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Cons´ equences g´ eom´ etriques : quadriques

11.2 Formes quadratiques sur un espace vectoriel euclidien

11.2.5 Cons´ equences g´ eom´ etriques : quadriques

S PAPINI1; JL OLIVEIRA1; JR COSTA1; JMW PINHATA1; SA PIERRE1; MP VITAL1; MPP RIBEIRO2

1Supervisão de Vigilância em Saúde Vila Mariana-Jabaquara/STSVMJ/SMS/PMSP 2Coordenação de Vigilância em Saúde/SMS/PMSP

[email protected]

Palavras-chave: Leptospirose, mortalidade materno-infantil, índice de desenvolvimento humano

Apoio Financeiro Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo – FAPESP proc nº 12/51164-0

Introdução

A sustentabilidade das grandes cidades e a qualidade de vida da população tornam-se cada vez mais comprometidas à vista da dificuldade em se associar o desenvolvimento do ambiente urbano aos seus aspectos ecológicos. A rápida expansão, muitas vezes, não planejada e organizada das grandes cidades é uma das causas da degradação ambiental e sua consequente piora na qualidade de vida da população [1] [2].

A cidade de São Paulo é dividida em 96 Distritos Administrativos (DA), que apre- sentam diferentes características sociais, econômicas e ambientais, agrupados em 31 Subprefeituras. As subprefeituras da Vila Mariana e do Jabaquara pertencem à área de abrangência da Supervisão de Vigilância em Saúde Vila Mariana-Jabaquara (SUVIS VMJ), responsável pelas ações de vigilância dessas regiões [3]. A Subprefeitura Vila Mariana possui 3 DA: Moema, com 84.830mil habitantes em uma área com cobertura vegetal de 1.731.600ha (20,5m2 de cobertura vegetal/habitante), com habitações compostas por

63,1% de imóveis de alto padrão, 33,2% imóveis de médio padrão e apenas 3,7% de imó- veis de baixo padrão [4]; Vila Mariana, com 130.941 habitantes, área com cobertura ve- getal de 117.000ha (0,89m2 de cobertura vegetal/habitante), com caraterísticas habita-

cionais compostas por 29,5% de imóveis de alto padrão, 62,8% de médio padrão e apenas 7,7% de baixo padrão [4] e Saúde, com 131.652 habitantes, área com cobertura vegetal de 106.200ha (0,81m2 de cobertura vegetal/habitante), com habitações compostas por

18,9% de imóveis de alto padrão, 66,9% de médio padrão e 14,2% de baixo padrão [4]. Já a Subprefeitura do Jabaquara possui 224.902 habitantes em área com cobertura vegetal de 861.300ha (3,8m2 de cobertura vegetal/habitante), com caraterísticas habitacionais

compostas por apenas 5,2% de imóveis de alto padrão, 57,1% de médio padrão e 37,7% de baixo padrão [4]. Dessa maneira, a SUVIS VMJ tem sob sua responsabilidade 572.325 habitantes distribuídos em 4 DA com características sociais e ambientais diversificadas, possibilitando a coexistência ou sobreposição espacial entre grupos populacionais e áreas de risco físico e/ou biológico e, portanto, demandando conhecimento dinâmico de seu

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território para o desenvolvimento eficaz das ações de vigilância. Além disso, a divulgação desse conhecimento para as unidades de saúde da área melhoram o atendimento da população, como também elaboração de políticas públicas regionalizadas mais efetivas.

Figura 1:Fotos dos DA Jabaquara(A), Saúde(B), Vila Mariana(C) e Moema(D). Objetivos

Caracterizar a vulnerabilidade sócio-ambiental dos DA Moema, Vila Mariana, Saúde e Jabaquara visando otimizar as ações de vigilância em saúde da SUVIS VMJ.

Metodologia

Foram levantadas informações, no período de 2008 a 2012, dos DA Moema, Vila Mariana e Saúde, e Jabaquara. A vulnerabilidade, adotando o proposto por Alves (2006) [5], neste trabalho, foi estabelecida a partir da sobreposição das seguintes variáveis avaliadas: a) áreas de risco de desastres naturais [6]; b) casos autóctones de leptospirose a partir de informações obtidas do banco de dados do Sistema de In- formação de Agravos de Notificação-SINAN c) índice de desenvolvimento humano-IDH [7]; d) casos de óbitos maternos e infantis de residentes na região a partir dos dados obtidos do Sistema de Informações de Mortalidade e de Nascidos Vivos-SINASC [8] e seus respectivos coeficientes de mortalidade por região.

A vulnerabilidade sócio-ambiental foi avaliada a partir da relação entre as in- formações sanitárias (leptospirose), de risco (desastres naturais), sociais (IDH e mortalidade materno-infantil) e condições urbanísticas e ambientais de cada DA.

Resultados

No DA Jabaquara constataram-se 13 áreas de risco para escorregamento e inun- dação, uma vez que nessa região ainda existem muitos córregos não canalizados e com margens ocupadas irregularmente, diversas edificações em encostas [Juliana Oliveira, bióloga, SUVISJVM, observação pessoal em 2012].No entanto, não existem áreas mapeadas para desastres nos outros DA.

O maior coeficiente de incidência para leptospirose foi no DA Jabaquara (tabela 1), seguido pelos DA Saúde e Vila Mariana. No DA Moema não ocorreu transmissão de lep- tospirose no período do estudo. Do total de 13 notificações de leptospirose com dados completos de situação de exposição, constatou-se que 10 ocorreram no DA Jabaquara, sendo que em 4 casos o local de infecção foi na moradia, decorrente do contato com água de enchente, em 3 casos a infecção ocorreu no local de trabalho (trabalhores de limpeza e de reciclagem de materiais) e em 3 casos a infecção foi devido a acidentes em córre- gos. Os outros 3 casos ocorreram no DA Saúde, sendo 1 relacionado ao local de trabalho

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(trabalhor de limpeza) e 2 na moradia. Salienta-se que apenas no DA Jabaquara ocorreu exposição à água de enchente, uma vez que essa região é caracterizada por áreas de descarte irregular de resíduos sólidos, moradias de baixo padrão, inclusive palafitas e ocupações irregulares ao longo do córrego. Tais condições aumentam a vulnerabilidade dessa população, em função da maior exposição aos fatores de risco para a leptospirose. Além disso, favorecem a proliferação de animais sinantrópicos como roedores urbanos.

O índice de desenvolvimento humano também se mostrou inferior no DA Jaba- quara (tabela 1) em relação aos demais locais estudados.

Os dados de mortalidade infantil e materna no período estudado seguiram padrão similar ao número de casos de leptospirose. O DA Jabaquara apresentou a taxa de mortalidade infantil e materna mais elevada, seguida por Saúde, Vila Mariana e Moe- ma (tabela 1). As condições socio-económicas da população provavelmente são um dos fatores que contribui com essa situação. O coeficiente de mortalidade materna no DA Moema (14,39/100.000hab) e no DA Vila Mariana (15,30) é considerada acei- tável. O DA Saúde apresenta taxa de 28,70 e o DA Jabaquara de 37,09. Essas taxas configuram um problema de saúde pública, com maior prevalência entre mulheres das classes sociais com menor ingresso e acesso aos bens sociais.

Tabela 1: Coeficiente de incidência de leptospirose, mortalidade infantil e mater- na, por 100.000hab, IDH e número de áreas de risco para desastres naturais.

A partir dos resultados obtidos constatou-se que o DA Jabaquara apresenta a maior vulnerabilidade sócio-ambiental, uma vez que possui alta incidência de leptospirose, taxas de mortalidade infantil e materna mais elevadas e é o único que possui áreas com risco de desastres, juntamente com a maior porcentagem de uso residencial de baixo padrão (37,7%) e apenas 5,2% de uso de alto padrão. Além disso, a taxa de desmata- mento é de 2,79, considerada alta, haja vista a extensa cobertura vegetal (861.300 ha) ainda presente na região.

Em função dos resultados, entende-se ser necessário maior investimento nas ques- tões de infraestrutura, saneamento, moradia e outros serviços urbanos, visando à pro- moção da saúde da população. Os DA Saúde e Vila Mariana apresentaram o mesmo nível de vulnerabilidade, já que os índices de leptospirose e mortalidade materno-infantil são similares. Ambos não apresentam locais com risco de desastre, o uso residencial predominante é de médio padrão e a cobertura vegetal por habitante é similar. Já o DA Moema se destaca como o que apresenta o menor índice de vulnerabilidade sócio-am- biental, segundo as variáveis usadas neste estudo. Não possui risco para desastres, não teve caso de leptospirose, a taxa de mortalidade infantil e materna foi a menor no pe- ríodo e conta com ampla cobertura vegetal (1.731.600ha). As habitações são compostas por 63,1% de uso de alto padrão, 33,2% de uso de médio padrão e apenas 3,7% de uso de baixo padrão e com uma cobertura vegetal de 20,5m2 por habitante.

DA de incidência-Coeficiente leptospirose Coeficiente de mortalidade infantil Coeficiente de mortalidade materna IDH Áreas de risco- desastres Jabaquara 2,33 9,29 37,09 0,859 13 Moema 0 4,00 14,39 0,961 0 Saúde 0,77 7,26 28,79 0,942 0 V. Mariana 0,61 6,82 15.30 0,950 0

E3 | C OM U N IC A Ç ÕE S OR A IS Conclusões

Constatou-se que o DA Jabaquara apresenta a maior vulnerabilidade sócio-am- biental, seguido dos DA Saúde, Vila Mariana e Moema, que apresentou a menor vulnerabilidade sócio-ambiental.

Referências

[1] Almeida, Ca; Bruna, Gc; Simões Junior, Jg. (2004), Gestão ambiental urbana e o estudo de impacto de vizinhança, Cad. de Pós-graduação em Arquit. e Urb., 4(1), pp. 101-112. Disponível em http://www.mackenzie.com.br/ dhtm/seer/index.php/cpgau/article/viewFile/140/4, acessado em 01 de setembro de 2012.

[2] Papini, S; Souza, Nj; Motta, Mt; Ramires, Jzs, Vitor, JD. Estudo de caso de relatório de impacto de vizinhança (RIVI) e sua implicação no desenvolvimento sustentável da cidade de São Paulo. VIII ENCONTRO DA SOCIEDADE BRASILEIRA DE ECONOMIA ECOLÓGICA, 5 a 7 de agosto de 2009 Cuiabá/MT/Brasil. Disponível em http://www.ecoeco.org.br/conteudo/ publicacoes/encontros/VIII/GT4-52-24-20090515133011.pdf, acessado em 10 de julho de 2013

[3] Centro de Epidemiologia e Informação-CEInfo, Secretaria Municipal da Saúde da Prefeitura de São Paulo. 31 Subprefeituras do Município de São Paulo por Distrito Administrativo. Disponível em http://intranet.saude.prefeitura. sp.gov.br/areas/ceinfo/divulgacao/31_subpref_96_DA.pdf, acessado em 20 de agosto de 2013.

[4] São Paulo – Subeprefeituras. Prefeitura do Município de São Paulo. Disponível em http://infocidade.prefeitura.sp.gov.br/, acessado em 23 de agosto de 2013.

[5] Alves, Hpf (2006), Vulnerabilidade socioambiental na metrópole paulistana: uma análise sociodemográfica das situações de sobreposição espacial de problemas e riscos sociais e ambientais. R. bras. Est. Pop São Paulo, 23(1), pp 43-49. Disponível em http://www.scielo.br/pdf/rbepop/v23n1/v23n1a04, acessado em 21 de novembro de 2013.

[6] Áreas de Risco em São Paulo Instituto de Pesquisa Tecnológica Disponível em http://www3.prefeitura.sp.gov.br/saffor_bueiros/FormsPublic/ serv2AreasRisco.aspx, acessado em 23 de agosto de 2013.

[7] Secretaria de Desenvolvimento Urbano-SMDU. Departamento de Estatística e Produção de Informação-DIPRO. Disponível em http://www.prefeitura.sp.gov. br/cidade/secretarias/desenvolvimento_urbano, acessado em 28 de agosto de 2013.

[8] Sistema de Informação sobre Nascidos Vivos-SINASC. Coordenação de Epidemiologia e Informação- CEInfo. Disponível em http://ww2.prefeitura. sp.gov.br/cgi/tabcgi.exe?secretarias/saude/TABNET/SMS/nasc_sp.def, acessado em 22 de agosto de 2013

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Condições de vida e saúde mental em

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