Chapitre II : Les techniques de caractérisation dans le contexte des calcifications pathologiques
III.6 Conclusion préliminaire
A escala empresarial constitui requisito fundamental para as empresas se adequarem ao padrão de competição internacional da indústria petroquímica. É necessário ter porte empresarial para atender as exigências de sua estrutura de funcionamento, expressas através do volume elevado de recursos para investimentos, longo tempo para implantação de projetos industriais, gastos permanentes em P&D e condições para enfrentar as quedas cíclicas dos negócios. O porte empresarial elevado proporciona condições de autofinanciamento, permite promover integração produtiva, possibilita fazer mudanças organizacionais, gera economias de custos" de diferentes" matizes e permite explorar a cadeia de negócios internacionais de forma simultânea em diversos mercados, seja por meio da realização de investimentos em mercados estrategicamente mais atrativos, seja através do fortalecimento do fluxo de exportações entre diversas regiões. Por conseqüência, as empresas que não têm porte empresarial ficam impossibilitadas de competir em condições semelhantes com as empresas com maior escala e se deparam com múltiplas dificuldades que tendem a limitar a permanência no mercado.
Esta característica proporciona condições de promover mudanças estruturais em favor da diversificação e integração produtivas, assim como permite diversificar as linhas de produção, desde a elaboração de comodities padronizadas e de baixa linha de criatividade até especialidades de alto valor agregado e de fortes ligações com mercados dinâmicos da economia. Possibilita ainda integrar atividades visando aproveitar sinergias e inter-relações insumo-produto, em movimentos no sentido downstream - a especialidades, na indústria de petróleo, e no sentido das upstream até craqueamento de nafta, na indústria química. Por seu turno, empresas que não conseguem atender estas lógicas características reduzem suas linhas de ação, tomam a rentabilidade restrita e ficam mais vulneráveis à instabilidade econômica.
O porte empresarial permite enfrentar em melhores condições a ciclicidade dos negócios petroquímicos, em razão do crescimento descontínuo da escala de produção em relação à evolução do mercado. A evolução da oferta por saltos e o sistema produtivo indivisível geram excedente produtivo indesejado, não suportável por empreendimentos que não tenham porte empresarial. As operações de fusões,
incorporações e alianças empresariais constituem respostas à característica cíclica que marca a indústria, na medida em que a conseqüente concentração da produção possibilita melhor administrar os momentos de ciclo de baixa da atividade petroquímica. Dada a oferta de petroquímicos estar sob a responsabilidade de poucas empresas, estas controlam os segmentos produtivos e têm condições de enfrentar os momentos de rentabilidade reduzida, enquanto empresas de pequeno porte empresarial deparam com dificuldades de se manterem na atividade sempre que a indústria adentra o ciclo de baixa dos negócios. Não é sem razão que o processo de concentração de empresas ocorre nestes momentos, tendo em vista a indústria não premiar a presença de empresas de pequeno porte no mercado.
Com a disseminação de unidades produtivas e operações comerciais em diferentes regiões e mercados, os negócios petroquímicos tomam-se globalizados. Cria- se internacionalmente uma cadeia de negócios visando explorar ao mesmo tempo distintos mercados. Por atuar em diferentes localidades e em distintos segmentos up e downstream, as decisões estratégicas das empresas levam em consideração a unidade dos negócios, o que permite terem flexibilidade para realizar expansão ou ajustes produtivos em termos de criar ou fechar plantas produtivas ou empresas: Esta condição somente é possível de ser realizada se a empresa possuir porte empresarial, característica que nem todas atuantes nos segmentos petroquímicos possuem. Existe na indústria petroquímica situação em que cada planta se refere a uma empresa atuando de forma preponderante em mercado local. Como estas empresas não têm condições de adotar estratégia global que leve em consideração múltiplas plantas e em diferentes regiões, sua capacidade de competição fica extremamente reduzida em relação às empresas globalizadas.
Destarte, as transformações processadas na indústria petroquímica internacional conduziram à formação de um padrão concorrencial cujas características apontam para a necessidade das empresas terem porte empresarial elevado, promoverem integração up e downstream, possuírem diversificação produtiva e operarem com plantas industriais em diferentes regiões. Empresas de menor porte, sem forte integração vertical, monoprodutoras em sua maioria e com plantas industriais operando somente no mercado intemo, encontram dificuldades de se manterem no mercado, cada vez mais desregulamentado e globalizado. Estruturas industriais que se mantêm distante do padrão de competição internacional deparam-se com a possibilidade de ter o parque
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produtivo petroquímico desestruturado e/ou desnacionalizado, caso não promovam mudanças estruturais no sentido da formação de empresas com maior porte empresarial.
A aproximação com as características da indústria petroquímica internacional constitui um marco a ser seguido pelas indústrias que atuam no mercado. Para as indústrias dos países em desenvolvimento, cuja implantação requer, geralmente, esforços e arranjos institucionais público-privados, constitui permanente desafio buscar maior escala empresarial. Diferentemente do cerne da indústria petroquímica, que desde sua origem é constituída por grandes empresas químicas e petrolíferas, no Brasil a configuração da indústria é de porte reduzido em relação ao padrão internacional14. Como será discutido no capítulo 2, coube , ao Estado estabelecer çondiçõês político-;, institucionais para implantar a indústria e criar uma classe empresarial para atuar no setor. O objetivo principal de adequar a industrialização substitutiva de importações às condições estruturais do país e às especificidades do padrão internacional da indústria sobrepôs-se à preocupação de se criar uma estrutura de porte empresarial significativo. A aproximação do porte empresarial da petroquímica brasileira ao das congêneres internacionais deveria ser definida no curso do desenvolvimento da indústria pelos seus atores.
14 Acerca da origem da indústria petroquímica consultar HASENCLEVER (1988: 1-68) e QUINTELLA