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Comparative analysis of Synthetic Methods

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Vanadyl Phosphate Hybrids

7.3.1. Comparative analysis of Synthetic Methods

No subcapítulo anterior foram analisados o tema “avaliação da Capes”, este, de certa forma, é um complemento do anterior pois ainda trata de uma política Qualis Capes. Como visto, alguns indexadores eram requeridos pela avaliação trienal (2010-2012) feita pela Capes para a área de Administração, Ciências Contábeis e Turismo, como: Ebsco, Doaj, Gale, Clase, Hapi, ICAP, IBSS, o que serviu de critério também para a avaliação quadrienal (2013 – 2016), além de ser requerido estar nas bases: Redalyc, SciELO, Scopus (CAPES, 2017), das quais apontaremos os critérios de inserção de periódico.

É importante salientar, que nem todas as revistas científicas se encontram inseridas em todos os indexadores por causa dos critérios que possuem. Além disso, os custos envolvido no processo de adequar a revista para inserção, muitas vezes não são alcançaveis pela instituição que mantém a revista. Esses critérios são as regras do campo, e que estabelecem, segundo Planas (2015), o poder dominante do campo.

A Scopus é definida como uma base de dados de resumos e citações de artigos, fornecido pela Elsevier, e criada em 2004. Contém mais de 22.000 títulos, sendo 1455 da área de Business, Management and Accounting, oferece ainda o acompanhamento de citações, de fator de impacto, entre outros.

A Scopus valoriza o prestígio dos autores e dos editores e avalia ainda, o reconhecimento que os artigos publicados na revista possuem, isso por meio das citações, além disso, seus critérios são básicos e fáceis de cumprir, possivelmente por ser uma base de dados comercial.

São divididos em cinco categorias os critérios para aceite de periódicos na base de dados, conforme quadro 8.

Quadro 8 – Critérios Scopus para admissão de periódico Categorias para admissão de periódico

1- Política da Revista - Política editorial convincente, revisão por

pares, diversidade geográfica de autores e editores, referências citadas em alfabeto romano, resumos em inglês.

2 - Qualidade do Conteúdo - contribuição para o campo científico,

resumos claros, cumprimento dos objetivos estabelecidos pela revista e legibilidade dos artigos.

3 - Prestígio - citações de artigos da revista no Scopus e prestígio

dos editores da revista.

4 - Disponibilidade online- é valorizado a disponibilidade do

conteúdo online e a página da revista deve ter qualidade e ser publicada em inglês.

5 - Regularidade - é importante que não haja nenhum atraso na

publicação das edições

Fonte: Elaborado com base em Criterios (2018).

Os dados apontam que quatro revistas classificadas como A2 (RAE, BAR, RBGN, e RAP) e três das classificadas como B1 (BBR, G&P e RGSA) estão indexadas. Cabe lembrar que a Scopus é uma base de dados comercial e de peso internacional, sendo requerida para revistas à partir do Qualis B1. Percebe-se, ainda, que além das revistas possuírem maior prestígio, o editor, os autores e os artigos publicados também possuem grande reconhecimento do campo.

Criada em 1997, a SciELO é um banco de dados bibliográfico que define os critérios de admissão de periódicos em valores mínimos aceitáveis e valores esperados (SCIELO, 2017). No quadro 9, apresentamos os principais critérios do indexador para admissão de periódicos na coleção:

Quadro 9 – Critérios da SciELO para admissão de periódicos

(continua)

Critérios para admissão de periódicos

1 - Caráter Científico - os periódicos devem publicar predominantemente artigos de revisão

e de pesquisa ou ensaios.

2 - Tipos de Documentos - só serão indexados os documentos com conteúdo relevante,

com autoria e afiliação institucional dos autores, título, citações e referências bibliográfica. Serão aceitos editoriais que apresentem conteúdo científico, resenhas críticas, adendo, artigo de pesquisa, artigo de revisão, carta, comentário de artigo, comunicação breve, comunicação rápida, discurso, discussão, editorial ou introdução, entrevista, errata, norma ou diretriz, obituário, registro, relato de caso, resenha crítica de livro, resposta, retratação, retratação parcial e “outro”.

3 - Gestão Editorial – deve ser especificada e com o mínimo da documentação do periódico

(continuação)

Critérios para admissão de periódicos

a) Sobre o periódico: Título, ISSN on-line, data de criação, títulos anteriores; Nome da

instituição responsável; Estatuto ou outro documento sobre a institucionalidade; Financiamento; Missão; Cobertura temática de acordo com a classificação do CNPq; Histórico do periódico; Licença Creative Commons* de publicação com Acesso Aberto; Instruções aos autores.

b) Instruções aos autores: Tipos de documentos e escopo; Critérios de aceitação de

manuscritos pré print; Estrutura dos textos; Normas bibliográficas em relação a citações e referências; Diretrizes sobre guia de publicação; Critérios de autoria; Diretrizes sobre conflitos de interesse, plágio e outros aspectos éticos; Descrição do procedimento de avaliação; Direitos do autor sobre o artigo publicado; taxa de submissão ou publicação, e política de isenção.

c) Fluxo editorial: a gestão dos manuscritos deve ser toda documentada, das etapas de

processamento do recebimento à decisão final.

d) Composição da equipe editorial:

 Editores-chefes: Os periódicos devem ter um ou mais editores-chefes, com afiliação nacional ou estrangeira. Eles devem ser reconhecidos na área dos periódicos e suas afiliações bem como o currículo devem estar disponíveis na página, em parceria com o ORCID**. Os editores são os resposáveis pelo desenvolvimento e implantação de política editoria, pelo cumprimeiro dos critérios de indexação, pela coordenação editorial e pelo desempenho do periódico.

 Corpo de Editores associados ou de seção: a gestão editorial deve contar com editores associaos. Eles também são editores que deve ser reconhecidos na área, podem ser de afiliação nacional ou estrangeira, devem ter o currículo e o número de ORCID acessíveis.

 Editores honorários “Quando cientistas, ex-editores ou personalidades são referenciados por motivo honorário ou para agregar prestígio ao periódico sem, entretanto, participar ativamente na gestão editorial, os nomes devem ser listados separadamente sob denominação correspondente que evidencie que não atuam como editores na gestão dos manuscritos” (SCIELO, 2017, p. 12).

 Conselho editorial: “[…] tem a função de assessorar a instituição responsável pelo periódico, o editor-chefe e os editores associados, avaliar o desempenho do periódico e elaborar recomendações sobre políticas editoriais, visibilidade e inovações para o seu aperfeiçoamento” (SCIELO, 2017, p. 12).

4 – Avaliação de manuscritos: A avaliação dos artigos deve ser realizada por um dos

editores e por pareceristas a fim de apoiar os editores na decisão de aceite ou rejeição do mesmo. Os procedimentos devem constar em instruções para os autores, tornando o processo de arbitragem transparente. Os artigos devem ser publicados com a data de recebimentos e de aprovação do manuscrito. A gestão da avaliação deve ser feita com apoio de um sistema de gestão on-line e a etapa de avaliação deve ocorrer no prazo máximo de 6 (seis) meses.

5 – Fluxo de produção editorial: a periodicidade e o número de artigos publicados são

indicadores do fluxo de produção editorial. Se o periódico organiza suas publicações em edições, elas devem ser publicadas no início do período. A SciELO recomenda a periodicidade e o número de artigos por área, no caso de Ciências Sociais Aplicadas são recomendados um periodicidade mínima quadrimestral e o recomendado trimestral, e em relação ao número de artigos: 25 no mínimo e 35 recomendado.

6 – Tempo de existência para admissão: O periódico deve ter no mínimo 4 (quatro)

números publicados.

7 – Pontualidade para admissão: Deve ser pontual.

8 – Idioma dos títulos, resumos, palavras-chave e textos: Os artigos devem conter títulos,

(conclusão)

Critérios para admissão de periódicos

9 – Afiliação dos autores: é acompanhada a origem institucional e distribuição geográfica

dos autores, sendo assim, todos os artigos devem ter descrição completa desses itens. Periódicos endógenos, que publicam, em sua maioria, artigos de autores filiados a instituição responsável pelo periódico ou da mesma região, não serão aceitos.

10 – Citações recebidas: O periódico deverá apresentar um índice de citações recebidas de

artigos e de autocitações compatível com os demais periódicos da mesma área temática. Para admissão serão consideradas as citações nos índices bibliográficos, Google Metrics e demais índices que porventura o periódico esteja indexado.

11 – Normalização dos textos, citações e referências bibliográficas: os periódicos devem

especificar nas instruções aos autores as normas adotadas para as citações e referências.

12 – Política de acesso aberto e alinhamento com a ciência aberta: todos os periódicos e

artigos indexados na SciELO são publicados em acesso aberto, “na modalidade dourada e sem embargo”. “O Programa SciELO formaliza o acesso aberto por meio da adoção de atribuições de acesso do Creative Commons para todos os periódicos e artigos indexados em suas coleções. A licença adotada pelo SciELO a partir de 2015 é CC-BY. A informação do tipo de licença adotado pelo periódico, deve obrigatoriamente constar nos PDF’s e XML’s enviados para publicação.

13 – Disponibilização dos dados da pesquisa: A disponibilização dos dados das pesquisas

utilizados nos artigos em repositórios de acesso aberto é recomendável, pois contribui para a replicabilidade das pesquisas, além de aumentar a visibilidade e citações.

14 – DOI e link para os textos completos – Todos os periódicos científicos devem ter o

respectivo DOI registrado na base de dados do sistema CrossRef.

15 – Textos completos em XML – A estrutura dos documentos periódicos devem ser em

XML.

16 – Marketing e divulgação – Os periódicos devem contar com um plano de marketing e

divulgação.

17 – Indexação na base de dados DOAJ – Para ingresso na coleção SciELO é obrigatório a

indexação no DOAJ.

18 – Erratas e retratações – os editores-chefes devem enviar a SciELO a comunicação de

errata logo que elas forem emitidas e quando o artigo é retratado o editor deve comunicar o motivo.

19 – Termo de responsabilidade sobre os conteúdos publicados – A responsabilidade

pelo conteúdo dos periódicos e dos artigos é dos autores e dos editores. O Programa SciELO não assume nenhuma responsabilidade legal relacionada com os conteúdos publicados pelos periódicos.

20 – Declaração da contribuição de autores e colaboradores – Os periódicos devem

instruir aos autores a registrar ao final do artigo a contribuição de cada um dos autores e colaboradores.

*Licenças Creative Commons, basicamente, são licenças que permitem a distribuição gratuita de uma

obra que tem a proteção de direitos autorais.

**ORCID é um código alfanumérico que identifica os pesquisadores e sua produção científica.

Fonte: Elaborado com base em SciELO (2017).

É notório que a exigência para ter o periódico aceito na coleção SciELO é bem maior que em outros indexadores, possivelmente, por esse indexador ter acesso aberto e os outros serem indexadores comerciais.

Na base de dados SciELO, a pesquisa aponta que as oito (08) revistas (BAR, CEBAPE, O&S, RAC, RAE, RAUSP, RAP e RBGN) com Qualis A2 e cinco (05) B1

(BBR, JISTEM, REAd, RAM e G&P) estão na base de dados. No entanto, o editor entrevistado 08 e editor de revista B1 afirma que não solicitou a inclusão no SciELO por considerar que alguns critérios são inadimissiveis.

[...] a [revista] escolheu ignorar o SciELO, pra mim o SciELO faz um

papel ruim, ele quer atuar como editora.. não como editora, como editor,

isso é péssimo. Algumas exigências em termos de minímo internacional, algumas exigências de formato são inadimíssiveis, então, a.. a [revista] enquanto eu for editor e enquanto eu tiver no conselho orador da [revista] ela não vai estar no SciELO (ENTREVISTADO 08, grifo nosso).

O que se nota na fala do editor é que o SciELO influencia mais as ações dos editores com a normatização que outros indexadores, mas o editor apresentou uma resistência em relação ao doxa, a visão dominante do campo. A mudança da prática editorial também pode advir da resistência, pois ao tornar tal ato legítimo perante o campo, o habitus pode ser adaptado e a estrutura do campo modificada (ROSSONI, 2002).

Nota-se, que muitas revistas classificadas como B1, apresentam uma certa resistência (conforme Análise de Correspondência Múltipla), pois mesmo com maior volume de capital, muitas, ainda, não apresentam práticas que evidenciem a busca pela internacionalização, ainda que alguns editores sinalizem essa busca ou intenção por meio dos discursos.

O entrevistado 06 e editor de revista B3 afirma que o SciELO apresenta algumas normas que fogem da possibilidade da revista se adequar.

[...] SciELO mesmo eu já fui ver e tem uma inconscistência grande, por exemplo, com a nossa proposta, né, pelo fato de.. eles não aceitam publicação de trabalhos com artigos tecnológicos, né, e isso pra gente é um tiro no pé, porque o nosso programa é profissional, né. Então, fica muito estranho um programa profissional que é avaliado pela Capes, muito em função, também dos produtos tecnológicos não permitir que a.. que a revista acadêmica publique tais produtos (ENTREVISTADO 06, grifo nosso).

Como visto, nenhuma revista classificada como B3 consta no SciElo, elas ainda não estão totalmente adequadas para serem aceitas (conforme exigências da Capes). Mesmo assim, já se percebe a resitência do editor em se adequar ao indexador, o que demonstra que o SciElo não influencia tanto editores de revistas posicionadas em quadrantes inferiores.

Por fim, o Redalyc é uma base de dados de acesso aberto apoiado pela Universidade Autónoma do Estado do México, criado em 2002. A decisão de

inclusão do periódico na base de dados do Redalyc é feita pelo Comitê Científico Consultivo da Redalyc e leva em conta três categorias: Critérios Básicos de Admissão; Critérios altamente valorizados e; Critérios Desejáveis (REDALYC, s.d.). Além disso, a Redalyc divide em seis categorias o que para eles é necessário que se tenha na prática editorial: 1) Permanência; 2) Conteúdo Científico; 3) Periodicidade; 4)Gestão Editorial; 5) Visibilidade do Conteúdo e; 6) Tecnologia de aproveitamento (REDALYC, s.d.).

As categorias e critérios, bem como suas especificidades estão descritas no quadro 10.

Quadro 10 – Categorias e critérios do Redalyc para admissão de periódico

(continua)

Categorias e critérios para admissão de periódico 1- Permanência:

a) Critérios Básicos de Admissão – O periódico deve ter no mínimo três anos de

existência.

2 - Conteúdo Científico:

a) Critérios Básicos de Admissão - 75% de conteúdo original frente ao que é publicado,

a exigência explicita de que todo artigo seja original, a submissão do original ao processo de revisão por pares e a revista precisa detalhar todo o processo editorial (todas as fases, como se resolve casos controversos e os resultados possíveis).

b) Critérios Altamente Valorizados - menção sobre a participação de avaliadores

externos da instituição ou do país, apresentar em instruções para os autores ou em sua política editorial sobre o tempo estimado do processo de avaliação, tornar público o formato de avaliação, indicar nos artigos o período de recebimento e aceite do mesmo, deixar visível a taxa de rejeição dos artigos, 70% dos artigos publicados nas edições devem ser de autores externos a instituição de publicação e por fim, as edições publicadas sem conteúdos científicos.

3 - Periodicidade:

a) Critérios Básicos para Admissão - atualização e periodicidade (a periodicidade

semestral não é recomendada e os periódicos anuais não serão avaliados), política de embargo, cumprimento da periodicidade e por fim, os arquivos devem apresentar os meses que compreende a edição, bem como, o dia de publicação de cada edição.

4 - Gestão Editorial:

a) Critérios Básicos de Admissão - identificação da revista (título completo, ISSN e

editora).

b) Critérios Altamente Valorizados - dados gerais da revista (corpo editorial completo,

objetivo da revista e público-alvo), dados da editora (nome do contato, nome completo da instituição, cidade e país, endereço, e-mail e telefone), cobertura (propósito, público, tipos de documentos aceitos, idiomas aceitos para publicação, fontes de financiamento e formatos de edição), tema específico, afiliação do conselho editorial, características do sumário (título completo de todos os artigos, e nomes completos de todos os autores), poderá ser incluído além do título em idioma original a sua tradução para o inglês, deve constar informações sobre os autores nos artigos (nomes completos, instituição de afiliação, o país da instituição e o e-mail de, pelo menos, um dos autores), deve haver homogeneidade entre as edições e o número de artigos publicados nelas e especificação dos registros em que a revista e encontra (diretórios, base de dados e indexadores).

(conclusão)

Categorias e critérios para admissão de periódicos

c) Critérios Desejáveis - deverá ter detalhado as normas de citação requeridas, instruções

para os autores emum segundo idioma e código de ética (terá maior valor a declaração de uso de software para detecção de plágio).

5 - Visibilidade do Conteúdo:

a) Critérios Básicos para Admissão - incluir em cada artigo o resumo e as palavras-

chave.

b) Critérios Altamente Valorizados - permitir a publicação simultânea em repositórios

institucionais.

c) Critérios Desejáveis – identificar os artigos com nome da revista e ISSN, volume e

número, período de cobertura da edição (meses e anos) e nome dos autores.

6 - Tecnologia de Aproveitamento:

a) Critérios Básicos de Admissão - conter plataforma eletrônica.

b) Critérios Altamente Valorizados - disponibilizar aos autores mais de um formato para

publicação dos artigos, homogeneidade dos formatos, ter um gestor editorial eletrônico (indica-se o OJS 3.0), protocolo de interoperabilidade, ter um buscador de conteúdo, permitir que se baixe os arquivos individualmente, ter seus artigos marcados no formato (XML-JATS), ter todas as edições visíveis em apenas uma página da web, identificadores do autor (ORCID, Research Gate, Mendeley, Academia, Google Citations, etc) e usabilidade.

Fonte: Elaborado com base em Redalyc (s.d.).

O Redalyc tem uma grande quantidade de revistas indexadas, possivelmente, por ser uma base de dados aberta e por ser requerida para revistas à partir do Qualis B2. Nela estão oito (08) revistas A2 (BAR, CEBAPE, O&S, RAC, RAE, RAUSP, RAP e RBGN), dez (10) B1 (APGS, BASE, BBR, REAd, RBFin, RAI, RAM, RCA UFSC, REGEPE e RECADM), oito (08) B2 (FACES, Gesec, G&R, RAEP, RAU, ReA UFSM, Revista Alcance e RIAE), seis (06) revistas classificadas como B3 (FUTURE, IJI, InternexT, NAVUS, RAD e RCA) e uma (01) B4 (RIGS).

O entrevistado 01 e editor de uma revista B2 chama a atenção para o custo envolvido em colocar a revista em uma base de dados, mesmo que com acesso aberto. Assim, percebe-se a dependência de capital econômico.

Em relação aos indexadores também, é.. há uma dificuldade, porque algumas mudanças, por exemplo [...] é a [revista] não tem Redalyc mas, a [revista X] tem o Redalyc e eu lembrei de uma norma agora da Redalyc, pra

que todos os artigos já publicados na revista sejam enviados em formato de artigo específico pra alimentar o Redalyc, por ano tem uma

pessoa que faz isso, não é qualquer arquivo, [...] não é qualquer trabalho em uma área de informática que vai gerar o arquivo que tem que gerar. A..

a.. o pessoal da [revista X] tá pagando 1000 reais por ano de geração de um arquivo pra poder mandar pro Redalyc, então isso dificulta o

acesso, de algo que poderia incrementar a.. o indexador da.. da.. da revista, né (ENTREVISTADO 01, grifo nosso).

As revistas indexadas, segundo Trzesniak, Plata-Caviedes e Córdoba- Salgado (2012), possuem maior prestígio por estarem indexadas, ultrapassando, inclusive, sua função de proporcionar visibilidade aos artigos. Para a entrevistada 02 e editora de revista B1, no entanto, a visibilidade proporcionada pelos indexadores é importante, mas para entrar nessas bases de dados a editora acredita que é preciso demonstrar a qualidade da revista.

A gente tem é... caminhado muito bem, né, [...] por ser uma revista muito jovem, uma revista que nasceu em 2012, os indexadores levam em consideração a questão da periodicidade e longividade da revista. Então, hoje a gente já tem bastante indexadores é.. que ajudam a elevar o

nível da revista, né. Então, é... é uma questão de tempo mesmo, né, a gente tem que ter paciência, fazer um bom trabalho, de qualidade, mostrar a relevância da pesquisa na área, no campo, para que os.. para que os indexadores verifiquem isso como uma.. um privilégio que pode ser indexado (ENTREVISTADA 02, grifo nosso).

Como discutido anteriormente, percebe-se que muitas revistas classificadas como B1 não apresentam práticas que evidenciem a busca pela internacionalização, mas os discursos evidenciam essa busca. O entrevistado 03 e editor de revista classificada com Qualis B1 acredita que os indexadores pautam a conduta dos editores. Para estar em determinados indexadores é necessário se submeter às suas normas.

Eu acho, em algum grau uma necessidade de cumprir o que eles

pedem, tá. Então, muitas vezes quem dá o ritmo, quem dá o tom do trabalho é.. são os indexadores, é seguir as normas dos indexadores.

Então, sim.. então vamos dar um exemplo é.. ah o que poderia ter acontecido. Um exemplo, né, o indexador pede que eu publique a revista no primeiro dia do período que ela se refere, né. Então, por exemplo, se ela é número 1 do ano, ela é semestral.. se ela é número 1 do ano eu tenho que colocar no ar até dia 1 de janeiro, e, por exemplo, tem que tá pronto.. é um período de férias, claro que a gente acaba adiantando, né, mas, a gente acaba fazendo isso aí, acaba fazendo um esforço adicional final de dezembro, né, pra deixar.. pra garantir que esta tudo certo, por que? Por causa da norma do indexador, então, sim a gente acaba se esforçando em

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