PROLOGUE – QUE PEUT ETRE UNE ACTIVITE DE DEFINITION ?
2. PANORAMA CRITIQUE DES TRAVAUX EXISTANTS SUR L’ACTIVITE DE DEFINITION
2.4. Des concepts « favorables » à une activité de définition
Ao falar dos jovens, referimo-nos a uma fase de vida muito característica da sua forma de ser e de estar na vida. É uma fase de vida carregada de curiosidade, de energia, da certeza de um futuro que se prolonga e se adentra por outras fases; é a fase típica da demanda da independência. Na juventude, é importante dar opiniões, mas é sobretudo relevante experimentar: experimentar sensações, situações, relações e emoções. Nesta fase, já não se experimenta com aquela pureza e desprendimento da infância, mas com outras responsabilidades, deveres e até com certa preocupação perante o futuro.
Por se tratar de uma fase de vida que desperta e estimula para novas sensações e desafios, a fase da juventude merece, por parte dos pais, um acompanhamento peculiar dos seus filhos, pois os jovens vivem numa idade em que são bombardeados de informações, de modas e costumes, que nem sempre são os mais adequados, os melhores ou mais sãos e é por isso que necessitam de um ambiente familiar propício para um crescimentos harmonioso e integro.
O jovem vai naturalmente procurando algo mais que o ajude a amadurecer como um adulto saudável, emocional, física e espiritualmente. Pensando nesse crescimento pessoal, podemos mencionar algumas instituições que são a plataforma onde o jovem pode adquirir esse crescimento, como é a família, a escola, o trabalho, a Igreja, etc.
É sobre a importância desta última (da Igreja) e da educação e influência religiosa dos pais nos seus filhos, na qual queremos fixar, agora, o nosso estudo.
A influência dos pais na educação de seus filhos não intervém apenas na educação dos valores cívicos, mas também nos valores religiosos. Os filhos aprendem, desde criança, as vivências dos seus pais, vendo neles o exemplo a seguir. É natural, por isso, que as transformações observadas na família se repercutam sobre as orientações de valores, atitudes e motivações dos jovens.
A família assume aqui um valor central. Ela, por regra geral, é transmissora de
valores, hábitos, costumes e comportamentos que passam de geração em geração.
No caso português, esta passagem do testemunho ou legado geracional, é indubitável, já que, segundo os Censos de 2001, quase a totalidade das famílias portuguesas seguem o modelo da família clássica, sendo que só uma minoria dessas seguem o arquétipo da família institucional (cf.: Introdução, Q. 4).
Pelo que se sabe, em diversos casos, a situação religiosa dos filhos nem sempre é a mesma, nem tão pouco semelhante, à dos pais. Há casos em que os pais são
católicos e praticantes e os filhos têm outra posição religiosa, bem como outras
configurações ideológicas divergentes das dos seus pais. Todavia, um dado adquirido é que, no Distrito de Braga, apesar de muitas vezes os pais não serem praticantes da fé católica, por diversas razões, sejam de herança familiar, tradição social ou de consciência, preferem educar os seus filhos na fé da Igreja, transmitindo-lhes, assim, o legado da educação religiosa, vendo nesta um caminho saudável, de integração e crescimento dos seus filhos.
O que acabamos de referir, reforça-se no gráfico que segue, uma vez que a educação religiosa dos filhos nem sempre está relacionada com a prática religiosa dos seus pais, posto que estes permitiram que os seus filhos se integrassem nas distintas etapas formativas da Igreja desde pequenos, independentemente da sua posição religiosa, pois, tal vemos na Figura 2.1.1, 94% dos pais baptizaram os seus filhos.
De forma a não haver dúvidas, entende-se aqui por educação religiosa todos os actos e actividades realizadas na Igreja.
Para além de baptizarem os seus filhos, alguns pais continuam a conduzir e a educá-los nos caminhos da Igreja. Isto comprova-se, de um modo muito especial, nos 87% dos jovens que frequentaram a catequese até fazer a Primeira Comunhão, dado que pode revelar que os pais entendem este processo religioso como um momento crucial para a vida cristã dos seus filhos.
A partir deste acto religioso e eclesial, que se regista entre os 9 e os 10 anos, dá-se uma diminuição na participação dos jovens nos outros actos religiosos, apesar de mais de 50% dos jovens completarem o caminho religioso até à Confirmação. Isto é, mais de 75% dos jovens frequentam a catequese até ter feito a Profissão de Fé e mais de 60% até fazer a Confirmação. Com isto fica assim cumprido o caminho da iniciação cristã da grande maioria dos jovens.
Resumindo estes números, 90% dos jovens fizeram a Primeira Comunhão e apenas 68% manifestaram que receberam educação religiosa. Isto leva-nos a crer que os jovens entendem a educação religiosa num sentido mais amplo, que vai mais além dos actos eclesiais, como o Baptismo, a Primeira Comunhão e até mesmo a
Profissão de Fé (cf.: F. 2.1.1 e T. 2.1.1).
A partir dos dados da prática religiosa actual dos pais, em que maioritariamente têm uma prática eucarística semanal, podemos concluir que os jovens entendem a educação religiosa também como uma herança e um exemplo dos seus pais, uma vez que 68% dizem que receberam uma educação religiosa em sua casa (cf.: F.2.1.2 e 2.1.3 e T. 2.1.2).
Educação religiosa dos jovens na Igreja, Braga, 2002 Figura 2.1.1
94 87 90 78 78 61 61 68 31 1 Sou baptizado Frequentei a catequese até à Primeira Comunhão
Fiz a Primeira Comunhão Frequentei a catequese até à Profissão de Fé Fiz a Profissão de Fé Frequentei a catequese/grupo jovens até o Crisma
Fiz o Crisma Recebi uma educação religiosa em casa
Pertenci a um grupo ou movimento Nenhuma das anteriores
Fonte: Inquérito aos jovens da Diocese de Braga, 2002 Base: População jovem entre 15 e 29 anos (N: 1124)
Prática religiosa actual dos pais, Braga, 2002 Figura 2.1.2 Prática religiosa dos pais quando os filhos tinham 10 anos, Braga, 2002
Figura 2.1.3 59 30 5 7 Vai ou ia à Missa semanalmente Reza ou rezava diariamente Pertence ou pertenceu a um ou mais movimentos religiosos Desempenha(va) tarefas regularmente na Paróquia ou Comunidade % Vai ou ia à Missa semanalmente Reza ou rezava diariamente Pertence ou pertenceu a um ou mais movimentos religiosos Desempenha tarefas regularmente na Paróquia ou Comunidade 57 30 6 7 %
Fonte: Inquérito aos jovens da Diocese de Braga, 2002 Base: Pais (pai e mãe) dos jovens (N:2248)