Sendo a FA uma Farmácia reaberta em 2013 após falência da gerência anterior, é uma Farmácia que aos poucos necessita de conquistar público. Hoje em dia, com os meios de divulgação que existem, nomeadamente as redes sociais, esta tarefa fica relativamente facilitada, uma vez que é
possível que a informação chegue a muita gente ao mesmo tempo. Podemos, assim, deixar alguns conselhos, utilizando referências provenientes da Internet, dando acesso direto aos utentes à informação. É possível ainda mostrar fotografias do espaço, de eventos associados, promoções, campanhas de saúde, entre outros tipos de material.
Assim, foi um papel de destaque que tive durante o meu Estágio na FA, o de abrir os horizontes a esta Farmácia, para que a mesma se aproximasse dos seus utentes e da população.
O Facebook foi uma ferramenta essencial para que conseguisse esta projeção. Fiz algumas publicações com conselhos importantes no que toca à Saúde e promoções, em nome da Farmácia Arrochela, e consegui obter um acréscimo de seguidores da página (cerca de 300), tendo atualmente um total de 532 seguidores. A saber:
- Conselhos relativos a cuidados no Inverno (Anexo X) ; - Principais diferenças entre gripe e constipação (Anexo XI); - Promoção de Dia de S. Valentim (Anexo XII);
- Montra do Dia de S.Valentim (Anexo XIII); - Importância da Vitamina C (Anexo XIV); - Rastreio de Nutrição Grátis (Anexo XV);
- Promoção BIODERMA White Objective (Anexo XVI); - Auto-medicação (Anexo XVII);
- Promoção – Óculos de sol Chicco (Anexo XVIII); - Rastreio de glicémia gratuito (Anexo XIX)
Ao mesmo tempo, fiz alguns cartazes relativos a algumas promoções e que depois foram afixados na Farmácia (Anexos XX – XXIII) com o objetivo de chamar também a atenção ao público que passava pela Farmácia. Todas as montagens de imagem foram realizadas por mim durante o período de estágio. Creio que foi importante a atribuição de uma tarefa direta, particularmente a um estagiário que estava há muito pouco tempo na Farmácia sem muitas tarefas atribuídas. E o melhor é o facto de conseguirmos dar o nosso contributo para mudar algo que achamos importante. A FA tinha o slogan “Valorizar a Saúde”, que considerei na altura impessoal, e deslocado do utente. De forma a garantir uma certa proximidade ao utente, e para que o mesmo se sentisse integrado quando visse o slogan em algum outro sitio, sugeri que o slogan passasse para “Valorizamos a sua Saúde”, que indica possessão e que nos permitiria afirmar que o doente está seguro connosco, e existirá uma relação de confiança.
Bibliografia
[1] https://pt.wikipedia.org/wiki/Peso_da_R%C3%A9gua Acedido a 13 de abril de 2015 [2] Decreto‐Lei n.º 307/2007, de 31 de Agosto, (2007), Regime jurídico das farmácias de
oficina, Legislação Farmacêutica Compilada.
[3] Decreto-Lei nº 176/2006, de 30 de agosto (2006) Estatuto do medicamento, Legislação Farmacêutica Compilada
[4] Portaria n.º 224-A/2013, de 9 de julho. (2013) Regime jurídico a que obedecem as regras de prescrição de medicamentos, os modelos de receita médica, as condições de dispensa de medicamentos e as obrigações de informação a prestar aos utentes, Legislação
Farmacêutica Compilada.
[5] Decreto-Lei n.º 48-A/2010. (2010) Regime geral das comparticipações do Estado, Ministério da Saúde.
[6] Decreto Regulamentar nº 28/2009, de 12 de Outubro. (2009) Regras relativas ao controlo do mercado lícito de estupefacientes e substâncias psicotrópicas, Legislação Farmacêutica Compilada.
[7] Decreto Regulamentar n.º 61-94, de 12 de Outubro. Sect. I-B, n.º 236, (1994) Regras relativas ao controlo do mercado lícito de estupefacientes e substâncias psicotrópicas, Legislação Farmacêutica Compilada.
[8] Decreto-Lei n.º 148/2008, de 29 de julho (2008) Medicamentos de uso veterinário, Ministério da Agricultura, do Desenvolvimento Rural e das Pescas.
[9] Decreto-Lei n.º 189/2008, de 24 de setembro (2008) Regime jurídico aplicável aos produtos cosméticos e de higiene corporal, INFARMED.
[10] Decreto – Lei n.º 20/2013, de 14 de fevereiro (2013) Regime jurídico dos medicamentos de uso humano.
[11] www.valormed.pt Acedido a 21 de maio de 2015
[12] Basson M (2008). Cardiovascular disease. Nature 451(7181): 903-903.
[13] What is Cardiovascular Disease? Disponível em http://www.heart.org/ . Acedido a 12 de abril de 2015
[14] What are the symptoms of a Heart Attack? Disponível em http://www.nhlbi.nih.gov . Acedido a 12 de abril de 2015
[15] Mafalda Sousa-Uva, CM D (2014). Prevalência de Acidente Vascular Cerebral na população
portuguesa: dados da amostra ECOS 2013. Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo
Jorge.
[16] van der Worp HB and J van Gijn (2007). Acute Ischemic Stroke. New England Journal of
[17] DGS (2000). Viver após um Acidente Vascular Cerebral. Autocuidados na Saúde e na Doença - Guias para as Pessoas Idosas.
[18] Kemp CD and JV Conte (2012). The pathophysiology of heart failure. Cardiovascular
Pathology 21(5): 365-371.
[19] McMurray JJV (2010). Systolic Heart Failure. New England Journal of Medicine 362(3): 228-238.
[20] What are the Symptoms of a A Heart Attack? Disponível em http://www.nhlbi.nih.gov. Acedido a 16 de abril de 2015
[21] Helms AS and DS Bach (2013). Heart Valve Disease. Primary Care: Clinics in Office
Practice 40(1): 91-108.
[22] Fahed AC, et al. (2013). Genetics of Congenital Heart Disease: The Glass Half Empty.
Circulation Research 112(4): 707-720.
[23] Facts about Congenital Heart Disease. Disponível em http://cdc.gov . Acedido 17 de abril de 2015
[24] What are the symptoms of heart valve disease? Disponível em http://www.medicinenet.com . Acedido em 17 de abril de 2015
[25] Perdigão C (2011). Risco Cardiovascular Global. Revista Fatores de Risco 20: 58-61. [26] Doenças Cardiovasculares. Disponível em http://www.portaldasaude.pt .Acedido a 17 de
abril de 2015
[27] Messner B and D Bernhard (2014). Smoking and Cardiovascular Disease: Mechanisms of Endothelial Dysfunction and Early Atherogenesis. Arteriosclerosis, Thrombosis, and
Vascular Biology 34(3): 509-515.
[28] Jefferis BJ, et al. (2010). Secondhand smoke (SHS) exposure is associated with circulating markers of inflammation and endothelial function in adult men and women. Atherosclerosis 208(2): 550-556.
[29] Barua RS and JA Ambrose (2013). Mechanisms of Coronary Thrombosis in Cigarette Smoke Exposure. Arteriosclerosis, Thrombosis, and Vascular Biology 33(7): 1460-1467.
[30] Food and Drug Administration (2015). Smoking Cessation Products. FDA Consumer Health Information.
[31] Norma DGS número: 2/DGCG, 31 de março (2004). Diagnóstico, Tratamento e Controlo da Hipertensão Arterial. Direção Geral de Saúde
[32] Mancia G, et al. (2013). 2013 ESH/ESC Guidelines for the management of arterial hypertension. European Heart Journal 34(28): 2159-2219.
[33] Rimoldi SF, et al. (2013). Secondary arterial hypertension: when, who, and how to screen?
European Heart Journal.
[34] Duprez D (2012). Treatment of isolated systolic hypertension in the elderly. Expert Review
[35] Varon J and PE Marik (2003). Clinical review: The management of hypertensive crises.
Critical Care 7(5): 374-384.
[36] Myat A et al. (2012). Resistant hypertension. The BMJ 345.
[37] Obesity . Disponível em http://www.world-heart-federation.org . Acedido a 1 de setembro de 2015
[38] Sérgio AC, Flora B (2006). Programa Nacional de Combate à Obesidade. Direção Geral de
Saúde.
[39] Kokkinos P (2010). Physical Activity and Cardiovascular Disease Prevention. Jones &
Bartlett Learning (13) 343 – 370.
[40] Eckel RH et al. (2011). Obesity and Type 2 Diabetes: What Can Be Unified and What Needs to Be Individualized? Diabetes Care 34(6): 1424-1430.
[41] Musunuru K (2010). Atherogenic Dyslipidemia: Cardiovascular Risk and Dietary Intervention." Lipids 45(10): 907-914.
[42] Stone NJ, et al. (2014). 2013 ACC/AHA Guideline on the Treatment of Blood Cholesterol to Reduce Atherosclerotic Cardiovascular Risk in Adults: A Report of the American College of Cardiology/American Heart Association Task Force on Practice Guidelines. Journal of
the American College of Cardiology 63(25_PA).
[43] Fleg JL, et al. (2013). Secondary Prevention of Atherosclerotic Cardiovascular Disease in Older Adults: A Scientific Statement From the American Heart Association. Circulation 128(22): 2422-2446.
[44] Berger S, et al. (2015). Dietary cholesterol and cardiovascular disease: a systematic review and meta-analysis. The American Journal of Clinical Nutrition 102(2): 276-294.
[45] Cholesterol Charts: What the numbers mean. Disponível em http://www.emedicinehealth.com/ . Acedido em 19 de junho de 2015
[46] Polonsky KS (2012). The Past 200 Years in Diabetes. New England Journal of Medicine 367(14): 1332-1340.
[47] Wilcox G (2005). Insulin and Insulin Resistance. Clinical Biochemist Reviews 26(2): 19- 39.
[48] Atkinson MA (2012). The Pathogenesis and Natural History of Type 1 Diabetes. Cold
Spring Harbor Perspectives in Medicine 2(11).
[49] Types of insulin for Diabetes treatment. Disponível em http://webmd.com. Acedido a 2 de agosto de 2015
[50] Pratley RE (2013). The Early Treatment of Type 2 Diabetes. The American Journal of
Medicine 126(9): S2-S9.
[51] Gestational Diabetes. Disponível em http://www.mayoclinic.org . Acedido a 18 de agosto de 2015
[52] Haffner SM (1998). Epidemiology of Type 2 Diabetes: Risk Factors. Diabetes Care 21(Supplement 3): C3-C6.
[53] Diabetes Risk Factors. Disponível em http://www.idf.org. Acedido a 21 de agosto de 2015 [54] Look ARG (2007). Reduction in Weight and Cardiovascular Disease Risk Factors in
Individuals With Type 2 Diabetes: One-Year Results of the Look AHEAD Trial. Diabetes
Care 30(6): 1374-1383.
[55] Departamento da Qualidade na Saúde ‐ Programa Nacional de Prevenção e Controlo da Diabetes (2011) Norma 002/2011 – Diagnóstico e Classificação da Diabetes Mellitus Direção Geral de Saúde
[56] Perilli G et al. (2013). Diabetic Ketoacidosis: A Review and Update. Current Emergency
and Hospital Medicine Reports 1(1): 10-17.
[57] Rask-Madsen C, George L King "Vascular Complications of Diabetes: Mechanisms of Injury and Protective Factors." Cell Metabolism 17(1): 20-33.
[58] Madanchi N, et al. (2013). Who are diabetic foot patients? A descriptive study on 873 patients. Journal of Diabetes & Metabolic Disorders 12(1): 36.
[59] Iraj B, et al. (2013). Prevention of Diabetic Foot Ulcer. International Journal of Preventive
Anexos
Anexo I – Espaço Exterior da Farmácia Arrochela
Anexo II – Montra de vidro temática no Dia dos Namorados
Anexo V – Prateleira de produtos de uso veterinário
Anexo VII – Influência do tabaco no dano vascular
Anexo XIX - Flyer distribuído aos utentes diabéticos
Anexo XI – Principais diferenças entre gripe e constipação
Anexo XII – Promoção do Dia de S.Valentim
Anexo XIV – Importância da Vitamina C
Anexo XVI – Promoção BIODERMA White Objective
Anexo XV – Rastreio de Nutrição Grátis
Anexo XVIII – Promoção – Óculos de Sol Chicco Anexo XIX – Rastreio de glicémia gratuito
Anexo XX – Promoção óculos de sol Chicco (Cartaz físico)
Anexo XXI – Rastreio de Nutrição Gratuito (Cartaz Físico)
Anexo XXII – Campanha de desconto em Óculos Chicco (cartaz físico)
Hospital de Proximidade de Lamego
Faculdade de Farmácia da Universidade do Porto
Mestrado Integrado em Ciências Farmacêuticas
Relatório de Estágio Profissionalizante
Centro Hospitalar de Trás-os-Montes e Alto Douro – Unidade de
Lamego
(Hospital de Proximidade de Lamego)
maio de 2015 a junho de 2015
João Pedro Fernandes do Souto
Orientador : Dra. Helena Cecília Tertuliano
______________________________________
Declaração de Integridade
Eu,
_______________________________________________,
abaixo
assinado, nº __________, aluno do Mestrado Integrado em Ciências
Farmacêuticas da Faculdade de Farmácia da Universidade do Porto, declaro ter
actuado com absoluta integridade na elaboração deste documento.
Nesse sentido, confirmo que NÃO incorri em plágio (acto pelo qual um indivíduo,
mesmo por omissão, assume a autoria de um determinado trabalho intelectual
ou partes dele). Mais declaro que todas as frases que retirei de trabalhos
anteriores pertencentes a outros autores foram referenciadas ou redigidas com
novas palavras, tendo neste caso colocado a citação da fonte bibliográfica.
Faculdade
de
Farmácia
da
Universidade
do
Porto,
____
de
__________________ de ______
Agradecimentos
Chegado à etapa final do curso, e mais propriamente ao Estágio, altura de aplicar os conhecimentos teóricos adquiridos durante quatro anos e meio de curso, terei de agradecer a quem permitiu que aqui chegasse. Em primeiro lugar, à minha família, que foi quem me suportou nestes anos de aprendizagem. E esse suporte não foi só a nível financeiro. Também o foi a nível emocional e de motivação necessária para atingir os meus objetivos. Por estas e outras razões, faltou algum tempo para a família, o que para um estudante deslocado nunca será positivo. Para eles, o meu primeiro agradecimento, por toda a compreensão. Depois, um
profundo agradecimento àqueles com quem criei os maiores laços nesta Faculdade de Farmácia, e que levarei sempre comigo, juntamente com as saudades deste percurso. O tempo de vida académica acaba, e a nostalgia de deixar esta casa escorre pelos olhos. É um momento difícil para quem tão intensamente os viveu. Guardo as melhores recordações dos 5 anos que aqui passei. Mas não vou poder voltar, por muito que quisesse. A Faculdade é uma altura em que aprendemos a viver, e essas pessoas ensinaram-me a viver, nas alegrias e nas tristezas: falo de Estudantes, Professores e Funcionários desta casa. Particularmente, porque o meu percurso académico não se pode dissociar do percurso associativo, agradeço também à Instituição que é a Associação de Estudantes da Faculdade de Farmácia da Universidade do Porto – uma
verdadeira escola de vida, e aquilo que de certa forma mais me fez crescer nos últimos três anos de Mestrado Integrado. Melhor que ser estudante é ter oportunidade e legitimidade para
representar estudantes, e essa Associação ensinou-me a fazê-lo, com valores, com postura, e com a verdadeira noção de compromisso. Foi um privilégio. Fica também, neste âmbito, um agradecimento às Instituições com as quais tive oportunidade de contactar durante o meu período de representação dos Estudantes.
Em específico no que diz respeito ao meu Estágio em Farmácia Hospitalar, gostaria de deixar um agradecimento especial à Dra. Helena Cecília Tertuliano, Responsável dos Serviços Farmacêuticos da Unidade de Lamego do Centro Hospitalar de Trás-os-Montes e Alto Douro, pelo grande acompanhamento que fez a todo o meu estágio, fazendo valer muito a pena a opção por este local. Efetivamente, é complicado fazer a gestão de um estágio e ao mesmo tempo conseguir gerir Serviços Farmacêuticos, e a Dra. Helena fê-lo de uma forma absolutamente exemplar, preocupada, e com um verdadeiro sentido pedagógico dos seus deveres enquanto Orientadora de um Estágio Curricular. A Dra. Helena é, para além disso, e de se revelar extremamente competente na sua função, é uma profissional com uma atitude pró-ativa e que deveria ser mais frequente junto dos Farmacêuticos, com ou sem problemas no exercício da profissão. Por tudo, muito obrigado!
Lista de acrónimos AO – Assistente Operacional
CHTMAD – Centro Hospitalar de Trás-os-Montes e Alto Douro DIDDU – Distribuição Individual Diária em Dose Unitária DU – Distribuição Unitária
EPE – Entidade Pública Empresarial FEFO – First Expire, First Out FIFO – First In, First Out
HPL – Hospital de Proximidade de Lamego INCM – Imprensa Nacional Casa de Moeda JCI – Joint Comission International
PF – Produtos Farmacêuticos SF – Serviços Farmacêuticos SNS – Serviço Nacional de Saúde
TDT – Técnico de Diagnóstico e Terapêutica
Listagem de Anexos
Anexo I - Requisição de aquisição e utilização de hemoderivados (via farmácia e via serviço) Anexo II – Impresso para a requisição de Estupefacientes, Psicotrópicos e Benzodiazepinas Anexo III – Requisição de utilização de substâncias estupefacientes, psicotrópicos e
benzodiazepinas
Anexo IV - Impresso de pedido de informação do CHTMAD Anexo V – Cartaz informativo – Uso Responsável do Antibiótico
Índice
1. Caracterização do Centro Hospitalar de Trás-os-Montes e Alto Douro E.P.E. (CHTMAD) e Hospital de Proximidade de Lamego ... 1 1.1. Caracterização dos Serviços Farmacêuticos (SF) do CHTMAD/HPL ... 1 1.2. Localização e espaço físico ... 2 1.3. Sistema Informático ... 2 2. Seleção, aquisição e armazenamento de medicamentos e produtos farmacêuticos ... 2 2.1. Gestão de existências em stock ... 2 2.2. Encomendas ... 3 2.2.1. Receção e conferência de encomendas... 3 2.3. Armazenamento ... 4 3. Validação e Processamento da prescrição ... 4 4. Distribuição e Dispensa da Medicação ... 6 4.1. Distribuição Clássica ... 6 4.2. Reposição de stocks por níveis ... 7 4.3. Distribuição Individual Diária em Dose Unitária ... 8 4.4. Distribuição Personalizada ... 9 4.4.1. Hemoderivados ... 9 4.4.2. Psicotrópicos e Estupefacientes... 10 4.5. Dispensa de Medicamentos em Ambulatório ... 11 5. Conferência de medicação na Enfermaria ... 12
5.1. Administração de formas farmacêuticas orais sólidas a doentes entubados ou com dificuldades em deglutir ... 13 6. Preparação de Medicamentos ... 14 6.1. Embalamento e Rotulagem de Medicamentos ... 14 6.2. Preparação de Citostáticos ... 14 7. Papel do Farmacêutico no Uso Responsável do Medicamento ... 16 7.1. Informações/Esclarecimentos sobre medicamentos ... 16 7.2. Farmacovigilância ... 17 8. Atividades desenvolvidas em Farmácia Hospitalar ... 17 8.1. Visita ao laboratório de Análises Clínicas ... 17 8.2. Palestra sobre Cuidados na Diabetes ... 18 8.3. I Encontro de Cuidados Paliativos do CHTMAD ... 18 8.4. Formação em Ensaios Clínicos ... 18 8.5. Uso Responsável do Antibiótico no CHTMAD - HPL ... 19
Introdução
O meu Estágio em Farmácia Hospitalar decorreu no Hospital de Proximidade de Lamego, Unidade do Centro Hospitalar de Trás-os-Montes e Alto Douro, dos dias 11 de maio a 30 de junho. Este foi um estágio encarado por mim com alguma expectativa, uma vez que a função hospitalar do Farmacêutico acaba por passar um pouco ao lado do Mestrado Integrado em Ciências Farmacêuticas, não estando definidas metas curriculares de acordo com esta área.
A minha vontade em realizar este estágio nasceu da curiosidade e do querer saber mais sobre aquilo que rodeia a nossa (minha futura) profissão e que a valoriza, apesar de muitas vezes a sociedade não reconhecer inteiramente esta nossa função. Ser Farmacêutico é mais do que estar a um balcão a vender. É prestar cuidados, é trabalhar em prol de uma comunidade. É criar condições para que as pessoas possam viver mais e melhor. É ainda saber gerir, saber garantir a supervisão de uma equipa e saber fazer escolhas. Ser Farmacêutico Hospitalar enquadra-se ainda mais no referido anteriormente, constituindo um serviço à comunidade, sem cara, mas que se reveste da maior importância.
O Farmacêutico Hospitalar pode e deve fazer mais, pelo que devem ser aproveitadas as suas competências e a sua formação de excelência. Devemos focar-nos no doente e ao mesmo tempo preocuparmo-nos com o uso responsável do medicamento, o trabalho conjunto entre profissionais de saúde e as melhorias que poderemos trazer ao Serviço Nacional de Saúde que nasceu para todos, e que devido à crise, se tem vindo a deteriorar. Eu acredito num
Farmacêutico multidisciplinar, que consegue abrir caminho para a partilha de conhecimento e que poupa dinheiros ao Estado em re-internamentos e admissões hospitalares, e que consegue mostrar que cuida da sociedade também com responsabilidade, rigor e excelência.
1. Caracterização do Centro Hospitalar de Trás-os-Montes e Alto Douro E.P.E. (CHTMAD) e Hospital de Proximidade de Lamego
O CHTMAD é uma Entidade Pública Empresarial (EPE), tendo sido criado pela fusão do Centro Hospitalar de Vila Real/Peso da Régua com o Hospital Distrital de Chaves e o Hospital Distrital de Lamego, em março de 2007. [1] Atualmente, o CHTMAD é constituído por quatro unidades hospitalares: o Hospital de S. Pedro, em Vila Real, onde está localizada a sede social, o Hospital de Proximidade de Lamego, o Hospital Distrital de Chaves e o Hospital D. Luiz I, no Peso da Régua. Integra, ainda, a Unidade de Cuidados Continuados e Convalescença em Vila Pouca de Aguiar. [1] A sua área de influência direta abrange cerca de 300.000 habitantes do distrito de Vila Real, abrange ainda, para algumas valências a parte sul do distrito de Bragança, o norte do distrito de Viseu e a área leste do distrito do Porto, estendendo-se assim, a um total de cerca de meio milhão de habitantes. [1] O CHTMAD esteve acreditado pela Joint Comission Internacional (JCI), considerada uma das mais importantes entidades mundiais para a acreditação de padrões assistenciais da qualidade de serviços de saúde. Nos últimos dois anos esta acreditação não foi renovada, porém o CHTMAD continua a seguir as normas de qualidade da JCI, em vigor à data da última renovação de acreditação. [1]
1.1. Caracterização dos Serviços Farmacêuticos (SF) do CHTMAD/HPL
Os SF constituem uma unidade funcional do CHTMAD, com autonomia técnica e científica no que diz respeito às atividades relacionadas directamente com a dispensa de medicamentos e produtos farmacêuticos (PF). [1,2]
Têm como principal objetivo disponibilizar o medicamento correto, na forma e quantidade certas, de modo a cumprir a prescrição médica proposta, para cada doente do hospital, em regime de internamento e ambulatório, contribuindo assim, para a obtenção de um melhor rácio risco/benefício e custo/utilidade. [1,2]
Os SF do CHTMAD, assim como os restantes recursos humanos do CHTMAD estão organizados de forma hierárquica: Em posição cupular encontra-se a Direção Clínica e Comissão de Farmácia e Terapêutica, estando abaixo a Diretora dos SF de todo o CHTMAD e, uma vez que o Centro Hospitalar compreende as Unidades de Lamego, Chaves e Vila Real, em cada uma destas existe um responsável de SF (que no caso de Vila Real corresponde à Diretora dos SF do CHTMAD). Os SF do CHTMAD/HPL tem recursos humanos próprios, contando com 2 farmacêuticas, 1 Técnica de Diagnóstico e Terapêutica (TDT) e 2 Assistentes Operacionais (AO).
O horário de funcionamento dos SF do CHTMAD/HPL é das 08h30 até às 18h00, sendo que o meu horário durante este estágio era compreendido entre as 09h00 e as 16h00, sendo que consegui passar por todos os pontos essenciais do Estágio Curricular em Farmácia Hospitalar. Existe ainda uma escala de prevenção em situações de emergência para todo o CHTMAD que funciona entre as 18h00 e as 24h00. Nos feriados, esta escala funciona entre as 09h00 e as 24h00.
1.2. Localização e espaço físico
O CHTMAD/HPL localiza-se na periferia da cidade de Lamego, distrito de Viseu. Com acesso privilegiado à auto-estrada, o mesmo permite uma melhor resolução de casos de emergência médica, e o fácil acesso em situações de menor gravidade é também uma mais-valia neste edifício muito recente, numa recente aposta do Estado para o Serviço Nacional de Saúde (SNS).
No que diz respeito aos SF do CHTMAD/HPL, os mesmos localizam-se no Piso 0 do Edifício do Hospital. No mesmo piso funcionam a Lavandaria, o Refeitório e o Aprovisionamento. A Farmácia da Ambulatório localiza-se no Piso 2, junto da Consulta Externa. Este espaço engloba casas de banho, armazém, gabinetes de Farmacêuticos, Técnicos de Diagnóstico e Terapêutica e Assistente Operacional. Os SF têm um espaço de trabalho comum no qual está situado o Kardex® e onde se faz principalmente a preparação das malas para