familiar foram extrafdos da abordagem de Hugron. Como a revisão que ele fz dos autores em questão é bastante consistente, não nos pareceu necessàrio retomar diretamente as fontes, exceto em alguns casos essenciais. Assim, a referência às datas dos livros dos autores revisados por Hugron tem o único Objetivo de fornecer a cronologia da publicação, e não de indicar uma retomada direta da fonte. Além do trabalho desse autor (1993, A), uma lista completa de definiçes e dos principais critérios envolvidos na conceituação da empresa familiar foi feita por ele em parceria com seu grupo, em Déry & aI. (1993: pp. 3-5).
2 Para isso deve ter contribufdo também o fato de o artigo clássico desse autor, The
Family Business , ter sido publicado no periódico Havard Business Review, em 1964, e sua tradução, publicada pela Revista de Administração de Empresas, RAE-FGV, em 1967.
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Dev ido à complexidade da defi nição, optou-se por manter a citação no texto no original, em francês. Seg ue abaixo sua tradução:Uma empresa sob real controle familiar ou individual, onde estão engajados pelo menos dois membros de um mesma família, ou dois parentes, e onde ao menos um lá está seja a título de participante do controle familiar ou de detentor do controle individual. Nela, ao menos um outro lá está a título de acionista, dirigente ou empregado, e esses dois membros, como todos os outros, podem lá estar a titulo de mais de um encargo. (Dêy, 1 993, p.1 0).
� Segundo Dêy (1993), na definição do tipo, o critério controle da propriedade é sem dúvida o mais salientado pelo conjunto dos autores: 81 ,5% das definições. Segue-se uma incidência de 70,4% de definições que focalizam a direção da empresa pela família. Na amostra de definições observadas, a sucessão aparece como um critério menor para conceituar uma empresa familiar: apenas 22,2%.
6 Sobre isso cf. ver Dêy (1993).
7 Acreditamos que, com o crescimento e a valorização do setor de serviços,
tradicionalmente mais fragmentados que as empresas do setor industrial, haverá mais opotunidades para as empresas familiares. Novas empresas continuarão a ser formadas em grande número e na medida em que empreendedores estabelecerem novos negócios. Ciente dessas razões, alguns estudiosos do ramo também consideram que o desafio de se compreender e desenvolver sistemas administrativos mais efetivos para as empresas familiares, bem como sistemas de mudança tecnológica para essas firmas, terá interesse crescente (Peter Davis, 1 983).
8 O eixo do desenvolvimento da propriedade na empresa familiar foi desenvolvido a partir
do modelo de desenvolvimento societário de Ward (1987), referência obrigatória em estudos de empresas familiares.
9 Todas as considerações que se seguem sobre o modelo de desenvolvimento das
empresas familiares apoiam-se nos seguintes autores: Kelin Gersick, John Davis, Marion Hampton e Ivan Lansberg. Para facilitar a fluência da redação, ao longo do tópico 2.2, quando tratar do desenvolvimento das questões desse modelo, será omitido a repetição do nome dos autores acima citados. O tópico fará referência direta a eles apenas quando for necessário marcar a diferença de seu ponto e visa com a de outro autor, alheio a esse grupo.
10 De fato, é por meio do Conselho de administração que a família implementa finalmente
o princípio "reina mas não governa". O Conselho é o único órgão capaz de garantir a continuidade. Situações em que a família não paticipa mais da gestão dos negócios há muitos anos (e muitas vezes sem qualquer experiência em negócios), mas, continua a dominar a composição do Conselho de administração, são bastante freqüentes. Esses são certamente exemplos da regra "reinar mas não govenar". Mas, "o princípio é raramente efetivo quando os representantes da família não estão familiarizados com o negócio e com as práticas da companhia"(Berenbeim, 1 984: p. 7.)
1 1 O grupo que Marceau (1989) define como uma grande família tem formação
educacional semelhante, usa a educação como estratégia de exclusão entre as classes e adere ao gerenciamento tecnocrtico. Além de deterem as credenciais exigidas, os membros desse grupo compartilham crenças políticas e experiências transnacionais, possuindo uma vasta rede de contatos no mundo dos negócios. Tornam-se uma rede de famílias paralelas.
12 A expressão "dar liga" tem sua origem no trabalho de Freitas (1997, p. IV) quando ela
indaga: "Qual o cimento que as empresas, atualmente, estão usando para construir e sedimentar as suas relações com os indivíduos e com as sociedades em que atuam?"
13 Donnelley (1963) é o mais citado autor nos trabalhos acadêmicos brasileiros sobre empresas familiares consultados. Ao lado de outros dois impotantes autores desse período" Calder e Stanley Davis, contribuiu para enriquecer as primeiras pesquisas do ramo, iniciadas por Christensen. Com estudos de casos e entrevistas, esses autores começaram a fzer um inventário dos principais problemas nas empresas familiares.
14 Granovetter (1992) não acredita que, em sociedades primitivas que não eram
orientadas pelo mercado, a ação econômica pudesse ter sido totalmente comandada pelo social, determinada unicamente pelo forte vínculo entre os elementos da comunidade. Tampouco aceita que, nas sociedades modernas, possa prevalecer a busca individual de ganho, em que as transações econômicas não se determinem mais por obrigações sociais e de parentesco.
15 Quando Marceau se refere à sucessão, seu objetivo é investigar como se dá a
passagem do poder e liderança de uma camada ampla de Ifderes no topo das grandes organizações para a outra. Ela não aborda o assunto considerando, por exemplo, apenas um indivíduo, o executivo principal.
16 O amplo trabalho de pesquisa de Marceau foi realizado com alunos do MBA do
INSEAD (França), escola que complementa a formação executiva da elite de negócios européia.
17 O tradutor do texto de Vilelte não empregou o mesmo termo "herdeiros", mas filhos
família. Para não contrariar o critério adotado neste trabalho, optou-se, aqui, por manter a expressão "(filhos ou filhas) herdeiros".