Chapitre 1 Contexte de l’étude
IV. Conclusion
O estudo apresentado investigou o efeito agudo da utilização de dispositivos de oclusão dentária na produção de força e potência. É de destacar a inclusão do controlo da posição da mandíbula optando pela relação cêntrica, sendo considerada a posição mais estável e reprodutível da mandíbula (Okeson, 2014). De acordo com Dawson, esta pode ser definida como a relação na qual a mandíbula e o maxilar encontram um alinhamento óptimo entre o conjunto côndilo/disco (Dawson, 1974). Pelo facto da posição cêntrica ser reprodutível, torna possível a comparação directa de resultados de investigações futuras em que seja usado o mesmo tipo de dispositivo de oclusão dentária.
No presente estudo foi considerada a dimensão vertical de oclusão (DVO) de cada dispositivo, sendo que o valor da DVO no PBC foi significativamente superior às restantes condições de oclusão (goteira e protetor bucal não controlado). E foi precisamente na condição com a DVO mais elevada (PBC) que os valores médios das variáveis pico de força e pico de aceleração foram superiores comparativamente com a condição CON, existindo significância estatística. Um estudo que analisou a influência da dimensão vertical na produção de força isométrica nos músculos flexores cervicais e abdutores do braço revelou que à medida que a dimensão vertical aumenta comparativamente à DVO habitual, existe um aumento do pico máximo de força, que
G; 4,91 PBNC; 5,21 PBC; 6,8 0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 valo r m éd io DVO (m m )
33
diminui à medida que a DVO continua a aumentar para lá da DVO correspondente ao pico de força anterior (Chakfa et al., 2002). Por outro lado, num estudo no qual a posição da mandíbula foi controlada, os resultados demonstraram que a força isométrica na abdução do ombro foi superior na posição de repouso em comparação com a posição de relação cêntrica e posição de DVO aumentada (5mm) (Williams et al., 1983). Parece existir uma dimensão vertical de oclusão ótima para cada sujeito que otimiza a força isométrica (Chakfa et al., 2002).
Relativamente às variáveis de força e potência analisadas, os valores médios do pico de força e pico de aceleração foram superiores na condição de PBC face à condição CON, sendo estatisticamente significativos.
De acordo com a revisão bibliográfica elaborada, apenas um estudo investigou o efeito de um protetor bucal de ajuste customizado na tarefa de SPL (Dunn-Lewis et al., 2012). Os seus resultados indicaram valores de força e potência superiores para a condição de protetor bucal controlado comparativamente com as condições de protetor bucal comercial (placebo) e sem dispositivo de oclusão (controlo). As suas descobertas estão em concordância com o presente estudo ao demonstrar que a utilização de um protetor bucal controlado apresentou valores superiores de pico de força e pico de aceleração durante o SPL comparativamente com a sua não utilização. Como tal, a utilização de um protetor bucal com posição da mandíbula controlada pode potenciar o rendimento de sujeitos que praticam modalidades nas quais a potência e a força influenciam o rendimento desportivo. O estudo de Dunn-Lewis (2012) revelou que o placebo teve um rendimento inferior na potência face ao controlo. Outro estudo que também avaliou o supino (Golem, 2012) demonstrou que o valor de força na condição de placebo foi inferior à condição de controlo.
Alguns estudos demonstraram melhorias na força isométrica e isocinética nos membros superiores (Alexander, 1999; Battaglia et al., 2018; Chakfa et al., 2002; Lee et al., 2013). Contudo, outros autores não encontraram diferenças entre usar ou não dispostivos de oclusão dentária (Allen et al., 2014; Cetin et al., 2009; Drum, Swisher, Buchanan, & Donath, 2016; Golem, 2012). No estudo de Golem os dispositivos foram concebidos sem o acompanhamento de um médico dentista, o que pode ter influenciado os resultados. Na investigação de Drum e colaboradores (2016) a DVO não foi controlada e os atletas foram capazes de distinguir o PB comercial do PB customizado, apesar dos esforços dos investigadores.
34
. No estudo de Golem (2012) os atletas referiram sentir desconforto ao utilizar o protetor bucal placebo devido à sua falta de ajuste, o que pode justificar a redução de rendimento. Adicionalmente, pode ter existido outro factor de confundimento uma vez que os atletas tiveram conhecimento do protetor bucal que utilizavam durante os testes. No nosso estudo não ocorreu diminuição do rendimento para qualquer protetor bucal, controlado e não controlado (placebo). Os atletas não tinham conhecimento do dispositivo de oclusão dentário usado, a ordem de execução da tarefa para cada condição foi aleatória e não foi manifestado desconforto pela sua utilização.
O ato de cerrar os dentes parece ter um efeito ergogénico na produção de força, como foi verificado por diversos autores que avaliaram o rendimento neuromuscular em diferentes tarefas de potência, em especial tarefas de impulsão vertical (Ebben et al., 2008; Fauth, Petushek, Kaufmann, & Ebben, 2010; Morales, Solana-Tramunt, Miró, & García, 2016) e também na preensão (Churei, 2003). Estes estudos mostraram um efeito positivo da ação de cerrar os dentes no rendimento desportivo. Esta ação durante o exercício é um exemplo de Contração Voluntária Remota (CVR), na qual a ativação de um músculo potencia a produção de força do músculo principal pelo movimento. Esta CVR parece aumentar de forma aguda o reflexo H e, uma vez que o reflexo H é usado para avaliar a excitabilidade do motoneurónio alfa espinal, esse aumento pode ser indicador de uma maior eficiência da transmissão (Ebben, 2006). Além disso, a ação de cerrar os dentes pode acontecer de forma involuntária durante o treino de força (Ebben, 2006), como foi demonstrado através da análise eletromiográfica (Yokoyama, 1998). No nosso estudo os atletas não receberam qualquer tipo de informação ou recomendação sobre o cerrar dos dentes. Assim, não podemos excluir a hipótese desta ação ter ocorrido. Podemos considerar que a ação de cerrar os dentes possa ter contribuído cumulativamente com o incremento da DVO e o posicionamento da mandíbula na posição cêntrica como motor da melhoria dos indicadores de potência e força na tarefa de SPL. Assim, o não controlo da ação de cerrar os dentes pode ser considerada uma limitação do estudo.
Esta investigação agregou um continuum ao nível da complexidade e acessibilidade dos dispositivos de oclusão dentária: desde a utlização de goteira e protetor bucal controlado, que exigem os conhecimentos de um dentista especialista em oclusão, sendo mais dispendioso; até ao uso de um protetor bucal comercial, mais acessível, mas com uma customização inexistente e sem controlo da posição mandibular.
Futuras investigações devem confirmar o efeito potenciador no rendimento por parte dos dispositivos orais de oclusão através da comparação de protetores bucais
35
controlados versus não controlados, inclusão do protetor bucal não controlado e condição controlo, como foi efetuado neste estudo, uma vez que na maioria dos estudos não estão presentes todas as condições de oclusão apresentadas. Parece também importante o controlo da variável de DVO e da ação de cerrar os dentes. Acresce a pertinência de analisar o efeito a médio e longo prazo da utilização de dispositivos de oclusão dentária no rendimento desportivo, pois neste estudo e na literatura conhecida os seus efeitos foram quantificados no momento da utilização dos dispositivos. Adicionalmente, seria relavante identificar a influência dos dispositivos de oclusão dentária no rendimento desportivo no género feminino, dado que dos poucos estudos que tiveram em conta diferenças de género os resultados foram distintos para o género masculino e feminino.
Tendo em conta a influência da musculatura da ATM nos restantes segmentos corporais seria interessante reproduzir uma tarefa de lançamento (com padrão de movimento de empurrar com direcção horizontal) na posição ortóstatica, uma vez que se torna necessário uma maior estabilização e recrutamento de músculos estabilizadores, incluindo análise cinética e cinemática do sujeito e análise cinética do projétil. Relativamente ao rendimento desportivo, parece pertinente averiguar o efeito dos dispositivos de oclusão dentária no incremento da potência metabólica ao nível dos membros superiores, dado que no estudo de Dunn-Lewis et al., (2012) o protetor bucal de ajuste customizado pareceu auxiliar na manutenção de um trabalho de potência repetido, portanto é possível especular se essa relação também aconteceria ao nível dos membros superiores.
Conclusão
Os resultados do estudo indicam que o uso do protetor bucal customizado (controlado) em jogadores amadores de rugby, para além do seu efeito protetivo dos dentes e preventivo de lesões orofaciais, não provocou um impacto negativo nos parâmetros de força e potência avaliados no supino plano e em lançamento, tendo mesmo mostrado um efeito ergogénico demonstado através do incremento do pico de força e pico de aceleração. Em suma, a utilização de protetores bucais customizados com controlo da posição da mandibula é recomendada em atletas masculinos, praticantes de modalidades nas quais a força e a potência são relevantes.
36
Bibliografia
Alexander, C. F. (1999). "A study on the effectiveness of a self-fit mandibular repositioning appliance on increasing human strength and endurance capabilities" Master's Thesis, University of Tennessee.
Allen, C. R., Dabbs, N. C., Zachary, C. S., & Garner, J. C. (2014). The acute effect of a commercial bite-aligning mouthpiece on strength and power in recreationally trained men. J Strength Cond Res, 28(2), 499-503.
Allen, C. R., Fu, Y.-C., Cazas-Moreno, V., Valliant, M. W., Gdovin, J. R., Williams, C. C., & Garner, J. C. (2018). Effects of jaw clenching and jaw alignment mouthpiece use on force production during vertical jump and isometric clean pull. J Strength Cond Res, 32(1), 237-243.
Alomar, X., Medrano, J., Cabratosa, J., Clavero, J., Lorente, M., Serra, I., Monill, J., & Salvador, A. (2007, June). Anatomy of the temporomandibular joint. Paper presented at the Seminars in Ultrasound, CT and MRI, (Vol. 28, pp. 170-183). WB Saunders.
Arent, S. M., McKenna, J., & Golem, D. L. (2010). Effects of a neuromuscular dentistry-designed mouthguard on muscular endurance and anaerobic power. Comparative Exercise Physiology, 7(2), 73-79.
Baechle, T. R., & Earle, R. W. (2008). Essentials of strength training and conditioning: Human kinetics.
Baker, D. (2002). Differences in strength and power among junior-high, senior-high, college- aged, and elite professional rugby league players. J Strength Cond Res, 16(4), 581-585. Baker, D., Nance, S., & Moore, M. (2001). The load that maximizes the average mechanical
power output during explosive bench press throws in highly trained athletes. J Strength Cond Res, 15(1), 20-24.
Battaglia, G., Messina, G., Giustino, V., Zangla, D., Barcellona, M., Iovane, A., & Palma, A. (2018). Influence of Vertical Dimension of Occlusion on Peak Force During Handgrip Tests in Athletes. Asian Journal of Sports Medicine.
Bevan, H. R., Bunce, P. J., Owen, N. J., Bennett, M. A., Cook, C. J., Cunningham, D. J., Newton, R. U., & Kilduff, L. P. (2010). Optimal loading for the development of peak power output in professional rugby players. J Strength Cond Res, 24(1), 43-47.
Boero, R. P. (1989). The physiology of splint therapy: a literature review. Angle Orthod, 59(3), 165-180.
Browne, P. A., Clark, G. T., Yang, Q., & Nakano, M. (1993). Sternocleidomastoid muscle inhibition induced by trigeminal stimulation. J Dent Res, 72(11), 1503-1508.
Cetin, C., Kececi, A. D., Erdogan, A., & Baydar, M. L. (2009). Influence of custom-made mouth guards on strength, speed and anaerobic performance of taekwondo athletes. Dent Traumatol, 25(3), 272-276.
Chakfa, A. M., Mehta, N. R., Forgione, A. G., Al-Badawi, E. A., Lobo, S. L., & Zawawi, K. H. (2002). The effect of stepwise increases in vertical dimension of occlusion on isometric strength of cervical flexors and deltoid muscles in nonsymptomatic females. Cranio-the Journal of Craniomandibular Practice, 20(4), 264-273.
Choi, A. H., Conway, R. C., Taraschi, V., & Ben-Nissan, B. (2015). Biomechanics and functional distortion of the human mandible. J Investig Clin Dent, 6(4), 241-251.
Churei, H. (2003). Relation between teeth clenching and grip force production characteristics. Kokubyo Gakkai zasshi. The Journal of the Stomatological Society, Japan, 70(2), 82-88. Cuccia, A., & Caradonna, C. (2009). The Relationship between the Stomatognathic System and
37
Dang, K. T. Q., Le Minh, H., Thanh, H. N., & Van, T. V. (2012). Analyzing surface EMG signals to determine relationship between jaw imbalance and arm strength loss. Biomedical engineering online, 11(1), 55.
Davó, J. L. H., Solana, R. S., Marín, J. M. S., Fernández, J. F., & Ramón, M. M. (2016). Rest interval required for power training with power load in the bench press throw exercise. J Strength Cond Res, 30(5), 1265-1274.
Dawson, P. E. (1974). Evaluation, diagnosis, and treatment of occlusal problems: Mosby St. Louis.
Drum, S. N., Swisher, A. M., Buchanan, C. A., & Donath, L. (2016). Effects of a Custom Bite- Aligning Mouthguard on Performance in College Football Players. J Strength Cond Res, 30(5), 1409-1415.
Dunn-Lewis, C., Luk, H. Y., Comstock, B. A., Szivak, T. K., Hooper, D. R., Kupchak, B. R., Watts, A. M., Putney, B. J., Hydren, J. R., Volek, J. S., Denegar, C. R., & Kraemer, W. J. (2012). The effects of a customized over-the-counter mouth guard on neuromuscular force and power production in trained men and women. J Strength Cond Res, 26(4), 1085-1093. Dylina, T. J. (2001). A common-sense approach to splint therapy. J Prosthet Dent, 86(5), 539-
545.
Ebben, W. P. (2006). A brief review of concurrent activation potentiation: theoretical and practical constructs. J Strength Cond Res, 20(4), 985-991.
Ebben, W. P., Flanagan, E. P., & Jensen, R. L. (2008). Jaw clenching results in concurrent
activation potentiation during the countermovement jump. J Strength Cond Res, 22(6), 1850-1854.
Evans, W. (1982). Postural response of the head to bite opening in adult males. Am 1 Orthod, 82, 157-160.
Fauth, M., Petushek, E., Kaufmann, C., & Ebben, W. (2010). The effect of remote voluntary contractions on strength and power tasks of women. Paper presented at the ISBS- Conference Proceedings Archive, (Vol. 1).
Ferrario, V. F., Sforza, C., Serrao, G., Fragnito, N., & Grassi, G. (2001). The influence of different jaw positions on the endurance and electromyographic pattern of the biceps brachii muscle in young adults with different occlusal characteristics. J Oral Rehabil, 28(8), 732-739.
Forgione, A. G., Mehta, N. R., McQuade, C. F., & Westcott, W. L. (1992). Strength and bite, part II: Testing isometric strength using a MORA set to a functional criterion. CRANIO®, 10(1), 13-20.
Gangloff, P., & Perrin, P. P. (2002). Unilateral trigeminal anaesthesia modifies postural control in human subjects. Neurosci Lett, 330(2), 179-182.
Gelb, H., Mehta, N. R., & Forgione, A. G. (1996). The relationship between jaw posture and muscular strength in sports dentistry: a reappraisal. CRANIO®, 14(4), 320-325. Giannakopoulos, N. N., Schindler, H. J., Rammelsberg, P., Eberhard, L., Schmitter, M., &
Hellmann, D. (2013). Co-activation of jaw and neck muscles during submaximum clenching in the supine position. Arch Oral Biol, 58(12), 1751-1760.
Golem, D. (2012). Improving physical performance: The role of jaw-repositioning: Rutgers The State University of New Jersey-New Brunswick.
Grant, P. G. (1973). Biomechanical significance of the instantaneous center of rotation: the human temporomandibular joint. J Biomech, 6(2), 109-113.
Hoffman, J. (2014). Physiological aspects of sport training and performance: Human Kinetics. Hosoda, M., Masuda, T., Isozaki, K., Takayanagi, K., Sakata, K., Takakuda, K., Nitta, O., & Morita,
S. (2007). Effect of occlusion status on the time required for initiation of recovery in response to external disturbances in the standing position. Clin Biomech (Bristol, Avon), 22(3), 369-373.
Hudspeth, A. J., Jessell, T. M., Kandel, E. R., Schwartz, J. H., & Siegelbaum, S. A. (2013). Principles of neural science: McGraw-Hill, Health Professions Division.
38
Kibana, Y., Ishijima, T., & Hirai, T. (2002). Occlusal support and head posture. J Oral Rehabil, 29(1), 58-63.
Knapik, J. J., Marshall, S. W., Lee, R. B., Darakjy, S. S., Jones, S. B., Mitchener, T. A., delaCruz, G. G., & Jones, B. H. (2007). Mouthguards in sport activities : history, physical properties and injury prevention effectiveness. Sports Med, 37(2), 117-144.
Lee, S. Y., Hong, M. H., Park, M. C., & Choi, S. M. (2013). Effect of the Mandibular Orthopedic Repositioning Appliance on Trunk and Upper Limb Muscle Activation during Maximum Isometric Contraction. J Phys Ther Sci, 25(11), 1387-1389.
Manfredini, D., Castroflorio, T., Perinetti, G., & Guarda‐Nardini, L. (2012). Dental occlusion, body posture and temporomandibular disorders: where we are now and where we are heading for. Journal of oral rehabilitation, 39(6), 463-471.
Mark, A. M. (2017). Keeping your teeth and mouth safe. J Am Dent Assoc, 148(6), 476. Moon, H. J., & Lee, Y. K. (2011). The relationship between dental
occlusion/temporomandibular joint status and general body health: part 2. Fascial connection of TMJ with other parts of the body. J Altern Complement Med, 17(12), 1119-1124.
Morales, J., Solana-Tramunt, M., Miró, A., & García, M. (2016). Effects of jaw clenching while wearing a customized bite-aligning mouthpiece on strength in healthy young men. J Strength Cond Res, 30(4), 1102-1110.
Myers, T. (2009). Anatomy Trains: Myofascial Meridians for Manual and Movement Therapists. 2009. Churchill Livingstone.
Okeson, J. P. (2014). Management of Temporomandibular Disorders and Occlusion-E-Book: Elsevier Health Sciences.
Olivo, S. A., Fuentes, J., Major, P. W., Warren, S., Thie, N. M. R., & Magee, D. J. (2010). The association between neck disability and jaw disability. Journal of oral rehabilitation, 37(9), 670-679.
Peck, C. (2016). Biomechanics of occlusion–implications for oral rehabilitation. Journal of oral rehabilitation, 43(3), 205-214.
Roberts, D. C., & Tattersall, I. (1974). Skull form and the mechanics of mandibular elevation in mammals. American Museum novitates; no. 2536.
Sasaki, Y., Ueno, T., Taniguchi, H., & Ohyama, T. (1998). Effect of teeth clenching on isometric and isokinetic strength of ankle plantar flexion. J Med Dent Sci, 45(1), 29-37.
Schleip, R., Klingler, W., & Lehmann-Horn, F. (2005). Active fascial contractility: Fascia may be able to contract in a smooth muscle-like manner and thereby influence
musculoskeletal dynamics. Med Hypotheses, 65(2), 273-277.
Simons, D. G., Travell, J. G., & Simons, L. S. (1999). Myofascial pain and dysfunction: the trigger point manual, Vol 1, upper half of body. London, Lippincott Williams and Wilkins. Spector, M. (2001). Musculoskeletal connective tissue cells with muscle: expression of muscle
actin in and contraction of fibroblasts, chondrocytes, and osteoblasts. Wound Repair Regen, 9(1), 11-18.
Staubesand, J., & Li, Y. (1996). Zum Feinbau der Fascia cruris mit besonderer Berücksichtigung epi-und intrafaszialer Nerven. Manuelle Medizin, 34(34), 196-200.
Strini, P. J. S. A., Machado, N. A. D., Gorreri, M. C., Ferreira, A. D., Sousa, G. D., & Neto, A. J. F. (2009). Postural Evaluation of Patients with Temporomandibular Disorders under Use of Occlusal Splints. Journal of Applied Oral Science, 17(5), 539-543.
Tanaka, E., & Koolstra, J. H. (2008). Biomechanics of the temporomandibular joint. J Dent Res, 87(11), 989-991.
Tecco, Caputi, S., & Festa, F. (2007). Electromyographic activity of masticatory, neck and trunk muscles of subjects with different skeletal facial morphology–a cross‐sectional evaluation. Journal of oral rehabilitation, 34(7), 478-486.
39
Thoumie, P., & Do, M. C. (1996). Changes in motor activity and biomechanics during balance recovery following cutaneous and muscular deafferentation. Exp Brain Res, 110(2), 289-297.
Vivancos, A. L., Zambudio, A. C., Ramírez, F. C., Del Águila, A., Castrillón, F. J. O., & Pardo, P. J. M. (2014). OC14 Reliability and validity of a linear position transducer for strength assessment. British Journal of Sports Medicine, 48(Suppl 3), A5.2-A5.
Walker, C. J., & MacLeod, S. P. (2017). Anatomy and Biomechanics of Condylar Fractures. Atlas Oral Maxillofac Surg Clin North Am, 25(1), 11-16.
Williams, M. O., Chaconas, S. J., & Bader, P. (1983). The effect of mandibular position on appendage muscle strength. J Prosthet Dent, 49(4), 560-567.
Yahia, L., Rhalmi, S., Newman, N., & Isler, M. (1992). Sensory innervation of human
thoracolumbar fascia. An immunohistochemical study. Acta Orthop Scand, 63(2), 195- 197.
Yokoyama, Y. (1998). Involuntary teeth clenching during physical exercise. J Jpn Prosthodont Soc, 42(1), 90-101.
Yunus, N. (2009). Occulusal Splints Therapy: A Review. Indian Journal of Indian Education, 2(1), 33-37.