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Comparaison des travaux d’entreposage de donn´ees XML

A atribuição a Sabino Arana do “título” de pai do nacionalismo vasco, é feita por seguidores mais fiéis e radicais, que o viam como o Messias que viria salvar o povo basco, em vias de extinção às mãos da inferior raça espanhola ocupadora, por força da abolição dos forais de 1876 e da revolução Industrial de Vizcaya. Mas Arana com efeito vai conseguir pegar em partes da sociedade basca, uma burguesia rural e carlista, mas não só, e com os apoios reunidos à volta

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da sua ideologia, vai dotar a região de uma organização política como o é o PNV, veículo privilegiado de difusão do aranismo, corrente político-religiosa, ideal para a recuperação dos elementos perdidos. É igualmente dada a aquele político a criação dos, ainda hoje, símbolos euscaldunos: o nome Euskadi, com o qual pretendia fazer diferença de signo com Euskal Herria, a bandeira de dupla cruz, e o hino; como qualquer movimento político, o nacionalismo vasco, também deitou mão a mitos, símbolos ou comemorações. Em consequência da criação dos referidos veículos de sentimento nacionalista, foram os mesmos adaptados, após utilização exclusiva do PNV, pelo governo autónomo da região, e pelas restantes associações políticas autonómicas nascidas do Estatuto de Guérnica de 1979.(Sainz, n.d.:62)

Comum nos nacionalismos com vista à sua exaltação está a questão da raça. A Espanha, esse país plurinacional não é exceção e toca-lhe lidar com a apregoada supremacia vasca, condimento que era parte integrante do manifesto de Arana para conseguir a separação dos territórios. Para alguns historiadores Arana subalternizava tudo o que se relacionasse com Espanha, na mais pura anti espanholização, desde a religião, a arte e principalmente forma de pensar; com um discurso populista e uma arte oratória que se baseava numa hiperbolização dos males que atribuía a Espanha. Construindo a supremacia com base na raça e na língua, tentava passar o discurso com base na relação dual por oposição, no ódio que sentia em relação ao povo espanhol, liberal e estrangeiro, para quem o seu espirito inferior havia pervertido o virtuoso povo vasco. A aposta daquele ideólogo era clara e estava escolhida: a xenofobia contra os espanhóis ou antimaketismo.(Sainz, 2006:197-199)

«La fisonomía del bizkaino es inteligente y noble; la del español inexpresiva y adusta. El bizkaino es de andar apuesto y varonil; el español, o no sabe andar (ejemplo, los quintos) o si es apuesto, es de tipo femenil (ejemplo, el torero). El bizkaino es nervudo y ágil; el español es flojo y torpe. El bizkaino es inteligente y hábil para toda clase de trabajos; el español es corto de inteligencia y carece de maña para los trabajos más sencillos. Preguntádselo a cualquier contratista de obras, y sabréis que un bizkaino hace en igual tiempo tanto como tres maketos juntos. El bizkaino es laborioso (ver labradas sus montañas hasta la cumbre); el español, perezoso y vago (contemplad sus inmensas llanuras desprovistas en absoluto de vegetación). (...) El bizkaino que vive en las montañas, que es el verdadero bizkaino, es, por natural carácter, religioso (asistid a una misa en aldea apartada, y quedaréis edificados); el español que habita lejos de las poblaciones, que es el verdadero español, o no sabe una palabra de religión, o es fanático, o es impío (ejemplos de lo primero en cualquier región española; de lo segundo entre los bandidos andaluces, que usan escapulario, y de lo tercero aquí en Bizkaya, en Sestao, donde todos los españoles, que no son pocos, son librepensadores). Oídle hablar a un bizkaino, y escucharéis la más eufónica, moral y culta de las lenguas; oídle a un español, y si sólo le oís rebuznar, podéis estar satisfechos, pues el asno no profiere voces indecente ni blasfemias.»

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(Sabino Arana, en Bizkaitarra, Bilbao, 7 de julio de 1895.)(“Sabino Arana y el racial- nacionalismo vasco,” n.d.) (http://05racismo.blogspot.pt/2009/04/143-sabino-arana-y-el- racial.html)

Para melhor compreender a luta basca pela autodeterminação e da forma como estava a ser idealizada pelos seus protagonistas, devemos buscar o elemento que marca o ponto de viragem no pensamento social e político das elites, pro separação, e esse ponto é sem dúvida a derrota na terceira Guerra Carlista às mãos dos liberais. Se de uma forma simplista podemos dizer que esta guerra confrontava duas ideologias, a análise deve ser feita a partir das consequências que a mesma trouxe ao País Basco, principalmente à cidade de Bilbao na Vizcaya. Esta cidade agora liberal atrai camponeses depauperados cuja única esperança de fugir da desgraça em que se encontravam, por via da destruição que a guerra havia proporcionado.

Toda a zona de Bilbao mais que duplica a sua população, com a indústria metalúrgica e extração mineira, florescem atraindo a referidas ondas migratórias. A par e passo, crescem atividades de serviços de apoio como bancos e seguros. O comércio e a indústria, mercê de vantagens fiscais oferecidas pelo governo de Espanha, revigoram-se; A região torna-se pequena para as ambições dos empresários e são estabelecidos roteiros económicos com Madrid ao sul e Paris a Norte, que começavam a procurara cidade de Bilbao e o seu porto para fazer desembarcar a sua produção, aproveitando uma situação de redução de tarifas. Para as hostes tradicionais nacionalistas o quadro era desolador: a juntar à enorme migração, falante da língua espanhola, era requisitada mão de obra qualificada para trabalhar em serviços administrativos, os serviços portuários, agora internacionalizados, requeriam apenas pessoal que falasse a língua de Cervantes, os novos ricos enviavam os filhos a estudar em França ou na Catalunha, a nova burguesia basca já se identificava como das mais espanholas de Espanha e o Euskera, essa língua rude, ia perdendo espaço para a refinada língua espanhola. Resumindo, o que os nacionalistas prometiam com renovação da sua língua inviolada desde tempos ancestrais, suas leis, economia e administração que só a tradicional foralidade poderia oferecer, estava a ser substituída em cada um dos seus apartados pela administração central de Espanha com governo em Madrid.(Pereira, 2000:42-46)

Todavia este milagre económico haveria de cambiar e proporcionar um caldo de cultura propício para o desenvolvimento da ideologia araniana. Como que por oposição, o desenvolvimento desenfreado das zonas urbanas, gera nichos de concentração industrial com consequente sindicância de preços; não tardam em nascer monopólios que arrastam para a ruína pequenos empresários desvirtuando o tecido empresarial e comercial. A inflação rapidamente galopou, a falta de sustentabilidade levou a leis laborais desajustadas, a poluição muda a cor do rio Nervión, que atravessa a cidade de Bilbao, provocando surto de doenças endémicas; a taxa de mortalidade de Bilbao atinge a permilagem de 45,1 habitantes. A sociedade viscaína atinge os dois extremos: do milagre económico, num ápice, ao comboio dos horrores.

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