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Comparaison entre les algorithmes de suivi de chemin et celles

III.4 Algorithme de relaxation non-convexe

III.4.2 Comparaison entre les algorithmes de suivi de chemin et celles

As mudanças apresentadas por parte da sociedade do conhecimento, diante da velocidade com que tudo acontece, fazem com que os indivíduos nela inseridos precisem desenvolver um novo perfil e os conceitos como comunidade de prática e aprendizagem colaborativa devem estar difundidos e em sintonia com as Diretrizes Curriculares Nacionais – DCN.

O ensino de língua, seja ela qual for, está relacionado ao surgimento de novas tecnologias. A tecnologia faz parte das atividades sociais da linguagem e a escola, por ser um espaço das práticas sociais, deve incorporá-la em suas práticas pedagógicas.

Tratando-se do espaço escolar, o livro é um exemplo de ferramenta tecnológica empregada no ensino de línguas, bem como os seus precursores: o volumen, um rolo de papiro; e o codex, uma coleção de folhas costuradas que lembra o formato do livro atual.

Portugal (2004) destaca que a acelerada evolução da tecnologia traz consigo novos desafios, e esses devem ser cuidadosa e sistematicamente analisados e pesquisados para que possam ser superados.

As mudanças sempre acontecerão e, apesar das diversas reações diante daquelas, é preciso estar consciente dos desafios aos quais se está exposto e se propor a lidar com expectativas que se estabelecem diante do novo.

Por uma perspectiva, nas últimas décadas, três importantes ‘eventos’ revolucionaram os processos de ensino e aprendizagem de um modo geral no Brasil:

(a) os Parâmetros Curriculares Nacionais, que imprimiram, aos processos educativos, uma orientação pedagógica, com abordagens que versam sobre as necessidades dos novos tempos, e, em relação ao ensino de língua, são condizentes com as concepções que os recentes estudos linguísticos postulam como prioritárias (por exemplo, o enfoque no discurso e não no sistema linguístico;

(b) a postura incorporada às contribuições dos estudos sobre os gêneros discursivos (orais e escritos) com vistas a um ensino voltado para o desenvolvimento de habilidades pressupostas pelas práticas de linguagem sociais nas suas diferentes modalidades;

30 (c) a aplicação educacional de ferramentas da era digital, que conduz para novas concepções de ensino e de aprendizagem, adaptando-se às tecnologias eletrônicas e incorporando-as às práticas pedagógicas;

Sob esse ângulo e diante dos avanços tecnológicos, é que se pretende, com este estudo, analisar o perfil do discente da Educação Básica, enquanto produtor de textos, no contexto do ensino da Língua Portuguesa.

2.4. Orientações para o Ensino de Língua Portuguesa na Instituição Investigada

Como o presente trabalho buscou-se evidenciar uma análise, especificamente, nas aulas de Língua Portuguesa, outra etapa, para a constituição de dados, foi a de pesquisar sobre a proposta de ensino da Instituição.

No que diz respeito ao Ensino de Língua Portuguesa, a Instituição investigada propõe, em seu Projeto Político Pedagógico – PPP, uma formação, buscando estratégias de ensino que priorizem a articulação entre as dimensões ciência, tecnologia e cultura.

Nesse sentido, baseia-se em Ciavatta (2005), que afirma que é necessária a pesquisa como princípio educativo e que esta esteja presente em toda a educação escolar dos que vivem e viverão do próprio trabalho, pois ela instiga o estudante no sentido da curiosidade em direção ao mundo que o cerca, gera inquietude, evitando que sejam incorporados pacotes fechados de visão de mundo, de informações e de saberes, quer sejam do senso comum, escolares ou científicos.

As propostas de mudanças qualitativas para o processo de ensino e de aprendizagem em todos os níveis de ensino indicam a sistematização de um conjunto de disposições e atitudes como pesquisar, selecionar informações, analisar, sintetizar, argumentar, negociar significados, cooperar, segundo os Parâmetros Curriculares Nacionais, fazendo com que o aluno possa participar do mundo social, incluindo-se aí a cidadania, a continuidade dos estudos.

Reafirma, sob a teoria de Ciavatta (2005) que o conhecimento se constitui a partir do momento em que os indivíduos fazem as relações entre as coisas e isso pressupõe pensar de forma integrada. A compreensão do real como totalidade caracteriza a mobilização de saberes, com foco nas competências que se pretende desenvolver e não nos conteúdos a se ensinar.

31 A intenção de completar a formação geral do estudante para a Instituição analisada, implica, entretanto, numa ação articulada no interior de cada área de Conteúdo Curricular e, ao mesmo tempo, no conjunto delas. Entende, nesse sentido que a ação articulada não é compatível com um trabalho solitário, definido independentemente no interior de cada disciplina.

As propostas que compõem o Projeto Político da referida Instituição estão embasadas na condição de que em um mundo como o atual, de tão rápidas transformações e de tão difíceis contradições, estar formado para a vida significa mais do que reproduzir dados, denominar classificações ou identificar símbolos. Significa:

• Saber informar-se, comunicar-se, argumentar, compreender e agir; • enfrentar problemas de diferentes naturezas;

• participar socialmente, de forma prática e solidária; • ser capaz de elaborar críticas ou propostas;

• adquirir uma atitude de permanente aprendizado.

Essa formação exige estratégias de aprendizagem compatíveis, ou seja, condições efetivas para que os alunos possam:

• comunicar-se, argumentar;

• defrontar-se com problemas, compreendê-los e enfrentá-los;

• Participar de um convívio social que lhes dê oportunidades de se realizarem como cidadãos;

• fazer escolhas e proposições;

• Tomar gosto pelo conhecimento, aprender a aprender.

Acredita-se, neste sentido, que diante do Currículo que é proposto pela Instituição é possível viabilizar a integração de cidadãos e cidadãs no universo das relações políticas, do trabalho e da simbolização subjetiva.

Por ser uma instrumentação de cunho democrático, deve priorizar conteúdos e estratégias de aprendizagem que capacitem o ser/aluno tanto no que diz respeito à sua vida em sociedade, à sua atividade produtiva e à sua experiência individual.

32 Na proposta de (Delors: 2002) estão os fundamentos necessários para que o educando desenvolva sua capacidade de:

aprender a conhecer

Priorizar o domínio dos próprios instrumentos do conhecimento considerando-os como meio e como fim. O aumento dos saberes que permitem compreender o mundo favorece o desenvolvimento da curiosidade intelectual, estimula o senso crítico e permite compreender o real mediante a aquisição da autonomia na capacidade de discernir.

aprender a fazer

Privilegiar a aplicação da teoria na prática a fim de enriquecer a vivência da ciência na tecnologia e destas na prática social, passando a ter uma significação especial no desenvolvimento da sociedade contemporânea.

aprender a viver juntos

Aprender a viver juntos, descobrindo a interdependência e ampliando a percepção e o conhecimento do outro.

aprender a ser

Supõe a preparação do indivíduo para elaborar pensamentos autônomos e críticos e para formular os seus próprios juízos de valores, de modo a decidir por si mesmo diante das diferentes circunstâncias da vida.

Diante do que é proposto pela Instituição em seu Projeto Político Pedagógico, em relação ao aluno, é desejo que ao final da Educação Básica, ou seja, do Ensino Médio, deverá estar apto a demonstrar:

• A consolidação e aprofundamento dos conhecimentos adquiridos no Ensino Fundamental;

• Domínio dos princípios científicos e tecnológicos que presidem a produção moderna;

• Conhecimento das formas contemporâneas de linguagem.

Para o Ensino de Língua Portuguesa, ao proporcionar ao aluno o domínio de língua materna, baseia-se na Teoria da Enunciação ou Sócio-interacionismo.

Na concepção interacionista, a linguagem é interação, isto é, meio de ação entre sujeitos histórica e socialmente situados que se constituem e constituem uns aos outros em suas relações dialógicas.

Esse caráter social da linguagem, segundo seu idealizador Bakhtin (1992), tem também o cunho de “enunciação, como discurso, ou seja, como forma de interlocução em que aquele que fala ou escreve é um sujeito que em determinada situação interage com um interlocutor, levado por um objetivo, uma intenção, uma necessidade de interação. ”

33 Ressalta-se, ainda, as Competências Específicas:

• Língua falada e língua escrita; gramática natural; automatização e estranhamento - Conceituar; identificar intenções e situações de uso.

• Gramática normativa; erro - considerar as diferenças entre língua oral e escrita;

• Gramática normativa; ciência versus achismo - Conceber a gramática como uma disciplina viva, em revisão e elaboração constante;

• Protagonista do discurso; intertextualidade - Confrontar opiniões e pontos de vista sobre as diferentes manifestações da linguagem verbal; • Função e natureza da intertextualidade - Analisar os recursos expressivos da linguagem verbal, relacionando texto e contexto;

• Gramática; linguística; gramaticalidade - Distinguir gramática descritiva e normativa, a partir da adequação ou não a situações de uso.

Prevê o estudo dos suportes como meio de interação com o cotidiano e as práticas de linguagens básicas.

Os gêneros textuais são, desta forma, observados na sua forma pura e original.

Para os educandos, buscam-se proporcionar atividades que possibilitem as seguintes competências gerais:

• Investigação e Compreensão - Analisar os recursos expressivos da linguagem verbal, relacionando textos e contextos, mediante a natureza, função, organização, estrutura, de acordo com as condições de produção e recepção (intenção, época, local, interlocutores participantes da criação e da propagação de ideias e escolhas, tecnologias disponíveis)

Competências específicas:

• Linguagem; tipologia textual - Analisar os recursos expressivos da linguagem verbal, relacionando texto e contexto de uso;

• Tipologia textual; interlocução - Distinguir contextos, adequar a linguagem ao contexto;

• Gíria e contexto - Relacionar língua e contexto; escolher uma variante entre algumas que estão disponíveis na língua;

• Língua e contexto - Identificar níveis de linguagem; analisar julgamentos; opinar.

34 Tratando-se da Literatura como parte que compõe a Língua Portuguesa, a Instituição busca o desenvolvimento de uma consciência autônoma e crítica, investindo na capacidade de interpretação e julgamento, não só de textos verbais, como também dos não-verbais.

Com certeza, a Literatura pode e deve contribuir, de alguma forma, para que ocorra uma desautomatização do pensamento, pois apesar de ficção feita de palavras, ela parte sempre da realidade e, muitas vezes, de forma questionadora dessa realidade e de determinados valores que vão sendo impostos como únicos padrões aceitáveis. Dessa forma, é imprescindível que a Literatura seja trabalhada de forma a desenvolver competências e habilidades de leitura e produção de textos, nos mais variados gêneros.

É importante salientar que a Literatura surge com os primórdios da civilização, portanto parte crucial do processo histórico de espiritualização da humanidade. Como exemplo têm-se os mitos gregos, que são uma tentativa de compreensão, ou de explicação do estarmos nesse mundo. Ou então, o conflito humano entre o divino e o terreno, representado no Barroco. Ou ainda o Arcadismo, numa busca de equilíbrio entre razão e sentimento. Todas as representações artísticas indo desembocar nas vanguardas modernistas, propondo o rompimento das tradições e incorporando à arte dimensões da sociedade tecnológica que ganha impulsos surpreendentes na passagem do século XIX ao XX.

Estabelecem-se os seguintes objetivos gerais para o ensino de Literatura no nível Médio de Ensino:

• reconhecer a literatura como processo de produção de sentido; • privilegiar o texto literário como objeto de estudo;

• reconhecer as múltiplas possibilidades de sentido do texto literário; • considerar a dimensão metalinguística dos textos literários;

• reconhecer a intertextualidade e seus efeitos de sentido no texto literário; • conhecer o processo de formação da literatura brasileira;

• Relacionar História, Literatura e sociedade; • relacionar literatura e identidade nacional;

• conhecer obras representativas de diferentes períodos da literatura brasileira;

• identificar semelhanças, diferenças e relações entre diferentes obras de autores brasileiros;

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3.7.1. A Concepção de Produção Textual

O ensino de Língua Portuguesa, no espaço escolar tomado como campo de investigação, se fundamenta na ampliação da orientação sugerida nos Parâmetros Curriculares Nacionais: “deve preparar o aluno para a vida, qualificando-o para o aprendizado permanente e para o exercício da cidadania”.

Nos aspectos representação e comunicação, quanto à Produção Textual em Língua Portuguesa, deverão propiciar ao educando condições para comparar linguagens, compreender a língua materna como geradora de significação para a realidade, de uma organização de mundo e da própria identidade.

Quanto à investigação e compreensão da Língua Portuguesa, em função da Produção Textual, deverão possibilitar o conhecimento aos envolvidos no processo de aprendizagem de forma que possam utilizá-lo, eficazmente, integrando procedimentos de análise textual, ciência da dinâmica da interlocução, distinção da realidade de construção simbólica do real, recuperação das formas instituídas de construção do imaginário coletivo, domínio dos componentes estruturais das diversas linguagens e seus arranjos possíveis, criticamente a diversidade das linguagens.

No ensino de Língua Portuguesa, a contextualização sociocultural é um dos fundamentos, que no aspecto Produção Textual, valida o contexto em que se produzem os objetos culturais caracterizados nas linguagens, hoje ou no passado, assim como o caráter histórico.

A qualificação para o pleno exercício da cidadania implica uma compreensão da dimensão ética e política da linguagem, ou seja, uma reflexão crítica sobre a língua como atividade social capaz de regular, incluir ou excluir o acesso dos indivíduos ao patrimônio cultural e ao poder político.

Além de decodificar e codificar textos escritos, é preciso ser capaz de:

•. Reconhecer a leitura e a escrita como atividades interativas de produção de sentido, que colocam em jogo diferentes fatores, como a situação comunicativa, o horizonte social dos interlocutores, o objetivo da interlocução, as imagens que os interlocutores fazem um do outro, os usos e práticas da linguagem;

• atingir um nível de letramento que leve a compreensão e produção, com autonomia, de diferentes gêneros de textos, com distintos objetivos e motivações.

36 O processo discursivo somente fará sentido se observado na língua “ viva”, em funcionamento na comunicação e que se materializa nos textos. Assim, a Compreensão, a Produção de Textos e a Reflexão sobre os Processos de Textualização serão vistos como tema central do Conteúdo Curricular: Língua Portuguesa que inclui estudar as dimensões pragmática e discursiva da língua, nas quais se manifestam as relações entre as formas linguísticas e o contexto em que são usadas.

A Produção de Texto em Língua Portuguesa implica na consideração da materialidade linguística, vocabulário e sua gramática. Faz-se necessária a análise das inter-relações entre as condições de produção e a configuração semântica e formal dos diversos tipos de textos.

Tendo em vista o propósito de reconhecer, como unidade de estudo fundamental, a Produção de Texto, quanto à a proposta de ensino de Língua Portuguesa, segundo os PCN terá um único eixo temático possibilitando:

 Compreensão e Produção de Textos e Suportes.

O nome desse eixo faz referência a uma das competências fundamentais para o exercício da cidadania e para o aprendizado permanente.

Preparar o alunado para lidar com Gêneros e Discursos é fundamental, isto porque, o estudo sobre estes comporta quatro operações correspondentes aos processos que se realizam tanto para compreensão dos processos que o indivíduo realiza quanto para produzir textos escritos, sendo:

1- Contextualização; 2-Tematização; 3 - Enunciação; 4 - Textualização.

2.5. Uso da Tecnologia no Ensino de Língua Portuguesa

Na área de linguagens e códigos, o uso das tecnologias, no ensino da Língua Portuguesa é o desenvolvimento das competências em se manejar sistemas simbólicos e decodificá-los. Para que essas competências sejam efetivamente construídas e se tornem explícitas, três eixos merecem atenção:

• Contextualização Sociocultural - Considerar a Língua Portuguesa como fonte de legitimação de acordos e condutas sociais e como representação

37 simbólica de experiências humanas, manifestas nas formas de sentir, pensar e agir na vida social;

• Representação e Comunicação - Compreender e usar a Língua Portuguesa como língua materna, geradora de significação e integradora da organização do mundo e da própria identidade;

• Compreensão e Investigação - Articular as redes de diferenças e semelhanças entre a língua oral e escrita e seus códigos sociais, contextuais e linguísticos.

Competências e habilidades a serem desenvolvidas em Redação:

 Superar bloqueios, aumentar e recuperar fluxo de palavras e de ideias;

 Exercer a sensibilidade descritiva;

 Expressar pontos de vista e tecer argumentos;  Organizar com clareza e coerência o pensamento.

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CAPÍTULO III

TECNOLOGIA, INFORMAÇÃO E

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3. 1. INTRODUÇÃO

Com a presença das tecnologias nas mais variadas áreas da sociedade, são inegáveis, também, as mudanças no cotidiano do ser humano. A escola por sua vez, como formadora de cidadãos e sendo o local em que os discentes passam a maior parte do tempo, tem como uma de suas funções, mediar a relação do educando com o computador, recursos tecnológicos e informação.

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