5.3 S´ eries d’´ el´ ements d’un espace vectoriel norm´ e
5.3.4 Comparaison d’une s´ erie ` a une int´ egrale
O projeto de Estimulação Cognitiva vertente Estimulação Sensorial (PEC-ES) pretendia selecionar 4 idosos dois do género masculino e dois idosos do género feminino, num universo total de sete idosos pré selecionados, tendo quatro do género feminino e três do género masculino.
Para a determinação da nossa amostra procedeu-se à recolha de alguns instrumentos de informação, foram eles: observação direta e participante; conversas informais; diálogo com a equipa técnica interdisciplinar da instituição; leitura e análise dos processos individuais dos idosos; pedido do consentimento informado.
3.3.1. Procedimentos para a seleção da amostra
Um primeiro procedimento para a seleção da amostra pretendida foi a observação direta e participante na instituição, uma vez que exercemos funções de Técnica Superior de Serviço Social na instituição onde permanecem os idosos, e por outro lado conversas informais com os idosos através de uma entrevista
semi-estruturada (Ver anexo 55). O diálogo com a equipa técnica interdisciplinar tornou-se uma mais valia porque foi-nos dada uma breve caracterização da população a qual pretendíamos trabalhar.
Por outro lado, foi obtida autorização e procedeu-se à leitura de alguns processos individuais de alguns idosos para perceber-se se estes poderiam ou não participar no PEC-ES. Finalmente, foram elaborados os pedidos de consentimento informado, para o próprio idoso, para o familiar do idoso e para o Presidente da Direção da Instituição( ver anexo 48, 52, 54). Depois de uma breve reflexão e atendendo aos critérios e objetivos do programa foram selecionados quatro utentes que mais se aproximavam dos nossos critérios de seleção da amostra.
3.3.2. Instrumentos de recolha de dados da amostra
Os instrumentos utilizados para a recolha de dados da amostra foram os seguintes: ficha de identificação dos idosos participantes no PEC- vertente estimulação sensorial (ver anexo 24); escala de Depressão Geriátrica (ver anexo 34); avaliação clínica da Demência (ver anexo 25); escala de avaliação da doença de Alzheimer (ver anexo 35). Para registar como decorreu cada uma das sessões do PES-ES foi elaborada uma grelha de observação e uma outra grelha de avaliação.
Atendendo que o PEC-ES iria desenvolver-se numa Instituição foi pedido ao Presidente da Direção para o consentimento para o desenvolvimento projeto na referida instituição (ver anexo 54). Em virtude de tal situação, foram também informados os quatro idosos que se disponibilizaram a trabalhar no projeto e também lhes foi pedido um consentimento informado, sendo que três dos idosos A, B e D; conseguiram assinar o seu nome no documento e o idoso C
não assinou porque o mesmo não sabe assinar o seu nome. De seguida, por meio do consentimento informado, demos a conhecer o programa aos familiares dos quatro idosos.
3.3.2.1. Ficha de identificação dos idosos participantes no PEC-ES
Para a ficha de identificação optamos por avaliar 6 parâmetros de identificação de cada idoso, nomeadamente a sua caracterização geral, desde o nome, a idade, a data de nascimento, ao estado civil , e a morada entre outros. Num segundo item da ficha foi identificar o prestador de cuidados, ou seja, quem se responsabiliza pelo idoso e qual o seu grau de parentesco. Num terceiro item procurou-se saber as caraterísticas da residência do idoso, isto é, se vive em casa ou apartamento e se o mesmo tem ou não elevador na sua residência; e no item seguinte a questão era identificar com quem reside o idoso e há quanto tempo frequenta a instituição. O quinto item foca a ocupação, isto é, quais as atividades no seu tempo livre; e por fim, questionam- se os aspetos gerais de saúde, identificando qual a medicação utilizada pelo idoso, se o mesmo tem um acompanhamento psiquiátrico, se tem um diagnóstico médico da demência.
3.3.2.2. Escala de Depressão Geriátrica
A escala de Depressão Geriátrica utilizada foi a Geriatric Depression
Scale (GDS) de 1983, traduzida para português por um grupo de estudo do
envelhecimento cerebral e demências (João Barreto, Filomena Santos, Margarida Sobral, António Leachener). Esta escala está dividida por 30 itens. O objetivo da utilização desta escala foi determinar a prevalência de depressão dos idosos do PEC-ES e em especial; perceber num pequeno questionário se o idoso estava feliz, ansioso, deprimido, triste e se queria falar mais um pouco sobre si mesmo.
3.3.2.3. Avaliação Clínica da Demência
A escala de avaliação clínica da demência escolhida foi a Clinical Dementia Rating (CDR) de 1982, traduzida para português pelo grupo de estudo do envelhecimento cerebral e demências( Carolina Garrett, Isabel Trancada, Filomena Santos, João Barreto, Rosalina Fonseca, Margarida Sobral). Esta escala foi desenvolvida em 1979 no projeto Memory and Aging da Universidade Washington, St. Louis, Missouri, EUA para classificar a demência, sobretudo na doença de Alzheimer (DA).
Inicialmente, o objetivo era utilizar informação de fonte colateral (familiar/cuidador) associada à informação obtida com o próprio paciente durante a anamnese, auxiliadas por alguns instrumentos como a escala Blessed para gravidade de demência e o Mini Exame do Estado Mental (MEEM).
Esta escala de avaliação clínica da demência, está dividida no questionário para o cuidador, subdividido pela temática da memória, orientação, juízo e resolução de problemas, por outro lado, nas atividades na comunidade, subdividido nas temáticas ocupação, atividade social, atividades em casa, passatempos, atividade do dia a dia e cuidado pessoal. A segunda parte da escala está dividida por um questionário para o doente, e está subdividido pela temática da memória, orientação, juízo e resolução de problemas, diferenças, crítica e desenho do relógio.
3.3.2.4. Escala de Avaliação da Doença de Alzheimer A escala de avaliação para a Doença de Alzheimer (Alzheimer’s Disease Assessment Scale - ADAS) de 1983, foi traduzida para português pelo grupo de estudo do envelhecimento cerebral e demências (Manuela Guerreiro, João Barreto, Carlos Guerreiro, Sónia Fonseca).
Este teste constituído por 11 provas de desempenho, é mais aprofundado que o MMSE e pode ser utilizado em pessoas com sintomas ligeiros. É considerado o melhor exame de avaliação clínica para a memória e capacidades linguísticas, sendo frequentemente utilizado nos ensaios clínicos farmacológicos. A sua aplicação demora habitualmente cerca de 30 minutos e
geralmente é realizado por um especialista no consultório, ou poderá ser referenciado para fazer o teste com um psicólogo. In: http://alzheimerportugal.org/pt/text-0-9-33-21-exames-utilizados-no-diagnostico-de-demencia.
Esta escala de avaliação da doença de Alzheimer, ADAS cognitiva avalia os seguintes itens: evocação de palavras; nomeação de objetos e dados; compreensão de ordens; capacidade construtiva; praxia ideativa; orientação, reconhecimento de palavras, recordação das instruções do teste; linguagem oral; dificuldade em encontrar palavras no discurso espontâneo; compreensão da linguagem oral.
Em relação à ADAS não cognitiva avalia comportamentos que implica a sua ocorrência durante uma semana, com os seguintes itens: choro; sintomas depressivos; concentração ou dispersão; falta de colaboração nos teste; delírio; alucinação; deambulação; aumento da atividade motora; tremor e comportamento alimentar.
Neste caso em concreto e porque não somos nem especialistas nem psicólogos o objectivo desta escala de avaliação foi perceber se o declínio cognitivo era leve; e por meio do diálogo avaliar se o idoso chora muito ou não, se tem comportamentos de deambulação ou não e por outro lado, avaliar a sua destreza manual nas atividades construtivas entre outros.
Esta escala teve a particularidade de ser aplicada duas vezes, isto é, antes do início do projeto (pré intervenção), e no fim do projeto (pós intervenção) para que fosse possível avaliar o estado do idoso, ou seja, se a sua avaliação foi positiva ou melhorou ou se pelo contrário não houve qualquer alteração dos seus comportamentos.
3.4. Instrumentos de recolha de dados da observação e avaliação