D. Etudes pharmacodynamiques in vivo
4. Conclusion sur les études pharmacodynamiques in vivo
Apesar do recente aumento de estudos no contexto brasileiro, observamos que ainda contamos com evidências inconclusivas sobre o impacto de políticas de bonificação salarial e/ou de alocação de recursos para escolas de baixo desempenho no desempenho das escolas, equidade e/ou práticas escolares. No entanto, este fato não impede que um número crescente de Estados e municípios adotem políticas de alocação de recursos e, em especial, de bonificação salarial.
Se partimos do pressuposto de que programas que utilizam sistemas de avaliação para alocação de recursos para escolas e/ou bonificação salarial - ao avaliar escolas e estabelecer consequências - enviam sinais do comportamento esperado pelas Secretarias e/ou Gestores dos Sistemas de Educação, precisamos de mais pesquisas para compreender que tipo de sinais estão sendo captados pelas escolas e como estão se organizando estrategicamente frente às metas ou ao recebimento de recursos. Por exemplo, pesquisas realizadas no EUA e em países europeus descrevem diversas formas/medidas possíveis para avaliar escolas, diretores e/ou professores a partir do desempenho dos alunos. Argumentam que as medidas utilizadas trazem diferentes sinais e são percebidas como mais ou menos injustas e, portanto, incentivam a adoção de práticas e estratégias distintas por parte das escolas8 (LADD, 2001; FIGLIO & LOEB, 2011; LIU CHARLEY & FULLER, 2013; TIMMERMANS, DOOLAARD & WOLF, 2011). No contexto brasileiro, apesar do avanço dos indicadores educacionais que, por exemplo, passam a considerar dimensões de equidade/indutoras de equidade, a discussão sobre cálculos utilizados para estabelecer metas ainda é incipiente.
Por fim, o impacto de políticas de responsabilização e de alocação de recursos pode estar associado à falta de compreensão de indicadores educacionais e usos superficiais para informar planejamento e práticas de gestão e docentes (CERDEIRA, 2015; ROSISTOLATO, PIRES DO PRADO & FERNÁNDEZ, 2014). Se o cálculo e as estratégia das escolas frente a pressões de responsabilização estão associados à compreensão dos dados, sinais diversos podem estar sendo ouvidos. Talvez, novos usos dos sistemas de avaliações possam ir além da alocação de recursos, bonificação escolar ou mesmo de “informar as escolas sobre a aprendizagem dos alunos” e avançar em direção a formar atores escolares para compreensão dos indicadores educacionais e trazer estímulos mais efetivos para o planejamento ou data use.
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Atualmente, o desafio de indução do uso de informações e avaliações educacionais para o planejamento, gestão e prática escolares mobiliza diversos esforços dos sistemas educacionais no Brasil. No entanto, precisamos de avaliação do impacto de tais iniciativas para observar se são mais efetivos no que diz respeito à indução tanto de práticas escolares, quanto do aumento do desempenho e equidade das escolas.
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