• Aucun résultat trouvé

3. Pistes d’actions et recommandations

3.3 Les suggestions

3.3.3 Conclusion sur les recommandations

Nesta parte da análise, pretendemos identificar aspetos relacionados com a vida dos entrevistados durante a reforma, a fim de perceber a motivação para a reforma, os planos para ocupar o tempo quando chegassem à reforma, as expectativas referentes à vida que têm no presente, assim como, conhecer se ocorreram mudanças e se a reforma lhe trouxe mais tempo para realizar atividades de que gostam.

As opiniões dos entrevistados quanto ao seu desejo em se reformar passaram por três indicadores diferentes – inevitabilidade, constrangimentos externos e existência de desejo.

Tabela 3 - Desejo em reformar-se

Subcategoria Conteúdos dos indicadores Unid. Reg. Unid. Enum. UR/UE

B1. Desejo em reformar-se - Inevitabilidade - Constrangimentos externos - Existência de desejo 4 4 3 4 4 2 1,0 1,0 1,5 B1 Total 11 10 1,5

O indicador “existência de desejo” foi, de entre os três, aquele que mais se evidenciou com UR/UE=1,5, tendo sido indicadas consequências positivas por parte dos entrevistados:

4.1.8 – “Pois desejava (…) já tinha os anos e sempre ganho aquele bocadinho (…)”; 6.1.7 – “Sim quem é que não quer estar reformado”;

6.1.8 – “(…) para a minha horta, levanto-me e deito-me quando quero, já não tenho aquela prisão do emprego”.

Ainda assim, os indicadores “inevitabilidade” e “constrangimentos externos” foram referidos por mais entrevistados (quatro participantes cada).

Encontra-se muito presente a ideia de que a reforma se trata de um acontecimento que acaba por acontecer nas suas vidas (inevitabilidade):

1.1.6 – “Não, chegou o meu tempo (…) chega a uma altura que tem que dar lugar aos novos (…)”;

2.1.8 – “(…) foi porque já tinha idade, não foi porque tivesse muito interessado. 8.1.6 – (…) foi porque teve que ser”;

9.1.7 – “(…) foi porque se chegou à idade e merecia-a já”.

Por outro lado, sentiam que o tinham que fazer devido a constrangimentos tais como problemas de saúde ou por considerarem ser mais vantajoso, como podemos verificar:

3.1.7 – “(…) era uma coisa que já precisava porque já tinha muitos problemas de saúde”; 5.1.11 – “Não, porque eu continuei com a loja (…) era para deixar de pagar a Segurança

Social”;

7.1.7 – “Nem por isso (…) começou-se a falar em cortarem 20% da reforma (…) para não perder essa parte, e então achei melhor reformar-me”;

10.1.8 – “(…) foi mais porque tinha o meu pai doente, se não fosse isso talvez tivesse ficado mais um ano ou dois”.

Na subcategoria que se segue apresentam-se as ideias e os planos de ocupação de tempo livres que os indivíduos tinham, antes de entrarem na reforma para vir a ocupar o seu dia-a-dia.

Tabela 4 - Planos de ocupação do tempo

Subcategoria Conteúdos dos indicadores Unid.

Reg. Unid. Enum. UR/UE B2. Planos de ocupação do tempo - Inexistência de planos - Fazer bordados/rendas - Relacionado com a lida da casa

- Passear

- Relacionado com a antiga profissão

- Frequentar a ASA - Horta

- Oficina

- Relacionado com a igreja 3 1 2 1 2 1 1 1 1 3 1 2 1 2 1 1 1 1 1,0 1,0 1,0 1,0 1,0 1,0 1,0 1,0 1,0 B2 Total 13 13 1,0

Podemos constatar que o indicador “inexistência de planos” foi o mencionado mais vezes (UR e UE = 3):

1.1.12 – “Nunca pensei em nada disso”; 2.1.12 – “Não pensava nisso”;

8.1.9 – “Nunca pensei nisso, não tinha planos”.

Dois dos inquiridos mencionaram as lidas da casa como planos de ocupação, o que poderá caracterizar os entrevistados como indivíduos autónomos capazes de realizarem tais tarefas:

4.1.12 – “(…) cuidar da casa (…)”; 9.1.10 – “Era só a vida de casa e pronto”.

Dois entrevistados referiram-se a atividades “relacionadas com a antiga profissão”:

5.1.17 – “Queria continuar com a loja (…)”;

7.1.12 – “(…) sempre tive outras atividades, era mediador de seguros, então pensei em continuar com isso”.

As expectativas dos entrevistados, face à vida de reformado, variavam sob a forma de três indicadores: corresponde ao esperado, expectativas superiores e sentimento de resignação.

Tabela 5 - Expectativas vida de reformado

Subcategoria Conteúdos dos indicadores Unid. Reg. Unid. Enum. UR/EU

B3. Expectativas - Corresponde ao esperado

- Expectativas superiores - Sentimento de resignação 6 4 3 6 3 3 1,0 1,3 1,0 B3 Total 13 5 2,6

“Corresponde ao esperado” é o indicador que mais traduz as respostas dos entrevistados, três deles frequentam a ASA e três não:

2.1.16 – “(…) era aquilo que esperava (…)”;

4.2.1 –“ (…) estou sempre deserta que chegue o fim do mês para receber aquele dinheirinho e depois ir gastá-lo (…)”;

5.2.4 – “(…) está igual (…)”; 6.1.15 – “(…) está a ser boa.”;

7.1.15. “Sim (…) continuo a mexer-me à mesma (…)”; 8.1.13 – “O que pensei que ia ser é como está a ser”.

Existe uma relevância por parte dos inquiridos quanto à superação das expectativas (UR/UE=1,3):

3.1.13 – “Eu achava que as pessoas reformadas terminavam assim, agora estou a ver que não é bem assim como eu pensava”;

3.2.1 – “(…) tenho uma ideia mais positiva (…)”;

6.1.17 – “(…) estou como quero, nunca tive uma vida como esta”;

10.2.1 – “(…) quando me reformasse ia ser muito aborrecido , mas eu não notei nada, senti-me bem e gostei (…)”.

O sentimento de resignação esteve também presente nas respostas dos inquiridos:

1.1.14 – “(…) cada vez estou mais velho”;

8.1.11 – “Tem que corresponder, não temos outro remédio nem outra coisa”; 9.1.14 – “Tenho uma reforma pequenina mas pronto vou andando”. .

No que respeita às mudanças ocorridas na vida dos entrevistados, com a entrada na reforma, podemos constatar que as perspetivas foram dispersas.

Tabela 6 - Mudanças com a reforma

Subcategoria Conteúdos dos indicadores Unid.

Reg. Unid. Enum. UR/UE B4. Mudanças - Ausência de obrigações - Aumento de tempo livre

- Aumento de tempo para realizar outras atividades

- Sentimento de vida idêntica

3 2 3 6 3 2 2 6 1,0 1,0 1,5 1,0 B4 Total 14 10 1,4

Assume destaque o aumento do tempo para realizar outro tipo de atividades (UR/UE=1,5), como é o caso de descansar, poder passar o tempo na Academia Sénior ou ter mais tempo para tratar da casa:

3.2.4 –“(…) só tenho mais tempo para descansar”;

4.2.6 – “(…) agora passar o tempo passo-o aqui na Academia Sénior”; 4.2.7 – “(…) ou a tratar da casa (…)”.

Apesar de alguns entrevistados possuírem a opinião de que a reforma lhes trouxe menos obrigações, tanto a nível de horários como de responsabilidades, e o aumento do tempo livre, existiu também um número considerável de pessoas (UE=6) a considerar que a vida não sofreu mudanças, a maioria de inquiridos que frequentam a ASA:

2.2.2 – “Nada”:

3.2.4 – “Acho que é igual, (…)”; 4.2.5 – “Financeiramente nada (…)”; 5.2.8 – “Na minha vida não mudou nada”; 8.1.15 – “Não mudou nada, ficou tudo na mesma”;

9.1.16 – “Nada”.

Pretendemos também saber se os entrevistados consideravam que a reforma lhes trouxera mais tempo para realizar atividades de que gostavam, mas que não faziam por falta de tempo.

Tabela 7 - Mais tempo para atividades que gosta

Subcategoria Conteúdos dos indicadores Unid.

Reg.

Unid. Enum.

UR/UE B5. Mais tempo para

atividades que gosta

- Igual disponibilidade para realizar o que gosta

- Maior disponibilidade de tempo

- Continua sem tempo - Ausência de prática de actividades 4 4 1 1 4 4 1 1 1,0 1,0 1,0 1,0 B5 Total 10 10 1,0

Quatro entrevistados considerou ter “igual disponibilidade para realizar o que gosta” (dois inquiridos que frequentam a ASA; dois que não frequentam qualquer oferta formativa):

2.2.5 – “(…) fazia tudo, tinha tempo para tudo”;

4.2.10 – “(…) sempre fiz o que quis, não é por estar reformada que deixei de ir porque eu fazia o que queria”;

7.2.7 – “Sempre tive tempo (…) sempre fiz”; 9.2.3 – “Não”.

Igual número de entrevistado, considerou, por outro lado, ter uma “maior disponibilidade de tempo” (UE=4), existindo também dois inquiridos de cada contexto:

1.2.6 – “(…) havia muita coisa que eu queria fazer e só podia nas folgas (…) mas fazia na mesma”;

3.2.7 – “(…) acho que sim”;

6.2.5 – “(…) antes de estar reformado não tinha tempo para me dedicar à horta e à oficina”; 10.2.10 – “(…) o tempo ficou mais ou menos disponível”.

As restantes duas pessoas entrevistadas afirmaram que continuavam sem disponibilidade ou que não tinham quaisquer atividades:

5.2.11 – “Eu continuo sem tempo (…) ocupo o tempo com tanta coisa”; 8.2.19 – “Não, não tenho atividades nenhumas, não faço nada”.

Documents relatifs