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Comparaison avec d’autres estimations de mésaligne- mésaligne-ments de change

Mésalignements de change et fédéralisme budgétaire : ajustements en union monétaire

5.1.2 Comparaison avec d’autres estimations de mésaligne- mésaligne-ments de change

Arruadas e ações de campanha específicas

As arruadas representam uma das ações no terreno mais frequentemente utilizadas pelos partidos políticos em período de campanha eleitoral. Estas permitem, por um lado, que as forças políticas se mostrem ao eleitorado e que tenham contacto direto com o mesmo possibilitando ao candidato ouvir quais os assuntos que mais preocupam o eleitorado. Por outro lado, permitem ao eleitorado estar próximo do candidato, existindo a possibilidade de estabelecer contacto direto que de outra forma seria mais difícil. Com estas ações de proximidade, o eleitorado recolhe dados sobre a personalidade do candidato que mais tarde o ajudará a formar uma opinião sobre o mesmo. As arruadas caracterizam-se pelo ambiente de festa, podendo existir tambores, confettis e bandeiras. Nas duas campanhas eleitorais em análise, quer o Partido Socialista quer a Coligação Juntos por Guimarães realizaram essas ações de campanha. A figura 22 ilustra uma arruada efetuada pelo Partido Socialista pelas ruas da cidade aquando da campanha para as eleições autárquicas de 2017.

Fonte: Facebook PS Guimarães (2017) Além das arruadas realizadas pelo centro da cidade, as duas forças políticas também organizam arruadas relacionadas com as campanhas nas freguesias e visitaram lugares como o Mercado Municipal e a Feira Semanal (estas ações de campanha aconteceram quer na campanha eleitoral de 2013 como na de 2017). As figuras 23 e 24 ilustram visitas a esses locais por parte da Coligação Juntos por Guimarães durante a campanha eleitoral realizada em 2013 e 2017, respetivamente.

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Fonte: Facebook Coligação Juntos por Guimarães (2013)

Fonte: Facebook André Coelho Lima (2017)

Comícios e Festas Convívio

Os comícios e festas convívio em períodos de campanha eleitoral tratam-se de eventos de entrada livre. No entanto a opinião sobre a sua utilidade como ferramenta de marketing político parece ser unânime. Custodio Oliveira considera que “os comícios num meio local são meios para perder tempo, isto de forma geral. Tem um valor residual. A maior parte das campanhas pretende sempre convencer os convencidos” (ver apêndice D). Do lado da Coligação Juntos por Guimarães, André

Figura 23: Visita ao Mercado na campanha de 2013

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Coelho Lima entende que os comícios são cada vez menos úteis, referindo que “tendem a estar no comício 99% das pessoas que já estão esclarecidas” (ver apêndice A). Também o diretor de campanha, Bruno Fernandes, partilha da mesma opinião que o candidato da coligação dizendo que os comícios “[…]são como os apêndices […] Dificilmente alguém que não tenha a sua orientação de voto já mais ou menos decida irá a um comício” (ver apêndice C). Também Domingos Bragança (Partido Socialista) considera que os comícios, nos dias de hoje, representam “cada vez menos” uma ferramenta eficaz de marketing político “devido ao fácil acesso à informação”.

Apesar destas opiniões, quer a Coligação Juntos por Guimarães quer o Partido Socialista nas campanhas para as autárquicas de 2013 e para as autárquicas de 2017 realizaram este tipo de eventos. A figura 25 retrata uma festa convívio organizada pela Partido Socialista num espaço no centro da cidade aquando da campanha para as eleições autárquica de 2017.

Fonte: Facebook PS Guimarães (2017) Também relativamente à campanha para as autárquicas de 2017, a figura 26 representa um momento da apresentação do candidato da Coligação Juntos por Guimarães organizada em frente à Câmara Municipal.

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Fonte: Facebook André Coelho Lima (2017) Apesar de diversas vozes considerarem que os comícios são pouco úteis como estratégia de marketing político e que não servem para captar eleitorado, é possível encontrar justificações pela realização destas ações: Bruno Fernandes considera que “[O]s comícios servem para mostrar força ao adversário, mas também para motivação interna” (ver apêndice C) e André Coelho Lima menciona a título de exemplo que

Na apresentação da campanha, não foi importante para os que lá estavam; quer dizer foi importante, mas quem lá estava já acreditava em nós, já estavam convencidos. A principal mensagem que queríamos passar era de mostrar ousadia, despertar o eleitorado e o adversário. (ver apêndice A)

Brindes

As arruadas e ações do terreno, assim como os comícios e festas convívio são muitas vezes acompanhadas de brindes – pequenos objetos que contêm a inscrição relativa à força partidária a que pertencem. Os brindes representam uma ferramenta de marketing eleitoral (visto apenas serem utilizados aquando das campanhas eleitorais).

Domingos Bragança afirma que a oferta de brindes em comícios e arruadas faz sentido se estes forem educacionais ou utilitários referindo que “faz sempre falta um lápis, um caderno de notas ou até mesmo a avental” (entrevista completa no apêndice B). O candidato da Coligação Juntos por Guimarães, André Coelho Lima, possui uma opinião diferente da do seu adversário pois no seu entender a oferta de brindes já não faz sentido, no entanto reconhece que existiu um “que fez enorme sucesso em 2013 e também em 2017 que é a bola. As crianças deliram com aquilo” (ver entrevista no apêndice A). O diretor de campanha da Coligação JpG considera que “o voto é um

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ato de interesse. A utilização de brindes cria uma emoção, uma ligação”. Bruno Fernandes acrescenta ainda alguns exemplos de brindes mais utilizados pela Coligação foram o caderno, a bola, a caneta ou o porta-chaves (ver entrevista no apêndice C). Para o especialista Custodio Oliveira os brindes atualmente possuem “um valor residual” (entrevista completa no apêndice D).