes do 6º ao 9º ano do Ensino Fundamental e os de Ensino Médio, coordenadas pelos estudantes representantes de turmas, que são dois para cada série. Estes ficarão responsáveis por ouvir os colegas e anotar as sugestões das regras de convivência.

Após realizadas as atividades nas salas de aulas, serão realizadas duas plenárias, uma em cada turno de funcionamento da escola, das 7h às 11h20min e das 12h30 às 16h40. As regras de convivência serão levadas à plenária para serem votadas e aprovadas pelos estudantes. As regras estabelecidas pelos próprios estudantes serão impressas e afixadas nas salas de aulas e murais. Também distribuiremos panfletos com as normas estabelecidas pelos estudantes:

Quadro 22 - Construção de regras coletivas

Fonte: elaborado pelo autor (2019).

A quantia de R$ 200,00 (duzentos reais) será necessária para impressões de panfletos e murais com as regras de convivência estabelecidas pelos alunos da escola estudada. O pesquisador possui a impressora colorida para confecção dos materiais. Posteriormente, as regras de convivência escolar, estabelecidas pelos alunos, serão informadas aos pais para que esses tenham ciência dos acontecimentos na escola estudada.

Metas a serem alcançadas com a ação:

1. Construir coletivamente as normas de convivência coletiva; 2. Estabelecer a prática do diálogo na escola estudada; 3. Compreender a importância de respeitar as diferenças;

4. Compreender que todo cidadão tem direitos, mas também possui deveres.

What? O quê?

Construção de regras de convivência coletiva.

Why? Por quê?

Para melhorar o ambiente escolar. Cada estudante poderá contribuir na metodologia de convivência, fornecendo ideias e opiniões. Assim, sentirá

que é parte integrante da construção das normas. Contribuindo na construção coletiva das regras, os estudantes serão os responsáveis pelo seu cumprimento, pois ajudaram a estabelecê-las. As regras irão para uma reunião geral por turno, em que serão votadas e aprovadas.

Who? Quem?

Professores ficarão responsáveis por discutir as normas com estudantes com idade de 6 a 10 anos. Nas turmas com estudantes entre 11 e 18

anos, os próprios estudantes representantes de turmas farão as reuniões sobre as regras de convivência, com a supervisão de um

professor mediador.

When? Quando?

Na semana do dia 23 a 27 de maio de 2020.

Where? Onde?

Nas salas de aulas da escola estudada e, posteriormente, no pátio coberto em forma de plenária.

How? Como?

Debate dos dias 23 a 26 de maio de 2020, nas salas de aulas de todas as turmas da escola estudada. Estabelecimento de regras de convivência. No dia 27/05/2020 nos turnos da manhã e da tarde acontecerá plenária, para decidir quais regras de convivência serão

aprovadas por todos os alunos da escola.

How Much? Quanto

custa?

R$ 200,00. Impressão de cartazes e panfletos com as regras de convivência estabelecidas em plenária por todos os estudantes. Cartazes serão afixados em todos os ambientes da escola e os panfletos

distribuídos para todos os alunos, pais, professores e demais funcionários da escola estudada.

As ações propostas no PAE poderão obter sucesso em sua implementação, porém, algumas ações e metas podem apresentar dificuldades relacionadas à aceitação dos envolvidos no processo de ensino e aprendizagem. Para a criação do grupo de mediação, acreditamos não haver entraves em sua composição, pois existe uma resolução estadual que obriga as instituições a possuírem a mediação no ambiente escolar. Por outro lado, poderemos enfrentar dificuldades relacionadas à formação continuada dos profissionais e dos grupos de estudos, já que nem todos os profissionais têm interesse em atribuir parte do seu tempo em estudos ou formações que não apresentem obrigatoriedade por parte da administração pública ou que não deem um retorno financeiro. Acreditamos que a formação das regras de convivência não terá entrave.

Em síntese, buscamos apresentar, neste capítulo, caminhos para contribuir com o debate em torno do tema da violência escolar, cuja recorrência foi possível mapear na pesquisa, sendo apresentada nas evidências do caso de gestão e nas análises do instrumento elencado para obtenção de dados. Isso porque acreditamos que é importante que a escola veja claramente as situações de violência, ciente do quadro de reprodução da exclusão social que muitas vezes gera mais violência, sendo a instituição escolar um dos lugares em que muitas dessas questões vêm à tona. Nesse sentido, pensamos e acreditamos em uma escola que toma o diálogo como ponto de partida e de chegada, assim como nos diz Milton Nascimento.

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