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Conclusions globales et résumé des constations

Ao abordar-se a questão da Habitação de Interesse Social, deve-se observar a participação e a viabilidade no que se refere aos três setores envolvidos na questão habitacional: o público, o privado e a sociedade.

Logo, persiste a necessidade do desenvolvimento de critérios apropriados para a análise de sistemas construtivos inovadores oferecidos pelos construtores/empreendedores para diminuir o déficit habitacional no Brasil. A retórica é verdadeira: um sistema construtivos desenvolvido, deve ser passível de avaliação pelos agentes promotores e executivos da política habitacional.

O objetivo primordial sempre será produzir moradias com custo acessível para a população de baixa renda, seguras, com qualidade e duráveis e para isso elas deverão satisfazer uma infinidade de requisitos.

Este trabalho buscam-se subsídios para a avaliação de sistemas construtivos de grandes conjuntos habitacionais financiáveis, a longo prazo, e com prestações acessíveis aos usuários.

Segundo Klein e outros (2004)1 são requisitos para os projetos de habitação social

desenvolver moradias com custo acessível, empregar novos materiais de ótima qualidade e com grande durabilidade; desenvolver tecnologias com emprego de componentes construtivos simples com caráter industrial, de fácil montagem e com possibilidade de ampliação da sua planta original; reduzir o impacto ambiental através da redução do desperdício de construção, redução do entulho, reaproveitamento de materiais, redução de insumos naturais, redução do consumo energético; e produzir uma moradia agradável ao usuário nas questões de aparência, conservação e limpeza, aceitação, conforto térmico e acústico e de estanqueidade.

KLEIN e outros (2004)1.

Diversos autores abordam a questão da avaliação do desempenho habitacional e muitas são as óticas consideradas: alguns mencionam requistos, outros indicadores, parâmetros e roteiros. A seguir apresenta-se algumas dessas visôes.

3.1.1. Requisitos de Kruger (1998)

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Krüger (1998)33 apresenta uma lista de checagem para avaliação dos sistemas construtivos que pode ser vista no quadro 8.

QUADRO 8- Lista de checagem para avaliação de sistemas construtivos. Fonte: Krüger (1998)33.

Aspecto Exigência

FASE DE PROJETO

1. Adequação

Climática

 Utilização do Diagrama Bioclimático de Giovani

2. Adequação ao Uso de Recursos Naturais:

Diminuição de

Insumos Materiais

 uso de materiais com menor grau de desperdícios durante a sua fabricação

 uso de materiais com vida-útil prolongada

 uso de materiais reutilizáveis ou no mínimo recicláveis

Diminuição de

Insumos Energéticos

 utilização de materiais locais (redução gastos transporte)  utilização de materiais com baixo conteúdo energético

3. Projeto Visando

uma Futura

Reciclagem de

Elementos Construtivos

 previsão de uma posterior desmontagem da edificação  uso de materiais com alto grau de reciclagem

4. Instalações e Uso de Infra-estrutura Básica

 quanto à provisão e uso de eletricidade, utilização de energia solar (fotovoltaica ou para aquecimento d’água); uso de equipamentos e lâmpadas de baixo consumo; uso de soluções passivas para aquecimento ou arrefecimento do ar

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KRÜGER, Eduardo L. Avaliação de Sistemas Construtivos para a Habitação Social no Brasil. Anais VII ENTAC, volume I, pág. 629-636, Florianópolis-SC, 1998.

 quanto à provisão e uso d’água, utilização de água da chuva; uso de equipamentos de baixo consumo d’água

 opção por tipologias de projeto com fachadas estreitas para a redução da rede abastecedora

5. Medidas de Racionalização da Construção

 opção por dimensionamento repetido das peças com poucas variações em seu desenho

 opção por espaçamentos uniformes entre elementos construtivos  pouca variabilidade dos materiais de construção

 redução ao mínimo de detalhes no projeto arquitetônico: paredes em linha reta sem curvas ou cantos desnecessários

 adequação do peso dos elementos construtivos às possibilidades de montagem/construção (manual ou com auxílio de gruas)

 adequação das dimensões dos elementos construtivos da edificação (paredes, laje, cobertura) exclusivamente às leis da estática

 uso de um padrão de construção que permita uma posterior ampliação

 no projeto de instalações: utilização de instalações prediais concentradas vertical e horizontalmente

6. Medidas para Auto- ajuda

 opção por um desenho arquitetônico flexível  opção por um planejamento modular da edificação  execução e uso independente dos ambientes  utilização de elementos padronizados

 separação de elementos portantes e não-portantes 7. Medidas para

Redução do Custo Final

Redução da Área Construída:

 utilização de áreas mínimas permitidas  diminuição de áreas de passagem  integração de ambientes

Diminuição de Custos por Área Construída:  redução do número de paredes

 opção por desenho e construção simplificados dos elementos da construção

 diminuição de irregularidades no desenho arquitetônico

 opção por um desenho modular com espaçamentos e disposição uniformes dos elementos construtivos

Outras Medidas:

 opção por moradias do tipo “embrião” com possibilidades de futuras ampliações

 opção por construção racionalizada  opção por construção por auto-ajuda

Preocupada com o estabelecimento de requisitos para avaliação do desempenho habitacional, a Caixa Econômica Federal, considerada um dos maiores agentes financeiros de habitações, lançou em 18 de dezembro de 2000, orientações gerais para a “Análise da Garantia de Desempenho de Construções não Convencionais ou Inovadoras”.

Assim, os critérios da CEF para os Sistemas Construtivos Inovadores, exigem do proponente os seguintes itens:

a) projeto completo da tipologia proposta juntamente com as Especificações Técnicas e Orçamento Discriminado e Manual de Montagem;

b) ficha informativa da Inovação Tecnológica;

c) especificações técnicas do sistema não convencional objeto da avaliação;

d) ensaios tecnológicos (segurança estrutural, segurança ao fogo, durabilidade e manutenção, conforto térmico, conforto acústico, estanqueidade);

e) laudo técnico de Análise da Inovação;

f) relatório descritivo do processo de Controle da Qualidade do Produto; g) especificações do fabricante sobre transporte, estocagem, manuseio, utilização e manutenção do produto, componente, sistema;

h) plano de Controle Tecnológico e Plano de Monitoramento da Fase de Produção;

i) termo de compromisso de execução;

j) manual do usuário, conforme NBR 14.037/98.

Observa-se, através das exigências estipuladas, a preocupação da CEF em resguardar o consumidor e a si mesma em relação a execução de sistemas construtivos inovadores. Cabe salientar que um sistema não convencional aprovado pela CEF pode encontrar alguma restrição do município onde será construído o empreendimento por não se enquadrar nas regras da sua Secretaria de Obras. Neste caso, outros ensaios de desempenho poderão ser exigidos, pelo município, para atestar a boa performance do produto, componente ou sistema construtivo inovador em comparação com o sistema convencional.

3.1.3 Requisitos do IPT

Paralelamente aos esforços da caixa econômica para o estabelecimento de requisitos, o Instituto de Pesquisas Tecnológicas do Estado de São Paulo S/A apresentou um texto para discussão intitulado “Critérios Mínimos de Desempenho para Habitações Térreas de Interesse Social”, dentro do Programa Brasileiro da Qualidade e Produtividade da Construção Habitacional (PBQP da habitação).

Os itens abordados são: desempenho estrutural, segurança ao fogo, estanqueidade à água, conforto térmico, conforto acústico e durabilidade. Destes requisitos originou-se a NBR 15575 em relação ao desempenho de edifícios.

3.1.4. Requisitos das normas 15575

A NBR 15575 estabelece os requisitos gerais para avaliação do desempenho das edificações de até 5 pavimentos. Divide-se em 6 partes, que vão do desempenho geral às partes específicas do edifício.

3.1.5 Recursos para financiamento

Nas referências técnicas da COHAB/SC encontrou-se os seguintes programas para financiamento das construções de habitação de interesse social:

A) carta de crédito fgts - operações coletivas