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Os sistemas conscientes do contexto que os envolve dependem grandemente dos utiliza- dores e recursos que utilizam. A gest˜ao de contexto tem como objectivo a optimiza¸c˜ao da liga¸c˜ao utilizando a rede para adaptar servi¸cos e aplica¸c˜oes aos recursos e necessidades.

A gest˜ao de contexto ´e t˜ao bem sucedida quanto melhor forem executadas as trˆes carac- ter´ısticas fundamentais que a comp˜oe, recolha de dados completa do ambiente, a correla¸c˜ao desses dados, e disponibiliza¸c˜ao da informa¸c˜ao obtida [5].

A recolha de contexto ´e o mecanismo pelo qual a informa¸c˜ao dos v´arios sensores ´e obtida pelo sistema de gest˜ao de contexto.

A correla¸c˜ao de dados ´e o mecanismo que fornece ao sistema de gest˜ao de contexto a ca- mada de inteligˆencia essencial para poderem ser feitas asser¸c˜oes reais sobre o ambiente que envolve a rede e ´e conseguida atrav´es do cruzamento entre a informa¸c˜ao recebida de v´arios elementos.

A distribui¸c˜ao de informa¸c˜ao ´e conseguida atrav´es de mecanismos que fazem chegar os dados recolhidos pela plataforma de gest˜ao de contexto aos v´arios utilizadores.

2.4.1 Contexto

Embora as informa¸c˜oes, tanto do utilizador como das aplica¸c˜oes sejam abundantes na rede, a interac¸c˜ao entre estes ´e est´eril e n˜ao beneficia quer a utiliza¸c˜ao quer o objecto utilizado. Contexto pode ser considerada qualquer informa¸c˜ao que permita caracterizar um evento ou

uma entidade. Uma entidade pode ser uma pessoa, um lugar ou objecto considerado relevante para a interac¸c˜ao entre o utilizador e a aplica¸c˜ao. O alvo da caracteriza¸c˜ao de contexto ´e promover a interac¸c˜ao utilizador-dispositivo a um n´ıvel simbi´otico. O dispositivo interpreta a informa¸c˜ao dispon´ıvel sobre os gostos e preferˆencias do utilizador providenciando-lhe os servi¸cos que calcula serem os que melhor lhe aprazem. Por sua vez, o utilizador obt´em, do dispositivo, informa¸c˜ao relativa ao ambiente que o rodeia com o menor esfor¸co poss´ıvel, tendo apenas que especificar as suas preferˆencias e, ao mesmo tempo que navega, consulta e utiliza servi¸cos pode ser tra¸cado um padr˜ao que permita a extrapola¸c˜ao de um perfil.

O perfil contextual criado por um dispositivo vai influenciar a forma e o conte´udo da in- forma¸c˜ao que passa a receber [14].

Categoriza¸c˜ao de contexto

A categoriza¸c˜ao do contexto permite o desenvolvimento de aplica¸c˜oes que possam selecci- onar a informa¸c˜ao de uma forma estruturada. A aplica¸c˜ao baseia-se nas quest˜oes “quem?”, “onde?”, “quando?”e “o quˆe?”sobre a entidade em foco para caracterizar um evento ou um pedido num determinado contexto [14].

Existem alguns tipos de contexto cuja relevˆancia ´e superior e s˜ao considerados contexto prim´ario na categoriza¸c˜ao de um ambiente, a localiza¸c˜ao, a identidade, a actividade e o tempo. Estes tipos de contexto n˜ao s´o respondem `as quatro quest˜oes colocadas anteriormente mas tamb´em permitem, atrav´es do seu correlacionamento inferir sobre outros aspectos relativos `

a entidade utilizadora. A informa¸c˜ao de contexto obtida atrav´es do correlaccionamento de informa¸c˜ao de contexto prim´ario s˜ao considerados contexto secund´ario. [14]

Divis˜ao de contexto

Existem algumas propostas para a divis˜ao de contexto em subtemas como, contexto de computa¸c˜ao, contexto do utilizador, contexto f´ısico [15] e contexto temporal [16].

O contexto de computa¸c˜ao diz respeito `a conectividade com a rede, aos custos associados, `

a largura de banda e aos recursos registados na rede (e.g. impressoras, displays, textitetc). O contexto do utilizador refere-se ao perfil do utilizador, localiza¸c˜ao, entidades pr´oximas e situa¸c˜ao de redes sociais actual.

O contexto f´ısico est´a relaccionado com as condi¸c˜oes f´ısicas do meio ambiente, tal como luz, temperatura, ru´ıdo, etc.

O contexto temporal categoriza a informa¸c˜ao consoante a altura do dia, semana, mˆes e esta¸c˜ao do ano.

Esta subdivis˜ao permite caracterizar as actividades de uma entidade pesando v´arios fac- tores e condi¸c˜oes.

2.4.2 Integra¸c˜ao de Contexto

A integra¸c˜ao de contexto com a computa¸c˜ao visa a automatiza¸c˜ao dos servi¸cos prestados ao utilizador servindo as suas necessidades, de forma transparente, atrav´es de adapta¸c˜ao e reac¸c˜ao ao ambiente f´ısico e computacional. [17]

A integra¸c˜ao do contexto pode ser feita de duas formas, activamente e passivamente [16]. Activamente, atrav´es de aplica¸c˜oes que adaptam automaticamente o seu comportamento ao contexto que descobrem na rede. Passivamente, atrav´es de aplica¸c˜oes que guardam informa¸c˜ao de contexto actual para uma posterior consulta.

2.4.3 Processamento Inteligente

Mesmo ap´os a disponibiliza¸c˜ao da informa¸c˜ao atrav´es as plataformas de contexto, existem alguns problemas quanto `as tarefas que uma aplica¸c˜ao pode executar aquando do proces- samento da informa¸c˜ao de contexto. Schilit define o processamento de contexto atrav´es da categoriza¸c˜ao de ac¸c˜oes, selec¸c˜ao por proximidade, reconfigura¸c˜ao autom´atica, comandos e informa¸c˜ao contextuais e ac¸c˜oes activadas por triggers [15].

A selec¸c˜ao por proximidade representa o recurso a uma tecnica onde os objectos localiza- dos na vizinhan¸ca s˜ao colocados em evidˆencia pela aplica¸c˜ao. A reconfigura¸c˜ao autom´atica ´e um processo atrav´es do qual se gerem os componentes da aplica¸c˜ao e se alteram as liga¸c˜oes devido a altera¸c˜oes de contexto. Os comandos e informa¸c˜ao contextuais s˜ao formas de produzir resultados diferentes por um mesmo processo. Os resultados/informa¸c˜ao produzida variam consoante o contexto em que se encontram. As ac¸c˜oes activadas por triggers s˜ao compara¸c˜oes simples entre valores pre-determinados e valores recebidos a cada momento, retirados do contexto. A utiliza¸c˜ao desta defini¸c˜ao permite a adapta¸c˜ao das aplica¸c˜oes.

Em ultima an´alise, a gest˜ao de contexto, permite reunir informa¸c˜ao de v´arias origens (e.g. sensores, equipamentos m´oveis, utiliza¸c˜ao da rede, etc.), e com estes dados construir uma camada de inteligˆencia interligando informa¸c˜ao que permita inferir algumas caracter´ısticas sobre os utilizadores e o meio. Ap´os disponibiliza¸c˜ao da informa¸c˜ao recolhida, os utilizado- res podem aceder-lhe por meio de aplica¸c˜oes independentes ou atrav´es de aplica¸c˜oes mais complexas embutidas em mecanismos que utilizem o contexto para efectuar decis˜oes. [14]