Chapitre 1 : Etude Connaiss-TIC. Caractérisation des connaissances et des usages des
III. Résultats
III.2 Les connaissances et les usages des TIC dans la population interrogée
As fibras têxteis são caracterizadas pela sua flexibilidade, finura e grande comprimento em relação à dimensão transversal máxima (KUASNE, 2008). Elas podem ser classificadas em fibras naturais e manufaturadas. As fibras naturais são aquelas produzidas da natureza de forma a estarem adequadas para o processamento têxtil, elas podem ser de origem animal (seda, lã), vegetal (algodão, linho, sisal, coco) e mineral (Amianto). As fibras manufaturadas, são aquelas produzidas a partir de uma matéria-prima natural, através de um processo químico, tais como, as originadas da celulose, acetato de celulose, viscose e modal. Fibras sintéticas, como a poliamida, poliéster, polietileno, são produzidas a partir de uma matéria-prima de origem química. A Figura 12 abaixo mostra a classificação das fibras têxteis.
Figura 12 – Classificação das fibras têxteis.
Fonte: Ladchumananadasivam, 2005 (Adaptado).
3.5.1 Fibra de Soja
De acordo com pesquisas realizadas, na safra de 2015/2016 o Brasil se destacou como o segundo maior produtor de soja. A descoberta da fibra de soja ocorreu na China em 1999, por Li Guangi, que reaproveitou os resíduos da soja que eram utilizados como alimentos para os porcos para a produção de roupas íntimas (GUIMARÃES et al., 2010). A fibra proteíca de soja é um tipo de fibra renovável emergente, de origem botânica, gerada a partir de uma pasta obtida através do resíduo da semente de soja após a extração do óleo, e se caracteriza como a única do mundo de origem vegetal artificial, sendo utilizada na tecnologia de bioengenharia (ERDUMLU; OZIPEK, 2008; HIERT, 2008). A fibra apresenta um bom desempenho mecânico e físico (Tabela 1), com propriedade antibacteriana natural similar a fibra de bambu regenerada (ERDUMLU; OZIPEK, 2008).
Tabela 1 – Parâmetros físicos da fibra de soja com suas unidades e medidas.
PARÂMETROS UNIDADES MEDIDAS
Tenacidade a seco cN/tex 38-40
Tenacidade quando molhada cN/tex 25-30
Ruptura ao Alongamento % 18-21
Absorção de umidade % 8-9
Fonte: Erdumlu e Ozipek, 2008 (Adaptado).
Os fios derivados das fibras de soja apresentam um maior conforto à pele humana e tem capacidade maior do que o algodão de absorver e transportar umidade ao meio ambiente, resistência aos raios UV muito superior à fibra de viscose, seda e algodão (HIERT, 2008).
A soja possui qualidades superiores às fibras naturais e sintéticas, por ser corretamente ecológica e apresentar maciez, lisura, delicadeza e resistência. Os grãos da soja apresentam 30% de carboidratos (sendo 15% fibra), 18% de óleo (85% não saturado), 14% de umidade e 38% de proteína (HIERT, 2008). A soja possui várias proteínas individuais e agregadas com diversos tamanhos moleculares que apresentam solubilidade máxima a pH 1,5-2,5 e acima de pH 6,3, já a solubilidade mínima é atingida entre pH 3,75 e 5,25. As proteínas de soja se constituem de duas proteínas de armazenamento glicinina e β-conglicinina com pontoisoelétrico entre pH 4 e 5 (OZDEMIR, 2012; MEDICO et al., 2014).
A proteína de soja apresenta ligações peptídicas, conhecidas como ligação amida. O mecanismo da reação é demonstrada na Figura 13, no qual mostra a ligação covalente entre um grupo carboxila e um grupo amino denominada de ligação peptídica (OZDEMIR, 2012).
Figura 13 – Processo de reação da formação da ligação peptídica.
Fonte: Ozdemir, 2012.
A cor natural da fibra de soja (Figura 14) é amarelada e possui a mesma absorção de umidade do algodão, mas com maior ventilação. Quanto ao tingimento,
tem facilidade para ser tingido com corantes ácidos, apresentando ótimos rendimentos. A sua resistência é de 3.0 cN/dtex, sendo apenas mais baixa que a fibra de poliéster. Possui fácil lavagem e rápida secagem, baixo encolhimento à fervura e boa qualidade antirruga. A soja também pode ser utilizada durante o verão, pois se apresenta mais transpirável do que o algodão. De acordo com todos esses fatores mencionados, podemos constatar que a fibra de soja é muito usada em roupas que possuem contato direto com o corpo, como por exemplo, peças íntimas, esportes, camisas, toalhas e roupas de cama (HIERT, 2008).
Figura 14 – Fibras derivadas da soja.
Fonte: Guimarães et al., 2010.
Com relação ao seu custo e benefícios, as fibras de soja quando comparadas com as fibras sintéticas e naturais possuem muitas vantagens em seu preço, já que é um produto altamente sustentável e ambientalmente corretas.
3.5.2 Técnicas de nanorevestimentos na Indústria têxtil
A garantia da fixação do corante em substratos têxteis é de fundamental importância na produção de nanomateriais têxteis. Levando em consideração a dificuldade que o nanomaterial tem de se fixar diretamente ao tecido, alguns colaboradores recorrem aos meios de técnicas de radiação plasmática ou o uso de nanocompósitos (SOUZA, 2016). Os processos de acabamento convencionais podem ser aplicados em materiais com inovações de agentes micro/nano, devido a sua facilidade, porém necessitam da preparação da superfície dos têxteis para a criação de pontos de ligação em sua superfície (SOUZA, 2016).
Jost et. al. (2016), faz o uso de técnicas de revestimentos com materiais de carbono por serigrafia e pintura em tecidos de algodão e poliéster, malha e não- tecidos. Os colabores relatam que essas técnicas de revestimento são as mais comuns encontradas na Indústria Têxtil para aplicação de nanomateriais. O processo de esgotamento (pintura) se define como inserção de cor ao longo do tecido por imersão dos substratos têxteis em banho de corante, em que o tecido tem sua tensão superficial diminuída pela ação de tensoativos, ao entrar em contato com a solução do corante, ocasionando a ligação do corante com a fibra que pode ser variada de acordo com o grau de afinidade com o substrato. O processo de impregnação por impressão em tela (serigrafia) foi encontrado nas indústrias têxteis e na literatura com a função de criar tecidos condutores. Nesta técnica, o corante é aplicado apenas na superfície do tecido, no qual a tinta é fixada a partir de uma tela mascarada com a finalidade de criar imagens complexas e coloridas em materiais têxteis e não têxteis (ALCÂNTARA, 1996; JOST et al., 2014).
Hu et al. (2010), desenvolveram um dispositivo de energia usável, através de processos de imersão (Figura 15a) e secagem da tinta de SWCNTs em tecidos de algodão (Figura 15b). Eles relataram que os grupos funcionais formados na funcionalização ácida dos CNTs podem formar ligações fortes de hidrogênio com os grupos hidroxilas nas fibras de celulose. O material produzido (Figura 15b) tem sua condutividade aumentada com o aumento de imersões realizadas.
Figura 15 – Processo de Imersão de substrato têxtil em: (a) tinta de SWCNTs; (b) material produzido.
Fonte: Huet al., 2010.