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PARTIE I : REVUE BIBLIOGRAPHIQUE SUR LES MODELES DE CHAUSSEES ET

CHAPITRE 5 : MODÉLISATION DE LA CHAUSSÉE ET DURÉE DE VIE EN

5.6. Conclusion

Com a finalidade de nos acercarmos da presença do RPG na pesquisa educacional, no Brasil, procedemos a levantamento de dados para um estudo do tipo estado do conhecimento, tomando como recorte temporal o período 1997-2014, no Banco de Dados de Teses e Dissertações do Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (BDTD/IBICT) e no Banco de Dados da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES). Os trabalhos estão distribuídos nas categorias: artigo, dissertação e tese, como apresentado no Quadro 01, abaixo. Embora o interesse acadêmico pelo tema no Brasil seja recente, a busca revelou um número cada vez mais crescente sobre o tema, nas mais diversas áreas do conhecimento, sugerindo o crescimento do interesse acadêmico pelos usos do RPG.

A fim de possibilitar a maior abrangência possível dos resultados da busca no BDTD/IBCT e no banco de dados da CAPES, utilizamos descritores amplos. Os descritores empregados para proceder às buscas foram variações da escrita do jogo em questão, a saber:

RPG, roleplaying game e jogo de interpretação de papéis. Com estes descritores, e após ler

os resumos dos trabalhos encontrados, chegamos a 53 trabalhos que tomavam o RPG como objeto de estudo.

Quadro 01: Distribuição dos trabalhos sobre RPG, por tipo (1997-2014)

Fonte: Elaborado pelo autor.

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Como nosso objetivo era buscar os trabalhos, desde o marco inaugural da discussão do RPG como objeto de estudo de pesquisas científicas, não utilizamos delimitadores temporais na referida busca, no entanto, o período encontrado é o que delimita o estudo do tipo estado do conhecimento (1997-2014). Esse procedimento foi utilizado, inclusive, para confirmar se o marco inaugural encontrava-se mesmo no ano de 1997, com a defesa da tese de Sônia Rodrigues Motta, intitulada Roleplaying Game: a ficção enquanto jogo, defendida na PUC/RJ, para obtenção do título de Doutora em Literaturas em Língua Portuguesa, fato que foi confirmado.

No BDTD/IBICT, ao utilizarmos o descritor roleplaying game, encontramos um total de 32 estudos que versavam sobre o RPG. Ao utilizarmos o descritor jogo de interpretação de

papéis, encontramos 14 trabalhos, sendo que 13 repetiam trabalhos já identificados e apenas um não havia ainda sido encontrado com o descritor utilizado anteriormente. Ao utilizarmos o

descritor rpg o resultado preliminar sofreu um aumento significativo, resultando em 80 trabalhos. Desses, apenas cinco foram incorporados ao grupo a ser analisado já que os outros 75 trabalhos encontrados versavam sobre o procedimento terapêutico denominado de “reeducação postural global”, cuja sigla utilizada é também “rpg”, e não faziam parte do escopo desta pesquisa. Com o levantamento no BDTD/IBICT, chegamos a um total de 38 trabalhos (32 resultantes da busca com o descritor roleplaying game, 01 com o descritor jogo

de interpretação de papéis e 05 com rpg) a serem analisados preliminarmente.

Não obstante, para selecionar o material que de fato tratava do Roleplaying Game no campo da educação, só pudemos chegar a esse número após a leitura dos resumos dos trabalhos encontrados, pois, como já dito, quando utilizamos como descritor de busca a sigla do jogo – RPG – encontramos muitos trabalhos que se referem à “reeducação postural global”, cuja sigla é idêntica.

Cabe apontar que tivemos problemas de acesso a dois trabalhos entre os listados no referido banco de dados. Uma dissertação e uma tese, cujo acesso era liberado apenas para estudantes da instituição onde foram defendidos. É curioso observar que ambos foram defendidos há mais de dez anos. A dificuldade no acesso a informações acadêmicas já foi encontrada e relatada por muitos outros pesquisadores. Como apontado recentemente por Schmit (2008), “apesar de ser objetivo da ciência a divulgação do conhecimento científico, é visível essa dificuldade de acesso ao material produzido” (SCHMIT, 2008, p.100).

No que se refere ao banco de dados da CAPES, encontramos 03 trabalhos que se repetiam para os três descritores e não constavam ainda do material coletado no BDTD/IBICT.

Em seguida, procedemos a um cruzamento das referências dos trabalhos que tínhamos e fomos em busca dos que faltavam para compor, de maneira mais completa, o nosso corpus de análise. Dessa maneira, pudemos somar mais 09 trabalhos aos levantados nos bancos acima mencionados (BDTD e CAPES). Entramos, ainda, em contato com alguns pesquisadores e obtivemos acesso a 03 outros trabalhos por meio dos autores, através de grupos em redes de relacionamento2. Chegamos, assim, a um total de 53 trabalhos a serem analisados.

Quadro 02: Produção sobre RPG por ano (1997-2014)

Fonte: Elaborado pelo autor.

Quando analisamos a produção sobre o RPG, por ano de publicação, evidenciamos o crescimento visível do interesse pelo tema. Desde o marco inaugural (Motta, 1997), as discussões sobre o RPG vêm se intensificando. Um dos fatores para que isso aconteça é apontado por Vasques (2008) que faz um levantamento dos eventos sobre RPG que ocorreram no Brasil e dos simpósios que trataram do RPG na Educação. Segundo o autor, esses eventos contribuíram para o empreendimento de novas pesquisas acadêmicas, tendo como objeto de estudo o RPG e a educação (VASQUES, 2008, p.26). Levando em consideração que os simpósios de RPG e Educação ocorreram entre os anos de 2003 e 2006, podemos fazer uma relação direta desses eventos3, em suas quatro edições, com o aumento do interesse pelo RPG como objeto de pesquisa científica, como apresentado no Quadro 02.

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Os autores foram contatados através de grupos em redes de relacionamentos e sites específicos para jogadores e mestres de RPG, tais como: a Associação Brasileira de Jogos de Interpretação (RPG), Estratégia e Afins (https://www.facebook.com/groups/cadastrorpg/), Irmandade - Rpg & Boardgame

(https://www.facebook.com/groups/523868177719622/?ref=browser), o site Ludopédia (http://www.ludopedia.com.br/) e na Rede RPG (http://www.rederpg.com.br/). Em todos os sites e grupos aqui descritos é possível trocar mensagens com os usuários, ampliando a rede de contatos e reflexões sobre o RPG e a Educação.

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Segundo o site http://www.rpgeduc.com/old/congressos.htm (acessado em 05/03/2015) foram realizados 08 congressos visando discutir as relações entre RPG e Educação. O I Simpósio de RPG & Educação, sob o tema “Palavra: transformação e conhecimento”, foi realizado em São Paulo-SP entre os dias 24 e 26 de maio de 2002.

0 2 4 6 8 10 1997 1998 2000 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2010 2011 2012 2013 2014

Quadro 03: Produção sobre RPG por região do país

Fonte: Elaborado pelo autor.

Outro dado importante, ainda fazendo referência aos eventos acima citados, acena para onde as pesquisas científicas estão sendo produzidas (Quadro 03). Quando analisamos o Quadro 03, constatamos uma grande disparidade regional entre as produções sobre o RPG pelo país, apontando que a grande concentração da produção científica sobre RPG está na região Sudeste do país4 e tendo a USP como maior centro de produção científica sobre o tema, como apresentado no Quadro 04. Considerando um total de 11 trabalhos, a USP é responsável por cerca de 40% da produção da região Sudeste e iguala sozinha a soma da produção das regiões Nordeste, Centro-oeste e Sul.

Este simpósio rendeu um livro publicado pela Editora Devir, em 2004, intitulado Anais do I Simpósio RPG &

Educação, sob a organização da professora Maria do Carmo Zanini. Com o tema “O lúdico e a construção do

conhecimento”, o II Simpósio de RPG & Educação aconteceu em São Paulo-SP entre os dias 28 e 30 de março de 2003. Em 2003, ainda, ocorreu, em Curitiba-PR, o Colóquio Curitiba RPG & Educação., O evento foi realizado entre os dias 27 e 29 de junho. No final desse mesmo ano, ocorreu na cidade do Rio de Janeiro-RJ o

Histórias Abertas: I Simpósio de RPG em Educação. No ano de 2004, foram realizadas as segundas edições do Histórias Abertas e do Colóquio Curitiba RPG & Educação, respectivamente nas cidades de Rio de Janeiro-RJ e

Curitiba-PR; e o III Simpósio de RPG & Educação sob o tema a “Revolução das palavras” acontecia em São Paulo-SP. No ano seguinte, os eventos na cidade de Curitiba-PR e no Rio de Janeiro-RJ foram descontinuados e não houve uma nova edição do Simpósio de RPG & Educação. A quarta edição do Simpósio de RPG &

Educação só ocorreria um anos depois, em 2006, sob o tema “RPG: educação, entretenimento ou violência?”,

marcando a ultima edição do evento.

4 Para os quadros 03 e 04, levamos em consideração apenas as dissertações e teses. Portanto, a soma dos

trabalhos que compõe os quadros é 41. 0

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QUADRO 04: Publicações sobre RPG por IES.

Fonte: Elaborado pelo autor.

Merece destaque a produção da UFPE sobre o RPG, por representar 37,5% da produção acadêmica da região Nordeste e ocupar a terceira posição, ao lado da UFMG, no cenário nacional. Na UFPE, os três trabalhos produzidos sobre o RPG estão distribuídos nas áreas de Antropologia Cultural (01 dissertação) e Psicologia Cognitiva (02 dissertações). No Programa de Pós graduação em Educação da UFPE não foi encontrado nenhum trabalho que verse sobre o RPG, fato que expõe o pioneirismo de nosso trabalho neste importante centro de produção de conhecimento educacional da UFPE.

QUADRO 05: Produção sobre RPG por campo do saber

Fonte: Elaborado pelo autor.

5 2 1 1 1 1 1 1 1 3 2 3 1 1 1 1 2 1 11 1 1 1 2 1 1 3 1 12 1 1 2 1 1 2 1 8 1 1 1 6 2 2 1

Cada vez mais pulsante, o debate sobre o RPG vem ganhando espaço em pesquisas, na pós-graduação, nas mais variadas áreas do conhecimento. Esta afirmação se evidencia na análise do Quadro 05. Este busca fazer um mapeamento das diversas áreas nas quais se realizaram pesquisas sobre RPG, a partir da qual destacamos um maior interesse da área de Educação pelo tema, com 12 trabalhos, distribuídos entre dissertações e teses.

2.3. DESDOBRAMENTOS DO ESTUDO DO TIPO ESTADO DO CONHECIMENTO

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