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9.2 Application au tatouage de base de donn´ees

9.2.12 Comparaison avec la m´ethode originale

fizesse?

Sim fui muito, temos tido também reuniões com a policia e essas coisas todas, dou-me muito bem com as outras senhoras e com elas e com a D. Isabelinha, e digo-lhe já lhes tenho uma certa amizade! Sou uma pessoa que só tenho tido atenções, evidentemente que só se fosse muito estupidazinha ou muito mazinha é que eu não reconhecia!

É uma instituição muito boa, muito boa, é pena não ser mais ajudada de que aquilo que é! Fazer mais coisas sem posses também não podem fazer! Ninguém faz omeleta sem ovos!

Então e é beneficiara de outra instituição?

Não, não sou.

Observação: Durante o dia, tenta sempre sair para ir a padaria, passa pela capela

também quase diariamente e sempre que se sente bem vai mais longe ao Pingo Doce, fazer as compras.

D. Filomena

Sexo – Feminino Idade – 74

Estado Civil – viúva Filhos –3 filhos

Grau de Escolaridade – curso geral de enfermagem Profissão – Reformada

Ultima Profissão – enfermeira

Posição religiosa – católica praticante Grau de autonomia – semi- dependente

Gostava de saber como é que caracteriza a relação que tem com os seus filhos, em termos de visitas, de telefonemas, de saídas…

Eu acho que é uma boa relação. Costumam me telefonar, esta minha filha vem cá normalmente duas vezes por ano, as vezes três. O meu filho a mesma coisa. A outra minha filha vivia cá, e vinha aqui a casa regularmente, claro, e agora também vira três vezes por ano. E sim telefonamo-nos muitas vezes.

Esta é que vai ser mais difícil de suportar! Tendo em conta a relação que mantém com os seus filhos e aquela que mantinha com os seus pais, quais são as principais diferenças que consegue apontar?

Só que eu com os meus pais, os meus pais, morreram e eu era muito nova, morreram muito cedo. Mas qual a diferença entre a relação com os seus filhos, a abertura, as

conversas que mantinha com os seus pais? Ahhhh, muito diferente, muito diferente,

porque sobretudo a minha mãe era uma pessoa muito metida consigo, muito muito, virada para as coisas que pareciam mal, que não se diziam…O meu pai era uma pessoa mais aberta, embora homem com quem podia falar mais a vontade do que com a minha mãe. Pois, mas mesmo assim comparado com hoje... Sim, diferença como o dia da noite ,não é? Eu hoje tanto com o meu filho que é rapaz como com as minhas filhas, falo de tudo, não é? Ate pela preparação que tive e com os meus pais nem pensar (…)

com a minha mãe, não é? Ate com a minha irmã. Mas a minha irmã, mantém, eu já lhe tenho ditos muitas vezes a diferença de idades que nos tinhas quando ela tinha 18 anos e eu nove.

E em relação a restante família? Com sobrinhos? Costumam ligar?

É boa, sim sim sim.Com uma principalmente mas dou me bem com todos eles. E a D.

Filomena também já me tinha falado de alguns amigos com quem se continua a dar… Sim, dou. Já não são muitos porque alguns vão ficando pelo caminho…

Em relação ao seu dia a dia, a D. Filomena costuma conviver com os seus vizinhos, sair?

Aqui com os meus vizinhos não convivo grandemente, porque são, quer dizer, eu fui a ultima pessoa a vir para aqui, eles já cá viviam todos, conhecem se, mas aqui em Lisboa as pessoas não se falam muito, eu acho que não.

Então e o que é que significa para a D. Filomena o envelhecimento?

Mais sabedoria…Quer dizer, não é agradável, não é agradável principalmente porque eu, eu não me pesam os meus 74 anos, pesa me é a minha invalidez, porque a minha idade não me pesa.

Então e quais são as mais valias de ser idoso?

A atenção que me dispensam na rua, pessoas que não me conhecem e que na realidade só tenho recebido...eu ate fico admirada como é que são todas as pessoas de qualquer idade e qualquer sexo, são tão gentis na disponibilidade de ajuda e de perguntar se é preciso ajuda, sempre.

O que lhe ia perguntar é se acha que as pessoas idosas são desvalorizadas, em relação a D. Filomena não sente nada disso…

Não Em relação as outras pessoas do que vê… Não lhe sei responder. Eu por exemplo vou aqui ao banco, ao Millenium, o degrau é bastante alto, eu não consigo subir sozinha, nunca, raramente eu tenho de pedir, porque há sempre alguém que me pergunta: quer subir? Eu ajudo a! Mesmo antes de eu pedir.

E que contributos julga que a população idosa pode trazer para a sociedade em geral, em termos de conhecimentos, sabedoria, experiencia de vida, experiencia profissional, transmissão de valores, ideias…

Os conhecimentos que teve, que foi adquirindo ao longo dos anos.

Então e quem julga ser o principal responsável na protecção dos direitos dos idosos? O estado? A família? O próprio idoso? Ou as instituições?

Eu acho que o estado não protege nada os idosos. Acho eu ,do pouco que conheço ate mais através da televisão, acho que o estado não da protecção nenhuma aos idosos, em Portugal. Mas deveria dar era obrigação do estado.

Vamos então falar agora do Coração Amarelo, como conheceu o coração?

Olhe, conheci através de um sobrinho meu. Foi ele que me disse porque viu um recortesinho, ele é formado em história, é uma peso muito miudinha, muito preocupado e gosta de saber tudo e é uma pessoa muito interessada. E ele viu numa revista ou num jornal, não sei, uma referência ao Coração Amarelo e foi ele um dia, por telefone, porque ele mora em Coimbra, que me falou do Coração Amarelo. E eu através do telefone, ninguém das informações telefónicas não me souberam dar qualquer contacto. Depois eu falei a Dra. Ana e ela disse me deixa estar que eu pela internet, eu vou saber. E foi ela que me deu o numero de telefone e que depois entrei em contacto, depois veio a D.Isabel em Novembro passado, vai fazer agora um ano.

E o que a levou a procurar a ajuda da instituição? O seu sobrinho lhe deu a ideia mas o que…

Uma maneira de ser mais uma pessoa, e uma pessoa nova, e eu gosto de ouvir as pessoas novas, gosto de falar com elas e por isso achei que realmente seria bom.

O que alterou na sua vida com a presença do Coração Amarelo?

Num dia que eu já tenho preenchido com a vinda da Sara.

De uma forma geral pode me explicar o que significa a entrada do Coração Amarelo na sua vida?

Foi uma boa coisa, foi uma boa aquisição, o conhecimento com a Sara que é uma pessoa realmente que vou ficar, espero ligada com ela ate ao fim da minha vida.

E quais os benefícios que a Instituição lhe trouxe?

Foi muito bom…

Agora, os benefícios que a instituição troce para si numa só palavra?

Numa só palavra? Foi bom.

Como caracteriza a relação que mantém com o seu voluntario?

Eu acho que é óptima

Para alem das actividades realizadas pelo Coração Amarelo, que outras é que gostaria que a instituição viesse a desenvolver?

Tenho muita dificuldade, por causa das alturas para os transportes, eu não posso ir…

E a D. Filomena é beneficiária de outra instituição assim deste caris?