Examples of Remote Power Management Configuration
3.1 Configuring the Remote Power Management for the First Time
3.1.3 System That is Configured with Multiple Host Nodes and a Remote Power Distribution Unit
Para que seja possível enfrentar os desafios inerentes à mudança social é de extrema importância que no sistema educativo, também ele em mudança, se reflita “sobre a relação entre o ato de ensinar e o ato de aprender no seio da Escola” (Trindade & Cosme, 2010, p.14), de modo a munir os alunos com as competências necessárias para enfrentar, com sucesso, os desafios de uma sociedade cada vez mais competitiva.
Esta dualidade entre o ato de educar e o ato de aprender nas escolas está sujeito a constrangimentos culturais. Neste âmbito, surgem três paradigmas pedagógicos, a saber: o da instrução, o da aprendizagem e o da comunicação. Segundo os autores, que utilizados como referência para este ponto reflexivo, a alternativa ao paradigma da instrução é o paradigma da comunicação e não o da aprendizagem. É o paradigma da comunicação que apresenta as propostas mais capazes para enfrentar o desafio educativo.
A ação educativa nas escolas evidencia, por um lado, as várias formas de abordar o ato de educar e, por outro, as diferentes interpretações do ato de ensinar para promover o ato de aprender. Neste seguimento, Trindade e Cosme (2010, p. 15) referem que é possível estabelecer
“a relação entre o ato de educar e o ato de aprender como ato de comunicação. Ato este que obriga a repensar os termos em que se define o protagonismo dos alunos, bem como os termos em que se define o processo de influência educativa que os professores animam no seio das escolas (…)”.
O ato de ensinar está muito associado ao modo como o professor transmite a mensagem de forma verbal ou não verbal – comunica com os seus alunos na sala de aula. Por outro lado, depende da disponibilidade com que os alunos estão para receber a mensagem.
Na perspetiva de Cosme (2010), os discursos educativos inferem que a Escola deve assumir um papel educativo mais amplo, que depende também de outro tipo de responsabilidades, quer por parte da sociedade e do sistema educativo, quer por parte de indivíduos exteriores, como, por exemplo, o Ministério da Educação e as Associações de Pais.
Deste modo, a escola não pode ser vista como um acontecimento aleatório sem interesses políticos, sociais e culturais. Pode ser considerada como um “instrumento de mobilidade social” (Trindade & Cosme, 2010, p. 19), que promove o acesso à informação/conhecimento, condicionados pelo espaço e pelo tempo, o que contribui, segundo Matos (1999, p. 80, cit. por Trindade & Cosme, 2010, p. 19) para a “reforma da humanidade”. O acesso ao conhecimento é um dos fatores mais decisivos dessa reforma. Assim, a escola passa a ser vista como sendo um espaço onde a instrução corresponde a um modo de formação em que é valorizado: dar lições, informar e
advertir. É nesse espaço que se fala de ciência/conhecimento, em que se transmite conteúdos sob a forma de regras ou acontecimentos e que se previne/alerta para as diferentes situações do dia- a-dia (Trindade & Cosme, 2010).
Atualmente, com o fenómeno da globalização e evolução tecnológica assiste-se a uma acelerada mudança das sociedades, que obriga os seus cidadãos a uma constante atualização das suas aprendizagens, nomeadamente nos domínios do saber e do saber-fazer. A pressão para a adaptação, a que cada um está sujeito, origina novas conceções de educação e formação. É neste seguimento que se instala, como refere Canário (2006), a crise na escola. Segundo o mesmo autor, para superar essa crise a escola precisa recriar um novo sentido para a vida e o trabalho escolar que passa por três orientações fundamentais: “estimular o gosto pelo ato intelectual de aprender, aprender pelo trabalho e exercer o direito da palavra” (Canário. 2006, p. 20).
Por esta ordem de ideias, seguindo a argumentação do autor citado, os professores deparam- se com a dificuldade de atuar perante uma sociedade com estas caraterísticas, surgindo o fenómeno designado por “crise de identidade profissional dos professores”. Os saberes e as competências adquiridos, pelos professores, na sua formação inicial não são suficientes para enfrentar as exigências da sociedade em mudança. Para fazer face a estes desafios os professores deparam-se com a necessidade de prolongarem a formação e a educação ao longo da vida numa vertente de formação profissional permanente.
Por outro lado, há que ter em conta o facto da própria educação estar em transformação. Hoje há a uma grande possibilidade e facilidade de aprender, em todos os domínios, fora da escola. Além disso, a ideia de qualificação é substituída, frequentemente, em muitos setores de atividade, pelos conceitos de competência e capacidade de adaptação. Assim, a sociedade, em geral, e os professores em particular, vêem-se quase que obrigada a estar em constante adaptação/aprendizagem. No entanto, uma educação permanente, dirigida às necessidades do quotidiano, não pode se limitar a um determinado período da vida pelo que se torna necessário aprender ao longo da vida de modo a que umas aprendizagens vão enriquecer as outras (Rozemberg, 2018).
Note-se que os desafios com que o professor se depara são muitos e de grande responsabilidade. Este tem como função formar indivíduos com espírito crítico, que sejam autónomos e capazes de viver em sociedade. Deste modo, pela diversidade de alunos com que lida no seu quotidiano, o professor deve reunir um conjunto de competências multifacetadas. No seu dia-a-dia profissional lida com alunos de diferentes perfis, devendo ser capaz de lhes despertar curiosidade e de os motivar sem, no entanto, esquecer as particularidades de cada um. Por outro lado, é exigido que identifique as dificuldades dos seus alunos para melhor direcionar a intervenção
pedagógica de modo a promover o sucesso dos mesmos no processo de aprendizagem. O professor é ainda desafiado a propor, aos seus alunos, atividades diversificadas, de modo a desenvolver competências cognitivas, assim como competências sociais e emocionais numa perspetiva de formação integral do aluno (idem).