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Further cash flow and sensitivity analysis

7. FEASIBILITY STUDY

7.3. Further cash flow and sensitivity analysis

Neste ponto da pesquisa são tratados os aspectos relacionados à tomada de decisão na PIB/Manaus, que contribuem para a melhor compreensão da centralização de uma estrutura organizacional.

Na PIB/Manaus, como dito anteriormente, por determinação de um Manual Operacional, todas as decisões dentro da PIB/Manaus são tomadas através de Assembléia Geral. No entanto, as organizações que compõem a estrutura gerencial horizontal reportam-se hierarquicamente ao Conselho de Obreiros para terem suas decisões, proposituras/pleitos apreciados e aprovados, ou não, ad-referendum daquele órgão superior, que poderá manter a decisão do Conselho de Obreiros ou mudá-la (caso bastante incomum). Exceção é feita quando se trata do Conselho Diaconal, que se reporta diretamente à Assembleia Geral. Na transcrição abaixo é possível confirmar essas afirmações:

Todas as decisões são tomadas através de Assembléia, mas, naturalmente, dependendo do grupo que vai fazer a sugestão [...] exemplo do Conselho Diaconal, ele já traz o parecer que vai ser discutido em assembléia, e depois, votado. Claro que eu diria que, na maioria das vezes, esses pareceres são aprovados [...] ele vê questão de salário dos ministros [...] (“Sitael”)

Na administração da Primeira Igreja Batista de Manaus verifica-se que, tanto o Conselho de Obreiros, como a Assembléia Geral, reúnem-se rigorosamente nos dias determinados, o que torna a dinâmica da PIB/Manaus bem ágil.

A PIB/Manaus se autodenomina uma Democracia Congregacional, tendo em vista a relativa autonomia que dá às organizações para a execução de suas atividades. Porém, embora exista essa relativa autonomia dentro dessas organizações para a tomada de decisão, verificou- se que, na verdade, elas se orientam ao que determina o Manual Operacional no que diz respeito ao seu cumprimento; ou seja, todas dependem do que decide a Assembléia Geral, como órgão superior.

Nós temos normas parlamentares que dizem como é que nós devemos nos conduzir nas seções administrativas da igreja [...] essas normas são sempre observadas. Nós [...] quando alguém tenta fugir das normas, ele é imediatamente alertado de que ele está fugindo das normas [...] e são normas bem claras, bem escritas, que não deixam

dúvida que nós devemos agir de acordo com aquelas normas [...] sempre são seguidas, porque nós temos o princípio de que nós somos obedientes àquilo que está escrito [...] nós não podemos fugir do que é determinado por nós mesmos [...] se nós mesmos elaboramos essas normas, nós estamos sempre dispostos a cumpri-las. (“Elemiah”)

Foi possível ser verificada também, uma crítica específica no que diz respeito à tomada de decisões dentro da PIB/Manaus, por conta da imposição – segundo o depoimento abaixo – da vontade de alguns, refletindo nas decisões da Assembléia geral:

As decisões são tomadas pelo conselho, através dos líderes de ministérios e organizações, diáconos e o pastor [...] e depois isso é levado pra assembléia, onde é tomadas as decisões [...] no caso, eu não sou muito a favor da assembléia porque [...] é bom, no caso, a democracia; só que, às vezes, as pessoas trazem valores delas [...] vontades próprias pra cá [...] no caso, elas não buscam fazer [...] no caso, como a igreja deveria ser, e buscar a vontade de Deus. (“Laoviah”)

Dessa forma, as decisões são tomadas em Assembléia Geral e, em grande parte, precedidas pelo Conselho de Obreiros, Ad-referendum. Isso demonstra que o processo decisório pode ser considerado como descentralizado.

7.1.2.1 Metas organizacionais da PIB/Manaus

Embora as metas organizacionais da instituição pesquisada não tenham a mesma importância que os indicadores existentes no OMR – para fins desta pesquisa – foram consideradas relevantes algumas percepções do pesquisador quanto ao fator espiritual/fé, a partir do que se narra abaixo, com o reforço de alguns depoimentos:

Foi possível verificar que a PIB/Manaus ainda não promoveu a atualização do seu Planejamento Estratégico, desatualizado do ano de 2000. Por conta disso, as metas organizacionais não se encontram bem definidas. O que ocorre é a execução de ações desenvolvidas pelos ministérios, grupos e conselho diaconal, em conjunto com o pastor da igreja e de acordo com uma espécie de planejamento anual, promovido e submetido pelas organizações, individualmente, ao Conselho de Obreiros e à Assembléia.

Percebeu-se, porém, que um dos argumentos usados pela igreja para uma preocupação menor quanto a formalização das suas metas organizacionais está relacionado com o compromisso prioritário que ela tem com as metas espirituais, determinadas pela Bíblia Sagrada.

É possível perceber, no relato do Pastor Titular da igreja, que as metas da PIB/Manaus não se encontram claramente estabelecidas, do ponto de vista organizacional.

Nós não temos nos revelado como um grupo de metas muito firmemente estabelecidas [...] por causa, especialmente, do princípio de que [...] é citado no texto bíblico, que diz assim: “[...] Eu plantei, Apolo regou, mas Deus dá o crescimento”. Muitos outros grupos religiosos são muito mais de metas formais do que nós, batistas [...] nós, geralmente, não estabelecemos metas, e [...] muito menos metas numéricas [...] nós trabalhamos com afinco para ter resultados [...] mas nós não somos muito de metas tão específicas, como eu conheço de outros grupos.

Outro depoimento importante, que reforça o fato de não haver uma preocupação prioritária com o estabelecimento de metas organizacionais, formais, definidas dentro da PIB/Manaus, foi colhido do Pastor Adjunto:

Primeira Igreja Batista [...] você não tem metas explícitas, do tipo: até 2014, nós queremos ter 2.500 membros [...] não existe isso [...] mas, você tem metas implícitas. As metas não são estabelecidas pelo homem. Na Primeira Igreja Batista de Manaus, as metas são estabelecidas pelo Divino [...] e eu creio que, em qualquer igreja batista e evangélica que se preze, e tem como seu “cabeça”, nos parâmetros bíblicos, Jesus Cristo [...] as metas são sempre dadas pelo Divino; entendeu? Isso é uma questão espiritual, e é por isso que nós somos igreja [...] mas já que a gente está falando de igreja, a gente não pode, de maneira alguma, excluir a ação do Divino.

Isto posto, constatou-se que – por conta de um planejamento estratégico ultrapassado e desatualizado, não tendo a definição de finalidades formais unificadas pela instituição pesquisada e, não estando as mesmas bem definidas para a maioria dos membros da igreja – a PIB/Manaus, quanto às suas metas organizacionais, que atuam como mecanismo de coordenação das atividades como um todo, bem como das organizações e agentes organizacionais, não alcançam um fim a que poderiam se destinar.

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