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Configuration d’un réseau sensible à la source

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4.3 Résultats expérimentaux

4.3.1 Configuration d’un réseau sensible à la source

Na Tabela 6.1, à luz da Tabela 3.1, é apresentado um resumo com as evidências empíricas que demonstram a acumulação de competências tecnológicas, em cada um dos níveis, e períodos aproximados, para desenvolver atividades da função processo e organização da produção.

TABELA 6.1: PRINCIPAIS EVIDÊNCIAS EMPÍRICAS EM CADA NÍVEL DA FUNÇÃO PROCESSO E ORGANIZAÇÃO DA PRODUÇÃO NAS EMPRESAS ESTUDADAS. Níveis de

Competências D’Itália Móveis Industrial Ltda. Pozza S.A. Industrial Moveleira

(1) Nível de Competência Tecnológica Básica • Período: 1990 a 1992; • Prédio com 70 m2;

• Produção baseada em pedidos;

• Produção para consumo local;

• Processo artesanal, com processos rudimentares de produção;

• Layout primitivo dos equipamentos;

• Organização com base em experiências individuais dos funcionários;

• Início da produção de apliques;

• Mudança para outra unidade fabril, com 300 m2;

• Período: 1963 a 1967;

• Prédio com 200 m2;

• Início com atividades de cromagem em peças para automóveis;

• Existência paralela de uma pequena marcenaria;

• Processos rudimentares, com base nos pedidos de venda;

• Início dos trabalhos com utilização de aglomerado;

• Métodos artesanais de produção

• Layout primitivo. (2) Nível de Competência Tecnológica Renovada • Período: 1993 a 1995

• Aquisição de unidade fabril com 200 m2;

• Nova unidade elaborava apliques;

• Layout funcional dos equipamentos;

• Aprimoramento na elaboração de apliques em eucalipto;

• Adição da fabricação de móveis da linha reta na estrutura existente;

• Móveis de linha reta com produção sob encomenda;

• Contratação de um gerente de produção;

• Introdução do PCP.

• Período: 1968 a 1969

• Aquisição de área de terras, onde foi construído pavilhão com 300 m2;

• Produção organizada com base nos pedidos de venda;

• Processos artesanais de produção;

• Elaboração de estudos de melhorias no fluxo produtivo;

• Implantação de layout funcional dos equipamentos;

• Melhorias no layout da cromagem;

• Produção organizada através dos lotes ideais de produção. (3) Nível de Competência Tecnológica Extra-Básico • Período: 1996 a 1997

• Nova estruturação de layout, com auxílio externo;

• Estudos para minimização dos gargalos de produção;

• Contratação dos supervisores, encarregados e coordenadores de produção;

• Implantação dos lotes diários de produção;

• Implantação dos trabalhos de acabamento nas bordas das peças;

• Implantação de atividade de conferência nos produtos fabricados;

• Estudos de aprimoramento nos processos.

• Período 1970-2000;

• Produção de maneira semi-seriada;

• Primeiras atividades de PCP, elaborado de maneira manual;

• Contratação do gerente de produção e do supervisor de produção;

• Maior velocidade de produção, em função da aquisição de nova linha de equipamentos;

• Treinamento em PCP, com rotinização da atividade na empresa;

• Início da produção de cozinhas, com a adaptação dos equipamentos e processos existentes. (4) Nível de Competência Tecnológica Pré- Intermediário • Período de 1997 a 2000

• Introdução da linha de produção das bancadas de passar roupas;

• Estruturação organizacional, com introdução de gerentes, supervisores e coordenadores,

• Implantação do programa 5 S.

• Treinamento de funcionários, visando a implantação das técnicas organizacionais,

• Intensificação da exportação.

Pela descrição da acumulação de competências tecnológicas na função processo e organização da produção nas empresas estudadas, constatam-se diferenças significativas na trajetória das duas empresas.

Enquanto a Pozza procurou realizar inovações somente com base na ampliação das unidades produtivas, a D’Itália realizou melhorias ao nível de organização da produção com os lotes diários, introdução do programa 5 S, preocupação com os gargalos de produção, além de outras atividades relacionadas a esta função tecnológica. Contudo desde o início dos anos 70 a Pozza preocupou-se apenas em crescer fisicamente. Posteriormente, com uma grande estrutura física e com métodos de produção que não acompanharam este crescimento, a Pozza realizou a reestruturação organizacional, onde as plantas produtivas foram vendidas. Assim, constata-se que não houve acumulação de competências tecnológicas durante este período por parte da Pozza.

6.3.2 RESUMO DA ACUMULAÇÃO DE COMPETÊNCIAS TECNOLÓGICAS NA FUNÇÃO PRODUTOS

São apresentadas na Tabela 6.2, à luz da Tabela 3.1 de forma condensada e resumida, as principais evidências empíricas que demonstram a evolução e as diferenças entre os níveis de competências, na função produtos, na trajetória das empresas estudadas.

TABELA 6.2: PRINCIPAIS EVIDÊNCIAS EMPÍRICAS EM CADA NÍVEL DA FUNÇÃO PRODUTOS NAS EMPRESAS ESTUDADAS.

Níveis de

Competências D’Itália Móveis Industrial Ltda. Pozza S.A. Industrial Moveleira

(1) Nível de Competência Tecnológica

Básica

• Período: 1990 a 1992;

• Elaboração de estofados da linha econômica;

• Produtos rudimentares;

• Estofados com apliques de madeira;

• Produtos desenhados pelos sócios;

• Apliques desenhados pelos sócios.

• Período: 1963 a 1965;

• Início com realização de serviço de cromagem de peças automotivas;

• Realização paralela de atividades de marcenaria;

• Realização de serviços de cromagem em armações de cadeiras e pés de mesas para outras empresas;

• Início da elaboração de estofados de cadeiras e tampos de mesas para outras empresas;

• Lançamento de produtos – andador bobycar, mesa para TV e mesa de centro;

• Início da produção de cadeiras;

• Produtos fabricados com base nos existentes no mercado. (2) Nível de Competência Tecnológica Renovada • Período: 1993 a 1994;

• Diversificação no mix de produtos;

• Elaboração de estofados da linha média alta;

• Utilização de materiais diferenciados para a elaboração dos produtos;

• Início da produção de cadeiras de aproximação.

• Período: 1966 a 1969;

• Início da produção de balcões;

• Utilização de matérias primas diferentes, sendo compensado e laminado;

• Venda conjunta de produtos – Copas;

• Lançamento de cadeiras de praia e jardim;

• Lançamento de birôs para escritório;

• Paralisação dos serviços para terceiros.

(3) Nível de Competência Tecnológica Extra-Básico

• Período: 1995 a 1997;

• Início da produção de estantes e racks;

• Utilização de matérias primas diferentes das utilizadas até então, em função da mudança na linha de produtos;

• Início da venda conjunta de produtos;

• Produtos da linha reta vendidos desmontados;

• Início da produção de bancada para passar roupas.

• Período 1970-1971;

• Introdução do departamento de produto,

• Aprimoramento intermitente nos produtos;

• Presença de um arquiteto no departamento de produto;

• Utilização de matérias primas alternativas;

• Crescimento das vendas, com abrangência nacional. (4) Nível de Competência Tecnológica Pré- Intermediário • Período de 1998 a 1999;

• Aquisição da patente industrial da bancada para passar roupas, registrada como Modelo de Utilidade (MU);

• Contratação de empresa especializada em design de produtos;

• Início da engenharia reversa;

• Contratação de prototipista;

• Paralisação na produção de estofados, com venda exclusiva de móveis da linha reta, com ênfase na bancada para passar roupas;

• Aprimoramento dos produtos integrantes no mix;

• Início da preocupação com a satisfação do consumidor.

• Período 1970-2000;

• Lançamento de cadeiras diferenciadas, com tubos quadrados e retangulares, com combinação de cores;

• Início da preocupação com a satisfação do consumidor;

• Início de vendas para exportação;

• Veiculação de propagandas a nível nacional;

• Primeira fábrica de móveis no Brasil a colocar a placa com o nome da empresa no móvel;

• Início da venda de móveis desmontados;

• Início da produção de cozinhas, com acessórios inovadores;

• Início da produção de roupeiros;

• Início da produção de móveis tubulares;

• Lançamento de escrivaninhas para computador e rack para TV.

(5) Nível de Competência Tecnológica Intermediário

• Período de 2000;

• Diversificação de produtos patenteados, com lançamento de variações de bancada de passar roupas;

• Lançamento de produtos baseados no design;

• Melhoramentos contínuos em produtos;

• Ampliação da linha de produtos.

Pela descrição da acumulação de competências tecnológicas na função processo e organização da produção nas empresas estudadas, constatam-se diferenças na trajetória das duas empresas. Constata-se que a D’Itália apresentou duas fases distintas em sua evolução de produtos. A primeira fase foi marcada pela produção de móveis estofados. Nessa fase, a D’Itália aprimorou esses produtos, com a colocação de apliques e elaborando estofados da linha média alta. Entretanto, a empresa apresentou maiores inovações na segunda fase da empresa, onde esta iniciou a elaboração de móveis da linha reta. Com a mudança na linha de produtos, foram evidenciadas atividades de design, engenharia reversa, apresentando aprimoramentos constantes em produtos. Com relação à Pozza, verificou-se uma alteração muito maior em variedade de produtos, tendo a empresa buscado atender a uma grande variedade de produtos. Assim, a Pozza elaborou produtos da linha tubular, infantil, cozinhas, salas, copas, roupeiros e escritórios. Apesar de serem verificados esforços em design até meados dos anos 80, a Pozza abandonou a venda de boa parte dos produtos lançados no mercado. Assim, as evidências sugerem que os esforços realizados no desenvolvimento destes produtos não se reverteram em resultado para a empresa.

6.3.3 RESUMO DA ACUMULAÇÃO DE COMPETÊNCIAS TECNOLÓGICAS NA FUNÇÃO EQUIPAMENTOS

Na Tabela 6.3, à luz da tabela de competências tecnológicas em empresas em industrialização na indústria moveleira (Tabela 3.1), é apresentado o sumário das principais evidências empíricas da evolução dos níveis de competência tecnológica em processos e organização da produção na trajetória das duas empresas estudadas.

TABELA 6.3: PRINCIPAIS EVIDÊNCIAS EMPÍRICAS EM CADA NÍVEL DA FUNÇÃO EQUIPAMENTOS NAS EMPRESAS ESTUDADAS.

Níveis de

Competências D’Itália Móveis Industrial Ltda. Pozza S.A. Industrial Moveleira (1) Nível de Competência Tecnológica Básica • Período: 1990 a 1992; • Equipamentos manuais;

• Realização de tarefas básicas;

• Manutenção corretiva.

• Período: 1963 a 1969;

• Equipamentos manuais;

• Adaptação de equipamentos;

• Manutenção corretiva dos equipamentos. (2) Nível de

Competência Tecnológica Renovada

• Período: 1993 a 1994;

• Aquisição de fábrica para elaboração de apliques;

• Preocupações com o aumento da produtividade;

• Presença de equipamentos semi- automatizados.

• Período: 1970 a 1972;

• Instalação de esteiras para transporte de peças;

• Estruturação do setor de manutenção, realizando manutenção corretiva;

• Aquisição de equipamentos semi- automatizados. (3) Nível de Competência Tecnológica Extra-Básico • Período: 1995 a 2000;

• Incorporação de equipamentos para a produção de móveis laminados;

• Com os equipamentos existentes, iniciou a produção de móveis em FF;

• Aquisição de seccionadora e furadeira automatizadas;

• Início da manutenção preventiva.

• Período 1973-1996;

• Aquisição de equipamentos automatizados;

• Aquisição de planta produtiva de cozinhas com os equipamentos existentes;

• Aquisição de linha de equipamentos para pintura. (4) Nível de Competência Tecnológica Pré- Intermediário • Período 1997-2000;

• Aquisição de nova linha de máquinas para painéis;

• Aquisição de uma fresa CNC;

• Programação com utilização de CAD/CAM.

Fonte: Elaboração própria do autor.

No desenvolvimento de sua atividade operacional, a D’Itália apresentou o início das atividades com equipamentos manuais, os quais demandavam grande quantidade de processos artesanais para a elaboração dos estofados. Com a introdução dos móveis da linha reta, devido à maior velocidade de produção dessa linha, surgiram equipamentos semi-automatizados e automatizados. Juntamente com a presença de equipamentos mais sofisticados, foi verificada a introdução de outras técnicas, como as esteiras para transporte de peças e a manutenção preventiva dos equipamentos. A Pozza igualmente iniciou as atividades com equipamentos manuais, com grande quantidade de processos artesanais. Com o crescimento das atividades da empresa, foram verificadas até meados dos anos 70 a presença de melhorias ao nível de equipamentos, como as esteiras para transporte de peças, a estruturação do setor de manutenção e a presença de equipamentos semi-automatizados e automatizados. Contudo, a Pozza permaneceu um longo período de tempo apresentando atividades sem o acréscimo de inovações, limitando-se apenas em crescer fisicamente. Posteriormente, muitos desses equipamentos foram vendidos. Assim, a Pozza veio apresentar inovação nesta função somente em 1996, com a presença de uma fresa CNC. Contudo, esse fator não apresentou alterações significativas ao quadro da empresa.

7 APRIMORAMENTO DA PERFORMANCE

CORPORATIVA NAS EMPRESAS ESTUDADAS

Este capítulo descreve a evolução da performance corporativa na D’Itália Móveis Industrial Ltda. (1990-2000) e na Pozza S.A. Industrial Moveleira (1963-2000). A performance corporativa compreende o conjunto dos indicadores de performance operacional e da performance econômico-financeira.

Para tanto, o capítulo está estruturado em duas sessões. São descritos primeiramente os indicadores de performance operacional das empresas. A seguir, são descritos os indicadores de performance econômico-financeira, como reflexo da performance operacional.

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