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Composition, structural and textural properties of the hydrotalcite and hydrotalcite-derived materials

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RARE EARTH METALS

8 Effect of nickel introduction

8.1 Composition, structural and textural properties of the hydrotalcite and hydrotalcite-derived materials

Leontiev (1978a; 1978b) desenvolve sua versão da Teoria da Atividade fundamentando-se em três categorias básicas, que são subordinadas entre si: a

atividade, a ação e a operação. Para explicar as noções de atividade e ação, ele

lança mão de alguns exemplos. Aquele que é, provavelmente, o mais conhecido de todos traz a participação de um sujeito que exerce a função de batedor, aquele que espanta a caça, em uma caçada primitiva coletiva.

Quando um membro da coletividade realiza a sua atividade de trabalho, realiza-a com o fim de satisfazer uma necessidade sua. Assim, a atividade do batedor que participa na caçada coletiva primitiva é estimulada pela necessidade de se alimentar ou talvez se vestir com a pele do animal. Mas para que é que está diretamente orientada a sua atividade? Pode ser, por exemplo, assustar a caça e orientá-la na direção dos outros caçadores que estão à espreita. É propriamente isso que deve ser o resultado da atividade do caçador. Ela para aí; os outros caçadores fazem o resto (LEONTIEV, 1978b, p. 76).

O resultado da participação do batedor, por si, não é capaz de satisfazer suas necessidades, quer de alimento, quer de vestuário. Isso mostra que as necessidades que levam o batedor a participar da caçada não coincidem com aquilo para o qual suas ações de fato se dirigem. A partir do exemplo da participação do batedor na caçada, Leontiev (1978b) afirma que um sujeito desenvolve uma atividade quando aquilo que o dirige, seu objetivo, coincide com o que o incita a agir, seu motivo. No caso do batedor, o objetivo para o qual sua tarefa se dirige não coincide com suas necessidades, com aquilo que o leva a agir.

Assim, a participação do batedor exemplifica o que Leontiev (1978b) denomina por ação. Ações são processos caracterizados pelo fato de as necessidades que os incitam, não coincidirem com o objetivo para o qual se dirigem. Em suma, a atividade do batedor é a caçada coletiva em seu conjunto, no interior da qual ele pratica a ação de espantar o animal na direção daqueles que irão, de fato, abatê-lo.

Para Leontiev (1978a) o que move as ações é o objeto da atividade, o seu verdadeiro motivo, que está sempre associado a uma necessidade fisiológica

(animal) ou socialmente constituída (cultural). Esse objeto pode ser tanto material como ideal, podendo existir de forma concreta ou apenas em forma de pensamento, como uma representação na consciência do indivíduo. Dessa forma, uma ação é sempre um processo subordinado à representação que se tem do resultado que ela se presta a atingir, o seu objetivo, ou seja, enquanto o conceito de atividade está vinculado ao seu motivo/objeto, uma ação está relacionada ao seu objetivo. Assim, o que liga uma ação a uma atividade é a tomada de consciência por parte dos indivíduos da relação entre o sentido atribuído ao objetivo da ação e o significado coletivo do motivo/objeto da atividade. Essa relação entre ações e atividade é construída na consciência de cada indivíduo em sua relação com sua coletividade, sua sociedade, sua cultura.

Ainda sobre a relação entre ações e atividades, Leontiev (1978a) acrescenta que uma ação pode realizar mais de uma atividade e passar de uma atividade para outra adquirindo certa independência. Ademais, uma ação pode mesmo vir a se tornar uma atividade. Essa elevação de uma ação à categoria de atividade, segundo o autor, coincide com a elevação do objetivo dessa ação à condição de motivo/objeto da atividade.

Esse salto hierárquico de objetivo para objeto é exemplificado em Leontiev (1978b) na situação de um aluno que estuda para um exame. O conteúdo de seu estudo, para o qual suas ações se dirigem, constitui o objetivo de suas ações. Já o objeto da sua atividade é bem outro, a saber, passar no exame, é isso que o leva a agir. Porém, o conteúdo do estudo pode vir a se tornar o objeto de sua atividade futura. Um matemático, por exemplo, pode ter, ao menos uma vez em sua vida, estudado um conteúdo de aprendizagem relativo a tal ciência tendo em mente a aprovação em uma prova, por exemplo, o vestibular. Esse exame era, nesses tempos, o objeto de sua atividade, bem como estudar matemática era um objetivo a ele subordinado. Contudo, com o passar do tempo, a ação de estudar matemática ganhou importância ao ponto de não mais depender de um exame para ser levada a termo, ou seja, tornou-se a atividade do matemático. Assim como a aprendizagem desse conteúdo passou a ser o seu objeto, seu verdadeiro motivo.

Ainda sobre a relação entre objeto, motivo e atividade, Leontiev (1978a) acrescenta que o objeto, ligado ao motivo, é o que distingue uma atividade de outra. O que está de acordo com o fato, por ele próprio destacado, de que não há atividade sem motivo. Uma atividade não motivada não é uma atividade que carece de motivo,

mas sim uma atividade em que o motivo está, concreta e subjetivamente, oculto. Será mostrado mais adiante que, de acordo com Kaptelinin (2005), esta definição de objeto da atividade como sendo seu verdadeiro motivo pode ser problemática em algumas situações. De qualquer forma, esta é a definição que Leontiev (1978a e 1978b) sustenta.

Além do caráter intencional da ação, expresso na ligação de sentido entre seu objetivo e o objeto da atividade na qual ela se insere, Leontiev (1978b) aponta para seu aspecto operacional. Esse aspecto nos leva ao que esse autor define por operação. As operações são definidas como sendo os meios e condições que permitem a execução de uma ação, os quais podem ser tanto de natureza instrumental como intelectual, ou mesmo uma combinação de ambas.

No entender de Engeström (1987) as noções de atividade, ação e operação consistem em um avanço no sentido de tratar dos dois níveis – cognitivo e volitivo – do funcionamento humano. Com o nível cognitivo ligado à relação entre as ações e as operações e o nível intencional e motivacional explicados na relação entre o objetivo das ações e o objeto/motivo da atividade, estando esse último associado diretamente às necessidades humanas. Contudo, esse autor afirma que Leontiev (1978a, 1978b) não deu conta de tratar esses dois níveis em um sistema unificado, no qual também devem estar inseridas as relações entre o indivíduo e sua cultura. Tarefa que, segundo Engeström (1987), coube à terceira geração de pesquisadores da Teoria da Atividade.

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