7. CADRE CONCEPTUEL
7.2. L E CONCEPT DE SOI
7.2.1. Les quatre composantes du concept de soi
A informação disponível pela EcoRia acerca dos passeios em embarcações típicas é li- mitada e essencialmente concentrada na zona central e turística de Aveiro, junto dos canais da Ria.
Informação analógica
Ao nível da informação impressa de bolso, não existem quaisquer horários ou mapas. No entanto, consoante necessidades pontuais, são concebidos folhetos de divulgação de promoções ou novos serviços.
Fig. 4.30: “Sítio na Web da Rede Expressos”. Fonte: http://rede- expressos.pt
Capítulo 4 | Objecto de Estudo
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Folheto impresso portável
O folheto da Fig. 4.31 recorre à tipografia e fotografia. A tipografia está de acordo com os restantes suportes e existe uma grelha. As cores cingem-se ao preto e branco para uma economia de custos. A composição está alinhada ao centro. Os elementos consti- tutivos divulgam o circuito exterior em lancha, o local, a duração e o respectivo preço. O uso da fotografia permite uma rápida identificação do serviço e dá a conhecer a expe- riência proporcionada pelo serviço, pretendendo cativar o utilizador a aderir.
A informação estática impressa está presente no topo das embarcações e no cais. Junto do cais e na direcção do local onde reside a empresa, existe ainda um painel com as ta- rifas e um sinal de direcção a indicar o ponto de compra de bilhetes (Fig. 4.32).
Informação verbal
Tal como na MoveAveiro, a informação verbal é aqui recorrente, junto do Posto de Turismo, dos cidadãos e da própria empresa. Como a informação analógica é limitada e os passageiros são, muitas vezes, turistas, é necessário recorrer à comunicação pes- soal e via telefone, como forma rápida e eficaz. Além disso, alguns serviços requerem reservas, as quais só poderão ser realizadas por email, telefone ou na empresa.
Informação digital
Neste caso, a informação digital limita-se ao sítio na Web (www.ecoria.pt), sendo um suporte fundamental por concentrar toda a informação necessária acerca dos serviços prestados pela EcoRia (Fig. 4.33).
Sítio na Web
O sítio na Web da EcoRia recorre à tipografia e à imagem. A gama de cores é variada, mas prevalece o azul (alusivo à Ria) e o uso da tipografia é coerente. Na página inicial, apresenta-se uma animação representativa do contexto em que opera a empresa e o me-
Fig. 4.31: “Folheto de divulgação da EcoRia”.
Fig. 4.32: “Identificação dos serviços da EcoRia junto do cais”.
Fig. 4.33: “Sítio na Web da EcoRia”. Fonte: http://www.ecoria.pt
nu de entrada ao fundo, centrado. Nas restantes páginas, a composição é constante: os menus no topo, à direita; imagens em sequência e animações do lado esquerdo; conteú- dos do lado direito. O movimento de formas e a transição das imagens revelam Dina- mismo. Existem seis menus de pesquisa, nos quais está disponível informação relativa à empresa (área de actividade, historial, protocolos existentes e contactos), aos serviços (tipos de passeios e reservas) e as curiosidades (fotografias de experiências durante a actividade da EcoRia). Compreende-se que as imagens e cores usadas revelam o carác- ter turístico dos serviços da empresa.
Conclusões do capítulo 4
Fazendo uma retrospectiva das várias informações disponíveis para a mobilidade em Aveiro, conclui-se que os diversos tipos de informação têm vantagens e inconvenien- tes como quase tudo, sendo todos fundamentais para através de uma combinação entre si, suprirem diferentes necessidades d os utilizadores. Tal como verificado no segundo capítulo, os vários tipos são necessários para apoiar os passageiros em diferentes fases da viagem. No entanto, nota-se ainda a escassez de informação acerca dos transportes públicos municipais e dos autocarros privados, tal como a ausência de uma informação intermodal generalizada. Isto leva à falta de promoção dos transportes públicos em Aveiro. É, em parte, devido ao sub-investimento já enunciado nestas empresas, que o tratamento da informação é relegado para segundo plano.
Compreende-se que através de uma maior sensibilidade para esta questão, é possível apostar numa maior e melhor informação. Ao mesmo tempo, a crescente importância da comunicação digital poderá contornar algumas questões ligadas aos custos dos su- portes de informação.
Ao nível analógico, deverão desenvolver-se mais e melhores soluções, já que a infor- mação digital não substitui estes suportes mas complementa-os. No que respeita à in- formação verbal e digital, deve prezar-se uma maior aproximação e interacção com o cliente. Prova disso é a grande comunicação pessoal que se estabelece na procura de in- formações sobre a MoveAveiro, a EcoRia ou os autocarros privados. A informação so- bre a oferta da CP denota legibilidade, coerência e acessibilidade da informação, o que se traduz numa maior confiança dos cidadãos nos serviços da empresa, sem ajuda ex- terna na ansiedade de se perderem. Outro aspecto a ter em conta é a aposta na visualiza- ção da informação, já que isso permite uma leitura mais atraente, rápida e eficaz das ofertas das redes de transportes em relação à informação verbal escrita. O objectivo passa não só por apoiar os passageiros, mas também reforçar a sua orientação tempo- ral e espacial. Isto demonstra que o papel do designer não passa apenas pelo funciona- lismo físico dos artefactos, mas também ‘mental’, por forma a que o utilizador se sinta confortável na tomada de decisões e durante a viagem.
Em suma, considerando a mobilidade urbana como a interacção entre pessoas, trans- portes e ambiente, compreende-se que as informações disponíveis e os mecanismos associados para a sua divulgação promovem (ou não) a utilização das redes de trans- portes e ajudam (ou não) na tomada de decisões mais sustentáveis. Além disso, a leitu- ra e compreensão da informação varia de pessoa para pessoa, de acordo com as suas ca- racterísticas e contexto.