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Division B

Section 2.8. Objectifs et énoncés fonctionnels

2.8.1. Objectifs et énoncés fonctionnels

2.6.3.1. Conception

3.3.6.1 Teste ANOVA

O objetivo da t´ecnica de an´alise de variˆancia (ANOVA) aplicada neste trabalho foi o de testar se existiam diferen¸cas significativas entre duas ou mais m´edias entre as grandezas estudadas para os dos´ımetros FXG original e proposto. O valor do teste-F calculado para o dos´ımetro proposto, Tabela 3.2, foi aproximadamente 50 % superior ao do FXG original8 e indica uma maior “adequabilidade” em termos da regress˜ao linear para a nova receita. Al´em disso, os valores-F calculados para ambos os dos´ımetros foram duas ordens de grandeza superiores ao valor cr´ıtico tabelado em

8Como o dos´ımetro original n˜ao ´e linear para todo o intervalo de doses, considerou-se o intervalo

(a) (b)

(c) (d)

Figura 3.15. Caracter´ısticas do dos´ımetro FXG proposto em fun¸c˜ao do tempo de arma- zenamento em termos de (a) linearidade, (b) sensibilidade, (c) desvanecimento do sinal ap´os a irradia¸c˜ao e (d) absorbˆancia inicial.

um n´ıvel de confian¸ca de 95 % (valor-F = 4,4940), indicando que existe uma forte evidˆencia de linearidade para as curvas.

3.3.6.2 Erro Padr˜ao de Previs˜ao, SEP

A grande vantagem do SEP ´e que este parˆametro independe do intervalo de valores considerados durante os c´alculos. Diferentemente da estat´ıstica ANOVA e do coeficiente de correla¸c˜ao linear, r, o SEP se baseia em c´alculos considerando apenas a variabilidade das diferen¸cas entre os valores inferidos e os de referˆencia.

Tabela 3.2. An´alise estat´ıstica para as curvas de calibra¸c˜ao para os dos´ımetros FXG original e proposto.

Dos´ımetro teste-F

FXG Original 5075,47

FXG Proposto 7696,58

SEP ’s variaram de 2,19 at´e 4,42 % (doses entre [24;54 ] Gy) para o dos´ımetro pro- posto, em contraste `as varia¸c˜oes de 2,55 at´e 3,65 % para o dos´ımetro original (doses entre [24;39 ] Gy). Para os mesmos intervalos de doses absorvidas citados, os SEP ’s obtidos com o sistema CCD variaram de 2,12 at´e 3,29 % e de 2,00 at´e 3,76 % para os dos´ımetros proposto e original, respectivamente. Em geral, o SEP do dos´ımetro proposto, para ambas as t´ecnicas, foi menor que o obtido para o dos´ımetro original e menores do que os valores limites esperados para as incertezas das doses absorvidas (< 5 %) protocolados pela ICRU 44 [212].

3.3.6.3 Coeficiente de correla¸c˜ao linear

Para o FXG original, os valores dos coeficientes de correla¸c˜ao linear (r) consi- derando curvas de calibra¸c˜ao m´edias (∆A versus dose absorvida), foram de 0,998 e 0,996, para o espectrofotmetro e para o sistema de aquisi¸c˜ao CCD (canal verde), respectivamente. J´a para o FXG proposto, os valores de r foram de 0,998 e 0,996 (canal vermelho), respeitando a ordem j´a citada. Esse valores representam que 99,8 %; 99,7 % ou 99,6 % da variabilidade de ∆A ´e causada pela dose absorvida. Na ver- dade, r ´e uma medida n˜ao apenas do n´ıvel de correla¸c˜ao entre essas duas grandezas, mas tamb´em das incertezas que podem ser inferidas com as curvas de calibra¸c˜ao.

3.3.6.4 An´alise dos res´ıduos

A fim de investigar a adequabilidade do modelo de regress˜ao linear com base nos res´ıduos, foi feito o gr´afico da Figura 3.16. Por meio deste gr´afico, os valores dos res´ıduos foram exibidos em fun¸c˜ao da dose absorvida nominal (valor de referˆencia obtido por CI calibrada), cujo comportamento pode revelar se existe ou n˜ao uma rela¸c˜ao linear entre as grandezas estudadas. Por exemplo, se os pontos do gr´afico formassem uma par´abola, isso seria indicativo de que termos de segundo grau seriam

necess´arios para o adequado ajuste da curva. Conforme os resultados obtidos, foi poss´ıvel perceber duas ´areas visivelmente distintas nas respostas dos dos´ımetros: um intervalo sublinear (abaixo de 0,0), para doses entre ≈ 5 e 20 Gy, seguida de outro supralinear, ≈ 20 a 45 Gy. Essas varia¸c˜oes n˜ao apresentaram uma tendˆencia significativa e mostram res´ıduos variando em uma distribui¸c˜ao aleat´oria ao redor do valor 0,0 Gy. Um fato que merece destaque ´e que nenhum dos componentes da receita (FeSO4, gelatina, H2SO4, XO e NaCl) pareceu influenciar consideravelmente

o comportamento dos res´ıduos. Al´em disso, os gr´aficos exibiram res´ıduos n˜ao maiores do que ± 2 Gy e indicam adequabilidade do ajuste dos dados.

(a) (b)

Figura 3.16. Gr´afico de res´ıduos versus dose absorvida (valores estimados) para os dos´ımetro original e proposto considerando as t´ecnicas (a) espectrofotom´etrica e (b) CCD.

3.4

Dosimetria do irradiador espec´ıfico de sangue

Nas d´ecadas de 1970 e 1980, os fabricantes dos irradiadores de sangue forneciam os valores da dose absorvida mensurados apenas na presen¸ca de ar, isto ´e, sem objetos simuladores (OS’s). Isso resultava em tempos de irradia¸c˜ao que proporcionavam doses absorvidas menores do que as prescritas, comparativamente com o vasilhame totalmente preenchido com sangue [5]. Assim, diferentemente do artigo de Vandana et al [242], os experimentos aqui realizados para a dosimetria do irradiador espec´ıfico de sangue levaram em considera¸c˜ao OS’s em todo o volume da irradia¸c˜ao. Isto parece mais adequado visto que em uma rotina di´aria, as irradia¸c˜oes tˆem maior

probabilidade de ocorrerem com o vasilhame todo preenchido de bolsas de sangue. Al´em disso, a utiliza¸c˜ao de OS’s na dosimetria vai ao encontro com as recomenda¸c˜oes da ICRU [209].

Para irradiadores espec´ıficos de sangue rotacion´arios, como as bolsas de sangue s˜ao expostas `a radia¸c˜ao enquanto todo o volume gira na frente da fonte estacion´aria, distribui¸c˜oes n˜ao uniformes da dose absorvida no volume irradiado podem ocorrer [243]. A homogeneidade da distribui¸c˜ao depende do n´umero de fontes radioativas, de suas dimens˜oes, da sua distˆancia fonte-volume alvo, da sua posi¸c˜ao em rela¸c˜ao ao volume irradiado e da rota¸c˜ao do vasilhame (velocidade e tempo). De fato, as n˜ao uniformidades das distribui¸c˜oes das doses absorvidas nos equipamentos comerciais podem proporcionar volumes que recebem doses menores do que as prescritas e quanto maior a taxa de dose oferecida pela fonte, maior deve ser a frequˆencia de rota¸c˜ao do volume irradiado a fim de diminuir a inomogeneidade devido `a rota¸c˜oes incompletas.

O conhecimento da distribui¸c˜ao da dose absorvida permite aos m´edicos/f´ısicos do estabelecimento decidirem se a irradia¸c˜ao feita no sangue ´e aceit´avel ou n˜ao. As- sim, o mapeamento espacial das doses absorvidas, independentemente se ocorre em irradiador espec´ıfico ou por um equipamento de teleterapia, ´e o primeiro passo para garantir que o processo de irradia¸c˜ao est´a sendo conduzido adequadamente, j´a que demonstra se a dose prescrita e sua distribui¸c˜ao est´a sendo entregue corretamente.

3.4.1

Caracteriza¸c˜ao te´orica dos dos´ımetros e objetos si-