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Comparaison entre le groupe de femmes avec DG chez qui le test HGPO a été

UNE ETUDE CLINIQUE

2) Comparaison entre le groupe de femmes avec DG chez qui le test HGPO a été

O objetivo desta tese foi iniciar um exame sobre o papel e a localização institucional da indústria de venture capital (VC) dentro do sistema de inovação. Essa análise se mostrou pertinente por: i) ajudar a preencher algumas lacunas presentes na literatura sobre a relação entre finanças e inovação; ii) eliminar algumas falsas percepções sobre as reais contribuições da indústria de VC no financiamento da inovação; iii) avaliar a possibilidade de replicação do modelo de VC norte- americano fora dos EUA; e iv) fornecer subsídios para avaliar se a indústria de VC pode ajudar o Brasil a organizar e a financiar a inovação para a realização do tão almejado catching-up tecnológico.

A conclusão extraída do Capítulo 2 é de que a inovação demanda diferentes tipos de arranjos financeiros, sendo as organizações de VC apenas mais uma fonte de capital externo acessível às empresas nascentes e emergentes de base tecnológica. Elas não representam, portanto, a melhor ou a única solução para o financiamento das empresas inovadoras. Aliás, não é possível apontar uma melhor solução quando se discute o financiamento da inovação. A adequação das fontes de capital à dinâmica da atividade inovadora tende a ser influenciada pelos padrões setoriais da inovação, pelas particularidades do processo de inovação no nível micro e pelo o estágio de desenvolvimento das empresas. Ou seja, uma fonte de capital que funciona bem para financiar uma determinada indústria/tecnologia não irá produzir necessariamente os mesmos resultados quando aplicada a outros contextos.

O Capítulo 3 ajuda a desmistificar a atuação da indústria de VC no financiamento da inovação, revelando algumas de suas particularidades.

Primeiro, a indústria de VC possui uma clara tendência de alocar os seus recursos nas fases finais do processo inovador. Isto é, quando os riscos e as incertezas inerentes ao projeto já diminuíram. Logo, ela não é a principal fonte de financiamento de empresas inovadoras na fase semente/start-

up. Em geral, essa lacuna tende a ser preenchida por outros tipos de arranjos financeiros como, por

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Segundo, a indústria de VC tende a alocar os seus investimentos em alguns segmentos de alta tecnologia (industrial ou de serviço) com potencial de rápido crescimento e realização de IPOs. Assim, ela não é uma fonte de capital acessível para as demais empresas inovadoras situadas em segmentos com alto nível de incerteza. Isso leva a crer que no financiamento das empresas nascentes e emergentes de base tecnológica, as organizações de VC são a exceção e não a regra.

Terceiro, a indústria de VC oferta um capital extremamente sensível às oscilações do mercado financeiro. Se o mercado acionário está aquecido e a indústria de VC está gerando grandes retornos aos seus investidores, a probabilidade de uma organização de VC levantar novos fundos é maior. Por outro lado, em momentos de crises financeiras, os recursos direcionados para a indústria de VC tendem a diminuir, restringindo a capacidade de investimento da indústria. Essa volatilidade da captação de recursos gera dúvidas sobre a habilidade das organizações de VC de sustentar um ciclo virtuoso de inovação e desenvolvimento econômico.

Nessa direção, a conclusão que se extraí do capítulo 3 é de que as organizações de VC estão baseadas em lógica e prioridades distintas, nem sempre alinhadas às necessidades mais abrangentes das políticas públicas de financiamento à inovação.

O Capítulo 4 revela que a indústria de VC requer uma combinação muito especifica de mecanismos e instituições para que possa operar de forma lucrativa e, ao mesmo tempo, ser útil para as empresas nascentes e emergentes de base tecnológica. Graças à grande acumulação de capital e ao desenvolvimento das instituições socioeconômicas nos EUA, a indústria de VC encontrou no sistema nacional de inovação norte-americano o terreno fértil para o seu florescimento. Junta-se a isso um elemento único encontrado na trajetória da indústria de VC norte-americana: as heranças deixadas pela Segunda Guerra Mundial. Tais características não são facilmente desenvolvidas ou replicadas. Na verdade, as análises mostram que a indústria de VC nos moldes da pioneira experiência norte-americana é fortemente dependente do processo que a legitimou. Portanto, ela dificilmente pode ser reproduzida ou generalizada.

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Há de se reconhecer que grande parte dos mecanismos de financiamento à inovação são de escopo global. Tomar soluções estabelecidas em países mais desenvolvidos como benchmarking não é, portanto, a priori, algo necessariamente ruim. Todavia, não é possível ignorar que existe uma grande diversidade na capacidade dos países de se alinhar a soluções que não respeitam suas particularidades institucionais. Isso é facilmente percebido na discussão do Capítulo 5 sobre a indústria de VC brasileira.

No Brasil, a indústria de VC é vista pelos formuladores de políticas públicas como um arranjo financeiro favorável para o financiamento de áreas estratégicas. Certamente, ela tem contribuído para o financiamento de algumas empresas inovadoras. Porém, dentro do atual estágio de construção do sistema de inovação e do mercado acionário brasileiro, ela não demonstra ser a resposta para financiar a modernização tecnológica que o país precisa.

Diferente do que se observa nos EUA, onde a indústria de VC nasceu da tentativa do setor privado de capitalizar em cima das tecnologias criadas durante e após a Segunda Guerra Mundial, no Brasil a indústria de VC nasceu como um esforço do governo brasileiro para financiar a base pesada da industrialização brasileira. Ou seja, a origem da indústria de VC no país não está ligada ao financiamento de pequenas e médias empresas com produtos inovadores. Pelo contrário, ela está ligada ao financiamento de grandes empresas estabelecidas em setores que produzem produtos de baixo conteúdo tecnológico como Siderurgia, Metalúrgia, Cimento etc.

Essa postura mais conservadora da indústria de VC brasileira vem se perpetuando ao longo dos anos. As poucas organizações que apostam no financiamento de empresas nascentes e emergentes direcionam boa parte de seus investimentos para empresas que se baseiam em trajetórias tecnológicas bem definidas, como as tecnologias da informação e comunicação, ou que “tropicalizam” produtos/serviços já comercializados em outros países.

No Brasil, o maior apetite para o risco é encontrado nos fundos públicos de VC. O Estado atua como formulador de programas de VC, como investidor de fundos gerenciados pelo setor privado, além de “cotista” de empresas investidas. Sem o financiamento estatal, dificilmente as organizações de VC atuantes no país investiriam em empresas nascentes e emergentes de setores

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como Biotecnologia, Nanotecnologia, Energia Limpa etc. Também resta dúvida se na falta de recursos públicos, essas organizações teriam fôlego para apoiar mesmo as jovens empresas de setores com trajetórias tecnológicas bem definidas. Isso leva a crer que o governo é o grande protagonista da indústria de VC no Brasil.

Por tudo o que foi discutido ao longo desta tese, a conclusão que se chega é que a indústria de VC possui um papel secundário no financiamento do desenvolvimento tecnológico que o Brasil precisa para realizar o tão almejado catching up. E dificilmente ela assumirá algum papel mais relevante nesse processo. Isso quer dizer que enquanto o Brasil precisa de mais capital interessado em assumir o risco do financiamento da inovação, não está claro que ele precisa de políticas públicas que financiem a criação das organizações de VC em si. Desse modo, esta tese propõe que seja feito uma revisão mais aprofundada da localização da indústria de VC dentro dos programas desenhados pelo governo brasileiro para financiar e promover a inovação em setores estratégicos. A priori, sugere-se que seja redefinido o escopo do VC público para garantir que todas as áreas prioritárias da política industrial sejam contempladas. Também sugere-se a criação de mecanimos que garantam que as pequenas empresas inovadoras situadas em áreas estratégicas e que, normalmente, não atraem o interesse do VC privado, recebam aporte de recursos do VC público.

Por fim, acredita-se que a política pública deveria se ocupar do fortalecimento do sistema de inovação e do desenvolvimento de fontes de financiamento de longo prazo para gerar tecnologias e empreendimentos inovadores. Para tanto, algumas medidas podem ser executadas pelo governo:

 internalizar que o sistema educacional e o conhecimento aplicado geram importantes insumos para o amadurecimento do sistema de inovação;

 investir na ampliação e diversificação dos centros de ciência e tecnologia e promover a interação destes com o setor privado, estimulando o uso da produção cientifica desenvolvida no país;

 readequar os programas de subvenção econômica para fortalecer o P&D de pequenas e médias empresas nacionais em setores estratégicos para o país;

186  reavaliar todos os programas existentes para financiar e apoiar as pequenas e médias empresas inovadoras, eliminando aqueles que não são capazes de gerar os resultados esperados e redefinindo aqueles que foram mal formulados;

 promover a dinamização do mercado acionário brasileiro para que as pequenas e médias empresas tenham acesso a mais fontes de capital de longo prazo para financiar os seus investimentos produtivos.

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