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Concept Architecture et Nouvelle Technologie :

Dans le document Sport et Santé (Page 113-122)

CHAPITRE III : ANALYSE DES EXEMPLES

2. Concept Architecture et Nouvelle Technologie :

Este material didático contém 7 oficinas de leitura, de compreensão e de interpretação do GDT, com a personagem Mafalda, criada na década de 60, pelo argentino Quino31. Delimitamos apenas essa personagem única, uma vez que pretendemos dar unidade à proposta para que possa servir como parâmetro para elaboração de outras com o GDT, pois não atingiríamos o objetivo proposto, nesse material, caso centrássemos em outros personagens. A escolha da Mafalda se deve ao fato de que ela representa uma menina de 6 anos e, apesar da idade, observa tudo à sua volta e faz questionamentos e críticas à família, às relações de amizades, à política etc. Além disso, na contemporaneidade, os GDT/s com essa personagem circulam em outros meios como redes sociais, blogs, sites,livros de tiras específicas, que foram produzidas na década de 60 e 70, e circularam em jornais argentinos na época e hoje são veiculadas de outro modo.

30Segundo Koch (2008), o conhecimento linguístico se refere à superfície textual, coesão, seleção lexical, os conhecimentos da língua. Já o conhecimento enciclopédico refere-se ao conhecimento de mundo, das vivências do leitor. E o conhecimento interacional é relativo à interação entre locutor e interlocutor.

31De acordo com Nepomuceno (2005), as tiras possuem um autor, ou seja, possuem a figura de um sujeito que se responsabiliza pelo enunciado. Sendo assim, o produtor dos GDTs da Mafalda é identificado na pessoa do Quino, Joaquím, Salvador Lavado Tijón.

Para Nepomuceno (2005), o lugar social das tiras continua sendo, hoje, a mídia, ou seja, a veiculação desses textos continua sendo os meios de comunicação de massa, de onde elas provieram. A eventual publicação em livros decorre, geralmente, da compilação de textos anteriormente publicados em jornais ou na internet.

O GDT atinge o leitor de classe social e faixa etária diferente; a interação locutor e interlocutor não acontece ao mesmo tempo, face a face, há um distanciamento entre eles. No caso das tiras da Mafalda, percebemos com mais clareza a distinção entre o tempo e espaço, nas roupas dos personagens, no vocabulário empregado e por meio dos costumes refletidos nos modos verbal e não verbal.

As situações de interação verbal, ocorridas nos GDT da Mafalda, são variadas: ela surge no ambiente familiar, em sua casa, ora na escola, ora na rua. O autor/criador é o cartunista argentino Quino, que representa nas falas das personagens discursos e representações diferentes das pessoas na sociedade da época.

Para a proposta, selecionamos oito exemplares de GDT/s retirados de uma página do

Facebook, intitulada Tirinhas da Mafalda, para compor o corpus, tendo em vista que esse

gênero circula nesse espaço e os alunos-sujeitos têm constante acesso à rede social. Assim, preferimos utilizá-las em cores da maneira como se apresentam no site, ao invés das coletâneas impressas, onde estão em cores preto e branco.Vejamos uma ilustração da página inicial de Tirinhas de Mafalda:

Figura 37: Apresentação da página inicial de Tirinhas da Mafalda.

Fonte: Tirinhas da Mafalda, 2015.

Os onze exemplares selecionados são:

Tira 1

Fonte: Tirinhas da Mafalda, 2015.

Tira 2

Figura 39: Dente de leite da Mafalda.

Fonte: Tirinhas da Mafalda, 2015.

Tira 3

Figura 40: Violência na televisão.

Fonte: Tirinhas da Mafalda, 2015.

Tira 4

Figura 41: A Mafalda oferece sopa à sua mãe em sonho.

Fonte: Tirinhas da Mafalda, 2015.

Tira 5

Fonte: Tirinhas da Mafalda, 2015.

Tira 6

Figura 43- globo terrestre

Fonte: Tirinhas da Mafalda, 2015.

Tira 7

Figura 44: O amor.

Fonte: Tirinhas da Mafalda, 2015.

Tira 8

Figura 45 : O globo terrestre.

Tira 9

Figura 46: Dia das mães.

Fonte: Tirinhas da Mafalda, 2015.

Tira 10

Figura 47: A Mafalda sonha que sua mãe tem diploma.

Fonte: Tirinhas da Mafalda. 2015.

Tira 11

Figura 48: Hoje quero viver sem saber de nada.

Fonte: Tirinhas da Mafalda, 2015.

Nesses exemplares do GDT, que compõem a proposta, podem aparecer oito personagens, a saber

1- Mafalda, a menina engajada nos problemas do mundo, com atuação politizada frente a

questões sociais.

2-Manolito, filho de comerciante, que vê o mundo sob a ótica do comércio. 3-Miguelito, menino com atitudes egocêntricas em relação às coisas do mundo.

4- Liberdade, a criança descomprometida com a ideologia escola-instituição, vê a vida como

a escola.

5-Felipe, garoto sonhador, que acompanha o desenrolar do dia a dia com ar de estupefação e

medo.

6- Susanita, menina com ideais burgueses tradicionais, com anseios da elite. 7-Guille, o bebê, irmão da Mafalda, precoce e ciumento.

8- Os pais (de Mafalda), casal envolvido com os problemas inerentes à classe média, o pai

nervoso; a mãe, preocupada.

Para o desenvolvimento das oficinas, utilizamos os seguintes recursos didáticos:  Cadernos para os alunos.

 Tiras impressas e coloridas da personagem Mafalda.  Folha de papel AP ou cartolina.

 Data Show.  Caixinhas de som.  Pincéis.

Esta proposta foi concebida em conformidade com a abordagem de gênero proposta por Bakhtin (1997) e com diferentes estudos sobre o GDT e a multimodalidade, que, segundo Dionísio (2014, p.42), é um traço constitutivo dos gêneros “onde os modos (imagem, escrita, som, música, linhas, cores, tamanho, ângulos, entonação, ritmos, efeitos visuais, melodia etc.) são realizados”.

Como nos baseamos na teoria da linguagem de Bakhtin (1997), que considera a língua como meio de interação verbal, em seus aspectos sociais, históricos e dialógicos, essa primeira oficina contextualiza, para o aluno, a personagem Mafalda, a época em que viveu, apresenta os personagens que fazem parte dos GDT e a relação deles com ela, bem como cada um se comporta socialmente. As palavras são carregadas de significados, não são isoladas e estanques; sendo assim; ao ouvi-las temos uma resposta, uma reação. Ao adotarmos essa perspectiva teórica sempre concebemos a língua no processo de interação verbal: locutor/interlocutor com uma resposta, um diálogo entre quem produz e quem lê o gênero. Nessa concepção, esse teórico afirma: “De fato o ouvinte que recebe e compreende a significação (linguística) de um discurso adota simultaneamente, para com este discurso, uma

atitude responsiva ativa: ele concorda ou discorda” (BAKHTIN, 1997, p.282, grifos nossos). Nesse sentido, os alunos-sujeitos têm sempre uma atitude em relação à leitura do gênero tira.Cabe, então, a nós professores de LP auxiliá-los na leitura, na interpretação e na compreensão.

Sugerimos que, antes da primeira oficina, o professor organize um caderno para as práticas de leitura com exemplares de GDT. Esse caderno servirá como portfólio e para o momento da avaliaçãode aprendizagem.

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