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Conditions de la responsabilité

Dans le document Responsabilité de l'etat 2011/54 (Page 21-24)

A escolha do instrumento de recolha de dados obrigou a um estudo prévio das opções aplicáveis, considerando os objetivos e o contexto deste estudo e a programação de ações a desenvolver para a sua aplicação.

Assim, optou-se pelo inquérito por questionário, opção utilizada em muitas investigações no âmbito da educação, que constituiu uma ferramenta de investigação normalmente baseada na inquirição de um grupo de indivíduos representativo da população em estudo. O questionário permite a recolha de dados fiáveis e razoavelmente válidos de forma simples e barata, característica muito vantajosa em situações em que a amostra envolve um grande número de inquiridos. A aplicação de questionários pode facilmente abranger diversas áreas geográficas.

Segundo Quivy e Campenhoudt [Quivy e Campenhoudt, 1992] o questionário consiste em:

colocar a um conjunto de inquiridos, geralmente representante de uma população, uma série de perguntas relativas à sua situação social, profissional ou familiar, às suas opiniões, à sua atitude em relação a opções ou a questões humanas e sociais, às suas expectativas, ao seu nível de conhecimentos ou de consciência de um acontecimento ou de um problema, ou ainda sobre qualquer outro ponto que interesse os investigadores. [Quivy e Campenhoudt, 1992]

Contudo, a aplicação do questionário apresenta algumas dificuldades, nomeadamente ao nível da sua construção. Nem sempre é fácil definir parâmetros como: a quem se destina, que tipo de questões incluir, que tipo de respostas se pretende, qual a ordem que deve seguir, entre outros. O encadeamento de respostas, que obriga os inquiridos a responder apenas a algumas questões é muitas vezes ignorado, invalidando desta forma a sua contabilização, além disso, grande parte dos inquiridos não respondem à totalidade das questões.

Na elaboração do questionário podem ser consideras duas vertentes: questões fechadas – onde a formulação das questões é feita no sentido de o indivíduo apenas poder responder às questões com as opções que se encontram em cada questão e questões abertas – onde a formulação e a ordem das questões são fixas, o indivíduo poderá dar respostas longas explorando as questões.

A primeira técnica foi a escolhida para a maioria das questões que compõem o questionário por permitirem contextualizar melhor as questões, serem objetivas, proporcionarem respostas

mais fáceis e rápidas e facilitarem a análise do investigador. Em algumas situações optámos por apresentar este tipo de questão conjugada com resposta aberta, no sentido de permitir obter mais informações sobre o assunto, sendo que esta junção não prejudica a tabulação das respostas. Foi utilizada apenas uma questão de resposta aberta, o que permitiu ao inquirido responder com maior liberdade, utilizando uma linguagem própria para se expressar, e por conseguinte, daí retirar os dados mais ricos, úteis para a análise mais aprofundada de algumas situações. Nesta questão em particular, atendendo à semelhança das respostas dados pelos inquiridos foi possível categorizar as respostas em nove categorias distintas.

O questionário foi desenvolvido com a preocupação de ser composto por questões claras e estruturadas, de forma a permitir obter respostas coerentes, de acordo com os objetivos do estudo. Este recebeu a designação “Utilização de Ferramentas Web pelos Professores do Ensino Secundário para Acompanhamento Escolar dos Alunos em Contexto Fora da Sala de Aula” e é constituído por dezasseis questões. Quanto ao tipo de questões, pode ser considerado misto, sendo constituído por quinze questões de resposta fechada e uma de resposta aberta.

Após a elaboração das questões, a sua estruturação em grupos e a formatação do documento, o questionário foi enviado para aprovação a dois especialistas. Estes apresentaram algumas sugestões, as quais foram tidas em consideração. Concluído o questionário (Anexo A), ficou dividido em quatro partes, que passamos a apresentar:

• Primeira parte – Dados Pessoais e Profissionais, visa obter informações pessoais e profissionais a fim de caracterizar a amostra que compõe este estudo. É composta por seis questões, com a finalidade de dar a conhecer o perfil dos professores inquiridos a respeito da Idade, Género, Habilitações Académicas, Situação Profissional, Grupo de Recrutamento e Tempo de Serviço.

• Segunda parte – Competências em Ferramentas Web, nesta parte pretende-se aferir sobre os conhecimentos a nível da utilização de algumas ferramentas Web. É constituída por quatro questões, onde o inquirido deve caracterizar os seus conhecimentos, identificar as razões que levam a não utilizar ferramentas Web que conhece, a identificar os processos de aquisição de conhecimentos de utilização das ferramentas Web em ferramentas que indicou conhecer e classificar os seus conhecimentos nas ferramentas Web.

• Terceira parte – Utilização das Ferramentas Web – nesta parte pretende-se saber até que ponto os professores utilizam as ferramentas da Web no acompanhamento escolar dos alunos em contexto fora da sala de aula. É constituída por duas questões, onde o inquirido deve indicar com que regularidade usa as ferramentas Web no

acompanhamento escolar dos alunos em contexto fora da sala de aula e especificar quais as ferramentas Web que utiliza nesse acompanhamento.

• Quarta parte – Contributo da utilização das ferramentas Web no acompanhamento escolar dos alunos. Nesta parte pretende-se aferir sobre as perceções dos professores acerca dos possíveis contributos das ferramentas Web. É composta por quatro questões, uma de resposta aberta e três de resposta fechada, onde o inquirido deve indicar livremente quais as principais atividades que desenvolve, utilizando as ferramentas Web, no acompanhamento escolar dos alunos em contexto fora da sala de aula, assinalar os contributos da sua utilização neste contexto no desenvolvimento de atitudes, de competências e de conhecimentos dos alunos.

O questionário oferece vantagens notáveis, no entanto apresenta algumas limitações. Uma limitação com que tivemos que lidar foi a dificuldade em motivar os inquiridos a responder ao questionário, o que originou muitas faltas de resposta. A impossibilidade de ajudar os inquiridos nos casos de dúvida de preenchimento, por não nos encontrarmos presentes, é também uma limitação deste tipo de instrumento. Atendendo à natureza das questões, surge ainda a dificuldade em saber se os inquiridos responderam o que sentiam ou se respondem de acordo com o que pensam ser as expectativas do investigador.

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