A. CONNAÎTRE LE HANDICAP : UN PRÉALABLE TROP LONGTEMPS NÉGLI GÉ
1. La connaissance du handicap se heurte à une absence de définition commune
A área de cobertura da edificação proposta recebe em praticamente todo o ano insolação, sem grande influência do sombreamento das edificações vizinhas, permitindo assim, por esse aspecto, a instalação do sistema fotovoltaico.
Entretanto, para o dimensionamento do sistema fotovoltaico necessário para uma residência, utiliza-se uma estimativa de consumo mensal para fazer o cálculo da
quantidade de placas necessárias. O Site Engenharia (2004) fornece no Quadro 5, a estimativa para uma família de 4 pessoas.
Quadro 5 – Estimativa de consumo mensal para residência com 4 moradores.
Fonte: Site Engenheiro (2019).
Para uma família de 5 pessoas, como no caso aqui estudado, utilizaremos uma proporção direta, multiplicando esse total por 1,25, para obter o cálculo proporcional para uma família de 5 pessoas. Realizando essa conta:
Consumo mensal de energia para 5 pessoas = 539,7 x 1,25 = 674,63 kWh/mês
O painel escolhido para essa proposta é a Placa Solar Canadian Solar - Modelo CS6K-275M - 275Watts, com as seguintes características:
Tecnologia: Monocristalino - 60 células Potência da Placa Fotovoltaica: 275Watts Eficiência: 16,8%
Como a área de telhado neste caso é limitada, partiu-se da quantidade máxima de painéis que é possível alocar no mesmo, conforme a Figura 50 apresenta, que é o total de 12 painéis. Porém, caso a proposta exigisse que as placas solares suprissem todo o consumo da residência seriam necessárias 21 placas.
Figura 50 – Planta de cobertura com placas solares.
Fonte: Autora (2019).
Para calcular a quantidade de energia que o sistema irá produzir, é calculada individualmente e depois multiplicada pela quantidade de placas. Toda placa solar tem uma perda de 20% da sua energia captada. Portanto, a forma é a que segue:
Energia solar gerada por uma placa = potência x tempo x rendimento
O tempo consiste na radiação solar útil da região que a edificação está instalada, por dia. Esses dados são fornecidos pelo Centro de Referência para Energia Solar e Eólica Sérgio Brito (2019), conforme Figura 51.
Figura 51 – Gráfico da radiação solar útil incidente no Espírito Santo.
Fonte: Centro de Referência para Energia Solar e Eólica Sérgio Brito (2019).
A média das três estações fornecidas é de 5,03h/dia. Portanto, segue cálculo:
Energia solar gerada por uma placa = 275 x 5,03 x 0,80 = 1,10 kWh/dia por placa
Para um mês = 1,10 kWh/dia x 30 dias = 33,20 kWh/mês por placa. Para o sistema total = 33,20 kWh/mês x 12 placas = 431,60 kWh/mês.
O preço médio para instalação de um painel fotovoltaico de 1x1,65m é de aproximadamente R$849,00. Logo, o sistema aqui apresentado que comporta 12 placas solares, teria um custo de investimento de aproximadamente R$11.037,00.
A valorização de uma residência com o sistema fotovoltaico instalado é nitidamente maior. O custo do material, somado a mão de obra e a manutenção ao longo de 25 anos, que é o tempo de vida útil previsto desses sistemas, é mais barato que o preço a ser pago para a concessionária de rede elétrica. O sistema fotovoltaico é importante para a sustentabilidade, mas ao mesmo tempo é um investimento que se paga ao longo dos anos4 e valoriza a edificação para caso de venda (PORTAL SOLAR, 2019).
7.6 APROVEITAMENTO DE ÁGUAS PLUVIAIS
Para se aplicar um sistema de aproveitamento de águas pluviais deve-se levar em conta a finalidade da utilização da água a ser captada, o espaço para alocar os reservatórios, e a área possível de captação.
É importante frisar que a água captada só pode ser utilizada para fins não potáveis. Deve-se escolher quais os usos e fazer o cálculo de volume com relação as pessoas e áreas que essa água pretende atender. A Acqua Save (2019) recomenda dimensionar os reservatórios com dimensões suficientes para armazenar a água em ciclos de 20 dias, diminuindo assim a área necessária para alocar o mesmo e permitindo maior renovação da água estocada. No caso proposto aqui, o reservatório será enterrado. Para saber a quantidade de água a ser captada pelo seu telhado, se utilizou o índice pluviométrico da cidade e uma perda de 20%.
Para essa residência, a água da chuva será utilizada em vasos sanitários, lavagem de calçadas, garagem, carro e utilização de mangueira. O volume de água será o seguinte:
Volume de água de descarga sanitária = 5 (pessoas) x 7 (litros/acionamento) x 3 (acionamentos/dia) x 20 (dias/ciclo) = 2100 litros/ciclo em média.
Volume de água de lavagem de calçadas e garagem com mangueira 2 vezes por ciclo = 30 (m²) x 1 (litro/m²) x 2 (lavagens/ciclo) = 60 litros/ciclo em média. Volume de água para lavagem de carro com mangueira 2 vezes por ciclo: 500
(litros/lavagem) x 2 (lavagens/ciclo) = 1000 litros/ciclo em média.
Tem-se que, para um ciclo de 20 dias a demanda de 3160 litros.
Considerando que esta residência está situada na cidade de Vila Velha/ES, onde o índice pluviométrico é de 1.117mm/ano, e a projeção do telhado é de 66,50m², temos:
Volume de água de chuva captada = 1117 (mm/ano) x 66,5 (m² de telhado) x 0,8 (perda de 20%) / 12 meses = 4.952 litros/mês em média.
4.952 (litros/mês) / 30 dias = 165 litros/dia em média. 165 litros/dia x 20 dias = 3300 litros/ciclo em média,
Logo, para um período de chuvas regulares, atenderia a demanda.
Desta forma, uma cisterna de 5000 litros com as dimensões de altura igual a 184 cm e diâmetro 224 cm, atenderá as necessidades da residência, e é compatível com dimensões área disponível para alocação da mesma, no afastamento frontal, que é de 300 cm, conforme Figura 52.
Figura 52 – Implantação indicando local da cisterna.
Fonte: Autora (2019).
Conforme o Sabesp (2019), uma pessoa necessita de cerca de 110 litros de água por dia para atender às necessidades de consumo e higiene. Durante 30 dias, uma
pessoa consome 3.300 litros de água. Assim, para uma família de 5 pessoas, o consumo mensal é em média 16.500 litros de água. Com uma coleta de água de chuva de 4.950 litros por mês, conforme calculado acima, tem se uma economia de aproximadamente 30% com relação ao total consumido por essa família.
8 CONCLUSÕES
O trabalho buscou abordar a problemática da autoconstrução analisando uma residência existente no município de Vila Velha-ES. Este tipo de construção quando executada sem o melhor auxílio de um profissional habilitado, acarreta problemas por diversas vezes irreversíveis, tais como patologias na construção, o dimensionamento dos ambientes de forma incoerente com a necessidade dos usuários e a legislação vigente, e a falta de iluminação e ventilação natural.
O objetivo do mesmo consistiu em analisar, portanto, uma obra autoconstruída e propor, para o mesmo espaço, uma nova proposta de projeto levando em consideração as normas vigentes no município, os parâmetros de conforto ambiental e a abordagem da sustentabilidade como um norteador para o planejamento.
A obra autoconstruída estava em desacordo com as normas vigentes na região, não respeitando os afastamentos laterais mínimos para a abertura dos vãos, não apresentando nenhuma permeabilidade no solo do terreno. Além disso, o dimensionamento dos cômodos, em sua maioria, se encontrava com valores abaixo do ideal, proposto em lei. Era notório, também, problemas em relação ao conforto térmico e lumínico no interior da edificação, afetando neste sentido a qualidade de vida dos residentes.
Portanto, para o novo projeto, neste trabalho apresentado, valorizou-se as possibilidades de flexibilidade que o terreno e o projeto possuem, sendo aqui apresentadas quatro propostas, e o conforto térmico, lumínico e ergonômico, buscando atendê-los, da melhor forma possível, em cada modelo demonstrado. Além disso, visou-se a economia no consumo energético, chegando a redução de 64% da mesma, e no consumo de água, diminuindo em 30%, influenciando diretamente na redução dos gastos dos usuários da edificação, e, associado ao reaproveitamento da água das chuvas, auxílio para com o escoamento e redução de acúmulo de água nas vias/enchentes. Através do posicionamento adequado das aberturas, para melhor proveito da ventilação, e posicionamento correto dos cômodos, para evitar o uso de sistemas refrigeradores, assim foram alcançadas melhorias nas condições de conforto térmico para os moradores.
Os resultados enfatizaram a importância fundamental do profissional da construção civil, o qual, para um mesmo espaço, consegue proporcionar uma construção sadia para os moradores, obedecendo às leis necessárias. É importante ressaltar que, mesmo para terrenos fora do tamanho mínimo exigido, através de cautela e pensando nos detalhes a respeito da vida e cotidiano dos moradores, é possível executar um projeto com as soluções mais adequadas para cada situação.
Isto posto, em relação à metodologia utilizada, o Selo Casa Azul se mostrou favorável para a aplicação em projetos acadêmicos, sendo um modelo desenvolvido diretamente para o cenário brasileiro, utilizando questões relacionadas à nossa realidade e localidade. Cabem, portanto, aprofundamento de estudos e pesquisas acerca do tema, a fim de maior divulgação e conhecimento do mesmo.
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