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Conical Approximations of Convex Sets

Dans le document Wissenschaften 305 A Series (Page 147-157)

Remark 2.1.9 This result gives one more argument in favour of our relative topology: if we take a closed convex set C, open it (for the topology of aff C), and close the result, we obtain

5 Conical Approximations of Convex Sets

Tendo em conta que “o Estágio permite uma primeira aproximação à prática profissional e promove a aquisição de um saber, de um saber fazer e de um saber julgar as consequências das ações didáticas e pedagógicas desenvolvidas no quotidiano profissional” (Freire, 2001), esta foi mais uma importante etapa da minha formação académica, mas foi apenas o início de um processo que só terá fim quando a carreira de professor terminar. Neste decorrerá de forma contínua a assimilação e adoção de novas teorias, pedagogias, estratégias e conteúdos, que de certa forma servirão de base de sustentação à cultura de um homem enquanto professor. Depois de uma longa caminhada em busca do sonho de lecionar, finalmente este concretizou-se. Foi o meu primeiro contacto “real” em contexto escolar, onde pela primeira vez enquanto professor tinha “a minha turma”.

Quando iniciei o estágio, o meu objetivo era conseguir vir a ser um profissional capaz de inovar e proporcionar aprendizagens importantes e úteis para a vida dos alunos. Alguém que marcasse os alunos pela forma como lecionava e os envolvia na prática. Aliás, esta foi a minha maior motivação uma vez que pretendi não só servir-lhes de suporte na procura dum futuro, como também levá-los a gostar das aulas de EF.

Em suma, a minha intenção foi promover nos alunos um conjunto de aprendizagens que contribuísse para uma vida mais feliz com um futuro mais promissor.

A minha intenção/o meu objetivo não foi cumprido com o sucesso total. No primeiro contacto com a minha turma, deparei-me desde logo com uma enorme falta de assiduidade e motivação para realizarem as aulas de EF. Mais de metade da turma não realizava a aula, alguns faltavam e outros não se equipavam.

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Ao longo do ano letivo utilizei várias estratégias para aumentar os níveis de participação e este até foi o tema do meu estudo de investigação-ação: efetuei diálogos em grupo e individuais; realizei aulas de motivação; adaptei o Modelo de Educação Desportiva (MED); preenchi um quadro de assiduidade; comuniquei à diretora de turma e em alguns casos diretamente com os encarregados de educação.

No final do ano, o problema manteve-se e a minha luta para aumentar os níveis de assiduidade de pouco resultou, apenas três alunos melhoraram significativamente os níveis de assiduidade.

Quanto às minhas expectativas, o pretendido era ser capaz de concretizar todas as minhas motivações e objetivos propostos no início do EP. Gostava de chegar ao fim e dizer que adoro esta profissão. Esperava aprender muito com os professores e alunos, grupo de EF, professor orientador, cooperante e núcleo de estágio. Esperava saber agir e reagir da melhor forma perante diferentes personalidades e realidades. Conseguir ser o “bom” professor e liderar a turma. Ser autónomo no controlo, motivação e ensino dos alunos. Ser capaz de superar todas as adversidades colocadas pelos alunos, espaços, meios ou outros fatores.

Em suma, encarava o estágio como uma oportunidade de melhorar enquanto profissional e esperava conhecer integralmente o funcionamento da escola, esperava fundamentalmente que a partilha de conhecimentos com as pessoas envolvidas neste processo, grupo de EF, professor cooperante, professor orientador e por fim os colegas de estágio fossem tão importantes na medida em que conjuntamente construísse-mos “o professor”.

Eu mudei e o meu pensamento também, o desafio foi extraordinário, fui um líder, aprendi muito com os alunos, colegas de estágio, professor cooperante, orientador e restantes professores de educação física e em

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conjunto construímos “o professor”, com ideias, estratégias, vontade e determinação de sempre superar-se, adquirir conhecimento e tornar-se todos dias mais capaz e melhor profissional.

A escola que me acolheu neste período da minha aprendizagem, ESJA, tem um envolvimento e uma cultura um pouco diferente das escolas por onde tinha passado até ao momento. Esperava conhecer o seu formato e estrutura, os procedimentos burocráticos, como funciona a preparação dos anos letivos, a avaliação dos alunos e toda a parte logística associada. Verificou-se que fiquei a entender melhor todo este processo, que com a ajuda do professor cooperante e pela minha curiosidade em aprender e saber mais ousei questionar sobre o que tinha dúvidas.

Nos primeiros dias de contacto com o grupo de EF esperava encontrar professores que se assemelhassem à minha conceção de professor de EF. Ao longo do ano o meu objetivo foi principalmente aprender com todos eles, o que tinham para me ensinar, mas também contribuir com as minhas ideias. Através de conversas com outros professores e pelas reuniões que existiram com todo o grupo, aprendi várias coisas, principalmente relacionadas com a liderança, planeamento e gestão. São exemplo, o plano anual de atividades (PAA) e o planeamento anual (PA) que foi discutido por todo o grupo, apresentando as suas propostas.

Em relação ao professor orientador e cooperante, por serem responsáveis pela minha supervisão esperava que demonstrassem disponibilidade e essencialmente vontade na partilha de conhecimento e de experiências, para que, me ajudassem na formação académica e assim melhor profissional no futuro. Esperava seguir os seus conselhos, acatar as críticas de forma a me proporcionarem novas aprendizagens, pois considerava-os guias/pontos de referência e até mesmo impulsionadores da minha evolução

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neste processo pedagógico. As reuniões foram muito importantes na medida em que me alargaram os horizontes, ouvir conselhos e críticas de quem tem mais experiência faz-nos evoluir, refletir e tentar melhorar para as próximas vezes. Os dois professores estiveram sempre presentes e disponíveis para partilhar os seus conhecimentos e experiências. A supervisão por eles elaborada baseou-se no cenário reflexivo que “combina ação, experimentação e reflexão sobre a ação, ou seja, reflexão dialogante sobre o observado e o vivido segundo uma metodologia do aprender a fazer fazendo e pensando, que conduz à construção ativa do conhecimento gerado na ação e sistematização pela reflexão” (Alarcão e Tavares, 2003, p.24). Todo este cenário permitiu uma aprendizagem mais produtiva alargando os meus horizontes, e criando uma dinâmica evolutiva e não estagnada.

Por fim, relativamente aos colegas do núcleo de estágio esperava essencialmente um espírito de entreajuda e de cooperação, não passando por uma competitividade excessiva. As minhas expetativas eram no sentido de todos lutarmos para sermos melhores e que conseguisse-mos trabalhar em grupo de forma produtiva e motivante. Esperava ainda, que houvesse qualidade na forma de trabalhar, de modo a conseguir aprender com eles e que o nível de exigência fosse alto.

Finalizado o estágio, as minhas expectativas foram excedidas, tivemos um núcleo de estágio fantástico que sempre foi cordial e exigente, que sempre apresentou críticas e possíveis soluções, que sentiu as dificuldades dos colegas mas que em conjunto as conseguiu ultrapassar.

3. ENQUADRAMENTO

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