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CONCLUSION ET RECOMMANDATIONS Conclusion :Conclusion :

G- ASPECTS CLINIQUES

VII- CONCLUSION ET RECOMMANDATIONS Conclusion :Conclusion :

Na antiguidade, o conhecimento inicial era o mito e, mais tarde, a razão. Nessa época, os filósofos eram as primeiras representações de professores; questionavam os mitos e colocavam em questão a existência humana. Já os pedagogos eram os escravos que levavam os filhos da classe mais alta para observar os filósofos nas Ágoras, dessa maneira, não havia, entre eles e essas crianças, uma relação estabelecida com o processo de ensino-aprendizagem (COSTA et al. 2014).

A função do professor teve sua origem no século XVII na Europa, com a convocação de colaboradores leigos para contribuir para a expansão da educação. As escolas, nesse período, eram associadas às instituições religiosas, pois era a Igreja Católica que estabelecia o que deveria ser estudado, e o professor seguia com fidelidade aos princípios religiosos de doação sacerdotal aos alunos, recebendo pouca remuneração. Só a partir da Revolução Industrial, o Estado passa a consolidar a elaboração de um sistema educacional. A pessoa que sentia o desejo de se tornar professor, deveria ter acima de 30 anos, possuir um bom comportamento moral e conhecer o que desejava ensinar, delineando, assim, o perfil de professor para lecionar. Já no ensino de primeiras letras, precisavam ter alguns conhecimentos básicos, como ler, escrever e contar (BITTENCOUT; BELADELLI; SOMACAL, 2010; COSTA et al. 2014).

No Brasil, a história da educação se deu, no início, pelos jesuítas; contudo, após a expulsão dessa escola católica pelo Marquês de Pombal, o ensino passou a ser responsabilidade da Coroa portuguesa. Dessa maneira, foi possível constatar que a formação

docente se tornou sólida, porém frágil, pois a educação brasileira nesse período ficou sem um ensino de qualidade, já que foram os jesuítas os organizadores do sistema de ensino brasileiro. No século XIX, com o surgimento das escolas normais, foi estabelecido um avanço importante para a evolução do processo de profissionalização e para a feminização do magistério, com a permissão da entrada das mulheres na carreira docente (COSTA et al. 2014).

Ainda nesse século, com a chegada da família Real ao Brasil, tentou-se criar a primeira universidade no país, entretanto, todas as tentativas de implantação de entidades universitárias durante o período de 1843 a 1920 foram fracassadas. Dessarte, a primeira universidade, de fato, a obter sucesso e continuidade foi a Universidade do Rio de Janeiro - primeira instituição criada legalmente pelo Governo Federal, que juntou as Faculdades Federais de Medicina e Engenharia, com a faculdade de Direito em uma única instituição realmente voltada para o ensino e para a pesquisa.

Somente a partir dos anos 70 do século passado houve uma expansão do ensino superior, pois havia a exigência de uma melhor qualificação profissional, decorrente do avanço do capitalismo (COSTA et al. 2014). O trabalho neste século, ocupa tempo considerável na vida do indivíduo e para boa parte das pessoas é a atividade em que se gasta mais tempo durante a vida. E após a revolução industrial, foi possível observar as transformações desse fenômeno ao longo do tempo, como a incorporação da tecnologia da informação, as mudanças no contexto macroeconômico e a flexibilização das jornadas de trabalho (MESQUITA et al. 2013).

A profissão de professor acompanhou todo esse processo histórico. Portanto, a Organização Internacional do Trabalho apontou o estresse como uma das principais causas de abandono da profissão docente, considerando a docência como uma profissão de risco físico e mental (BOTELHO; SORATTO, 2012).

O Brasil é o país com maior prevalência de estresse na população adulta - cerca de 30% - e as principais causas disso são a sobrecarga de trabalho e o medo da demissão (CALLES; SANTOS, 2016). Em um estudo realizado na cidade de São Luís – MA, foram avaliados 357 professores de 44 escolas públicas, e foi possível observar que 50,83% destes apresentaram estresse. Dentre eles, 1,64% estava na fase de alerta, 87,36% na fase de resistência, 10,44% na fase de quase-exaustão e 0,55% na fase de exaustão, com predominância de sintomas psicológicos em 46,37%, físicos em 44,69% e 8,94% com os dois

sintomas. Também foi observado nesse estudo que 81,22% apresentavam exaustão emocional, com 62,71% em grau médio de despersonalização (MESQUITA et al. 2013).

Há também outro estudo, realizado em Santa Catarina – SC, com professores de educação física da educação infantil e ensino fundamental de 24 escolas, totalizando uma amostra de 20 professores. Nessa pesquisa, foi avaliado que 45% dos participantes manifestavam algum nível de estresse, enquanto 55% não manifestavam. Em termos de intensidade da manifestação do problema, 67% dos professores encontravam-se na fase de resistência e 22% na fase de quase exaustão. Os resultados mostraram, também, a predominância de sintomas psicológicos, com prevalência de 60,1% sobre os sintomas físicos, que se manifestaram em 31,2% dos casos (ROCHA et al. 2016).

A docência foi considerada a categoria profissional mais exposta a uma rotina de trabalho de grande desgaste físico e mental, uma vez que os professores se deparam com situações que podem prejudicar sua saúde. No contexto escolar, esses profissionais precisam lidar com a classe, manter a disciplina, aplicar as tarefas, organizar grupos de trabalho, ajudar crianças com problemas comportamentais, explicar conceitos, preparar recursos para lições. No quesito organizacional, observou-se a falta de recursos e equipamentos, o excesso de responsabilidade pelos alunos, o pouco suporte do governo e pressões de tempo na escola, o maior número de classes regidas, a alta carga horária de trabalho, o pouco suporte profissional, excesso de trabalho, as salas cheias, a falta de apoio dos pais dos alunos, o comportamento agressivo e a falta de suporte para lidar com isso (SILVERA et al. 2014; ROCHA et al. 2016; SALES; SANTOS, 2016; CHEFFER; MICALISKI, 2017).

Também foram citados os problemas comportamentais, que, por sua vez, criam novos desafios, tais como: o mau comportamento, a baixa motivação dos alunos, e o envolvimento insuficiente dos pais, tudo isso são características associadas aomaior estresse. Soma-se a essas causas, as características individuais dos professores, principalmente o esforço para manter o comportamento perfeito, com reação negativa após cometer algum erro. Essa característica pessoal contribui com implicações para o estresse, podendo ser associada ao desenvolvimento de Burnout (ROCHA et al. 2016). A qualidade de vida dos docentes pode influenciar no desenvolvimento de suas atividades profissionais, afetando sua autoestima e, consequentemente, sua produtividade (CHEFFER; MICALISKI, 2017).

O sofrimento dos docentes causado pelo estresse crônico, podendo levá-los a uma patologia física e/ou mental, para Edward Bach (2018), é o produto final de conflitos emocionais há muito em atividades cuja cura só se daria por meio do autoconhecimento e da

busca pela verdadeira causa. Entretanto, o médico afirma que, na natureza, encontram-se recursos capazes de prevenir e de curar as enfermidades, como ervas, plantas e árvores. Assim, Bach sistematizou o primeiro grupo de essências florais que demonstraram ser capazes de harmonizar as emoções do indivíduo e aliviar os seus sofrimentos.

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