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Method Summary

4.2 Construire une interface graphique avec JBuilder 1 Notre premier projet Jbuilder

4.2.4 Chercher de l'aide

4.2.5.3 composant JList

A área curricular do Português aparece no currículo como área basilar de todos os restantes domínios do conhecimento. Assim é reconhecido como uma área de extrema importância para conseguirmos alcançar saberes de outra natureza, pois “ (...) sem o seu apurado domínio, no plano oral e no da escrita, esses outros saberes não são adequadamente representados.” (Ministério da Educação, 2009, p. 6).

Tendo este pressuposto em consideração é necessário que o docente esteja sensibilizado para tal no desenrolar da sua ação pedagógica “ ‘(…) no sentido de cultivarem uma relação com a língua que seja norteada pelo rigor e pela exigência de correção linguística, em todo o momento e em qualquer circunstância do processo de ensino e de aprendizagem.’ ” (Ministério da Educação, 2009, p. 6)

Por ser uma área de extrema importância para a criança, o docente deverá ser capaz de arranjar estratégias que levem as crianças a compreenderem a sua importância para o seu quotidiano e para o seu desenvolvimento, pois só assim é a que as mesmas se poderão envolver de forma ativa no seu processo de aprendizagem e desenvolver o gosto e a curiosidade por descobrir e aprender mais sobre a sua língua – a leitura, a escrita, o conhecimento explícito da língua.

(…) a aprendizagem da língua condiciona e favorece a relação da criança e do jovem com o mundo, bem como a progressiva afirmação de procedimentos cognitivos, de competências comunicativas e de atitudes afectivas e valorativas que são determinantes para a referida relação com o mundo e com aqueles que o povoam. (Ministério da Educação, 2009, p. 12)

De seguida é então apresentada uma das atividades realizadas com o grupo do 4.ºB para a abordagem de um conteúdo programático da área curricular do Português, nomeadamente da área gramatical. Pretende-se com esta descrição compreender de que forma foram dinamizadas as atividades dentro do grupo e de que forma se traduziu na realização de momentos que envolvessem o grupo de forma ativa e cooperativa na construção das suas aprendizagens.

“Sujeito e Predicado”3

Esta atividade decorreu no dia 22 de novembro de 2013, com o objetivo de consolidar o conteúdo já trabalhado no dia anterior pela Professora Cooperante da sala relativamente ao Sujeito e ao Predicado.

Com a intenção de desconstruir o conceito de revisão e consolidação dos conteúdos com recurso a apenas fichas de trabalho ou exercícios do manual, a proposta para a realização desta consolidação incidiu inicialmente em algo mais lúdico como motivação para o restante trabalho do conteúdo e assim levar as crianças a se envolverem de forma mais ativa na realização da atividade.

Assim, com esta atividade, e de acordo com os objetivos explanados pelo ME (2009) no Programa de Português do Ensino Básico, tínhamos como principal objetivo trabalhar a nível do Conhecimento Explícito da Língua algumas funções sintáticas, nomeadamente a função de sujeito (simples e composto) e o predicado. Ao mesmo tempo, pretendíamos também trabalhar outras competências essenciais do português, tais como:

redigir textos (de acordo com o plano previamente elaborado, respeitando as convenções ortográficas e de pontuação; utilizando os mecanismos de coesão e coerência adequados); comparar diferentes versões da mesma história; e ainda, respeitar as convenções que regulam a interação (ouvir os outros e esperar a sua vez).

Para iniciar a atividade foi feita uma breve revisão, com recurso ao quadro para esquematizar a definição dos dois conceitos, de acordo com o que as crianças iam referindo.

Depois desta revisão, foi definido como se desenrolaria o restante trabalho. Seriam formados seis grupos (cinco grupos de 4 elementos e um de 3 elementos) e por cada grupo seriam distribuídos dez cartões. Nestes cartões haveriam uns que teriam sujeitos escritos e noutros predicados. O objetivo era cada grupo conseguir agrupar os cartões, dois a dois, para formar frases em que o sujeito estivesse em concordância com o predicado, de acordo com as regras que já tinham trabalhado. Assim, cada grupo obteria no final um total de cinco frases.

Numa fase inicial separariam os sujeitos num grupo e os predicados noutros e só depois partiriam para a formação das frases. Este momento de trabalho para além de proporcionar o trabalho cooperativo entre os elementos dos grupos veio permitir a realização de um acompanhamento mais personalizado de todos os grupos. Isto permitiu compreender as dificuldades que cada um sentia, para depois poder incidir sobre essas fragilidades para que os alunos pudessem colmatar as falhas na sua aprendizagem e progredirem na mesma de forma construtivista.

Deste modo, o trabalho desenvolvido durante a aula assumiu uma postura fluida, onde pude circular pela sala a prestar auxílio aos grupos e acompanhar todo o seu trabalho e progresso dentro do grupo. Foi um trabalho onde, de forma visível, as crianças por se encontrarem em pequenos grupos conseguiram interagir uns com os outros de forma a alcançarem o objetivo final da atividade todos juntos.

Assim sendo, à medida que cada grupo ia finalizando a junção das suas frases o professor passava pelas mesas de trabalho para verificar se a condordância entre sujeito e predicado tinha sido realizada de forma correta e assim os alunos poderem passar para a fase seguinte da atividade.

O segundo momento da atividade consistiu na utilização das frases que cada grupo obteve, para construírem uma história na qual as mesmas estivessem inseridas para posteriormente apresentarem à turma. O facto de haver apenas 3 conjuntos de frases diferentes significava que a cada dois grupos as frases formadas seriam muito semelhantes. Assim interessava comparar numa fase final as diferenças que surgiriam na apresentação da sua história.

Apesar de ser uma turma que também apresentava grandes dificuldades a nível da produção escrita, o facto da criação da história ter sido realizada em grupo, levou a que encarassem esta atividade de outra forma e conseguissem realmente partilhar ideias e sugerir o que achavam melhor e que achavam que poderia se seguir no desenrolar da história em conjunto com os restantes colegas.

Após a construção das histórias, cada grupo tinha que sublinhar as frases a vermelho que tinham sido formadas inicialmente, de forma a ser visível onde se encontravam as frases construídas. Esta fase foi importante para a fase final do trabalho realizado na sala de aula. Assim sendo, quando os grupos já haviam finalizado as suas histórias procedeu-se à apresentação das mesmas.

Neste momento foi então possível constatar as diferentes versões das histórias realizadas. Foi discutido qual teria sido a mais original, a que mais tinham gostado, a que mais estaria desenvolvida e ainda a mais bem apresentada. O facto de ser possível constatar a variedade das histórias produzidas e da qualidade e imaginação que as mesmas apresentavam, veio verificar que este momento de partilha para a realização das histórias Figura 17. Grupos de trabalho a criar as frases partindo das regras de concordância entre Sujeito e Predicado.

foi fundamental, onde todos os alunos se encontravam envolvidos no trabalho e encararam este momento como algo mais lúdico e flexível, onde com o apoio dos colegas se sentiam mais confiantes para continuar o trabalho e alcançar em conjunto o objetivo final.

Quando todas estas etapas estavam concluídas, as histórias foram trocadas entre grupos, para que os grupos que tinham construído frases diferentes, pudessem realizar a análise de sujeito e predicado das frases construídas pelos colegas, que já se encontravam assinaladas a vermelho. O grupo que teria feito a análise do sujeito e predicado nas histórias dos colegas, deixaria também a sua assinatura no trabalho, para posteriormente os trabalhos serem recolhidos e assim analisados e corrigidos. Para finalizar todo este trabalho, os trabalhos realizados foram no dia seguinte afixados no placard da sala.